B-52 Stratofortress

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
B-52 Stratofortress
Decolagem de um B-52H Stratofortress na exposição Royal International Air Tattoo 2006, na Inglaterra.
Descrição
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Boeing
Produção 1952-1962
Quantidade
produzida
744 unidade(s)
Custo
unitário
B-52B: US$ 14.43 milhões
B-52H: US$ 9.28 milhões (1962)
B-52H: US$ 53.4 milhões (1998)
Primeiro voo 15 de abril de 1952 (62 anos)
Entrada em serviço fevereiro de 1955
Missão Bombardeiro estratégico
Tripulação 6 (B-52H 5)
Carga 36 750 kg (81 000 lb) de carga útil
Dimensões
Comprimento 48 m
Envergadura 56,4 m
Altura 12,4 m
Área (asas) 371,6 m²
Peso
Tara 83250 kg
Peso total 123379 kg
Peso bruto máximo 220000 kg
Propulsão
Motores 8 × Pratt & Whitney TF33-P-3/103 turbofans
Performance
Velocidade máxima 1047 km/h
Alcance bélico 7210 km
Alcance 16232 km
Tecto máximo 15000 m
Relação de subida 31,85 m/s
Notas
Consultar a secção Armamento

B-52 Stratofortress é um bombardeiro estratégico sub-sónico de longo raio de ação, propulsionado por oito motores a jato. Originalmente concebido como substituto do Convair B-36 Peacemaker na função de bombardeamento nuclear e convencional de grande altitude, foi no entanto adaptado no início da década de 1960 para a função de penetração a baixa altitude como forma de contornar a cada vez maior, eficaz e sofisticada defesa aérea da ex-União Soviética .

Iniciou a atividade operacional na Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), seu único utilizador, em fevereiro de 1955, atuando em todos os conflitos nos quais os EUA se envolveram. Sessenta anos após o seu primeiro voo e fruto de sucessivas modificações e atualizações, é ainda uma versátil plataforma apta a desempenhar uma grande variedade de missões que os engenheiros responsáveis pelo sua criação e desenvolvimento imaginaram que fosse possível nos finais de 1950.

Durante o período da chamada guerra fria, desempenhou um papel de extrema relevância na dissuasão nuclear dos Estados Unidos, mantendo um contínuo estado de alerta em voo, armado com armas nucleares, porém as mais de cinco décadas de serviço na linha da frente serão a sua mais extraordinária faceta. Provavelmente, esta extraordinária longevidade[nota 1] , e de acordo com os planos da Força Aérea, irá manter-se até 2040, e para que tal aconteça as unidades ainda operacionais começaram a ser submetidas a um programa de reformas e extensão de vida útil.

Entre as atuais tripulações, maioritariamente (ou mesmo na totalidade) mais novas que as aeronaves que tripulam, é usual ouvir dizer-se que ainda não nasceu o último piloto que assumirá os seus comandos.[1]

Existiu uma coincidência de eventos e circunstâncias, que proporcionaram o desenvolvimento e a longevidade do sistema de armas que é hoje em dia o B-52 Stratofortress. Desde a experiência acumulada pela Boeing na produção de bombardeiros pesados até engenheiros e projetistas audaciosos e visionários, passando pelos decisores políticos que ainda não enfermados pela burocracia dos nossos dias, deixaram o processo de desenvolvimento fluir sem demasiadas interferências.[2]

  • O B-52 foi projetado para largar bombas atómicas de queda livre a grande altitude.[3]
  • O maior bombardeiro de sempre efetuou lançamentos na zona do Pacífico, destinados a testes nucleares atmosféricos, durante o período compreendido entre 1956 e 1962.[3]
  • Por aproximadamente quatro décadas os tripulantes do B-52 eram especialmente treinados e psicologicamente preparados para o lançamento de ataques nucleares retaliatórios, se os mesmo fossem necessários por força das circunstâncias.[3]
  • Até 1970 eram mantidas várias aeronaves em voo, 24 horas sobre 24 horas, na situação de alerta nuclear permanente.[3]
  • Com o advento dos mísseis superfície-ar (SAM), O B-52 alterou com sucesso o modo de operar, passando a fazer penetração a baixa altitude.[3]
  • O envolvimento na guerra do Vietname forçou a mais uma adaptação, o bombardeamento maciço com bombas convencionais de queda livre.[3]
  • Produzido em sete versões principais, ainda está servindo na linha da frente, quase sessenta anos após o primeiro voo,[3] sobrevivendo ao SAC - Comando aéreo Estratégico, dissolvido a 1 de junho de 1992.[4]
  • Embora a sua importância como sistema de armas tenha diminuído, está prevista a sua utilização até 2040.[3]
Pormenor da secção frontal (B-52B no (museu) "Rockies Museum").
Boeing B-52D, despejando bombas de queda livre sobre o Vietname

O B-52 não voa como um caça, também não o faz como se fosse um "camião", ele voa à sua própria maneira, mais impecavelmente do que se possa imaginar para uma aeronave com um peso máximo de 200 000 Kg e velocidade próxima da barreira do som. É um verdadeiro avião para pilotos, exige competência e rigor conjuntamente com uma ínfima parte de loucura. Faz o que é suposto fazer, desde voar em solitário até ao voo em formação com um reabastecedor, ou tarefas especializadas como transportar e lançar aeronaves de pesquisa, ele faz o seu trabalho e fá-lo há muito tempo.[5]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

B-52 Stratofortress Concebido no final dos anos 40, projectado nos anos 50 e o último exemplar produzido no início dos anos 60, o B-52 continua a ser um dos bombardeiros mais formidáveis à escala global. Ao serviço do SAC (Strategic Air Command,) Comando Aéreo Estratégico, foi por mais de duas décadas uma parte essencial na estrutura de dissuasão nuclear dos Estados Unidos. Ao longo deste longa e orgulhosa história, os B-52 apenas usaram armas convencionais em combate e mantiveram um contínuo estado de alerta com armas nucleares. [...] B-52 Stratofortress

 — Richard Hastings Ellis (1919-1989),[6]

Ainda a Segunda Guerra Mundial não tinha terminado e já a liderança militar norte-americana, antecipando um possível conflito com a URSS, inicia a elaboração dos requisitos pretendidos para a nova geração de bombardeiros, eliminando os defeitos do omnipresente Boeing B-29 Superfortress, ou seja o raio de acção e a inadequada capacidade de transporte de carga bélica.[7] Deste modo o Comando Aéreo de Material (MAC) em janeiro de 1946[nota 2] solicitou à indústria aeronáutica, propostas para um novo bombardeiro pesado,[8] com os seguintes requisitos:

