Autocontrole

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Auto-controle é a capacidade de controlar as emoções e os desejos, é a capacidade de gestão de uma pessoa para o seu futuro. Numa perspectiva behaviorista, o autocontrole corresponde à respostas controladoras aprendidas progressivamente além da seleção dos estímulos e suas contingências. Segundo Burrhus Frederic Skinner (1904 - 1990) nenhum místico ou asceta deixou de controlar o mundo em seu redor, controla-o para controlar a si mesmo ainda que seja escolhendo um estilo de vida próprio pois segundo Skinner não podemos escolher um gênero de vida no qual não haja controle, podemos tão só mudar as condições controladoras. [1]

Contudo como pondera o próprio Skinner (2003)[2] ao dar ênfase ao poder controlador das variáveis externas, deixamos o organismo em uma posição peculiarmente desamparada limitado ao que parece ser apenas um "repertório" (um inventário de comportamentos ou etograma diriam os etólogos) de ações mais ou menos provável, à medida que o ambiente se altera. Por outro lado reconhece-se a “liberdade”, livre arbítrio ou certo grau de "autodeterminação" da conduta ao menos como cita Skinner no comportamento criador do artista, do cientista, no comportamento auto-exploratório do escritor, na autodisciplina do asceta ou, com freqüência, quando a resposta de um indivíduo tem conseqüências que provocam conflitos, ou seja, quando tem como contingência tanto o reforço positivo, quanto negativo ou punição.

Segundo esse autor, o indivíduo vem a controlar parte de seu próprio comportamento quando emite uma resposta controladora que pode manipular qualquer das variáveis das quais a resposta controlada é função; a resposta controladora afeta variáveis de maneira a mudar a probabilidade da resposta a ser controlada. Sabemos pois que o organismo pode tomar a resposta punida menos provável alterando as variáveis das quais é função. Qualquer comportamento que consiga fazer isso será automaticamente reforçado. Denominamos autocontrole estes comportamentos. (Skinner, 2003)

Ver também[editar | editar código-fonte]

o treinamento autógeno possui características semelhantes à técnicas de meditação

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Skinner, Burrhus Frederic. Sobre o behaviorismo. SP, Cultrix, 2006.
  2. Skinner, Burrhus Frederic. Ciência e comportamento humano. SP, Martins Fontes, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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