Ayrton Senna

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Ayrton Senna
Informações pessoais
Nome completo Ayrton Senna da Silva
Apelido(s) Beco
Nacionalidade  brasileiro
Nascimento 21 de março de 1960
São Paulo, Brasil
Morte 1 de maio de 1994 (34 anos)
Bolonha, Itália
Altura 1,75 m
Registros na Fórmula 1
Temporadas 1984-1994
Equipes 4 (Toleman, Lotus, McLaren e Williams)
GPs disputados 162 (161 largadas)
Títulos 3 (1988, 1990 e 1991)
Vitórias 41
Pódios 80
Pontos (610)1 614
Pole positions 65
Voltas mais rápidas 19
Primeiro GP GP do Brasil de 1984
Primeira vitória GP de Portugal de 1985
Última vitória GP da Austrália de 1993
Último GP GP de San Marino de 1994

Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960Bolonha, 1º de maio de 1994) foi um piloto brasileiro de Fórmula 1, três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993. Morreu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994. É reconhecido como um dos maiores nomes do esporte brasileiro[1] e um dos maiores pilotos da história do automobilismo.[2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9]

Senna começou sua carreira competindo por kart. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, consagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 após dois anos de sua estreia.[10] Seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou sua ascensão à Fórmula 1, fazendo sua primeira aparição na categoria no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart, tendo abandonado a corrida na 8a volta.[11] Em sua primeira temporada, Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e a 9a posição na classificação geral dos pilotos.[11] No ano seguinte, trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipe pela qual venceu seis Grands Prix ao longo de três temporadas.[12] Em 1988, juntou-se o francês Alain Prost (que seria seu maior rival em sua carreira)[13] na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipe. Os dois juntos venceram 15 dos 16 grandes prêmios daquela temporada e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989 e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, Senna faturou seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou ao tricampeonato vencendo por três anos consecutivos.[14] A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton senna conseguiu terminar a temporada 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou uma transferência para Williams em 1994.[15]

Sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mônaco 1984, de Portugal 1985 e da Europa 1993. Senna ainda detém o recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prêmio de Mônaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.[nota 1]

Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou uma matéria onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.[2] [16] [17]

A rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.[18]

Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.[19]

Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.

É considerado um dos maiores ídolos do esporte no Brasil, ganhando inclusive a alcunha de herói nacional por parte da mídia especializada.[20] [21] [22]

Em 2014 aos 20 anos de seu acidente fatal,o presidente da Ferrari Luca di Montezemolo revelou que Senna queria encerrar sua carreira em sua equipe.[23]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Nascido no bairro de Santana e criado no tradicional bairro do Jardim São Paulo[24] [25] (na Zona Norte da cidade de São Paulo), onde morou dos quatro aos treze anos e que hoje em dia possui uma estação do metrô com seu nome (Estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna), em sua homenagem. Filho de um empresário, logo se interessou por automóveis. Incentivado pelo pai, um entusiasta das competições automobilísticas, ganhou o seu primeiro kart feito pelo próprio pai (Sr. Milton), aos quatro anos de idade, e que tinha um motor de máquina de cortar grama. A habilidade do garoto na condução do novo brinquedo impressionou a família. Aos nove anos, já conduzia jipes pelas estradas precárias dentro das propriedades rurais do pai.

Senna pilotando um Kart na juventude.

Começou a competir oficialmente nas provas de kart aos treze anos. Depois de terminar como segundo colocado em várias ocasiões, em 1977 ganhou o Campeonato Sul-Americano de Kart e também em 1978 e 1980, o Brasileiro em 1977, 1978 e 1980. Faltaram para Senna as conquistas no Paulista e principalmente no Mundial. Ele sentia-se frustrado por não ter alcançado o título de melhor piloto do mundo; tentou quatro vezes, sendo vice em 1979 (foi punido numa das baterias por estar com o escapamento 0,5 decibel acima do regulamento) e 1980 (empatou com o campeão nos pontos, mas perdeu no desempate). Como ele dizia, é o primeiro lugar ou nada.

Em 1981 começou a competir na Europa, ganhando o campeonato inglês de Fórmula Ford 1600 (12 vitórias em 20 corridas), pela equipe de Ralf Firman. Em 1982 foi campeão europeu e britânico de Fórmula Ford 2000 (22 vitórias em 27 corridas), pela equipe de Dennis Rushen. Nessa época adotou o nome de solteira da mãe, Senna, pois Silva é um nome bastante comum no Brasil.

Em 1983 Senna venceu o campeonato inglês de Fórmula 3 (treze vitórias em 21 corridas sendo 9 delas consecutivas), pela equipe de Dick Bennetts, depois de muita luta e da muitas vezes controversa batalha com Martin Brundle que corria pela equipe de Eddie Jordan. Também triunfou no prestigioso Grande Prêmio de Macau pela Teddy Yip's Theodore Racing Team, diretamente relacionado à equipe que o conduziu à F3 britânica.

Neste último campeonato, após várias vitórias em Silverstone, a imprensa inglesa especializada chegou a chamar o circuito de Silvastone[26] em homenagem a Ayrton.

Carreira na Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Senna atraiu a atenção de diversas equipes de Fórmula 1 como Williams, McLaren, Brabham e Toleman. Ao contrário do que se imagina, seu compatriota Nelson Piquet não se opôs à sua contratação pela Brabham. A patrocinadora da equipe, a Parmalat, tinha mais interesse em ter um piloto italiano na equipe do que ter dois brasileiros, influenciando na decisão da equipe em contratar o piloto italiano Teo Fabi para a temporada. Senna, imaginando que Piquet tinha mais influência na equipe, ficou ressentido, declarando em uma entrevista que "Ele (Piquet) não ajudou e nem atrapalhou", dando a entender que sua ida à Brabham foi vetada pelo então bicampeão mundial.

Assim, das três remanescentes, apenas a equipe Toleman ofereceu a ele um carro para disputar o campeonato do ano de 1984.

1984: Toleman[editar | editar código-fonte]

Senna marcou seu primeiro ponto no campeonato mundial de pilotos logo no segundo grande prêmio que disputou, em Kyalami na África do Sul. Ele repetiu o resultado duas semanas depois, no Grande Prêmio da Bélgica, disputado no circuito de Zolder. Uma semana depois, o piloto brasileiro não conseguiu tempo para o Grande Prêmio de San Marino, em Imola. Foi a única vez na carreira que isso aconteceu.

Uma semana antes do GP de Mônaco, ele participou do evento promocional Corrida dos Campeões de Nurburgring, ao lado de ex-campeões da F-1, como Sir Stirling Moss, Jack Brabham, John Surtees, Phil Hill, Niki Lauda, Alain Prost. Todos correram com o mesmo carro de rua - um Mercedes 190 E 2,3 - 16 - e Senna chegou em primeiro[27] .

No GP de Mônaco, sua performance trouxe-lhe todas as atenções das demais equipes. Classificou-se em 13º no grid de largada, e fez um rápido progresso através das estreitas ruas de Monte Carlo. Na volta 19, passou Niki Lauda, que estava em segundo, e começou a ameaçar o líder Alain Prost, e continuou por várias voltas lutando pelo primeiro lugar com seu limitado Toleman. A esta altura já chovia muito no circuito e a corrida foi interrompida na volta 31 por razões de segurança. Senna chegou a comemorar a vitória ultrapassando Alain Prost a poucos metros da linha de chegada mas, nesses casos, o regulamento mandava considerar as colocações da volta anterior e, ainda, por ter sido interrompida com menos da metade da corrida, os pontos deveriam ser computados pela metade (ver curiosidades).

Senna ainda ganharia dois pódios naquele ano - terceiro no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em Brands Hatch, e no GP de Portugal, em Estoril. Isso o deixou empatado com Nigel Mansell com treze pontos, apesar de ter perdido o GP da Itália quando a Toleman o suspendeu de correr por quebra de contrato, depois de ele ter assinado com a Lotus para a temporada seguinte.

