Avenida Amaral Peixoto (Niterói)

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Avenida Amaral Peixoto vista da Praça Arariboia

Avenida Amaral Peixoto é uma das principais vias urbanas do centro da cidade de Niterói. Construída correspondendo ao plano para o conjunto do centro cívico Praça da República seria aberta uma ampla avenida tangenciando a praça, ligando o conjunto à estação da barcas na Praça Arariboia e interligando as avenidas Marquês do Paraná e a Visconde do Rio Branco. Batizada em homenagem ao ex-interventor e governador fluminense, Ernani do Amaral Peixoto, e foi construída aos moldes da Avenida Presidente Vargas do Centro da Cidade do Rio de Janeiro.

A via, rasgando o centro comercial da cidade, promoveu o desmembramento de terrenos modificando o traçado de várias quadras do Centro. Foram demolidos cerca de 230 prédios para a implantação do novo loteamento, resultando em uma avenida de 1.003 metros de extensão por 20 metros de largura. No corredor de edifícios da avenida abriga a maioria das agências bancárias, escritórios e consultórios, os fóruns da justiça trabalhista, federal e estadual da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

Constando no projeto arquitetônico-urbanístico do Centro Cívico da Praça da República, sua função foi estabelecer o eixo monumental entre o centro cívico da Praça da República com a Estação Hidroviária na Praça Martin Afonso (atual Praça Arariboia), que ligava Niterói a então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, além de dar nova face a antiga capital do estado.

Contudo, a monumentalidade de todo o projeto, os custos e as mudanças políticas sucessivamente adiaram sua construção. Na década de 1930 o arquiteto niteroiense Atílio Correa Lima em seu projeto-tese reafirma a necessidade de construção da monumental avenida.

A abertura da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em 1942, em pleno Estado Novo foi marco do processo de modernização da cidade.

Em 1954 foi inaugurado o último trecho, entre a Praça e a Avenida Marquês do Paraná.

Conjunto Arquitetônico[editar | editar código-fonte]

avenida possuí uma formula gabaritada com edifícios de até 13 pavimentos construídos colados nas divisas, modulados pela testada frontal de 24 metros, embora é observado que nem todos os lotes tiveram a testada generosa defendida para o projeto, sendo que variavam entre 10, 12 e 18m, com profundidade de 23m, em sua maioria. As galerias para o abrigo dos pedestres são também uma característica marcante – com pé-direito duplo, possuindo 6,8m de altura e quatro metros de passeio coberto e um metro de passeio desabrigado entre os pilares da galeria e o meio fio.

Um dos edifícios mais emblemáticos da avenida é o Edifício das Secretarias, uma construção modernista exemplar, fachada em concreto aparente, com breeze soleil, pilotis e pavimentos-tipo livres, elevadores abrindo para o passeio público, além de esquadrias deslizantes e com venezianas. O edifício contava ainda com um painel de Burle Max que foi retirado em 1972. O edifício coroava o inicio da Avenida Amaral Peixoto no seu primeiro trecho e se confrontava com o antigo edifício do Fórum (o Palácio da Justiça), em estilo eclético[1] .

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Avenida Amaral Peixoto abriga a Praça da República um conjunto formado por praça e pelos edifícios públicos de arquitetura eclética tombado pelo patrimônio histórico, construído para abrigar o centro cívico do antigo estado do Rio de Janeiro, hoje todos abrigam espaços culturais - composto atualmente pela Câmara Municipal de Niterói e seu arquivo histórico, Biblioteca Estadual de Niterói, o antigo Tribunal de Justiça (atual Centro de Memória Judiciária de Niterói) e Liceu Nilo Peçanha e o monumento Triunfo a República.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências