Avenida Brasil (Rio de Janeiro)

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BR-101 RJ.svg BR-040 RJ.svg BR-116 RJ.svg
Avenida Brasil
(nome oficial)
Trecho da BR-101 RJ.svg BR-101, BR-040 RJ.svg BR-040 e BR-116 RJ.svg BR-116
AVENIDABRASIL2010.JPG
Extensão 58,5 km (36,3 mi)
Inauguração 1946
Limite leste Avenida Francisco Bicalhoo
Interseções
Limite oeste Avenida João XXIII
Rodovias Federais do Brasil
leste
< Ponte Rio-Niterói
BR-101 RJ.svg
BR-101
oeste
Rodovia Rio-Santos >
norte
< Rodovia Washington Luís
BR-040 RJ.svg
BR-040
sudeste
Avenida Rodrigues Alves/Elevado da Perimetral >
norte
< Rodovia Washington Luís/Rio-Teresópolis
BR-116 RJ.svg
BR-116
noroeste
Rodovia Presidente Dutra >

A Avenida Brasil é um dos principais logradouros da cidade do Rio de Janeiro.

Com 58,5 quilômetros de extensão, corta 27 bairros (se adicionada Vila Kennedy, considerada sub-bairro de Bangu mas tida como um bairro não-oficial) da cidade e tem o status de mais importante via expressa da cidade do Rio de Janeiro.

É a maior avenida em extensão do Brasil e o maior trecho urbano da BR-101, ligando exatamente a BR-101 norte (Ponte Rio-Niterói e Rodovia Rio-Vitória/Niterói-Manilha) à BR-101 sul (Rodovia Rio-Santos). Seu limite de velocidade é de até 90 quilômetros por hora, entretanto com os engarrafamentos, a velocidade média na via expressa diminui significativamente.

Além da BR-101, a Avenida Brasil também faz parte do percurso da BR-040, da BR-116 e da BR-465, totalizando todas as rodovias federais que passam pela cidade do Rio de Janeiro.

A Prefeitura do Rio de Janeiro mensura a Avenida Brasil, como a responsável pelo maior fluxo viário da cidade com mais de 300 mil veículos por dia, atribuído à influência geográfica da via - causado pelo fenômeno da migração pendular, isto é, o deslocamento diário dos trabalhadores da Baixada Fluminense e da Zona Norte e Zona Oeste ao Centro da cidade.

Avenida Brasil, altura de Irajá.

A avenida começa nas proximidades da Zona Portuária tendo como marco a Rodoviária Novo Rio como quilômetro 0 e corta dezenas de bairros até chegar a Santa Cruz, na Avenida João XXIII - o quilômetro final, na Zona Oeste. A Avenida Brasil é uma via estratégica para o dinamismo da cidade do Rio de Janeiro e importante historicamente.

Têm interseções com a Ponte Rio-Niterói, Linha Vermelha, Linha Amarela, Rodovia Washington Luís, Via Dutra, Antiga Estrada Rio-São Paulo e a Rodovia Rio-Santos, garantindo assim ligação direta com a Baixada Fluminense, a Zona Norte, Zona Sul, Zona Oeste e o Centro carioca.

Inaugurada em 1946, recebeu expansão à Zona Oeste com extinção da Avenida das Bandeiras em 1961, o que lhe garantiu esta transversalidade.

Também se tinha a intenção de diminuir os custos de circulação de mercadorias, assim como facilitar acesso às indústrias, que possuíam presença expressiva na região. Teve importante consolidação a partir da década de 1950, com a chegada da indústria automobilística principalmente nos Anos JK.

Nela se situa o Ceasa, no bairro de Irajá, um dos maiores entrepostos de hortifrutigranjeiros da América Latina, e a Fundação Oswaldo Cruz com o seu prédio em estilo arábico.