  • Um raio de acção de 8000 km;[nota 3] [7]
  • Velocidade de 485 km/h em altitude;[7]
  • Altitude operacional de 10 500 metros;[9]
  • Tecto máximo de 11 200 metros;[9]
  • Altitude com apenas metade dos motores operacionais de 5200 metros;[9]
  • Capacidade para o transporte de uma carga bélica mínima de 4500 kg[nota 4] até aos 8000 kg e máxima de 32 500 kg a distâncias mais curtas;[10]
  • Equipagem mínima de cinco tripulantes e um número não determinado de operadores de metralhadora de 20 mm, para defesa aérea;[7]
  • Provisão de espaço para equipagem de substituição composta por seis tripulantes:[9]
  • Proteção blindada consistente com o peso e a performance, para tripulação, motores, combustível e outros componentes vitais;[7]
  • Apto a operar em pistas com o comprimento máximo disponível até 2300 metros e um obstáculo de 15 m no final, para a descolagem.[9]
  • Apto a operar em pistas com o comprimento máximo disponível até 1380 metros e um obstáculo de 15 metros no início, para a aterragem.[9]

Confiabilidade, facilidade e manutenção reduzida, risco de incêndio atenuado, boa visibilidade, recursos modulares, e a simplicidade do projeto, completavam as especificações a alcançar.[7]

Das propostas iniciais ao produto final[editar | editar código-fonte]

Mod 462, Mod. 464-29 e mod. 464-35 (1ª fase)

Considerados demasiado ambiciosos e difíceis de atingir, foi permitida alguma latitude na prossecução dos requisitos, sem a qual não haveria qualquer proposta por parte das empresas de construção aeronáutica,[11] mesmo assim foram apenas três as entidades, Boeing Airplane Company, Consolidated Vultee Aircraft Corporation (Convair) e Glenn L. Martin Company que no mês de Fevereiro de 1946 apresentaram uma estimativa de custos e projectos preliminares teóricos, que se aproximavam dos requisitos pretendidos.[12] .

No início de junho de 1946 a Boeing Airplane Company apresenta uma proposta para uma aeronave de asa em ângulo recto, propulsionada por seis turboélices Wright T35, um peso bruto de 165 000 kg e um raio de acção de aproximadamente 5000 quilómetros, designado modelo 462 o qual foi foi escolhido e confirmado como o mais promissor para ser concretizado e também o menos oneroso para o contribuinte.[12] Assinado o contracto para a construção de uma maqueta à escala real e trabalhos preliminares de engenharia, bem como testes aerodinâmicos em túnel de vento, pelo valor de 1,7 milhões de Dólares Norte-americanos,[13] veio a Força Aérea em Outubro de 1946, exprimir as suas preocupações pelo facto do modelo proposto não atingir os requisitos pretendidos.[14] Ainda no mesmo ano, durante o mês de Novembro o chefe adjunto da aeronáutica para a pesquisa e desenvolvimento, General Curtis LeMay em conferência realizada no Pentágono, expressou o desejo de uma velocidade de cruzeiro próxima ou igual a 645 km/h, respondendo a Boeing com um modelo pesando 140 000 kg, desprovido de tudo o que não fosse essencial, como o conforto da tripulação, armamento defensivo reduzido a apenas a uma torre armada na secção da cauda.[15]

Mod. 464-49, mod. 464-67 (XB-52 e YB-52 e B-52A)

Continuando em 1946 durante o mês de Dezembro, a Boeing foi convidado a mudar a sua concepção, para um bombardeiro quadrimotor com uma velocidade máxima de 645 km/h, alcance de 19 000 km, um peso bruto rondando os 220 000 kg e habilitado ao transporte de uma única bomba nuclear.[15] A resposta da Boeing foi dada na forma de dois modelos em janeiro de 1947, o 464-16 com capacidade para o transporte de uma única bomba nuclear até 4500 Kg, sem capacidade defensiva e blindagem, e o 464-17, bombardeiro generalista capacitado para transportar até 4000 Kg de armamento diverso e em tudo o resto similar ao anterior, ambas as propostas eram propulsionadas pelos turboélices Wright T35.[14]

Em junho de 1947, os requisitos militares foram atualizados e o Modelo 464-17 já não os cumpria. Aos olhos dos decisores da Força Aérea, todo o processo de escolha do novo bombardeiro pesado, ameaçava transformar-se num fiasco e se viesse a ser produzido, poucas ou escassas melhorias de rendimento apresentaria sobre o Convair B-36, ao qual era suposto suceder. Como resultado, todo o projecto foi paralisado durante os seis meses seguintes. No entanto a expensas próprias a Boeing continuou trabalhando em novos modelos, conseguindo alcançar com o modelo 464-29, uma velocidade máxima de 730 km/h e um alcance próximo dos 8.500 quilómetros,[16] ainda assim aquém dos requisitos novamente revistos, formalizados em dezembro de 1947, os quais exigiam uma velocidade de 800 km/h e um alcance de 13 mil quilómetros.[17]

Northrop XB-35 e XB-49
XB-35.jpg
YB49-2 300.jpg
Dois projetos de asa voadora estudados e descartados pela Boeing

O cancelamento do contrato esteve para acontecer a 11 de dezembro de 1947, foi evitado in extremis por uma intervenção pessoal de William McPherson Allen presidente à época da Boeing, que se comprometeu a explorar e incorporar as recentes inovações tecnológicas.[18] Porém a Boeing fez questão de apresentar um modelo convencional o 464-35, após ter estudado as asas voadoras representadas pelos modelos YB-35 e YB49, da rival Northrop, concluindo que ambos enfermavam de graves problemas de estabilidade, este modelo no entanto foi novamente descartado por não atender as especificações exigidas, ainda que por margem mínima.[19]

Seguiu-se uma disputa negocial entre o poder político e a hierarquia militar, para resolver o impasse criado, o qual terminou favorável aos desígnios da Força Aérea, que se recusou a abrir um novo concurso público para apresentação de novas proposta, sugerindo à Boeing a adoção do reabastecimento aéreo, como medida inicial, para que o modelo 464-35 alcançasse os requisitos em termos de raio de ação. Mais tarde foi ainda sugerido que os recentes motores a reação fossem incorporados ao projeto.[20]

Em julho de 1948 é apresentado um estudo preliminar (modelo 464-40), que substituiu os motores turboélices por turborreactores Westinghouse J40.[21] Contudo a 21 de outubro ainda em 1948, a Boeing optou por um avião completamente novo propulsionado pelos mais recentes e eficientes turborreatores Pratt & Whitney J-57.[22] Daí resultando o modelo 464-49 cuja maqueta foi apresentada no dia 25 do mesmo mês. Inspirado no B-47 Stratojet, apresentava uma asa em flecha a 35°, oito motores dispostos aos pares, sob quatro suportes (dois por asa) suportes sub-alares, um inovador trem de aterragem quadriciclo em disposição dupla, auxiliados por um trem simples na ponta de cada uma das asas para suporte e estabilidade no percurso em terra (taxi-away).[23]

Longe de ser um B-47 Stratojet em ponto maior, o B-52 foi desenvolvido partindo de uma ideia inicial bem diferente, a qual foi sujeita a várias e grandes alterações na configuração inicial, fruto dos rápidos progressos tecnológicos nos anos imediatamente seguintes ao terminus da Segunda Guerra Mundial. Qualquer semelhança com o B-47 foi obtida pelo desenvolvimento e não pelo aproveitamento de um projecto já existente.[24]

Projecto[editar | editar código-fonte]

Cockpit
Disposição da tripulação na actualidade (B-52H).
Consolas dos navegadores no piso inferior(antes da modernização - B-52H).