Ainda em 1984, Senna tomou parte nos 1000 km de Nürburgring, onde pilotou o Porsche 956 para o oitavo lugar, correndo em parceria com Henri Pescarolo e Stefan Johansson[28] . Esta corrida, juntamente com a corrida Corrida dos Campeões de Nurburgring, foram as únicas que Senna realizou correndo em carros com cockpit fechado.

Números e estatísticas[editar | editar código-fonte]

  • Carros: Toleman/83 TG 183B Hart e Toleman/85 TG 184 Hart
Total de provas 14
Abandonos 8
Poles 0
Melhores voltas 1
Vitórias 0
Pontos 13
Classificação no Campeonato

1985-1987: Lotus[editar | editar código-fonte]

Na Lotus, em 1985, ele tinha como parceiro o italiano Elio De Angelis. Senna largou em quarto na sua primeira corrida pela nova equipe na abertura da temporada no Brasil, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas abandonou a prova devido a problemas elétricos.

Na segunda corrida do ano, o GP de Portugal, disputado no Autódromo do Estoril, em 21 de abril de 1985, conseguiu sua primeira vitória na Fórmula 1, largando na pole position sob pesada chuva. Alain Prost, em segundo, abandonou depois de bater no muro. Ayrton Senna conseguiu sua segunda vitória, também sob chuva, no GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps.

Graças ao seu excelente desempenho nos treinos e ao motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions". Mas, nas pistas, ele não terminou a maioria dos grandes prêmios. Encerraria o ano com uma corrida marcante no GP da Austrália, quando repetiu um feito de seu ídolo Gilles Villeneuve e pilotou um bom tempo sem o bico do carro, saindo várias vezes da pista mas mantendo a segunda posição. O carro mais uma vez não aguentou o esforço e Senna abandonou a corrida.

Senna terminou a temporada em 4º lugar no Campeonato Mundial de Pilotos com 38 pontos e seis pódios (duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares), além de sete pole positions.

Senna pilotando para o Lotus 98T no GP da Inglaterra de 1986, em Brands Hatch.

Em 1986, a Lotus escolheu o escocês Johnny Dumfries como parceiro, sob o aval de Senna que vetou o inglês Derek Warwick sob a alegação de que a Lotus não tinha condições de manter carros competitivos para dois pilotos de ponta ao mesmo tempo.

A nova Lotus 98T mostrou ser mais confiável em 1986 e a temporada começou bem para Senna, terminando em segundo, a corrida vencida pelo também brasileiro Nelson Piquet, numa dobradinha caseira, no GP do Brasil em Jacarepaguá. Reconhecendo estar com um carro inferior aos das Williams e McLaren, Senna passou a adotar uma estratégia de não parar para trocar pneus, buscando ficar na frente dos adversários o maior tempo possível. Com essa tática, ele passou a liderar o campeonato pela primeira vez na carreira, depois de vencer o GP da Espanha, em Jerez de la Frontera, no qual bateu a Williams de Nigel Mansell por 0,014s - uma das menores diferenças de chegada da história da F1.

Todavia, a liderança do campeonato não foi mantida por muito tempo já que Senna abandonou diversas outras corridas por problemas mecânicos. A caça ao primeiro título mundial acabou sendo uma luta entre Prost e sua McLaren-TAG e a dupla Piquet e Mansell da Williams-Honda.

Na Hungria, um circuito ainda mais travado (onde as ultrapassagens são mais difíceis), repetiu uma vez mais a estratégia, mas foi ultrapassado por Nelson Piquet.

Ainda nesse ano, Senna se tornaria definitivamente um ídolo no Brasil ao conquistar sua segunda vitória na temporada no GP dos Estados Unidos, disputado em Detroit, e terminou o campeonato novamente na quarta colocação, com 55 pontos, oito poles e seis pódios.

Ainda em 1986, a convite da revista britânica "Cars and Car Conversions", Senna fez testes em carros de rally (ele dirigiuu um Vauxhall Nova 1.3, um Golf GTi do Grupo A, um Ford Sierra Cosworth RS, um Ford Escort V6 3.4 de tração integral e um Austin Metro 6R4 do Grupo B - com o mesmo V6 que acabou no Jaguar XJ220), porém com apenas 250 cv. A matéria rendeu oito páginas. Mais tarde, esta edição tornar-se-ia artigo de colecionador e um dos raríssimos exemplares chegou a custar £ 100 no eBay.uk. Sobre a experiência, Senna fez a seguinte declaração[29] :

Cquote1.svg Não sei nada sobre rali e não quis perguntar nada a ninguém sobre a pilotagem. Quero descobrir sozinho. (...) Em um carro de corridas, você conhece exatamente todas as curvas, porque você faz aquilo, sei lá, cem vezes em um dia de testes. Você sabe como é o asfalto, qual o melhor traçado, e você tem que ser preciso. Você conhece a área de escape e você tem mais… mais feeling sobre tudo. Aqui é tudo muito mais natural, porque você precisa improvisar o tempo todo. Você precisa fazer muitas decisões e não há espaço para erros, senão você sai da pista. É difícil comparar com a F1 porque aqui há muito mais empolgação. Você não tem a velocidade máxima, mas tem uma tremenda aceleração. É uma emoção muito mais instantânea do que em um carro de F1. No carro de Fórmula 1 você vai, vai vai vai vai e aí freia. Você chega a um pico e depois freia, vai ao pico e freia. É algo muito diferente.[29] Cquote2.svg
Senna, em reportagem para a revista britânica "Cars and Car Conversions" (edição de Novembro de 1986).

O ano de 1987 veio com muitas promessas de dias melhores. A Lotus tinha um novo patrocinador, o Camel, e o mesmo poder dos motores Honda das Williams depois que a Renault decidira se retirar do esporte. Depois de um começo lento, Senna ganhou duas corridas em seguida: o prestigioso GP de Mônaco (a primeira do recorde de seis vitórias no principado) e o GP dos Estados Unidos em Detroit, também pelo segundo ano seguido, e mais uma vez chegou à liderança do campeonato. Nesse momento, a Lotus 99T Honda parecia ser mais ou menos igual aos ótimos Williams-Honda, mais uma vez pilotados por Piquet e Mansell. Mas apesar da performance do 99T, que usava a tecnologia da suspensão ativa, as Williams FW11B de Nelson Piquet e Nigel Mansell eram ainda carros a serem batidos. A diferença entre as duas equipes nunca foi tão evidente quanto no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, onde Mansell e Piquet voaram sobre as Lotus de Senna e seu parceiro Satoru Nakajima. Depois de rodar na pista devido a uma falha na embreagem a três voltas do final no GP do México, Senna ficou fora da luta pelo campeonato, deixando Piquet e Mansell brigando por ele nas últimas duas corridas.

Mansell feriu-se nas costas em um grave acidente durante os treinos para o GP do Japão de 1987, em Suzuka, deixando o campeonato nas mãos de Piquet. Entretanto, isso significava que Senna poderia terminar a temporada em segundo lugar se ele terminasse a corrida entre os três primeiros nas duas corridas que faltavam - Japão e Austrália. Ele terminou as duas em segundo, mas as medições feitas no carro depois do GP da Austrália constataram que os dutos dos freios eram mais largos do que o permitido pelo regulamento e Senna foi desclassificado, dando à Lotus a sua última bem sucedida temporada. Ele acabou classificado em terceiro na colocação final, com 57 pontos, uma pole e oito pódios (duas vitórias, quatro segundos e dois terceiros). Essa temporada marcou uma reviravolta na carreira de Senna depois de ele ter construído uma profunda relação com a Honda, que lhe rendeu grandes dividendos. Ayrton foi contratado pela McLaren, que acertou com a Honda o fornecimento de motores V6 Turbo para 1988.

