Avro CF-100 Canuck

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Avro Canada CF-100 Canuck
Avro CF-100 Canuck do 414º Esquadrão (guerra Eletrônica) da Real Força Aérea do Canadá em exposição no Alberta Aviation Museum.
Descrição
Fabricante Canadá Avro Canadá
Entrada em serviço 1952
Missão Avião de intercepção/Caça
Tripulação 2
Dimensões
Comprimento 16,50 m
Envergadura 17,40 m
Altura 4,40 m
Área (asas) 54,9 m²
Peso
Tara 10500 kg
Peso total 15170 kg
Peso bruto máximo 16329 kg
Propulsão
Motores 2 × Avro Canadá Orenda TR 5 turbojet[1]
Força (por motor) 32.5 kN kN
Performance
Velocidade máxima 888 km/h
Alcance 3200 km
Teto máximo 13700 m
Relação de subida 44,5 m/min
Armamento
Mísseis/Bombas dois lançadores de foguetes Mk 4/Mk 40 Folding-Fin Aerial Rocket ("Mighty Mouse"), de 29 x 70 mm (2,75 in)


O Avro Canadá CF 100 Canuck foi um avião de interceptação e caça do Canadá, produzido no início dos anos 1950, tendo sido o primeiro jato militar de tecnologia canadense a entrar em produção. Durante a década de 1950, foi o principal avião da armada canadense até a introdução do McDonnell CF-101 Voodoo (versão canadense do F-101 americano). [2]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O protótipo 18102 em um voo de testes.

No final da Segunda Guerra Mundial se iniciava a era do jato militar. Após a derrocada da Alemanha nazista, Estados Unidos e União Soviética lideravam as pesquisas nesse ramo enquanto que Grã Bretanha e França seguiam em estágio embrionário. O acirramento da chamada guerra fria colocou muitos países em uma corrida armamentista. O Canadá, país de tamanho continental, foi um desses países e elaborou estudos para ampliar o patrulhamento aéreo de seu vasto território. Por conta de suas condições climáticas adversas, a aeronave deveria ser projetada para operar em qualquer condição climática, assim como em pistas dos mais diversos pavimentos (terra, asfalto, concreto,cascalho,etc).

Em outubro de 1946, a Real Força Aérea do Canadá elaborou um projeto para aquisição de uma aeronave de interceptação a jato capaz de operar sobre quaisquer condições climáticas. A Avro Canadá começou a desenvolver um protótipo para atender esse projeto no final daquele ano. Iniciado pelo engenheiro chefe Edgar Atkin, o projeto XC-100 foi transferido em junho de 1947 para as mãos de John Frost e Jim Chamberlin, que refizeram todo o projeto, que se arrastou pelo final da década de 1940. O primeiro protótipo, nº 18101, realizou seu primeiro voo em 19 de janeiro de 1950. O desenvolvimento dos testes foi confiado a Bill Waterton, piloto de testes da companhia Gloster (cedido temporariamente para a Avro Canadá).[3] [4]

Para acelerar o desenvolvimento do projeto, as autoridades canadenses firmaram um convênio de cooperação técnica com os Estados Unidos, de forma que enquanto os americanois auxiliavam no desenvolvimento decomponentes para o XC-100, o governo canadense iria adquirir algumas unidades do jato F-86 Sabre americano. Havia um interesse americano no projeto do XC -100, porém a Força Aérea dos Estados Unidos resolveu adquirir o F-89 Scorpion da companhia Northrop, projeto desenvolvido na mesma época para atender missões similares a do Canuck.[5] A cooperação militar entre os Estados Unidos e o Canadá resultou no desnevolvimento da turbina Orenda, com 6.500 lbf (29.000 N) de empuxo, utilizada para equipar o Canuck e a versão canadense do Sabre (Canadair Sabre).[6]

Durante um teste realizado em agosto de 1950, o XC-100 alcançou a velocidade de 1100 km/h.[7] O sucesso do projeto fez com que o governo canadense encomendasse 124 aeronaves e o XC-100 foi renomeado CF-100 Canuck. As primeiras unidades, Mk3, entraram em serviço na Real Força Aérea do Canadá em 1953.

Em operação[editar | editar código-fonte]

Canadá[editar | editar código-fonte]

Linha de combate da OTAN em 1959. Da esquerda paraa direita, um F-84 Thunderjet da Luftwaffe, um F-86K Sabre da Real Força Aérea da Holanda, um Dassault Mystere IVA da Exército do Ar Francês, um Hawker Hunter da Força Aérea Real, um Avro Canadá CF-100 da Força Aérea da Bélgica e um F-100C Super Sabre da USAF.

Os primeiros jatos Canuck entraram em operação entre 1953/54, sendo incorporados a treze esquadrões da Real Força Aérea do Canadá, desempenhado missões de interceptação e caça nas piores condições de clima. Posteriormente, a RCAF utilizou a aeronave para desempenhar missões de reconhecimento fotográfico, guerra eletrônica e treinamento. Inicialmente projetado para sobreviver a 2 mil horas de operações, o Canuck acabou voando muito mais, já que a força aérea descobriu que sua estrutura robusta podia suportar até 20 mil horas de operação.