As críticas à Avenida Brasil geralmente são dirigidas aos seus problemas crônicos como:

  • Ao não sempre ideal estado de conservação asfáltica, mais intensa do trecho Trevo das Margaridas ↔ Caju, diminuindo a velocidade do trânsito, causa congestionamentos, acidentes e danos aos veículos.
  • Desistência de empresas, por conta da insegurança proporcionada pela violência urbana.

O projeto[editar | editar código-fonte]

A primeira tentativa de abrir a via aos veículos automotores é datado de 1906, durante a Era Pereira Passos na Prefeitura do Rio de Janeiro. O objetivo era conectar o centro da cidade aos bairros, com bairros se localizados depois da Ponta do Caju até Irajá, tendo como ponto de partida a Avenida Rodrigues Alves e o Cais do Porto, também cogitando uma via que facilitasse o acesso à capital federal na época, o Rio de Janeiro.[1]

Em 1916, o projeto estava sendo debatido nos primeiros congressos sobre estradas de rodagem.[1]

Durante a Era Washington Luís na presidência, diversos projetos para a futura rodovia (entre 1926 e 1928) foram considerados, aproveitando trechos do caminho de 1922, quando foi feita a primeira viagem por carro a Petrópolis, agregando alguns sócios do Automóvel Club.[1]

Foram feitos cinco estudos. A que seguia o litoral foi considerada a mais difícil de se executar.[1]

O projeto de autoria de Jorge Macedo Vieira para o Bairro Industrial de Manguinhos (de 1927), com o trajeto pelo litoral, contrariou as tendências das escolhas de trajetos para aberturas de rodovias serem sempre pelo interior e foi a senha para determinar o atual trajeto da Avenida Brasil.[1]

A variante de acesso à Petrópolis, que daria origem à atual Avenida Brasil, foi construída na década de 1940, no período histórico denonimado Era Vargas, para desafogar o tráfego nas ruas internas beirando a Estrada de Ferro Leopoldina, que nada mais eram o antigo caminho para Petrópolis.

Descrição da via expressa[editar | editar código-fonte]

O trajeto do Avenida Brasil cruza os seguintes bairros:[2]

Percurso Zona Oeste
1º Percurso Zona Norte
2º Percurso Zona Norte
Percurso Zona Central
Deodoro Ricardo de Albuquerque Irajá Benfica
Realengo Guadalupe Vista Alegre Vasco da Gama
Padre Miguel Barros Filho Parada de Lucas Bairro Imperial de São Cristóvão
Bangu Fazenda Botafogo
(bairro não-oficial)
Vigário Geral Caju
Vila Kennedy
(bairro não-oficial)
Coelho Neto Cordovil
Santíssimo Penha
Campo Grande Olaria
Santa Cruz Ramos Bonsucesso
Manguinhos

Percursos subdivididos de acordo com a distribuição de faixas da via expressa ao longo dos bairros.

Distribuição das faixas por partes da Avenida Brasil nos dias atuais[editar | editar código-fonte]

Trecho sob concessão.
  • CajuIrajá: Uma pista central nos dois sentidos com quatro faixas, sendo uma seletiva (permitida apenas o tráfego de ônibus e táxis e veículos oficiais (Legislativo, judiciário, executivo, forças armadas, ambulâncias, policias, corpo de bombeiros e carros de resgates), mais pista lateral com duas faixas para permitir o fluxo de veículos local.
  • AcariGuadalupe: Uma pista central nos dois sentidos com quatro faixas, sendo uma seletiva(permitida apenas o tráfego de ônibus e táxis), sendo excluída a pista lateral para tráfego local. Excepcionalmente em Guadalupe uma pista central nos dois sentidos com quatro faixas, sendo uma seletiva(permitida apenas o tráfego de ônibus e táxis), mais pista lateral com duas faixas para permitir o fluxo de veículos local. Vale observar que nos dois sentidos a pista sofre alterações: no sentido Zona Oeste extingue-se a faixa seletiva, enquanto no sentido Centro é aberta a faixa.
  • DeodoroSanta Cruz: A via é composta por três faixas de rolamentos nos sentidos Zona Oeste e Centro, com acessos locais aos bairros em que corta a via. Não há faixa seletiva neste trecho.