Números e estatísticas[editar | editar código-fonte]

1988-1993: McLaren[editar | editar código-fonte]

Em 1988, as McLaren-Honda ostentavam os números 11 e 12, desta vez com a dupla Alain Prost e Ayrton Senna. A competição entre Senna e Prost fez rachar a relação entre os dois. A dupla venceu 15 das 16 corridas disputadas, com predomínio total da McLaren MP4/4 em 1988, e Senna conquistou seu primeiro campeonato mundial.

Senna pilotando o McLaren MP4/4 em 1988.

Senna dirigia a McLaren MP4/5 em 1989. Nesse ano, a rivalidade entre ele e Alain Prost intensificou as batalhas na pista e uma grande guerra psicológica. Prost conquistou o tricampeonato em 1989, depois de uma colisão com Senna durante o GP do Japão, em Suzuka, penúltima corrida da temporada, e que Senna precisava vencer para ter chances de conquistar o campeonato mundial na última etapa. Senna tentou ultrapassar Prost na chicane, os dois "tocaram" os pneus e foram para fora da pista com os carros entrelaçados, (na câmera onboard da McLaren número 2, o francês guinou o volante para evitar que o seu companheiro de equipe realizasse a ultrapassagem e contornasse a chicane à frente dele), Senna retornou à pista auxiliado pelos fiscais, que empurraram seu carro pois o motor havia apagado e ele foi direto aos boxes para reparar o bico do carro danificado na manobra. Voltando à pista, tirou a liderança de Alessandro Nannini, da Benetton, e chegou em primeiro, sendo desclassificado pela FIA por cortar a chicane depois da colisão com Prost. A penalização e a suspensão temporária de sua superlicença - que é a habilitação de um indivíduo para pilotar carros de F1 - fez com que Senna travasse uma batalha de palavras com a FIA e seu presidente Jean-Marie Balestre.[30]

Em 1990, no mesmo circuito e com os dois pilotos novamente disputando o título mundial, Senna tirou a pole de Prost. A Ferrari de Prost fez uma largada melhor e pulou à frente da McLaren de Senna, que antes mesmo da largada havia declarado que não permitiria uma ultrapassagem de Prost. Na primeira curva, Senna tocou a roda traseira de sua McLaren na Ferrari de Alain Prost a 270 km/h (170 mph), levando os dois carros para fora da pista. Ao contrário do ano anterior, desta vez o abandono dos pilotos deu a Senna o seu segundo título mundial.

Em 1991, depois de conquistar seu terceiro título mundial, Senna explicou à imprensa o que acontecera no ano anterior em Suzuka. Ele tinha como prioridade conseguir a pole pois havia recebido informações seguras de que esta mudaria de lado, passando para a esquerda, o lado limpo da pista, somente para descobrir que essa decisão havia sido revertida por Balestre depois que ele conquistara a pole. Explicando a colisão com Alain Prost ; Ayrton Senna disse que queria deixar claro que ele nunca iria aceitar as decisões injustas de Balestre, incluindo a sua desclassificação em 1989 e a pole de 1990:[30]

Em 1992, Senna estava determinado a vencer apesar do desânimo na McLaren com as Williams FW14B, o melhor carro da temporada. Senna chegou até a cogitar correr na Fórmula Indy.[31] O novo carro da McLaren, o modelo MP4/7A, para a temporada, tinha diversas falhas.

Tributo a Senna em Donington Park, onde pilotou o GP da Europa de 93A Corrida do Século — The drive of the century.

Houve um atraso em fazer o novo carro, (ele estreou na 3ª corrida, o Grande Prêmio do Brasil), além da carência de confiabilidade da suspensão ativa, que deixava o carro imprevisível nas curvas rápidas, enquanto os motores Honda V12 não eram os mais potentes. Senna venceu em Mônaco, Hungria e Itália naquele ano, e acabou o campeonato num modesto 4º lugar, perdendo o 3º para o jovem alemão Michael Schumacher na última corrida. O que chamou atenção naquele ano, já que o título foi conquistado com grande antecedência pelo inglês Nigel Mansell, foi o abalroamento que o piloto brasileiro teve com o jovem Schumacher. Na oitava etapa, o GP da França em Magny-Cours, após a largada, ocupando a 4ª posição, Senna ia contornar a curva Adelaide, quando de repente foi atingido por trás pelo Benetton número 19; sem condições de sair do local, Senna abandonou a corrida prematuramente. Antes de começar a segunda largada, o brasileiro sem o macacão foi até o grid onde estava posicionado o carro do piloto. O tricampeão brasileiro queria conversar rapidamente com ele antes de dar entrevistas para a imprensa. Você fez uma cagada do tamanho de um bonde e me jogou para fora da pista[32] disse o piloto brasileiro ao jovem piloto alemão no meio da pista e com o dedo em riste. Embora Senna quisesse iniciar uma conversa amigável com Schumacher, o próprio piloto alemão não quis dialogar com o tricampeão naquele momento, porque não era o local e o momento adequado para essa discussão, já que o piloto da Benetton estava se concentrando com a equipe para a nova largada. Sem muito o que fazer, Senna deixou o local, pulou a mureta da pista e foi embora, deixando a imprensa internacional que estava ao seu redor sem dar maiores explicações.

Senna demorou muito a decidir o que fazer em 1993 e chegou ao final do ano sem ser contratado por nenhuma equipe. Ele sentiu que os carros da McLaren não seriam competitivos, especialmente depois que a Honda resolveu se retirar da F1 no final de 1992, e não poderia ir para a Williams enquanto Prost estivesse por lá, pois o contrato dele proibia a equipe de ter Senna como seu parceiro.

Ron Dennis, chefe da McLaren, estava tentando assegurar um fornecimento de motores Renault V10 para 1993. Com a recusa da Renault, a McLaren foi obrigada a pegar os motores Ford V8 como um cliente comum. Dessa forma, a McLaren recebeu versões de motores mais velhas do que os clientes preferenciais da Ford, como a Benetton, e tentou compensar essa deficiência de potência com mais tecnologia e sofisticação, inclusive um sistema efetivo de suspensão ativa. Dennis finalmente persuadiu Senna a voltar para a McLaren, mas o brasileiro concordou somente em assinar para a primeira corrida da temporada, na África do Sul, onde ele iria verificar se os carros da McLaren eram competitivos o bastante para lhe proporcionar uma boa temporada.

Senna concluiu que esse novo carro tinha um surpreendente potencial, mas ainda estava abaixo da potência, e não seria páreo para a Williams-Renault de Prost. Senna decidiu não assinar por uma temporada e sim por cada corrida a ser disputada. Eventualmente ele poderia permanecer por um ano, apesar de algumas fontes afirmarem que isso foi mais um jogo de marketing entre Dennis e Senna.

Depois de terminar em segundo lugar na corrida de abertura da temporada na África do Sul, Senna ganhou os GPs do Brasil e da Europa, em Donington Park, na chuva. Esta última é frequentemente lembrada como "a corrida da volta perfeita"[33] e como sendo uma de suas maiores vitórias na F1. Ele largou em quarto e caiu para quinto na primeira curva, mas já estava liderando antes da primeira volta ser completada. Alguns pilotos precisaram de sete pit stops para trocar os pneus de chuva/lisos, dependendo das mudanças climáticas ao longo da corrida.

Sobre esta corrida, Galvão Bueno fez o seguinte depoimento:

Cquote1.svg "Não tive dúvida nenhuma de que estava vendo algo histórico, porque tive uma corrida inteira para raciocinar sobre isso. Só Ayrton Senna seria capaz de uma primeira volta, a mais fantástica que um piloto fez na história, e de uma vitória assim naquela circunstância. Eu disse ao engenheiro dele no fim da corrida “definitivamente, desse planeta ele não é”. E o cara falou: “disso eu nunca tive dúvida!”"[33] Cquote2.svg

Uma outra curiosidade sobre esta prova é que Senna fez a melhor volta da corrida numa das voltas em que passou pelo boxe[33] .