O habitáculo da tripulação em tandem, previsto e usado no primeiro protótipo XB-52, foi alterada por pressão do General Curtis LeMay comandante do SAC (Comando Aéreo Estratégico) adepto incondicional de um cockpit tal como o conhecemos na actualidade.[25] Embora o B-52 seja um avião grande sob todos os aspectos, as acomodações para a tripulação são constrangedoras. O espaço está dividido em dois pisos em todas as versões, no piso superior naturalmente virados para a frente, estão os assentos ejectáveis destinados ao piloto e copiloto, em posição oposta estão situados as posições também elas equipadas com assentos ejectáveis destinadas ao operador dedicado à guerra electrónica e ao lado deste um lugar livre, que usualmente era ocupado pelo operador da torre armada antes de esta ter sido eliminada, mas que nas versões iniciais até à variante F inclusive, dispunha de um compartimento pressurizado na traseira da fuselagem.[25]

Fuselagem

Semimonocoque com uma secção transversal rectangular em torno de quatro longarinas transversais ligeiramente cerceadas e unidas por anéis. Com 2,80 m de largura e 3,70 m de altura é composta por quatro secções principais. A da frente aloja o cockpit e os postos de contra-medidas no deck superior e de navegação no deck inferior, a secção central composta pelos depósitos de combustível centrais e o trem de aterragem da frente e posterior imediatamente antes e após o compartimento interno de bombas, a secção traseira aloja equipamento diverso e a secção da cauda composta pelo principal equipamento de guerra electrónica e contra medidas defensivas, bem como até à variante F inclusive, um compartimento pressurizado para o operador da torre equipada com quatro metralhadoras Browning M2 de calibre .50.[26]

Asas

O tipo de asa que equipa o B-52, surgiu pela conjugação de estudos efectuados pela Boeing e USAF.[27] A sua espessura permitiu a instalação de depósitos de combustível no seu interior, o que melhorou de forma incondicional a flexibilidades e desempenho, com um ângulo de 36° em flecha, cada asa suporta dois pares de motores equidistantes entre si e na parte exterior, depósito de combustível externo e um trem de aterragem chamado de protecção, porque estabiliza a asa em fases críticas como a descolagem, a aterragem e manobras no solo.[28] Dividida em cinco secções principais (central, 2 exteriores e 2 interiores) é suportada por duas longarinas longitudinais (frontal e traseira) reforçadas por anéis que ajudam a definir a forma, os controlos de voo (spoilers, estabilizadores e flaps) estão colocados ao longo da longarina traseira.[27]

No âmbito dos acordos de redução de armas (START), foram instaladas em 169 aeronaves dos modelos G e H, na junção do bordo de ataque de cada asa com a fuselagem, estrias perfuradas que permitiam um fluxo de ar para o arrefecimento dos aviónicos destinados ao controlo configuração e lançamentos dos mísseis de cruzeiro, mas a função principal destinava-se a facilitar o reconhecimento por satélites Russos dos bombardeiros habilitados a transportar e disparar os referidos mísseis. Estas estrias melhoraram em aproximadamente 2% a eficiência aerodinâmica das asas.[27]

Trem de aterragem
Disposição do trem de aterragem
Trem de aterragem principal
Trem de aterragem principal
Trem de protecção na ponta da asa direita
Trem de protecção na ponta da asa direita

Devido à sua capacidade intercontinental as asas do B-52 são quase totalmente utilizadas como depósitos de combustível, obrigando a deslocar o trem de aterragem, assim foi criada uma solução de ancoragem e alojamento na fuselagem que o torna ainda na actualidade único e distinto entre todas as aeronaves. Considerado secreto durante a fase de desenvolvimento e de segurança restrita à época da sua apresentação, as fotografias eram retocadas de modo a não apresentarem o trem de aterragem e ou era evitada a sua visualização recorrendo ao encobrimento por telas.[29] Tecnicamente e em modo simplificado trata-se de uma solução em quadriciclo, composta por dois macacos hidráulicos (ou amortecedor hidráulico) colocados à frente do porão de bombas um de cada lado da fuselagem e outros dois com a mesma disposição, imediatamente a seguir à traseira do mesmo porão, a cada macaco estão acoplados dois pneus.[30]

Aterragem com vento cruzado
XB-52 crab landing.jpg
Crosswind landing crab-notext (inverted).svg
Aterragem do XB-52 com vento cruzado: fuselagem alinhada contra direcção do vento e o trem de aterragem alinhado com o eixo da pista.

Todo o conjunto é ainda formado por um sistema de travagem e um de direcção, controlados electricamente, accionados hidraulicamente e bloqueados de modo mecânico, recolhendo em cerca de 10 a 15 segundos e abrindo em 15 a 20 segundos.

Entre os motores exteriores e os depósitos externos de cada asa, estão localizados os trens de aterragem auxiliares, também chamados de protecção porque asseguram a estabilidade lateral, quando em condições de aterragem ou descolagem violentas ou quando o peso bruto transportada nas asas é elevado, actuam também na protecção das asas quando em manobras no solo, por efeito conjugado da força centrífuga e do peso transportado pela asa, esta se inclina em demasia evitando o impacto no solo e assegurando a sua estabilidade pelo amortecimento do choque. Em condições de aterragem com vento cruzado existe a possibilidade de bascular até 20º (graus) a fuselagem para cada uma das laterais, mantendo o trem de aterragem o alinhamento com o eixo da pista.[31]

Problemas estruturais[editar | editar código-fonte]

Planeado, como a maioria dos bombardeiros da USAF, para uma vida útil expectável de cinco mil horas de voo, suportando fatores de carga positivos ligeiramente superiores a 2.0 e nenhum fator negativo,[32] [nota 5] foi pela primeira vez sujeito a reformas estruturais, no inicio de 1960, sob o programa de três fases conhecido como High Stress, aplicado a todos as aeronaves quando atingissem as duas mil horas de voo. A fadiga estrutural foi agravada pela mudança de atitude nas novas missões, ditadas pela ameaça antiaérea da ex União Soviética, que obrigou as aeronaves a fazerem penetração de baixa e muto baixa altitude em oposição às missões para que foi planeado e produzido o bombardeamento de alta altitude.[33] [nota 6] Ao logo da sua muito longa vida operacional, foi sujeito a muitas e diversas reformas da estrutura e das asas, reformas essas destinadas apenas a uma versão específica ou aplicadas à generalidade das aeronaves operacionais, acompanhando a fadiga provocada pela exigência das operações de um teatro de guerra moderno, e ou o stress provocado pelo aumento do peso bruto admissível.[35]

B-52H (61-0023), configurado para investigar questões de fadiga estrutural, de notar a ausência de estabilizador vertical
Atualizações estruturais mais importantes durante a década de 1960
  • Ao longo de 1960 - Programa ECP (engineering change program)-600

