Autoconceito

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Podemos entender autoconceito como sendo a forma de daí como nos valorizamos ou relacionamos.

O autoconceito corresponde à resposta à pergunta "QUEM SOU EU?"

O autoconceito é formado com base em elementos de vários campos da existência, a saber: a imagem corporal, a sensibilidade cinestésica e tátil, a Cultura, a Religião, e outros. O comportamento relativamente ao conceito que nós temos de nós próprios é variado. Podemos realizar actividades de:

  1. Autopercepção
  2. Auto-avaliação
  3. Autocomunicação
  4. Automotivação
  5. Autocontrole

Segundo Burns (1986), o autoconceito é composto por imagens acerca do que nós próprios pensamos que somos, o que pensamos que conseguimos realizar e o que pensamos que os outros pensam de nós e também de como gostaríamos de ser.

Para este autor, o autoconceito consiste em todas as maneiras de como uma pessoa pensa que é nos seus julgamentos, nas avaliações e tendências de comportamento. Isto leva a que o autoconceito seja analisado como um conjunto de várias atitudes do eu e únicas de cada pessoa. O autoconceito tem um papel extremamente importante na medida em que tenta explicar o comportamento, ou seja, porque consegue manter uma certa consistência nesse mesmo comportamento, explicita a interpretação da experiência e fornece um certo grau de previsão (Burns,1986). Estein (1973) afirma mesmo que "para os fenomenologistas, o autoconceito é o constructo central da Psicologia, proporcionando a única perspectiva através da qual o comportamento humano pode ser compreendido" De um ponto de vista histórico, a investigação no domínio do autoconceito foi, na maioria das vezes, levada a efeito por filósofos, teólogos ou outros profissionais não directamente ligados à Psicologia, sendo apenas por volta dos anos quarenta que aquele conceito começa a suscitar algum interesse para o estudo científico nos domínios da Psicologia e da Sociologia (Sherif,1972).

De facto, tal conceito quase desaparecera do contexto da Psicologia no período compreendido entre 1890 a 1940, período que coincide com a vigência do primeiro momento de cientificação da Psicologia (finais do século XIX, princípios do século XX) e com o advento do segundo momento da cientificação da referida disciplina, representados, respectivamente, por Wundt e Watson (Burns,1982). É neste contexto, dominado por concepções monolíticas, que a perspectiva de William James acerca do Eu vem ganhar pertinência (ibidem).


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