Cquote1.svg "Eu sabia que por ali era mais rápido, eu fiz para experimentar. Quando me informaram que era a melhor volta da corrida, eu falei ‘OK, se o Prost passar à minha frente, eu vou passar ele por dentro do box’. Só isso!"[33] Cquote2.svg
Ayrton Senna

Este fato foi possível porque no circuito de Donington, a curva de entrada dos boxes é menor do que a curva que leva à reta principal. Como naquela época não havia limite de velocidade no pit lane, Senna usou este artifício para ganhar tempo na pista[33] .

Depois do histórico GP da Europa de 93, Senna foi 2º na Espanha e quebrou o recorde de seis vitórias em Mônaco, o que lhe fez jus ao antigo apelido de Graham Hill: Mister Mônaco. Depois de Mônaco, a sexta corrida da temporada, Senna liderou o campeonato à frente da Williams-Renault de Alain Prost e da Benetton de Michael Schumacher, apesar da inferioridade dos motores da McLaren. A cada corrida, as Williams de Prost e Damon Hill mostravam a superioridade, com Prost caminhando para o campeonato enquanto Hill mantinha os segundos lugares. Senna concluiu a temporada e sua carreira na McLaren com cinco vitórias (Brasil, Europa, Mônaco, Japão e Austrália) e ficou com o vice na classificação geral. A penúltima corrida da temporada foi marcada por um incidente entre o estreante norte-irlandês Eddie Irvine e Senna, iniciado numa manobra do atrevido piloto. Após a prova, o brasileiro, inflamado, foi aos boxes da equipe Jordan e socou o estreante na categoria.[34]

Números e estatísticas[editar | editar código-fonte]

1994: Williams[editar | editar código-fonte]

Senna já havia tentado entrar para a Williams em 1993, mas foi impedido por Prost, que vetou seu nome. Ayrton Senna se ofereceu para pilotar por nada, pois seu desejo era fazer parte da vencedora equipe Williams-Renault, mas foi impedido por uma cláusula no contrato do francês que impedia o brasileiro de entrar para a equipe (Ato declarado no Filme "Senna"). Porém, essa cláusula não se estenderia até 1994, o que fez Prost se retirar das corridas um ano antes de vencer seu contrato, preferindo isso a ter seu principal rival como companheiro de equipe. Em 1994, Senna finalmente assinou com a equipe Williams-Renault.

Senna agora estava na equipe que havia ganho os dois campeonatos anteriores com um veículo muito superior aos demais. Era natural que, na pré-temporada, ele fosse considerado o favorito ao título, acompanhado de Damon Hill, que deveria fazer o papel de coadjuvante. Prost, Senna e Hill haviam ganho todas as corridas exceto uma, vencida por Michael Schumacher.

A pré-temporada de testes mostrou que o carro era rápido mas difícil de dirigir. A FIA havia banido os sistemas eletrônicos, incluindo a suspensão ativa, o controle de tração e os freios ABS para fazer o esporte mais "humano". A Williams não se mostrou um carro equilibrado no início da temporada. O próprio Senna fez várias declarações de que o carro era instável e desajeitado, indicando que o FW16, depois de perder a suspensão ativa, os ABS e o controle de tração, entre outras coisas, já não oferecia a mesma superioridade mostrada pelos FW15C e FW14B dos anos anteriores. Apesar de menor potência, a equipe Benetton pilotada por Schumacher apontou como maior rival.

Senna pegando uma "carona" no carro de Mansell, que comemorava a vitória no GP da Inglaterra em Silverstone de 1991.

A primeira corrida da temporada 1994 foi no Brasil, disputada em Interlagos, quando Senna fez a pole. Na corrida, Senna assumiu a ponta, mas Michael Schumacher com a Benetton tomou a liderança depois de passar Ayrton Senna nos boxes na volta 21. Senna, determinado a vencer no Brasil, errou, perdendo o controle de sua Williams e rodando na curva da Junção, ficando encalhado na zebra e abandonando a prova na volta 55.

A segunda prova foi no GP do Pacífico, disputado em Aida, no Japão, onde Senna novamente ganhou a pole, porém envolveu-se numa colisão já na primeira curva. Ele foi tocado atrás por Mika Häkkinen e sua corrida acabou definitivamente quando a Ferrari de Nicola Larini também bateu na sua Williams. Gerhard Berger , da Ferrari, terminou em segundo enquanto Schumacher venceu novamente.

Este foi o seu pior início de temporada de F1, falhando por não terminar e em não pontuar nas duas primeiras corridas, apesar de ter sido pole em ambas. Schumacher com sua Benetton estavam liderando o campeonato com vinte pontos de diferença para Senna, que estava com zero.

Luca Di Montezemolo, diretor da Ferrari naquela ocasião, informou que Senna veio até ele na quinta-feira anterior à prova de Ímola e elogiou a Ferrari pela batalha contra os eletrônicos na F1. Senna disse também que ele gostaria de encerrar sua carreira correndo pela Ferrari.[35]

Números e estatísticas[editar | editar código-fonte]

1994
  • Carro: Willians/Renault FW-16
Total de provas 3
Abandonos 1
Poles 3
Melhores voltas 0
Vitórias 0
Pontos 0
Classificação no Campeonato


Morte[editar | editar código-fonte]

Acidente fatal em Ímola[editar | editar código-fonte]

Na terceira corrida da temporada, o GP de San Marino, em Ímola, Senna declarou que esta deveria ser a corrida de início da temporada para ele, pois não havia terminado as anteriores e agora faltavam apenas quatorze corridas. Senna mais uma vez conquistou a pole, mas o fim de semana não seria tão fácil. Ele estava particularmente preocupado com dois eventos. Um deles, na sexta-feira, durante a sessão de qualificação da tarde, o piloto brasileiro Rubens Barrichello, envolveu-se em um grave acidente perdendo o controle de sua Jordan nº14, passou por cima de uma zebra e voou da pista, chocando-se violentamente contra uma barreira de pneus.

Felizmente, Barrichello saiu desse acidente com pequenas escoriações e o nariz quebrado, ferimento suficiente para impedi-lo de correr no domingo. Senna visitou seu amigo no hospital - ele pulou o muro depois que foi impedido de visitá-lo pelos médicos - e ficou convencido de que as normas de segurança deveriam ser revisadas.

A Curva Tamburello em 1994.
Mudanças feitas no autódromo Enzo e Dino Ferrari depois dos acidentes de 1994.

O segundo ocorreu no sábado, durante os treinos livres, quando o austríaco Roland Ratzenberger, correndo pela Simtek, bateu violentamente na curva Villeneuve num acidente que começou a se formar na fatídica curva Tamburello, quando asa dianteira de seu carro se soltou fazendo-o perder o controle do veículo. Levado ao Hospital Maggiore de Bolonha, ele faleceu 8 minutos depois. Essa foi a primeira morte de um piloto na pista em dez anos - desde que a FIA adotara sérias medidas de segurança -. Senna convenceu os oficiais de pista a levá-lo ao local do acidente para ver ele mesmo o que poderia ter acontecido e essa ousadia lhe custou mais uma advertência e algum desgaste na sua atribulada relação com a FIA.

Senna passou o final da manhã reunido com outros pilotos, determinado a recriar a antiga Comissão de Segurança dos Pilotos, a fim de melhorar a segurança na F1. Como um dos pilotos mais velhos, ele se ofereceu para liderar esses esforços.

Apesar de tudo, Senna e todos os outros pilotos concordaram em correr. Ele saiu em primeiro, mas J.J. Lehto deixou morrer sua Benetton, fazendo os outros pilotos desviarem dele. Porém Pedro Lamy, da Lotus-Mugen, bateu na parte traseira de Lehto, o que levou o safety car à pista por cinco voltas.