Não um verdadeiro programa de reforma, mas antes um programa de testes desenvolvido pela Boeing em colaboração com a Força Aérea, destinado a demonstrar que o uso intensivo aliado ao voo a baixa altitude, encurtaram significativamente a vida útil das aeronaves. Os receios são confirmados em janeiro de 1961, quando o B-52G (58-0187), uma fuselagem com apenas 650 horas de voo, desenvolveu brechas nas asas quando voava a grande altitude, dando origem a perdas significativas de combustível, vindo despenhar-se durante a tentativa de aterragem de emergência por colapso total da asa direita.[36]

  • Aprovado o financiamento em maio de 1961 - Programa ECP-1050

Realizado após o final da Crise dos mísseis de Cuba, destinado a reforçar a amarração das asas à fuselagem, pelo incremento da espessura dos feixes, bem como a utilização de uma liga de alumínio mais resistente, substituídos os fixadores de titânio por novos de aço anti-corrosão (Inox), os painéis de cobertura das asas foram reforçados, foram ainda realizadas mais uma dúzia de modificações menores. Custo aproximado 219 milhões de dólares.[36]

  • Com início em setembro de 1963 - Programa ECP-1128-1

Reforço da parte superior da fuselagem e fortalecimento do estabilizador vertical. Custo aproximado 88 milhões de dólares.[37]

  • Com início em maio de 1966 - Programa ECP-1185

Substituição dos painéis de cobertura das laterais da fuselagem os seus fixadores e a substituição das longarinas superiores. Esta atualização foi realizada apenas aquando das inspeções e manutenção se manifestavam necessárias (IRAN. Inspect and Repair as Necessary). Custo aproximado de 65 milhões de dólares.[37]

Actualizações[editar | editar código-fonte]

A lista de modificações estruturais e do equipamento presente no seu interior começou ainda em 1959 e continua até ao presente, conseguindo desde a primeira hora que o BUFF[nota 7] se mantenha como uma aeronave de primeira linha.[38] As modificações incluem radar de rastreio e exclusão de colisão com o solo, aumento da estabilidade quando em voo a baixa e muito baixa altitude, sistema de visualização com equipamentos electro-ópticos, como televisão de baixa luminosidade e prospecção frontal por infravermelhos (FLIR), capacidade de comunicação global por satélite, reconstrução das asas e fortalecimento da fuselagem e uma constante modernização dos aviónicos.[38]

  • 1959 a 1969 - Programa ECP-1000

Esta atualização, também conhecida como Big Four modification, otimizou a capacidade para efectuar voos a altitudes iguais ou inferiores a 150 metros, pela inclusão de um radar de rastreamento do solo e actualização do radar de altitude (altímetro).[39] Introduzidas as alterações para habilitar o lançamento do míssil de cruzeiro AGM-28 Hound Dog e do engodo ADM-20 Quail,[40] foram ainda introduzidos novos e melhorados os existentes, equipamentos de contra medidas electrónicas (ECM) e reforçadas algumas secções na estrutura da fuselagem mais sujeitas a fadiga,[36] estas modificações foram aplicadas a todas as aeronaves em condição operacional das versões B-52C/D/E/F/G/H[39] .

Os componentes do Sistema de visão Electro-óptico na parte inferior do nariz.
Os componentes do Sistema de visão Electro-óptico na parte inferior do nariz.
Disposição de mísseis de cruzeiro AGM-129 ACM, sob a asa de um B-52H
Disposição de mísseis de cruzeiro AGM-129 ACM, sob a asa de um B-52H
Sistema de visão Electro-óptico

Modificação/atualização aplicada entre 1972 e 1976 a todos os B-52G/H, destinada a melhorar substancialmente e de forma segura, a penetração a baixa e muito baixa altitude em ambiente noturno, ou de dia sob severas condições atmosféricas. Composto pelo sistema de visão AN/ASQ-151, associado a um FLIR (sistema de sensores de varrimento frontal por infravermelhos) e um sistema de televisão de baixa luminosidade e alta definição.[41]

Mísseis de cruzeiro

Modificação efetuada em 194 aeronaves dos modelos G e H, para as capacitar para o transporte e lançamento de até doze mísseis de cruzeiro. Posteriormente 82 B-52H voltaram a ser modificados para poder transportar oito mísseis adicionais.[41]

Sistema LITENING montado entre os dois motores deste B-52H
Sistema LITENING

Sistema de busca e rastreio de objetivos, capaz de monitorizar e disparar contra 12 possíveis alvos em simultâneo, para uma diversidade de armas de precisão em todas as condições de visibilidade e atmosféricas. [nota 8] Apesar de sua idade, o B-52 com esta atualização, posicionou-se no primeiro lugar entre os três bombardeiro pesados do inventário da USAF o único capaz de executar com eficácia toda a panóplia de missões do atual e moderno teatro de guerra.[43]

Novo motor (proposta)

Proposta sugerida pela Boeing, destinada a equipar a atual frota de B-52H com o motor Rolls-Royce RB211 534E-4. Segundo o proponente a substituição dos oito motores Pratt & Whitney TF33 pelos quatro motores propostos, representaria um incremento da potência disponível na ordem dos 18%, um alcance maior e um aumento da carga bélica transportada, enquanto o consumo de combustível diminuiria substancialmente. Cálculos realizados pela própria Boeing, estimaram o custo da operação em dois mil e quinhentos milhões de dólares, para a remotorização de 71 aeronaves, duas vezes superior ao orçamento necessário para manter os atuais motores.[44]

Um estudo realizado pela Defense Science Board Task Force, um organização federal destinada a aconselhar o Secretário de Estado da Defesa na tomada de decisões, concluiu que a prazo a não tomada de decisão até ao pretérito ano de 2010, acarretaria custos elevados para o erário público. A tecnologia atual permite aos novos motores, serem mais poderosos enquanto menos gulosos quanto a combustível, permitindo assim economias de escala importantes e ainda uma menor necessidade de reabastecedores em voo.[45]

Combustível

Em agosto de 2007, Michael Wynne (Air Force Secretary) certificou o B-52H Para o uso de uma mistura de combustível JP-8 e combustível sintético, em partes iguais.[46] Esta certificação surge após a realização de intensos testes ao longo do ano de 2006, no âmbito de uma iniciativa do Departamento de Defesa destinada a reduzir o consumo de combustível proveniente da exploração de crude e substitui-lo definitivamente por por fontes alternativas até 2016.[47]

B-52 CONECT (Combat Network Communication Technology)

Programa iniciado em Abril de 2005 destinado a optimizar, integrar/centralizar e imunizar contra radiações electromagnéticas resultantes de uma explosão nuclear o sistema de comunicações, assegurando transmissão de voz e de dados em modo automático (datalink), encriptado e digitalizado com os centros de comando e controlo terrestres e ou aéreos, outras aeronaves e satélites,[nota 9] actualizando em tempo real a situação táctica operacional durante uma missão de ataque, permitindo ainda que uma aeronave possa controlar os mísseis de cruzeiro lançados por outras aeronaves, por exemplo atribuindo novos alvos . Inclui ainda novos display multi funcionais a cores, sistema interno de comunicações, também apto a operar em ambiente nuclear e uma nova arquitectura do sistema de computação. O primeiro avião foi entregue à força aérea em Agosto de 2011, após a conversão e um extenso e rigoroso programa de testes, esta actualização será aplicada a toda a força operacional dos B-52H.[48] [49] [50]

