Avião Presidencial Brasileiro

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Avião Presidencial
New Zealand PW-51.svg
Airbus A319CJ FAB VC1A / Santos Dumont
Descrição
Tipo Presidencial
Fabricante Airbus
Primeiro voo 15 de janeiro de 2005
Capacidade de
passageiros
55 passageiros
Custo unitário ~ R$ 150 milhões
Dimensões
Comprimento 33,84 metros
Envergadura 34,1 metros
Altura 11,76 metros
Pesos
Peso máx. decolagem 45.000 kg
Propulsão
Motorização 2 (IAE V2527M – A5 Turbofan, de 27000 lb de empuxo)
Performance
Alcance (MTOW) 8.500 km

O Avião Presidencial é uma aeronave modelo Airbus A319CJ com designação na FAB de VC1A, e batizado oficialmente de Santos-Dumont.

História[editar | editar código-fonte]

Em fins de 1999, após grave incidente durante viagem oficial do então Vice-Presidente Marco Maciel à China, o governo brasileiro decidiu não mais utilizar os antigos Boeing 707 da Presidência, conhecidos como "Sucatões", optando por fretar aeronaves conforme a agenda de compromissos internacionais. O antigo avião tinha ainda o sério inconveniente de sofrer restrições para pouso em diversos aeródromos, por não mais se enquadrar em normas de ruído e emissão de gases, tendo o governo de pagar sobretaxas e multas em cada pouso ou escala técnica, o que causava constrangimentos ao país nas viagens presidenciais ao exterior. Os fretamentos passaram a ser feitos a partir de 2000 em aeronaves Airbus A330-300, alugadas da TAM, empresa que venceu licitação aberta pela FAB, em sistema de "wet lease". A configuração interna dessas aeronaves era a mesma usada no transporte de passageiros, e a tripulação e serviço de bordo eram providos pela própria TAM.

A partir de 2003, sob a justificativa de que os gastos com fretamentos eram elevados, e considerando a inviabilidade financeira em se manter em uso os antigos "Sucatões" como aeronaves para transporte da Presidência, o Governo Brasileiro optou por adquirir uma aeronave mais moderna, econômica e segura para uso exclusivo em viagens oficiais, tanto domésticas quanto internacionais. Segundo a FAB, o gasto com uma viagem no Airbus chega a ser 71% menor, o que implica uma economia de mais de US$ 5 mil por hora de voo. O valor equivale a uma economia de US$ 5,2 milhões por ano. A nova aeronave foi apelidada de "Aerolula".

Assentos do Avião Presidencial.

Cronologia dos Aviões Presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ex-presidente Lula a desembarcar da aeronave.

Aspecto Militar do Avião Presidencial[editar | editar código-fonte]

O Avião Presidencial foi concebido pelo Governo Federal como uma aeronave militar,[1] pronta para receber o Presidente da República em casos de instabilidade ou até mesmo ameaça de conflito armado. Tanto que foram instalados equipamentos de uso exclusivamente militar.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Dormitório da aeronave.
  • Lula foi o sexto presidente a encomendar uma aeronave.
  • O modelo escolhido foi o Airbus A319 Corporate Jetliner - A319CJ, uma versão modificada do A319 operado no Brasil pelas empresas TAM e Avianca.
  • Foi batizado de Santos Dumont, mas é popularmente conhecido como "Aerolula". Outro apelido que chegou a ser veiculado na imprensa era Air Force 51, misturando o nome do avião presidencial dos Estados Unidos (Air Force One) com uma conhecida marca de cachaça (Caninha 51).[2]
  • Custou ao governo 56,7 milhões de dólares, contrato assinado em 6 de fevereiro de 2004 e foi pago em seis parcelas.
  • Os membros do Ministério da Defesa justificaram sua compra dizendo que ficaria 50% mais barato o Governo ter avião próprio que fretar voos especiais para as viagens presidenciais. O Governo estimou economizar 5,2 milhões de reais por ano com custos de voos oficiais por causa da aquisição. Outros países que possuem aeronaves são: Estados Unidos, Alemanha, Argentina, África do Sul, Rússia, Venezuela, Chile e França.
  • Permite voos de Brasília a Paris, a Nova York, a Quebec ou a Washington sem escalas (nonstop).
  • O A319 ACJ Santos Dumont teve projeto interno personalizado. Sua cabine possui 80 metros quadrados e abriga uma suíte com chuveiro. Comporta 55 passageiros.
  • O avião chegou no Brasil às 10h40 de 14 de janeiro de 2005. Ele veio de Hamburgo na Alemanha, com uma escala em Toulouse na França.
  • O call-sign desta aeronave é Força Aérea 01.
  • Sua matrícula inicial, durante a fase de testes em Hamburgo, era D-AVWJ, com bandeira alemã.
  • Seu "construction number" (na aviação é o equivalente ao número do chassi de seu carro), é 2263.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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