Percurso da Avenida Brasil na Zona Oeste[editar | editar código-fonte]

Atravessa diversos bairros da Zona Oeste, começando mais ao norte no viaduto que transpõe a Estrada de Ferro Central do Brasil, em Deodoro até Santa Cruz, onde fica o ponto mais ao sul da Avenida Brasil, a Avenida João XXIII. É localizada na região periférica da cidade e que está sofrendo as consequências de uma ocupação muito rápida do solo ao longo de sua existência e reduzidos índices de desenvolvimento humano (IDH). Essa área também responde pela ligação às vias locais da Zona Oeste, através do sistema rodoviário (automóvel e os ônibus), que ligam aos polos mais importantes da região: Bangu, Campo Grande e Santa Cruz. Existe ocupação expressiva de indústrias, principalmente próximo ao acesso da Estrada do Pedregoso, em Campo Grande.

A partir de 2001, recebeu novas alças de acesso, em vários bairros como Santíssimo, Realengo, Bangu e Deodoro.

Vias integrantes[editar | editar código-fonte]

Primeiro parte do percurso da Avenida Brasil na Zona Norte[editar | editar código-fonte]

É a parte mais curta da Avenida Brasil. A ocupação do solo de Acari as margens da Avenida Brasil, por exemplo, data da década de 1950, A faixa seletiva, que se abre e fecha em Guadalupe nos dois sentidos, permite que as linhas do sistema de ônibus que fazem o trajeto Zona Oeste ↔ Centro iniciem/terminem o seu serviço expresso, eliminando as paradas na Avenida Brasil, durante o horário comercial.

Vias integrantes[editar | editar código-fonte]

Segundo parte do percurso da Avenida Brasil na Zona Norte[editar | editar código-fonte]

A parte da Avenida Brasil com trânsito mais intenso da cidade do Rio de Janeiro, com vias expressas que fornecem trânsito intenso que muitas vezes excede a capacidade, como visto no horário de pico ou em feriados, quando há o fluxo para casas de veraneio através do trajeto Av. Brasil ↔ Região dos Lagos. Atravessa vários bairros com importância estratégica na cidade como Irajá, bairro onde fica um dos maiores entrepostos de hortifrutigranjeiros da América Latina, Penha - onde localiza-se o Mercado São Sebastião e Bonsucesso, localização do acesso para a Linha Amarela.

Três dos principais conexões da cidade se encontram nessa área: o Trevo das Missões, o Trevo das Margaridas, o Viaduto Celso Furtado e o Viaduto de Manguinhos que conectam a BR-040, a BR-116, a Linha Vermelha e a Linha Amarela respectivamente. Na altura do Caju, a faixa seletiva terá chegado ao seu limite norte, no Caju. Somente na área original(antes ser alongada até Guadalupe) Trevo das Margaridas ↔ Caju, possui 15 km de extensão. Foi assegurado no início de 2010, investimentos nessa área da Avenida Brasil, cujo asfalto está em estado crítico.

Deve admitir-se novamente a importância dos automóveis, assim como o sistema municipal e intermunicipal de ônibus, que foi impulsionada com a falta de investimentos públicos na manutenção e expansão do transporte ferroviário, em boa parte da década de 1980: participação expressiva de linhas urbanas tanto com serviço parador ou rápido fazendo o trajeto Zona Norte ↔ Centro e também Baixada ↔ Central do Brasil, esta última respondendo por uma boa parte da migração pendular na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, embora muito pulverizada.

Uma parcela da ocupação do solo desta região provém do período pré-Variante de Acesso à Rio-Petrópolis.