Extensão de vida útil até 2040[editar | editar código-fonte]

Tomada a decisão de prolongar a operacionalidade da frota de B-52H ainda em actividade, 85 exemplares no activo, mais nove unidades em reserva,[51] estão em curso desde finais de 2005 em modo faseado as seguintes 31 actualizações/modificações:[52]

  • Sistema de posicionamento global (GPS)
  • Sistema táctico de navegação (TACAN)
  • Sistema integrado de gestão do armamento convencional (ICSMS)
  • Sistema integrado de comunicações seguras ARC-210
  • Integração do míssil AGM-142 Have Nap
  • Integração de baterias de elevada fiabilidade e sem manutenção
  • Sistemas de ECM e ECCM melhorados
  • Sistema de diagnóstico e teste dos suportes externos de armamento (OAPT)
  • Sistema de apoio ao planeamento das missões (AFMSS)
  • Sistema de visualização electro-óptico 3 em 1,[nota 10]
  • programa de integração de armas avançadas (JDAM, WCMD, JSOW, JASSM)[nota 11]
  • Sistema de iluminação do cockpit, compatível com visão nocturna
  • Sistema de visão nocturna compatível com o assento ejectável
  • Gravados padrão de registo dos factores de carga (força gravítica)
  • Actualização de meia vida dos aviónicos
  • Sistema defensivo de ECM ALR-20
  • Sistema de monitorização da temperatura do combustível
  • Óculos de Visão nocturna panorâmicos
  • Sistema avançado anti-infravermelhos (flares)
  • Sistema de monitorização dos motores em tempo real
  • Sistema de recolha e gravação de dados em circuito fechado
  • Radar de aquisição de alvos de alta precisão
  • Substituição dos motores Pratt & Whitney TF33
  • Sistema de protecção auto-letal
  • Modernização do cockpit
  • Sistema de encriptação de comunicações, KY-58
  • Sistema de gravação vídeo aerotransportado (AVTR)
  • Altímetro adicional de pressão no cockpit
  • Sistema melhorado de gestão de bombardeamento
  • Novo sistema de contra-medidas de Chaff e Flare[nota 12]
  • Actualização do sistema de apoio aos dispensadores de Chaff e Flare
Pormenor do nariz de um B-52.

Produção e custos[editar | editar código-fonte]

Resumo da produção total do B-52 [53]
Modelo Seatle Wichita Total
XB-52 1 0 1
YB-52 1 0 1
B-52A 3 0 3
B-52B 50 0 50
B-52C 35 0 35
B-52D 101 69 170
B-52E 42 58 100
B-52F 44 45 89
B-52G 0 193 193
B-52H 0 102 102
Total 277 467 744
Boeing B-52D StratofortressFrontCAM.jpg
Custo Flyaway[nota 13] do B-52, não estão incluídos os custo de desenvolvimento e pesquisa e outros custos marginais, que se situam entre 1,5 e 1,9 milhões de Dólares Norte-americanos de 1955 por unidade.[54]
Data contracto Qt. e modelo Custo total custo unitário
Dezembro de 1952 3x B-52A, 17x RB-52B 594,5 milhões 29,5 milhões
Junho de 1953 23x B-52B, 10x RB-52B, 35x B-52C 495,4 milhões 7,3 milhões
Setembro de 1954 50x B-52D 226,7 milhões 4,5 milhões
Dezembro de 1954 27x B-52D 277 milhões 10 milhões
Inicio da produção na fábrica de Wichita
Dezembro de 1955 51x B-52D, 26x B-52E 313,7 milhões 4,1 milhões
Março de 1956 42x B-52D, 14x B-52E 252,2 milhões 4,6 milhões
Agosto de 1956 16x B-52E, 44x B-52F 246,4 milhões 4,1 milhões
Junho de 1958 53x B-52G 508,5 milhões 9,6 milhões
Junho de 1958 101x B-52G 382,7 milhões 3,8 milhões
Junho de 1959 39x B-52G 134,2 milhões 3,4 milhões
Junho de 1960 62x B-52H 425,2 milhões 6,8 milhões
Junho de 1961 40x B-52H 216,2 milhões 5,4 milhões
Totais 744 unidades 4,511 milhões médio 6,1 milhões

Variantes[editar | editar código-fonte]

YB-52 o 2.º prototipo em voo, de notar o cockpit em tandem.
XB-52 / YB-52

O primeiro protótipo XB-52 número de cauda 49-230, foi completado em 29 de Novembro de 1951, saiu das instalações da Boeing em Seatle durante a noite e efectuou testes de sistemas e de rolamento durante duas horas, após as quais voltou à linha de montagem, segundo a versão oficial, para a introdução de melhorias significativas.[55] Na realidade durante o teste de pré-voo o sistema pneumático de pressurização explodiu provocando graves danos estruturais.[56] Imobilizado a aeronave para reparações durante quase um ano, veio a voar pela primeira vez a 2 de Outubro de 1952, seis meses após o primeiro voo do segundo protótipo[55] YB-52 número de cauda 49-231, exteriormente idêntico ao XB-52 voou a 15 de Abril de 1952, durante duas horas e quinze minutos. Tal como o XB-52 evoluíram em apoio do programa de desenvolvimento, realizando os testes de voo da fase um. Não sobreviveram até aos nossos dias, algures na década de 1960 foram enviados para a sucata.[57]

B-52A
O primeiro B-52A número de cauda 52-001. De notar a ausência dos tanques no extremo das asas.

Foram encomendados pela Força Aérea, ainda a construção dos dois únicos protótipos não tinha terminado, contrariando a política oficial ainda aplicada no presente "voar antes de comprar",[58] 13 aeronaves B-52A, das quais apenas três foram construídas e de imediato devolvidas à Boeing para serem usadas no programa de testes e desenvolvimento[59] , as restantes 10 unidades foram completadas e entregues no padrão de construção B-52B, conforme a alteração do contrato de adjudicação promovida pela USAF.[60] O B-52A foi extensamente redesenhado em relação aos dois protótipos e incorporou novas características, que se tornaram padrão nas variantes seguintes. A canopy em forma de bolha no topo da fuselagem foi eliminada e os pilotos acomodados na configuração semelhante à usada no cockpit dos aviões comerciais, obrigando a um aumento de 1,21 metros[nota 14] na fuselagem,[61] , trem de aterragem com sistema direccional para contrariar os efeitos do vento cruzado e novos motores J57-P-1W com possibilidade de injecção de água na combustão para aumento da potência durante a descolagem, para o que foi adicionado um depósito de água de 1,365 litros na traseira da fuselagem, junto ao estabilizador vertical.[62] Este novo motor possui uma potência em seco de 44.5 kN e 49.0 kN com injecção de água.[63] Foram ainda incorporados dois depósitos externos de combustível com 3,750 litros de capacidade cada, transportados nos extremos de cada uma das asas e sem possibilidade de ejecção, permitindo estender o já elevado raio de acção, pese embora o facto de estar equipado com um receptáculo que se manterá em todas as versões posteriores, habilitando a aeronave a efectuar reabastecimento aéreo.[64]

