Avelós

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Avelós (Euphorbia tirucalli)

Avelós (Euphorbia tirucalli)
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Magnoliidae
Ordem: Malpighiales
Família: Euphorbiaceae
Género: Euphorbia
Espécie: Euphorbia tirucalli
Nome binomial
Euphorbia tirucalli
Linnaeus

A avelós (nome científico Euphorbia tirucalli; também popularmente conhecido como pau-pelado, coroa-de-cristo, cachorro-pelado, árvore-lápis ou graveto-do-diabo[1] ) é um arbusto família das euforbiáceas que produz uma seiva tóxica e cáustica, capaz de cegar.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Tem uma ampla distribuição na África, presentes no nordeste da África Central e Austral. Também pode ser nativa em outras partes do continente, bem como algumas ilhas vizinhas e na península árabe. Foi introduzida a muitas outras regiões tropicais. Seu status na Índia é incerto. Ele cresce em áreas secas e é muitas vezes usado para alimentar o gado ou como cobertura.

Essa planta produz um leite venenoso (látex), que pode ser facilmente convertido em gasolina. Isso levou o químico Melvin Calvin a propor a exploração do leite desse arbusto como substituto do petróleo. Este uso é particularmente atraente devido à capacidade desse arbusto a crescer em terras que não são adequadas à sua produção. Calvin estimou que 10 a 50 barris de petróleo por hectare seriam possíveis. Esse leite também foi utilizado na produção de borracha, mas essa tentativa não foi muito bem sucedida.

Esse leite também tem usos em medicina tradicional, em muitas culturas. Tem sido usada para tratar cancros, excrescências, tumores e verrugas em lugares diversos como Brasil, Índia, Indonésia e Malásia. Porém usada em grandes quantidades, essa substância é extremamente nociva à saúde.

Conforme o Jornal Folha de São Paulo, estudos do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que essa planta conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma pessoa doente com câncer, em estado terminal, e que também foi eficaz no alívio das dores.[3]

Primeiros socorros[editar | editar código-fonte]

A seiva leitosa contida nesta planta é extremamente corrosiva e tóxica. Em contato com a pele causa queimaduras graves; em contato com os olhos pode causar dor intensa e cegueira temporária de até 7 dias. Se ingerida, pode causar queimadura na boca, lábios e língua. Se engolir a seiva e ter a ingestão, o indivíduo deve procurar assistência médica.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]