Na sexta volta a corrida foi reiniciada, e na abertura da sétima volta Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta na F1; ele entrou na curva Tamburello (a mesma onde bateu Berger com a Ferrari em 1989) e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph).[36] Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sid Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

Mais tarde o Professor Watkins declarou:

Foi encontrado no carro de Senna uma bandeira austríaca que, em caso de uma possível vitória, Ayrton Senna empunharia em homenagem ao austríaco Roland Ratzenberger, morto um dia antes.[37]

Senna em sua McLaren.

Foi um GP trágico. Além do acidente de Barrichello e das mortes de Senna e Ratzenberger, o acidente entre J.J. Lehto e Pedro Lamy fez arremessar dois pneus para a arquibancada, ferindo vários torcedores. O italiano Michele Alboreto, da Minardi, perdeu um pneu na saída dos boxes e se chocou contra os mecânicos da Ferrari, ferindo também um mecânico da Lotus.

Não bastando isso, durante alguns minutos as comunicações no circuito entraram em colapso, permitindo que o piloto Erik Comas, da equipe Larrousse, deixasse o pit-stop e retornasse à corrida quando ela já havia sido interrompida. Comas somente entendeu o que estava acontecendo quando os fiscais de pista mais próximos ao acidente tremularam nervosamente suas bandeiras vermelhas indicando-lhe a situação. Se não fosse por essa atitude, ele poderia ter se chocado com o helicóptero que se encontrava pousado no asfalto da pista aguardando para levar Senna ao hospital.

A imagem de Ayrton apoiado na sua Williams, flagrado pelas tevês, com o olhar distante e perdido, pouco antes do início do GP, ficaria marcada para sempre entre seus fãs.

No Brasil, ficou muito difundida uma frase dita pelo jornalista Roberto Cabrini ao Plantão da Globo, boletim de notícias extraordinário da Rede Globo. Logo após a confirmação da morte de Ayrton, pelo hospital, Cabrini noticiou dizendo, por telefone:

Investigações sobre os acidentes[editar | editar código-fonte]

Monumento a Ayrton Senna, de Melinda Garcia, instalado na entrada do túnel sob o Parque Ibirapuera, São Paulo.

De acordo com a perícia, Senna perdeu o controle do carro devido à quebra da coluna de direção[38] do seu Williams. O documento sugere que houve negligência dos técnicos da equipe numa reparação feita na coluna de direção. Em novembro de 1996, a denúncia do promotor Maurizio Passarini foi acolhida pelo juiz Diego Di Marco. Frank Williams, Patrick Head, Adrian Newey, Federico Bondinelli (um dos responsáveis pela empresa que administrava o autódromo de Ímola), Giorgio Poggi (o responsável pela pista), Roland Bruinseraed (o director da prova), e o mecânico que soldou a coluna de direção do Williams foram indiciados por homicídio culposo, por negligência e imprudência. Porém, em dezembro de 97, o juiz Antonio Constanzo absolveu os acusados.

Em 2004, um documentário de televisão da National Geographic chamado "A morte de Ayrton Senna" foi transmitido para o mundo inteiro. O programa considerou os dados disponíveis do carro do Senna para reconstituir a sequência de eventos que o conduziu ao acidente fatal. O programa concluiu que o longo período que o safety-car permaneceu na pista fez reduzir as pressões nos pneus de Senna, abaixando o carro. Com o carro mais baixo, o chassi tocou o solo, fazendo o carro saltar e tornando a direção incontrolável. Senna teria reagido, mas, com os pneus travados, ele foi arremessado para fora da curva. O programa concluiu que se as reações do piloto tivessem sido mais lentas, ele talvez pudesse ter sobrevivido. Pilotos e especialistas em Fórmula 1 consideram parte dessa teoria como improvável, pois os pneus de Fórmula 1 se aquecem até a temperatura ideal depois de percorrer apenas 2 km, meia volta no circuito de San Marino, assim na volta 7 os pneus do carro de Ayrton Senna já estariam aquecidos.

Em abril de 2002, do número do chassi FW16 Senna 02 foi devolvido para a equipe Williams. A equipe informou que o carro estava em avançado estado de deterioração e foi posteriormente destruído. Capacete de Senna foi devolvido à Bell, e foi incinerado. O motor do carro foi devolvido para a Renault, e seu destino é desconhecido.[39] [40]

Discussões[editar | editar código-fonte]

Senna tinha 34 anos quando morreu. Sua morte aconteceu porque com o impacto da batida no muro, um pedaço da suspensão dianteira direita se partiu, transformando-se em uma espécie de lança que penetrou o visor do capacete e adentrou a órbita acima do olho direito, danificando irreversivelmente o lobo frontal.

Na análise dos médicos na pista, no hospital e na autópsia, depois de constatada a morte cerebral, foram percebidos três graves traumas, um grande choque que provocou fraturas na têmpora e rompeu a artéria temporal, uma fratura na base do crânio devido à potência do impacto. Tanto a FIA quanto as autoridades italianas mantiveram a versão de que Senna não morreu instantaneamente, e sim no hospital, para onde fora levado rapidamente de helicóptero. Existe uma interminável discussão entre as autoridades a esse respeito.

Ainda se discute por que Senna não foi declarado morto na pista. Especula-se que isso se deve à lei italiana que diz que, quando uma pessoa morre em um evento desportivo, essa morte deve ser investigada, fazendo com que o evento seja cancelado. O diretor do Instituto de Medicina Legal do Porto (Portugal), o professor José Eduardo Pinto da Costa, informa o seguinte:

O professor José Pratas Vital, diretor do Hospital de Egas Moniz em Lisboa, um neurocirurgião e chefe da equipe médica no GP português, oferece uma opinião diferente:

Rogério Morais Martins:

Dessa forma, eles teriam evitado a morte de Ayrton.

Os médicos não são capazes de afirmar se Senna morreu instantaneamente. Não obstante, estavam bem cientes de que suas possibilidades de sobrevivência eram mínimas. Se vivesse, o dano no cérebro deixá-lo-ia severamente deficiente. Os acidentes como este são quase sempre fatais. Além disso, existem os efeitos no cérebro da desaceleração brusca, que causa dano estrutural aos tecidos cerebrais.

Estima-se que as forças envolvidas no acidente de Ayrton sugerem uma taxa de desaceleração equivalente a uma queda vertical de 30 metros. A autópsia revelou que o impacto a 208 km/h causou os ferimentos múltiplos na base do crânio, tendo por resultado a insuficiência respiratória. Havia um esmagamento do cérebro (que foi arremessado junto à parede do crânio que causa o edema, a hemorragia e o aumento de pressão intra-cranial) junto com a ruptura da artéria temporal que causou a hemorragia nas vias respiratórias e a consequente parada cardíaca.

Quanto à possibilidade de os pilotos estarem ainda vivos quando foram postos nos helicópteros que os levaram ao hospital, os experts acreditam que os organizadores da corrida atrasaram o anúncio das mortes a fim de evitar o cancelamento e assim proteger seus interesses financeiros.

A Sagis, organização que administra o circuito de Ímola, chegou a cancelar a prova mesmo com um prejuízo estimado em US$ 6.5 milhões. A FIA desmente essa informação.

Por conta desse e do acidente de Ratzenberger, a curva Tamburello e a curva Villeneuve foram transformadas em chicanes.

No ano 2000, Senna foi postumamente incluído no International Motorsports Hall of Fame.