Vias integrantes[editar | editar código-fonte]

Cronologia ao longo da História da Avenida Brasil[editar | editar código-fonte]

A Avenida Brasil engarrafada durante a noite, próximo ao bairro de Irajá

Década de 1930[editar | editar código-fonte]

  • Em dezembro de 1939: Sancionado decreto autorizando a desapropriação de propriedades (terrenos) para construção da "Variante de Acesso à Rio-Petrópolis", atualmente Avenida Brasil, ligando a área portuária carioca e o que seria o atual bairro de Parada de Lucas.

Década de 1940[editar | editar código-fonte]

  • 1940: Início das obras de implantação da Variante de Acesso à Rio-Petrópolis, na primeira fase uma auto-estrada de 15 quilômetros entre o Cais do Porto e Parada de Lucas com duas pistas centrais(mão e contra-mão) com 10 m de largura e duas pistas laterais(mão e contra-mão) de 6 m. Sua velocidade máxima projetada era 100 km/h e mensurava 4.000 veículos/hora/sentido.
  • 1943: O Distrito Federal já tem iniciada as obras de abertura da Avenida Brasil e concluída uma fração da auto-estrada no atual bairro de Manguinhos, e pavimentada com placas de concreto.
  • Julho de 1945: Era possível trafegar da Rua Bela, em São Cristóvão até a atual avenida Lobo Júnior, na Penha.
  • 1946: Inauguração da Avenida Brasil, sobre aterro da orla da Baía da Guanabara, com o objetivo de deslocar o fluxo de veículos provenientes de São Paulo e de Petrópolis (Rio-Petrópolis).

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

  • 20 de junho de 1950: Duplicação da via entre o que seria o atual bairro de Bonsucesso e o Rio Faria. Inaugurada na já nomeada Avenida das Bandeiras, ponte dupla em Coelho Neto pretendendo conectar o trecho Realengo ↔ Deodoro ↔ Coelho Neto.
  • 1951: Construção do Viaduto de Barros Filho(atual Viaduto João Paulo) - concluído em 1952, do Trevo das Missões; para facilitar a ida e vinda para Petrópolis e do Viaduto de Deodoro.
  • 1954: Construção do viaduto do Galeão.
  • 1957: Entregue acesso à Avenida Brigadeiro Trompowski.
  • 1959: Entregue viaduto sobre Estrada do Sete Riachos, atual Santíssimo, nas Avenida das Bandeiras, paralela à Avenida Brasil e continuação do prolongamento da mesma aos trechos Bangu ↔ Mendanha ↔ Antiga Estrada Rio-São Paulo (viadutos na área de Campo Grande - atual sub-bairro Pedregoso), também inaugurada pista lateral na região de Cordovil (trevo das Missões) na avenida Brasil e refúgios centrais e laterais no trecho do Viaduto do Galeão até Bonsucesso. Segunda pista na Avenida das Bandeiras no trecho atual Irajá ↔ atual Coelho Neto. E o ajardinamento inicial do refúgio central.

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

  • 1960: Mercado São Sebastião é inaugurado.
  • 1961: O decreto de número 471 unifica as duas avenidas: Avenida Brasil e Avenida das Bandeiras, tornando-se uma via conectando Caju ↔ Campo Grande.
  • 1962: Entregue a duplicação da unificada Avenida Brasil entre o que é atualmente Barros Filho e Deodoro.
  • 1962: Inaugurada mais vias laterais à Avenida Brasil, também prolongada de Campo Grande (em pista simples) para Santa Cruz - concluídas em 1965.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

  • 1972: Remodelação da Avenida Brasil no trecho de onde se encontra o Caju até a atual Rodovia Presidente Dutra com mureta de concreto new jersey, estreitamento do canteiros para ganhar mais 2 pistas (mão e contra-mão), somando 4 faixas. Inauguradas as primeiras passarelas.
  • 13 de setembro de 1974: Inauguração do viaduto ferroviário Engenheiro Roberto Khede para eliminar passagem em nível na Avenida Brasil.
  • 1978: A Avenida Brasil chega a 34 passarelas, majoritariamente com escadas. A minoria, 13, é acessada com rampas.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