NB-52A

Extensa modificação efectuada no B-52A número de cauda 52-003 (terceiro e último produzido desta versão), para adequar a aeronave de modo permanente e exclusivo ao transporte e lançamento, do avião experimental propulsionado por foguete North American X-15.[65] Nesta configuração voou pela primeira vez a 14 de Novembro de 1958 na Base Aérea de Edwards e ficou conhecido como "The High and Mighty One."[66] [nota 15]

Um B-52B em exposição estática.
B-52B

Primeira versão a alcançar capacidade operacional, com a 93ª Ala de bombardeiros situada na Base Aérea de Castle na Califórnia. Possuía em relação ao B-52A mudanças menores ao nível da motorização e da aviónica. A sua operacionalidade foi interrompida no ano de 1956, em fevereiro e julho, devido a acidentes, atrasando significativamente a formação de pilotos.[67]

NB-52B

Modificação permanente idêntica à introduzida no NB-52A, aplicada ao oitavo RB-52B (número de cauda 52-008) produzido, para dar assistência no programa de pesquisa X-15, e outros programas experimentais.[68] Esta aeronave foi retirada em 2005 e ficou conhecida como Balls Eight, nome que deriva do seu número de cauda ((52)-008).[69]

RB-52B

Modificação aplicada a 27 dos 50 B-52B produzidos, consistia na instalação de um contentor, no porão interno de bombas, recheado de equipamentos de busca e interceção de comunicações, diverso equipamento de fotografia e assentos para dois tripulantes, operadores do equipamento, com capacidade de ejeção inferior. Este equipamento demorava cerca de quatro horas a ser instalado.[67]

B-52C

Viu o seu alcance incrementado pela adição de depósitos de combustível esternos de maior capacidade, permitindo o transporte total de 157 851 litros, necessariamente o peso bruto admissível da aeronave também aumentou, sendo agora de 204 167 kg. A superfície inferior da aeronave foi pintada com uma tinta especial de tonalidade branca, destinada a refletir os efeitos térmicos da radiação, após a detonação de uma bomba nuclear.[70]

B-52D , largando bombas sobre o Vietname.
B-52D

Todos os aviónicos destinados à função de reconhecimento e presentes nas versões anteriores, foram retirados, aligeirando o peso da aeronave e permitindo uma maior capacidade de transporte de armamento. Esta versão foi construída para otimizar o bombardeamento convencional no conflito vietnamita, para o que foram ainda pintados na superfície inferior na tonalidade preta, dificultando o reconhecimento durante os bombardeamentos noturnos. Foram batizados com a designação Big Belly.[71]

B-52E

Essencialmente similar ao B-52D, mas com o sistema de navegação e o sistema de bombardeamento melhorados.[72]

B-52F

Muito idêntico ao modelo anterior, foi contudo equipado com novos motores J57-43 em substituição dos J57-19 e J57-29 utilizados nos B-52E, esta evolução obrigou a reorganizar o interior das asas para acomodar dois tanques extra de água para injectar nos motores. Foram ainda substituídas as turbinas de ar orientadas e respectivos alternadores, por outros mais eficientes e fiáveis.[73]

B-52G
B-52G descolando em Barksdale AFB. O fumo negro deve-se à injecção de água na combustão para aumento da potência.

Primeira variante exclusivamente produzida na linha de montagem de Wichita, foi ainda a mais numerosa totalizando 193 unidades.[74] Conhecida como a primeira variante "short-tail" (estabilizador vertical mais pequeno) uma das opções tomadas na aplicação do programa da força aérea e da Boeing destinado a reduzir o peso da aeronave. [75] Externamente distingue-se das anteriores versões por usar um estabilizador vertical mais pequeno, um novo tipo de asa, que embora mantendo as dimensões anteriores é totalmente ocupada por depósitos de combustível integrais, aumentando a capacidade de combustível disponível, consequentemente também o raio de acção sem reabastecimento da aeronave foram ainda introduzidas alterações menores ou pouco noticiadas como, o aumento da redoma do nariz, o cone de cauda modificado e a eliminação definitiva dos Ailerons.[76] Internamente a posição do operador de armamento foi revista deixando de estar alojado em compartimento próprio na traseira da aeronave, movendo-o para junto do operador de guerra electrónica, onde podia operar as armas de cauda, em caso de avaria do controlo de tiro AGS-15, por controlo remoto ou circuito interno de televisão.[74] O B-52G foi também a primeira variante habilitada a transportar e lançar o míssil de cruzeiro de primeira geração AGM-28 Hound Dog e também o cancelado míssil balístico de dois andares lançado por avião (ALBM), GAM-87 Skybolt.[75]

Iniciado o projecto em Junho de 1956,[77] entrou ao serviço em 13 de Fevereiro de 1959 (B-52G número de cauda 47-6478),[78] foi utilizado no conflito Vietnamita durante a operação Linebacker II, complementando a frota B-52D, esta breve incursão ao longo de 11 dias de campanha, saldou-se pela perda de 7 aeronaves da variante G seis das quais devido aos mísseis de defesa aérea e a sétima aeronave provavelmente, por falha estrutural logo após a descolagem em Guam.[79] . Finalmente foi ainda utilizado na operação Desert Storm durante a primeira guerra do Golfo, após a qual foi gradualmente retirado do serviço operacional até à primavera de 1994.[80]

B-52H

A variante H é semelhante e usufruiu das mesmas mudanças estruturais aplicadas nos B-52G. A actualização mais importante é a adopção dos motores Pratt & Whitney TF33-P-3, apesar dos problemas iniciais de fiabilidade, corrigidos entre 1962 e 1964 pelo programa de ajustes Hot fan,[81] indo de encontro às pretensões da Força Aérea que pretendia um motor isento de falhas entre cada 600 horas de operacionalidade,[82] foi assim possível uma notória economia de combustível, um raio de acção superior e uma corrida para descolagem inferior em 350 metros comparativamente aos anteriores Pratt & Whitney J57 que equipavam a versão G.[83] Foi ainda substituída a torre armada com quatro metralhadoras Browning M2 de calibre .50, por uma outra orientada pelo sistema de controlo de tiro AN/ ASG-21 e equipada com o canhão M-61 Vulcan de seis canos rotativos e 20 milímetros cada, a arma padrão dos caças tácticos norte-americanos.[84] Posteriormente a torre foi definitivamente eliminada (1991 - 1994).[85]

O primeiro voo aconteceu a 10 de Julho de 1960, adquiriu capacidade operacional em 9 de Maio de 1961. Única variante ainda no serviço activo, o último exemplar construído foi o número de cauda 61-0040, o qual deixou a linha de montagem no dia 26 de Outubro de 1962.[85]