Teorias Alternativas[editar | editar código-fonte]

O ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet disse que Senna estava sobre pressão,sofrimento e stress emocional em seus últimos dias.Em 1994,Senna estava namorando a modelo Adriane Galisteu por quase um ano.No fim de semana do GP,ela estava em Portugal e sua antiga namorada,a Xuxa foi até Imola tentar quebrar o relacionamento de Senna com Adriane e convencê-lo a voltar para ela.[41] A fita-cassete dado a Senna por seu irmão Leonardo dias antes do acidente,supostamente continha uma conversa de Adriane com seu ex-namorado.[42] Isto,mais o acidente de Rubens Barrichello e a morte de Roland Ratzenberger poderiam ter estressado Senna,como visto em sua última aparição no grid,minutos antes do acidente.[43] O ex-piloto Alain Prost disse no documentário Senna que havia algo de errado com Senna quando se viram duas semanas antes e no GP.Teorias sobre um possível suicídio também surgiram na imprensa internacional.[44]

Funeral[editar | editar código-fonte]

No Cemitério do Morumbi, a sepultura de Ayrton Senna. Nada pode me separar do amor de Deus.

A temida curva Eau Rouge[45] no circuito da Bélgica foi temporariamente readequada para a corrida de 1994. Em uma foto divulgada, Damon Hill dirige pela chicane, onde foi escrita uma mensagem em homenagem a Senna. A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros. Estima-se que mais de um milhão de pessoas foram às ruas para ver seu ídolo e render-lhe as últimas homenagens, sem contar os milhões que acompanharam pela televisão desde a chegada do avião que trouxe seu corpo no Aeroporto de Guarulhos, às 5h30 da manhã. A cobertura contou com transmissão ao vivo pela TV Brasileira com as emissoras da TV Cultura, SBT, Rede Globo, Rede Record, Rede Manchete, TV Gazeta com a Rede CNT e TV Bandeirantes.

A maioria dos pilotos de Fórmula 1 esteve presente no funeral de Senna. Porém o então presidente da FIA, Max Mosley, não compareceu, alegando que estava nos funerais de Ratzenberger no dia 7 de maio, em Salzburgo, na Áustria. Mosley disse à imprensa, dez anos depois: "Fui a esse funeral porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante alguém ir a esse."[46]

Na corrida seguinte, em Mônaco, a FIA decidiu deixar vazias as duas primeiras posições no grid de largada, e elas foram pintadas com as cores das bandeiras brasileira e austríaca, em homenagem a Senna e Ratzenberger.

O corpo de Senna está sepultado no jazigo 11, quadra 15, setor 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo na quinta-feira.

Legado[editar | editar código-fonte]

A reforma do autódromo de Interlagos em 1990 teve uma mudança radical no traçado, foi proposta para seguir as regras de limites de distância de um circuito da FIA, e uma grande curva inclinada foi sugerida para ligar a reta dos boxes à curva do sol. Ayrton propôs um "S" que ligasse as duas retas, daí o nome de "S do Senna", pelo design do tricampeão, e não somente uma homenagem dada a ele.

Em 2005 o cantor italiano Cesare Cremonini gravou uma canção intitulada Marmelata #25 e, no refrão, há uma parte que diz em italiano: "Ahh! Desde que Senna não corre mais… não é mais domingo".[47]

Em 1994, o cantor Elymar Santos gravou uma música chamada "Guerreiros não morrem jamais" em homenagem ao piloto.

Com a morte de Ayrton Senna, novas normas de segurança foram implementadas para a F1. Novas barreiras, curvas redesenhadas, altas medidas de segurança e o próprio cockpit dos pilotos foram mudanças feitas na F1, ligadas diretamente à sua morte.

Em 2014, ano em que completou duas décadas de sua morte, a escola de samba do Rio de Janeiro, Unidos da Tijuca, levou o tricampeão mundial de Fórmula 1 de volta às pistas. O piloto foi tema do enredo "Acelera, Tijuca!", em 2014, na Marquês de Sapucaí. Além de reverenciar Senna, o carnavalesco Paulo Barros mostrou o universo da velocidade e do automobilismo. Fã de Ayrton, o presidente da agremiação, Fernando Horta, revelou que a família de Senna abraçou a ideia e estaria diretamente envolvida na pesquisa e no desenvolvimento do enredo. A escola sagrou-se campeã do carnaval carioca de 2014.

No mesmo ano, Ayrton Senna foi o primeiro piloto de Fórmula 1 a ser homenageado pela gigante das buscas a empresa Google. O 54º aniversário do tricampeão mundial recebeu celebração também através do Doodle.[48]

Em abril de 2014, o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu a serie Ayrton Senna do Brasil que relembrar os detalhes da vida do tricampeão mundial de F1 morto em 1994. Esse é o resultado de uma parceria entre a TV Globo e a produtora Bizum para relembrar aos brasileiros um herói nacional das manhãs de domingo. A série foi exibida em quatro episódios.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Ayrton Senna era devoto do cristianismo[49] e costumava ler a Bíblia durante os voos que fazia entre São Paulo e Europa.[50] [51] Em Senna, documentário sobre sua carreira de piloto (lançado em 2010), Viviane Senna (irmã de Ayrton) revelou que pouco antes de sua morte, ele abriu a Bíblia em uma página: "Naquela manhã quando ele acordou, pediu a Deus para falar com ele. Abriu a Bíblia e leu um texto que falava que Deus ia dar para ele o maior presente de todos os presentes. Que era Ele mesmo".[52]

Com ajuda do pai, Milton da Silva, do irmão Leonardo e do primo Fábio Machado, Ayrton Senna comandava a holding de empresas da família, a Ayrton Senna Promoções e Empreendimentos.[53] Entre elas, a Ayrton Senna Licensing - criada em 1990 para administrar a concessão do uso da marca (um "S" estilizado, como uma das curvas do autódromo de Interlagos) e a Senna Import - que entre outros, foi responsável pela importação exclusiva para o Brasil de carros da marca Audi.[53] [54] O próprio carro pessoal de Senna em 1994 era um Audi S4.[55]

Senna demonstrava publicamente preocupação com a pobreza generalizada no Brasil, especialmente em relação às crianças. Após sua morte, foi descoberto que ele havia doado em segredo uma porção muito grande de sua fortuna pessoal (estimada em cerca de US$ 400 milhões) para ajudar as crianças pobres.[56] Pouco antes de sua morte, ele criou a estrutura de uma organização dedicada às crianças pobres brasileiras, que mais tarde se tornou o Instituto Ayrton Senna.[57] [58]

Em relação à política, Ayrton Senna nunca gostou de dar declarações a respeito, evitando revelar votos em eleições, a elencar candidatos de sua estima e a opinar sobre questões ideológicas específicas. Mas sabia-se que Senna mantinha um posicionamento mais conservador, sendo um admirador do notório líder de direita Paulo Maluf, que fora governador de São Paulo e que à época de seu falecimento era prefeito da capital paulista.[59]

No futebol, Ayrton Senna se declarava torcedor do Sport Club Corinthians Paulista,[60] fato muito celebrado pela torcida do referido clube por sua própria condição de ídolo nacional.

Na vida afetiva, Ayrton Senna - sempre muito focado em sua carreira - teve somente quatro namoros sérios: Liliane Vasconcellos de Souza, Adriane Yasmin, Xuxa Meneghel e Adriane Galisteu.[61]