  • Entregue a faixa seletiva, com objetivo de inibir o crescimento de carros particulares e aumentar a faixa de velocidade média dos ônibus urbanos que fazem deslocamento da Zona Norte e Zona Oeste para o centro da cidade do Rio de Janeiro.
  • 1984: Início da duplicação do Viaduto de Parada de Lucas e inaugurado em 9 de dezembro de 1986 com 86 m.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

  • 1993: A Prefeitura do Rio de Janeiro assume a manutenção da Avenida Brasil, antes incumbida ao DNER (atual DNIT), através do Decreto n.º18.512, de 11 de fevereiro de 1993, publicado no Diário Oficial do Rio de Janeiro, Parte 1, de 12 de fevereiro de 1993, página 3.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

  • Em torno de 2002: Inicia-se as obras de remodelação, incluindo recapeamento na Avenida Brasil do trecho Santa CruzRealengo. O trecho ganha uma faixa, tendo-se assim três faixas na mão e contra-mão.
  • Junho de 2004: Inauguração do viaduto Ramirez Mozzato Gonzalez, construída onde se encontram o entroncamento com a Avenida Perimetral com a Avenida Brasil.
  • 22 de novembro de 2004: Entregue rótula de acesso em Realengo, no entroncamento com a Estrada Engenho Novo. Eliminado o último cruzamento com semáforo na Avenida Brasil. No mesmo ano, inaugurado o Viaduto Celso Furtado, conectando a pista central da Av.Brasil no Caju à Linha Vermelha para reduzir engarrafamentos nos horários de pico.
  • 2005: Inaugurado viaduto de acesso à Ricardo de Albuquerque.
  • 2006: Entregue a quarta faixa da pista central da Avenida Brasil entre o bairro de Guadalupe e a Via Dutra(bairro de Irajá).

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

  • 2010: A Secretaria Municipal de Obras e Conservação (SMO), órgão do Governo Municipal do Rio de Janeiro anuncia investimentos de R$ 57 milhões, que serão aplicados na recuperação do pavimento da via expressa - com um novo tipo de asfalto, composto por polímero, no trecho Caju ↔ Trevo das Margaridas - este último entroncamento com a Via Dutra, totalizando 17 km. Está incluído a recuperação de calçadas, baias de ônibus e guarda-rodas. Estima-se que os trabalhos tenham a duração de 1 ano e meio. A licitação está marcada para abril.[3]
  • 2011: Inaugurado os shoppings centers Via Brasil e Jardim Guadalupe, onde se melhoram o desenvolvimentos dos locais, onde estão situados.
  • 2012: Inaugurada a nova sede da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que será palco para grandes eventos.

Consequências da construção da Avenida Brasil[editar | editar código-fonte]

Tráfego no sentido CentroZona Oeste.
  • Criação de inúmeras linhas radiais, isto é, linhas de ônibus que possuem como ponto de partida a Zona Norte ou a Oeste carioca destinando-se ao Centro da cidade via Avenida Brasil.
  • Popularização e o refortalecimento do sistema rodoviário, automotivo e do ônibus urbano na cidade do Rio de Janeiro e arredores.
  • Influência na criação de linhas da Baixada para o Centro da cidade, com o ponto final próximo à estação da Central do Brasil.
  • A implantação da Avenida Brasil na cidade provocou constantes engarrafamentos, provavelmente colocando-no com o papel de recurso antieconômico para se transportar.
  • Criação de vias expressas alternativas à Avenida Brasil, devido o sobrecarregamento da via (Linha Vermelha, Amarela e futuramente Via Light).
  • Surgimento dos linhas de ônibus urbanos e rodoviários com serviços especiais, que utilizavam a faixa especial (seletiva) inaugurada na década de 1980 de Guadalupe (inicialmente Irajá) até São Cristóvão para ampliar a velocidade média dos ônibus na seletiva de 40 para 60 quilômetros horários(aumento de 50%) e consequentemente trazer motoristas de carros para os ônibus.
  • A construção da Avenida Brasil, provocou crescente urbanização, ou seja, na medida eram instaladas fábricas em todo o seu diâmetro, bairros surgiam, e em casos extremos até favelas.