Serviço operacional[editar | editar código-fonte]

O B-52B foi a primeira variante a obter condição operacional a 29 de junho de 1955, mais propriamente a aeronave número de cauda 52-8711, a qual voou pela primeira vez em Dezembro de 1954, no entanto as primeiras aeronaves de produção final foram os B-52A, que nunca atingiram capacidade operacional porque foram devolvidos ao fabricante para serem usados na função de testes e desenvolvimento.[86]

Guerra fria[editar | editar código-fonte]

Rotas da operação Chrome Dome
Operation Chrome Dome.png
Operation Chrome Dome route.jpg

No inicio da década de 1960 o SAC - Strategic Air Command, manteve simultaneamente em voo 24 sobre 24 horas na situação de alerta nuclear doze B-52,[87] procurando diminuir o tempo de resposta e salvaguardar parte da frota, na eventualidade de um ataque nuclear Soviético. Iniciado com cariz altamente secreto, foi tornado público em Março de 1962, quando já tinham sido efectuadas mais de 6 mil missões. Conhecido como Chrome Dome (entre outros) este programa providenciava uma aeronave posto de comando aéreo, habilitada sem reabastecimento a permanecer em voo se necessário até 15 horas, transportando a bordo um General responsável pela monitorização via rádio (com o propósito de dar a entender aos Soviéticos que naquele momento se encontrava em patrulha um avião com armas nucleares.[88] ) das unidades em patrulha e capacitado para emitir ordens operacionais se tudo o mais falhasse,[89] doze bombardeiros em patrulha de modo permanente, ou seja cada aeronave fazia turnos de 24 horas e só obtinha autorização para regressar quando substituído na área de patrulha, os bombardeiros totalmente equipados com armas nucleares percorriam por cada turno cerca de 11 mil Km à velocidade de cruzeiro económica de 650 Km/h aproximadamente,[90] provocando um rápido desgaste nos aviões, acelerando o fim da sua vida útil expectável, esforço financeiro acentuado[87] e stress permanente nas tripulações apesar de receberem treino específico.[3] O aumento das taxas de prontidão e eficiência dos míseis ICBM muito próximo dos 100%, aliado ao aumento exponencial dos custos, conduziram durante 1968 à decisão de abandonar o programa de alerta nuclear em voo.[90] [91]

Guerra do Vietname[editar | editar código-fonte]

Desenhado e projectado para realizar bombardeamento nuclear, foi utilizado na guerra do Vietname em missões de bombardeamento maciço com armas convencionais, provando ser terrivelmente eficaz e bem sucedido. Voou 126.615 missões, lançando 2,63 milhões de toneladas de bombas ao longo dos seus oito anos de envolvimento no conflito. No auge da sua utilização no ano de 1972, chegaram a estar mais de 200 aeronaves à disposição[92] e na maior missão de sempre foram utilizados nada menos que 129 aeronaves![93] No total foram perdidos 18 B-52, todos eles sobre o Vietname do Norte,[94] correspondentes a 110 tripulantes dos quais 44 foram recuperados, 4 mortos, 24 capturados e 38 desaparecidos.[95] Ainda no âmbito da actividade no Sudoeste Asiático foram perdidos devido a falhas mecânicas, más condições atmosféricas, acidente ou erro dos pilotos mais 12 aeronaves.[94]

B-52F no Vietname
Bombardeamento sobre o Vietname.
Bombardeamento sobre o Vietname.
B-52F em Guam aguardando nova missão sobre o Vietname.
B-52F em Guam aguardando nova missão sobre o Vietname.

Os B-52 a serem utilizados no Vietname, estavam em teoria habilitados a transportar no compartimento interno de bombas, até 12,450 Kg de armamento convencional, usualmente bombas M117 de queda livre e uso geral com 340 kg cada, considerado um rácio custo benefício medíocre. No âmbito do programa South Bay 28 aeronaves da variante F sofreram modificações nos suportes externos sob as asas e no compartimento interno, proporcionando um aumento da carga transportada para aproximadamente 23,500 kg.[96] Todavia não eram empregues operacionalmente, o poder político receava o antagonismo da opinião pública interna devido à desproporcionalidade dos meios empregues e receava também a atitude Sino-Soviética pelo uso de aeronaves concebidas para uso estratégico,[97] isto apesar dos constantes apelos do comandante-em-chefe das tropas norte-americanas, o General William Westmoreland, para fazer uso dos B-52 contra bolsas Vietcong no Vietname do sul, santuários de forças inimigas na selva junto à fronteira, ou simplesmente para genericamente aumentar o poder de fogo à disposição, entretanto o número de B-52F modificados para o transporte de bombas convencionais aumentava para 72 unidades, embora só metade desse número estivesse disponível regularmente na ilha de Guam para uso simultâneo.[98]

B-52D no Vietname
Inicio (Guam) de uma missão no Vietname do Norte.
Inicio (Guam) de uma missão no Vietname do Norte.
Bombardeamento sobre o Vietname.
Bombardeamento sobre o Vietname.

Finalmente no dia 18 de junho de 1965 27 B-52F deram início às hostilidades bombardeando uma área de aproximadamente 40 Km a norte de Saigão, conhecida como triângulo de ferro e supostamente infestada de elementos Vietcong,[99] saldando-se por uns poucos inimigos mortos ou feridos, existem fontes que colocam em dúvida que fossem realmente combatentes inimigos,[100] e dois B-52F perdidos após colisão em voo, de que resultou ainda a perda de oito dos 12 tripulantes.[99] . Esta missão foi a primeira de muitas outras, efectuadas sob a designação Arc Light que designavam todas as operações de bombardeamento efectuadas por B-52, em apoio das forças terrestres e teve a duração de oito anos, até 1973.[100]

Em Abril de 1966 os B-52F começaram a ser substituídos pelos B-52D, todos eles optimizados para bombardeamento de alta densidade, ficando habilitados a transportar até 84 bombas de 225 kg, ou 42 de 340 kg no compartimento interno, e ainda 24,340 kg externamente nos suportes sob as asas, esta alteração ficou conhecida como Big Belly.[101]

Com a chegada de Richard Nixon ao poder, dá-se uma modificação nas orientações gerais de condução da guerra, por um lado uma musculação das respostas, por outro a Vietnamização do conflito com o inicio da retirada das forças norte-americanas, a qual é posta em causa com a invasão do Vietname do Sul por tropas do Norte em Março de 1972,[102] nessa data ainda haviam forças terrestres norte-americanas, mas já não asseguravam a linha da frente toda ela guarnecida por unidades sul-vietnamitas.[103] A invasão foi esmagada e obrigada a retroceder com o empenhamento, das unidades aéreas da USAF, sob a denominação Freedom Train e posteriormente Linebacker II, as restrições impostas ao (não) bombardeamento da metade norte do Vietname foram levantadas, culminando num intenso bombardeamento de Hanoi e Haiphong com a duração de onze dias, no qual foi empenhadas toda a frota de B-52D, complementada por aproximadamente 60 aeronaves B-52G, totalizando mais 200 unidades a maior frota de bombardeiros alguma vez reunida, na era pós segunda guerra mundial para executar uma única missão. 15 B-52 foram perdidos, as tripulações mortas ou desaparecidas em combate o preço foi elevado, mas a magia e reputação dos mísseis de fabrico Soviético S-75 Dvina (SA-2 Guideline) caiu por terra com uma eficácia de apenas 3%.[104] Com as áreas industriais transformadas em paisagem lunar o Vietname do Norte aceitou sentar-se à mesa das negociações sem pré-condições a 23 de janeiro de 1973.[105]