No final dos anos 1950, o governo canadense preparava a substituição do Canuck pelo novo caça Arrow. Com o abandono do projeto do Arrow, o CF-100 ganhou sobrevida e , mesmo tendo sido substituído da linha de batalha canadense no início dos anos 1960 pelo CF-101 Voodoo, operou até outubro de 1981(quando foi retirado de serviço).[8]

No teatro europeu[editar | editar código-fonte]

Com o desenvolvimento de uma nova geração de bombardeiros soviéticos, capazes de voar em condições climáticas severas, o Canuck foi (durante boa parte da década de 1950) a única aeronave capaz de interceptá-los. Assim, algumas unidades canadenses foram transferidas para bases da OTAN na Alemanha e Bélgica. O bom desempenho dessas aeronaves incentivou o governo belga a adquirir 53 CF 100 Mk 5, ooperados entre 1957 e 1964, quando foram substituídos pelo Lockheed F-104 Starfighter.

Ex utilizadores[editar | editar código-fonte]

Canadá - Real Força Aérea do Canadá (1953-1981)[9] ;

  • Esquadrão 409
  • Esquadrão 410
  • Esquadrão 414
  • Esquadrão 416
  • Esquadrão 419
  • Esquadrão 423
  • Esquadrão 425
  • Esquadrão 428
  • Esquadrão 432
  • Esquadrão 433
  • Esquadrão 440
  • Esquadrão 445
  • Esquadrão 448

BélgicaForça Aérea da Bélgica(1957-1964);

  • Esquadrão 11
  • Esquadrão 349
  • Esquadrão 350

Versões[editar | editar código-fonte]

Um CF-100 Mk3 pintado nas cores do protótipo XC-100, em exibição no Calgary AeroSpace Museum.
  • CF-100 Mk 1 : Dois primeiros protótipos.
  • CF-100 Mk 1P : Versão de reconhecimento fotográfico. Não construída.
  • CF-100 Mk 2 : Dez primeiros aviões construídos.
  • CF-100 Mk 2T : Versão biplace de treinamento do CF-100 Mk 2. Dois construídos.
  • CF-100 Mk 3 : Versão biplace para interceptação e caça todo tempo. Primeira versão operacional produzida para a RCAF. Foram construídas 70 aeronaves.
  • CF-100 Mk 3A : CF-100 Mk 3 sub-tipo, equipado com dois motores Orenda 2 turbojet. 21 construídos.
  • CF-100 Mk 3B : CF-100 Mk 3 sub-tipo, equipado com dois motores Orenda 8 turbojet engines. 45 construídos.
  • CF-100 Mk 3CT : UM CF-100 Mk 3 convertido para treinador biplace. Redesignado posteriormente CF-100 Mk 3D.
  • CF-100 Mk 4 : Versão biplace para interceptação e caça todo tempo. Uma aeronave em pré produção.
  • CF-100 Mk 4A : CF-100 Mk 4 sub-tipo, equipado com dois motores Orenda 9 turbojet engines. 137 construídos.
  • CF-100 Mk 4B : CF-100 Mk 4 sub-tipo, equipado com dois motores Orenda 11 turbojet engines. 141 construídos.
  • CF-100 Mk 4X : Versão proposta do CF-100 Mk 4. Nunca construído
  • CF-100 Mk 5 Versão biplace para interceptação e caça todo tempo, equipado com dois motores Orenda ou Orenda 14 turbojet. 332 construídos.
  • CF-100 Mk 5D : Pequeno número de CF-100 Mk 5s convertido para guerra eletrônica.
  • CF-100 Mk 5M : Pequeno número de CF-100 Mk 5s equipados com mísseis AIM-7 Sparrow II.[10]
  • CF-100 Mk 6 : Versão proposta para receber o sistema de mísseis AIM-7 Sparrow II . Nunca construída.

Referências

  1. Canadian Museum of Flight. Avro Canada CF-100 Canuck. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  2. Avro Canadá CF-100. Canada Avitation and Space Museum. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  3. Husky Canuck. Flight Magazine (5 de janeiro de 1950). Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  4. All-Weather Fighter. Flight Magazine (27 de abril de 1950). Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  5. Raul de Polillo (21 de janeiro de 1950). Cooperação aeromilitar entre os Estados Unidos e o Canadá. Folha da Manhã, Ano XXV, edição 7917, página 7. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  6. Douglas How (18 de janeiro de 1950). Big air fighter role for R.C.A.F seen in Altlantic defense plans. The Montreal Gazette, Ano 172 páginas 1 e 2. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  7. Alcança mais de 1100 quilômetros por hora. Jornal do Brasil, Ano LX, edição 186, página 7- Republicado pela Biblioteca Nacional - Hemeroteca Digital Brasileira (10 deagosto de 1950). Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  8. Avroland (2006). CF-100 Canuck. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  9. Avroland (2006). CF-100 Squadron Code, Name, Call Sign & Locations. Página visitada em 16 de novembro de 2013.
  10. The Canadian Industry.... Flight Magazine (22 de agosto de 1958). Página visitada em 16 de novembro de 2013.
Commons
O Commons possui multimídias sobre Avro CF-100 Canuck

Ver também[editar | editar código-fonte]

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