Casou-se oficialmente com Liliane em 1980. Ela era sua amiga de infância e namorada na adolescência. Iniciaram o namoro no Jardim Tremembé, bairro da zona norte de São Paulo. Após o casório, Liliane passou a assinar Liliane Senna da Silva. Passaram a lua-de-mel na Europa e dois chegaram a viver juntos em um apartamento em Londres, na época em que o piloto competia pela Fórmula Ford 1.600. A união durou apenas oito meses, pois, além das brigas conjugais frequentes devido aos ciúmes excessivo de Senna, Liliane descobriu que estava grávida, mas Senna não queria ser pai, ainda mais naquele momento de início de carreira. Ele mandou a esposa voltar ao Brasil, ter o bebê lá, e que se continuassem juntos, teriam um casamento a distância, pois ele não iria abandonar sua carreira profissional na Europa pela esposa e nem o filho. Muito triste e abalada, Liliane queria voltar imediatamente ao Brasil, mas só conseguiu comprar as passagens três dias depois. Nesses dias, Senna dormia em hotéis de Londres, pois a esposa havia parado de falar com ele e pedido para ele sair do apartamento até ela voltar ao Brasil. Enquanto arrumava suas malas para ir ao aeroporto, Senna passou no apartamento, e eles tiveram uma grande discussão, pois dias antes, ela o flagrou com outra em um restaurante. Por esse abalo emocional, Liliane sofreu um aborto espontâneo, entrando em depressão e voltando ao Brasil. Logo que anunciaram a separação, Senna assumiu seu caso com a brasileira que vivia em Londres chamada Rosângela Lago Ferreira da Silva, um jovem de Santana, bairro da zona norte de São Paulo. Eles ficaram juntos por 1 ano. Nesse período de 1 ano se deparação, Senna deu entrada no pedido de divórcio, mas, devido as leis da época, só conseguiu a separação oficial em 1984, quando foi ao Brasil assinar os papeis em uma audiência junto da ex-esposa, que não quis nada do patrimônio dele. Após o divórcio com Liliane, Senna assumiu seu caso com Adriane Yasmin, à época uma adolescente de quinze anos, herdeira das empresa Duchas Corona. O relacionamento foi bastante comentado, pelo fato de a menina ser menor de idade e bem mais jovem que o piloto, que foi o primeiro namorado dela. O relacionamento durou até o final de 1988. Após a separação, teve um breve e agitado relacionamento com Xuxa [61] e rápidos casos com diversas mulheres, especialmente modelos, como Patrícia Machado,[nota 2] Vanusa Sppindler e Marcella Praddo[62] , que engravidou, mas Senna disse que não assumiria o bebê, por desconfiar da paternidade. A jovem entrou na justiça para provar a paternidade da filha, Vitória, mas comprovou-se, através de DNA, que Senna não era o pai da criança[63] Ayrton iniciou um namoro com Adriane Galisteu após o GP do Brasil de 1993, em festa em uma danceteria de São Paulo. O piloto declarou que finalmente havia encontrado a mulher ideal. Segundo a irmã Viviane, foi a época mais feliz da vida afetiva do irmão[62] . O relacionamento durou até a morte do piloto. Sua família era contra o romance, e seu pai fez de tudo para separação do casal, acusando Adriane de ser golpista. Este assunto gerou muita polêmica na época[61]

Prost, o maior rival na carreira de Ayrton Senna.

A falta de apego de Senna a suas namoradas rendeu fofocas de que ele tinha pouco interesse pelo sexo oposto. Em 1988, Nelson Piquet, em entrevista ao Jornal do Brasil, sugeriu que Senna não gostava do sexo oposto ao pedir que a imprensa perguntasse a Senna por que é que ele não gostava de mulher.[64] A revista italiana Panorama (a de maior circulação do país) dedicou reportagem às dúvidas levantadas por Piquet e a questão foi parar na Justiça. Piquet preferiu se retratar, mas o estrago estava feito. Senna passou a conviver com os boatos e se tornou desafeto de Piquet.[64] Em Agosto de 1990, em uma entrevista para a revista Playboy, Senna afirmou que Piquet não poderia ter feito a insinuação, sugerindo que tinha tido um caso com Catherine Valentim, então mulher do rival.[nota 3]

Além de Nelson Piquet, o francês Alain Prost, que foi companheiro de Senna por duas temporadas na McLaren-Honda, fez uma das rivalidades mais acirradas da história da F-1. Desde o final do campeonato de 1988, havia tensão no relacionamento entre ambos, com o francês acusando a McLaren de dar tratamento preferencial a Senna. A relação se deteriorou durante a temporada de 1989, quando ambos já não se falavam. A colisão dos pilotos durante o GP do Japão daquele ano selou o auge da inimizade. Na temporada de 1990, Prost trocou a equipe pela Ferrari, e Senna daria o troco no rival, em mais um campeonato decidido em uma batida - desta vez favorável ao brasileiro.[65] Mas a relação entre os dois pilotos melhorou após a aposentadoria do francês, e Senna e Prost se aproximaram em 1994.[66] Antes do anúncio da morte de Ayrton Senna ; Prost imediatamente havia se solidarizado após o acidente. O francês participou do funeral do piloto.[67] "O Ayrton e eu tínhamos uma ligação. A sua morte foi o final da minha história com a Fórmula 1. Ninguém pode falar do Ayrton sem falar de mim e ninguém pode falar de mim sem falar dele", declarou Prost.[66] [68] O piloto francês chegou a fazer parte do conselho consultivo do Instituto Ayrton Senna.[69]

Senna era amigo de Gerhard Berger, que foi seu companheiro de equipe na McLaren entre as temporadas 1990 e 1992. Os dois costumavam brincar um com o outro.[70] Berger é citado dizendo: "Ele me ensinou muito sobre nosso esporte, ensinei-o a rir." No documentárioThe Right to Win, feito em 2004 como uma homenagem a Senna, Frank Williams recordou que, além de um grande piloto, Senna "era um homem ainda maior fora do carro que ele estava."

Ayrton foi tio do piloto Bruno Senna (filho de Viviane), de quem declarou em 1993: "Se vocês acham que eu sou rápido, esperem para ver meu sobrinho Bruno."[71] O piloto faleceu sem deixar filhos, pois não possuía vontade de ser pai.

Resultados na carreira[editar | editar código-fonte]

Resultados antes da Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

[72]

  • 1973 - 01/jul - Primeira corrida de kart - circuito de Interlagos
  • 1978 - Campeão Sul-Americano de kart
  • 1978 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1978 - 13 a 17/set - Mundial de Kart em Le Mans/França - 6º colocado
  • 1979 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1979 - 18 a 23/set - Mundial de Kart em Estoril/Portugal - 2º colocado
  • 1980 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1980 - 17 a 21/set - Mundial de Kart em Niveles/Bélgica - 2º colocado
  • 1981 - Campeão Brasileiro de kart

1981 - Formula Ford 1600 - Equipe Van Diemen (dois campeonatos: P&O Ferries (PO) e Townsend Thoresen (TT))

  • 01/03 - PO - Brands Hatch - 5º
  • 08/03 - TT - Thruxton - 3º
  • 15/03 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 22/03 - TT - Mallory - 2º (pole)
  • 05/04 - TT - Mallory - 2º
  • 03/05 - TT - Snetterton - 2º (pole)
  • 24/05 - RAC - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 25/02 - TT - Mallory - 1º
  • 07/06 - TT - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 21/06 - RAC - Silverstone - 2º
  • 27/06 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 04/07 - RAC - Donnington - 1º (volta mais rápida)
  • 12/07 - RAC - Brands Hatch - 4º (volta mais rápida)
  • 25/07 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 26/07 - RAC - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 02/08 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 09/08 - RAC - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 15/08 - TT - Donnington - 1º
  • 31/08 - TT - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 16 a 20/09 - Mundial de Kart em Parma/Itália - 4º colocado
  • 29/09 - TT - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)

1982 - Formula Ford 2000 - Equipe Rushen Green Racing (dois campeonatos: Campeonato Inglês Pace British FF 2000 (PB) e Campeonato Europeu de 2000 (EFDA))

  • 07/03 - PB - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - PB - Oulton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 28/03 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - PB - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 09/04 - PB - Snetterton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/04 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 18/04 - EFDA - Zolder - pole e abandono
  • 02/05 - EFDA - Donnington
  • 03/05 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 09/05 - EFDA - Zolder - pole, volta mais rápida e abandono
  • 30/05 - PB - Oulton - abandono
  • 30/05 - Celebr. - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 31/05 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 06/06 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 13/06 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 20/06 - EFDA - Hockenheim - pole e abandono
  • 26/06 - PB - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 03/07 - EFDA - Zandvoort - 1º (pole)
  • 04/07 - PB - Snetterton - 2º
  • 10/07 - PB - Castle Combe - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 01/08 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 08/08 - EFDA - Hockenheim - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 15/08 - EFDA - Österreichring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 22/08 - EFDA - Jyllandsring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/08 - PB - Thruxton - 1º (volta mais rápida)
  • 05/09 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 12/09 - EFDA - Mondello Park - 1º (volta mais rápida)
  • 15 a 19/09 - Mundial de Kart em Kalmar/Suécia - 14º colocado
  • 26/09 - PB - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)
  • 13/11 - Fórmula 3 - Thruxton - Ralt RT3-Toyota - 1º (pole e volta mais rápida)

