Autonomação

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Autonomação descreve um recurso de projeto de máquinas para desempenhar o princípio de "Jidoka" utilizado pelo Sistema Toyota de Produção . Autonomação, ou Jidoka, pode também ser descrito como "automação inteligente'" ou "automação com toque humano"[1] . Este tipo de automação implementa algumas funções supervisoras antes das funções de produção. Na Toyota isto geralmente significa que, se uma situação anormal aparecer, a máquina pára e o os operários pararão a linha de produção. Autonomação previne produtos defeituosos, elimina superprodução e foca a atenção na compreensão do problema e assegurar que esse problema não se repita.

Consiste em:

1- Detectar a anormalidade.

2- Parar.

3- Consertar ou corrigir a condição imediatamente.

4- Investigar a causa raiz e instalar uma contramedida.


Surgimento e Transformação: A autonomação ou jidoka surgiu no início do século XX quando o fundador do grupo Toyota, [Toyoda] desenvolveu um tear capaz de interromper seu funcionamento automaticamente quando um fio se quebrasse. Anos mais tarde quando a [Toyota] já se tornara uma grande montadora de automóveis, o jidoka tornou-se um dos pilares to Sistema de Produção Toyota no qual qualquer operador poderia parar a linha de produção inteira ao detectar um erro, iniciando-se assim outro processo: os "5 PORQUÊS?", no qual uma equipe multidisciplinar se debruçava sobre o artefato com erro até chegar à sua causa raiz, evitando assim que este ocorresse novamente. A autonomação, assim como os demais pilares do sistema da Toyota permaneceu por muitas décadas longe da compreensão ocidental até que um grupo de pesquisadores do [MIT] desenvolveu um estudo sobre o futuro da indústria automotiva mundial, se deparando com a grave lacuna de produtividade entre o modelo japonês e o desenvolvido por [Henry Ford]. O sistema foi então decodificado como "lean" (enxuto, em inglês) pelos membros da equipe chefiada por James Womack (presidente e fundador do LEI e que contava com o pesquisador brasileiro José Roberto Ferro, fundador do LIB, dois institutos responsáveis por disseminar estes princípios na indústria mundial.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. Toyota Production System, Taiichi Ohno, Productivity Press, 1988, p 6