BRT TransBrasil[editar | editar código-fonte]

O BRT TransBrasil será o 4º corredor exclusivo para ônibus articulados, que junto com a TransCarioca, TransOeste, TransOlímpica e Via Light, fazem parte do conjunto de obras viárias que visa a preparar o Rio para as Olimpíadas de 2016. tendo aproximadamente 25 estações, cruzando com as Rodovias Presidente Dutra e Washigton Luís aonde se terá linhas alimentadoras, além de integrações com outros ligeirões. estima-se que esse corredor BRT seja estendindo até o bairro de Santa Cruz

Projetos[editar | editar código-fonte]

O Projeto do Corredor Expresso da Avenida Brasil foi desenvolvido para operar em sistema BRT, com infraestrutura de vias segregadas, com vistas à mobilidade urbana e desenvolvimento sustentável, o Projeto prevê estações modernas, novos terminais, reurbanização das áreas de entorno, ciclovia, além de sistemas eletrônicos de informação para os usuários e operadores. sua implantação proporcionará economia de tempos de viagens, otimização do desempenho do transporte público, redução de custos operacionais, e potencializará a formação de centralidades urbanas, com geração de melhoria na qualidade de vida dos habitantes da Zonas Norte-Oeste da cidade do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense.A estimativa da Prefeitura é que o BRT transporte 900 mil pessoas/dia. mas isso é improvável, pois teríamos que ter ônibus a cada 20 segundos andando lotados 24 horas por dia.

Seu traçado que ia de Deodoro até o Terminal Américo Fontenelle na área central do município, aonde seria feito pelo GERJ. que passou para a Prefeitura, que inicialmente mudou o traçado, dessa vez para chegar a Candelária[4] . mas foi encurtado, dessa vez até o Aeroporto Santos Dumont[5] . utilizando as avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho e ainda existe a possibilidade de ser aumentar o traçado até Santa Cruz a fim de ser conectar com o BRT TransOeste.

Após o IPHAN impedir a entrada do BRT no Aterro do Flamengo, que e tombado[6] . fez com que alterasse o percurso, indo até a Avenida Antônio Carlos, no Centro[7]

Estações[editar | editar código-fonte]

  • Terminal Deodoro
  • Estação Guadalupe
  • Terminal Integração TransLight
  • Estação Barros Filho
  • Estação Coelho Neto
  • Estação Irajá
  • Terminal Trevo das Margaridas (Integração com o futuro BRT TransDutra)
  • Estação Parada de Lucas
  • Estação Ponto Chique
  • Terminal Trevo das Missões (Integração com o futuro BRT TransCaxias)
  • Estação Cordovil
  • Estação Vigário Geral
  • Estação Marinha
  • Estação Marinha Mercante
  • Estação Ramos
  • Terminal Integração TransCarioca
  • Estação Rubens Vaz/Nova Holanda
  • Estação Joana Nascimento
  • Terminal FIOCRUZ
  • Estação Parque Vitória
  • Estação São Januário
  • Estação INTO
  • Estação Gasômetro
  • Estação Leopoldina
  • Estação Cidade Nova
  • Estação Sambódromo
  • Estação Campo de Santana
  • Estação SAARA
  • Estação Uruguaiana
  • Estação Candelaria
  • Estação Tribunal de Justiça
  • Estação Almirante Barroso
  • Estação Santa Luzia
  • Terminal Antônio Carlos
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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]