1983 - Formula 3 - Campeonato Inglês - Equipe West Surrey Racing (exceto em Macau, quando Senna pilotou para a Marlboro/Tedy Yip)

  • 06/03 - Silverstone - 1º (volta mais rápida)
  • 13/03 - Thruxton - 1º (pole)
  • 20/03 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - Thruxton - 1º (pole)
  • 24/04 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 03/05 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 08/05 - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/05 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/06 - Silverstone - abandono
  • 19/06 - Cadwell Park - pole, não largou
  • 03/07 - Snetterton - volta mais rápida e abandono
  • 16/07 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 24/07 - Donnington - 2º (pole e volta mais rápida)
  • 06/08 - Oulton - volta mais rápida e abandono
  • 29/08 - Silverstone - 1º (pole)
  • 11/09 - Oulton - abandono
  • 18/09 - Thruxton - pole e abandono
  • 02/10 - Silverstone - 2º
  • 20/10 - GP de Macau - Macau - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 23/10 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)

Posição de chegada nas corridas de F-1[editar | editar código-fonte]

(Legenda: corrida em negrito indica pole position, corrida em itálico indica volta mais rápida)

Ano Nome Oficial da Equipe Chassis Motor 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Pontos Posição
1994 Rothmans
Williams Renault
Williams FW16 Renault RS6 V10 BRA
Ret
PAC
Ret
SMR
Ret
0 NC
(38º)
1993 Marlboro McLaren International McLaren MP4/8 Ford HBE7 V8 AFS
BRA
EUR
SMR
Ret
ESP
MON
CAN
18º
FRA
GBR
ALE
HUN
Ret
BEL
ITA
Ret
POR
Ret
JAP
AUS
73
1992 Honda Marlboro
McLaren
McLaren MP4/6B Honda RA122E V12 AFS
MEX
Ret
50
McLaren MP4/7A BRA
Ret
ESP
SMR
MON
CAN
Ret
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
HUN
BEL
ITA
POR
JAP
Ret
AUS
Ret
1991 Honda Marlboro
McLaren
McLaren MP4/6 Honda RA121E V12 EUA
BRA
SMR
MON
CAN
Ret
MEX
FRA
GBR
ALE
HUN
BEL
ITA
POR
ESP
JAP
AUS
2
96
1990 Honda Marlboro
McLaren
McLaren MP4/5B Honda RA109E V10 EUA
BRA
SMR
Ret
MON
CAN
MEX
20º
FRA
GBR
ALE
HUN
BEL
ITA
POR
ESP
Ret
JAP
Ret
AUS
Ret
78
1989 Honda Marlboro
McLaren
McLaren MP4/5 Honda RA109A V10 BRA
11º
SMR
MON
MEX
EUA
Ret
CAN
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
HUN
BEL
ITA
Ret
POR
Ret
ESP
JAP
DSQ
AUS
Ret
60
1988 Honda Marlboro
McLaren
McLaren MP4/4 Honda RA168E V6 Turbo BRA
SMR
MON
Ret
MEX
CAN
EUA
FRA
GBR
ALE
HUN
BEL
ITA
10º
POR
ESP
JAP
AUS
901
(94)
1987 Camel Team Lotus
Honda
Lotus 99T Honda RA166E V6 Turbo BRA
Ret
SMR
BEL
Ret
MON
EUA
FRA
GBR
ALE
HUN
AUT
ITA
POR
ESP
MEX
Ret
JAP
AUS
DSQ
57
1986 John Player Special
Team Lotus
Lotus 98T Renault EF15B V6 Turbo BRA
ESP
SMR
Ret
MON
BEL
CAN
EUA
FRA
Ret
GBR
Ret
ALE
HUN
AUT
Ret
ITA
Ret
POR
MEX
AUS
Ret
55
1985 John Player Special
Team Lotus
Lotus 97T Renault EF4B V6 Turbo BRA
Ret
POR
SMR
MON
Ret
CAN
16º
EUA
Ret
FRA
Ret
GBR
10º
ALE
Ret
AUT
HOL
ITA
BEL
EUR
AFS
Ret
AUS
Ret
38
1984 Toleman Group
Motorsport
Toleman TG183B Hart 415T L4 Turbo BRA
Ret
AFS
BEL
SMR
NQ
13
Toleman TG184 FRA
Ret
MON
2
CAN
USE
Ret
EUA
Ret
GBR
ALE
Ret
AUT
Ret
HOL
Ret
ITA EUR
Ret
POR
  • ↑1 Nos descartes
  • ↑2 Foi atribuído metade dos pontos, porque o número de voltas não alcançou 75% de sua distância percorrida.

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Referências

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  13. Históricas desobediências na Fórmula 1. Visitado em 28 de março de 2013.
  14. Aos 25 anos, Vettel se torna o tricampeão mais jovem da história da Fórmula 1. Visitado em 28 de março de 2013.
  15. Ayrton Senna: o período na Williams. Visitado em 28 de março de 2013.
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  19. DentroVideosFotosMuralChico Xavier vence e é eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos. Visitado em 28 de março de 2013.
  20. SE ESTIVESSE VIVO, AYRTON SENNA COMPLETARIA 53 ANOS. Visitado em 28 de março de 2013.
  21. A. Silva nega rótulo de superstar e não se vê "como Senna e Pelé". Visitado em 28 de março de 2013.
  22. Para especialistas, Senna pode ser considerado o 'último herói nacional'. Visitado em 28 de março de 2013.
  23. Ayrton Senna tinha acordo para se aposentar na Ferrari. Visitado em 24 de junho de 2014.
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  32. Piloto bate e para na primeira volta - Folha de S.Paulo, 6 de julho de 1992
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  61. a b c Namoro com Xuxa foi o caso mais rumoroso - Folha de S.Paulo, 8 de maio de 1994
  62. a b Relembre as mulheres da vida de Ayrton Senna - Terra, 1 de maio de 1994
  63. Quatro laboratórios descartam a hipótese de Ayrton Senna ser o pai de Victória, a filha de Marcella Praddo - Revista Época, s/data
  64. a b 100 anos em 34 - Revista Veja, 3 de maio de 1994
  65. Os maiores rivais na F-1 - Revista Veja, sem data
  66. a b Alain Prost: "O Ayrton Senna e eu tínhamos uma ligação" - Revista AutoSport, s/data
  67. Arqui-rival Prost vai ao enterro - Folha de S.Paulo, 5 de maio de 1994
  68. Ayrton Senna - by Alain Prost - MOTOR SPORT, 01.10.1998
  69. Senna: the driver who lit up Formula One - The Telegraph, 20 de maio de 2011
  70. Menard e Vassal (2003), p. 70.
  71. Formula 1™ – The Official F1™ Website Formula1.com (12 de novembro de 2009). Visitado em 2 de outubro de 2010.
  72. Ayrton Senna - a face do gênio. Christopher Hilton. Rio Fundo Editora, 1992

Notas

  1. Senna fica atrás de Michael Schumacher (91) e Alain Prost (51).
  2. "A questão é que ele preferia de longe o carro e as corridas.", recordou Patrícia Machado, que namorou o piloto em 1991 - 100 anos em 34, Revista Veja, 3 de maio de 1994.
  3. Na entrevista, Senna disse: "Eu conheci a Catherine [Valentim] (...) como mulher".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]