A última missão de um bombardeiro B-52 aconteceu a 16 de agosto de 1973, pouco tempo após abandonaram definitivamente o Sudeste Asiático.[106]

Vitórias ar-ar

Com uma probabilidade muito baixa de acontecer, dois artilheiros de cauda foram creditados com o abate de dois caças Mikoyan-Gurevich MiG-21. [107]

  • 18 de dezembro de 1972, Sargento Samuel O. Turner
  • 24 de dezembro de 1972, (first class airman) Albert E. Moore

Um terceiro abate terá acontecido segundo fontes Vietnamitas, a 16 abril 1972.[108]

Guerra do Golfo (1990/1991)[editar | editar código-fonte]

B-52G transportando mísseis de cruzeiro AGM-86B.
B-52G transportando mísseis de cruzeiro AGM-86B.
B-52H que participou na Operação Desert Thunder
B-52H que participou na Operação Desert Thunder

Vinte e seis anos após o baptismo de fogo na Guerra do Vietname o veterano B-52 encontrava-se de volta, ao lado de montras tecnológicas como o F-117 Nighthawk ou o F-15E Strike Eagle,[109] realizando os primeiros bombardeamentos convencionais depois de 1973, para os quais as suas tripulações estavam muito bem preparadas, devido à decisão tomada em 1988 de atribuir toda a frota da variante G à função de ataque convencional, deixando em exclusivo para os B-52H as missões de índole nuclear.[110]

Oficialmente a Operação tempestade no deserto teve o seu início às primeiras horas do dia 17 de janeiro de 1991, mas para sete B-52G da 2.ª ala de bombardeiros baseados em Barksdale no Louisiana, começou no dia anterior quando iniciaram a longa rota até à Arábia Saudita, onde orbitando a 500 Km de Bagdade aguardaram pelo momento exacto, para lançarem (conjuntamente com outros vectores, navios e submarinos da US Navy) os 39 mísseis de cruzeiro AGM-86C, direccionados a alvos estratégicos como pontos e radares de defesa aérea, infraestruturas de comunicações e de electricidade, dando assim início às hostilidades.[111]

Os 74 B-52G[nota 16] que efectuaram missões de combate na Operação tempestade no deserto[112] foram atribuídos a quatro alas de bombardeiros com carácter temporário: a 1708ª BW (bomber wing/ala de bombardeiros) a operar em Jeddah na Arábia Saudita; a 4300ª BW a operar em Diego Garcia no oceano Índico; a 80l.º BW em Moron na Espanha; 806ª BW em Fairford no Reino Unido.[111] As aeronaves a operar a partir das bases de Diego Garcia e Moron nos primeiros dias de operações efectuaram ataques nocturnos usando o padrão de penetração de ataque nuclear,[113] ou seja a baixa (entre os 100 e 150 metros) e muito baixa altitude (abaixo dos 100 metros), devido a uma temporária falta de munições para grande altitude na base de Diego Garcia, e também a uma inesperada dificuldade em reprogramar os computadores de controlo de tiro nos aviões estacionados em Moron.[114] e também por decisão táctica aplicada aos aviões a operar a partir de Jeddah que a cada três horas lançavam até seis aeronaves, mantendo sobre bombardeamento cerrado e contínuo as unidades da Guarda Republicana Iraquiana, eliminando fisicamente, minando e enfraquecendo o moral das unidades mais bem preparadas ao dispor de Saddam Hussein.[113] [115] Apesar dos esforços de supressão das defesas antiaéreas Iraquianas, continuava a haver uma elevada densidade de tiro, proveniente de armas baixo calibre que incapazes de derrubar um avião com as dimensões do B-52 provocavam contudo alguns danos, obrigando os bombardeiros a operar acima dos 10 mil metros para os evitar, mas com o mesmo efeito prático e psicológico, pois a qualquer momento de dia ou de noite sem que se suspeitasse que na área estavam concentrados várias aeronaves, as bombas começam a cair, destruindo e provocando o pânico generalizado.[113]

Apesar do começo algo atribulado os B-52G realizaram ao longo da campanha, aproximadamente 1620 saídas das quais 846 efectuadas pela 1708ª BW a operar em Jeddah,[113] correspondentes a 3% do total das missões aéreas e 31% das armas/munições utilizadas contra as infraestruturas e unidades militares Iraquianas,[109] Não sofreram perdas em combate, a única deveu~se a acidente operacional, no entanto houve vários B-52G severamente danficados por SAM e artilharia antiaérea de grosso calibre, que conseguiram alcançar as suas bases e depois de reparados voltar de novo ao activo. Houve inclusive um episódio que ficou famoso, por ter sido bastante comentado e alvo de várias versões; nos primeiros dias do conflito o B-52G número de cauda 58-0248, foi gravemente atingindo na cauda sem que o seu sistema de alerta e aviso antecipado de aproximação de mísseis tivesse localizado, avisado ou identificado qualquer ameaça ou varrimento por radar inimigo. De regresso à base em Jeddah sem a cauda, respectiva torre armada e os equipamentos de contra medidas electrónicas aí alojados e ainda dois metros e meio de fuselagem, no relatório o comandante da aeronave, atribuiu a causa ao impacto de artilharia antiaérea de grosso calibre, até porque era a hipótese mais plausível. Entretanto a parte Iraquiana reclamava o abate do avião. No dia seguinte o 58-0248 foi grosseiramente reparado, o suficiente apenas para realizar o último voo, com destino à sucata junto à base aérea de Andersen na ilha de Guam. Mais tarde uma investigação ao ocorrido revelou que foi um míssil AGM-88 HARM, lançado por um F-4G Wild Weasel contra um radar de orientação de mísseis Iraquiano, que terminou abruptamente a sua emissão para não ser descoberto, deixando o míssil norte-americano sem alvo, como programado o sistema de localização do míssil entrou em modo de busca e localizou a emissão do radar de orientação de tiro da torre armada na traseira do B-52, originando a alcunha In HARM's Way (no caminho do HARM).[113] [116]

Bombas lançadas pelos B-52G durante a "Operação Tempestade no Deserto" (toneladas)[117]
Tipo Jeddah Diego Garcia Moron (ESP) Fairford (GB) Total
B-52H + armamento em exposição estática (Barksdale AFB) 2006.
M117 22.532 10,398 9,527 2,193 44,650
Mk 82 8,261 6.225 2,632 560 17,678
CBU-52 2,122 360 457 -- 2.939
CBU-58 3,278 979 1,674 -- 5.931
CBU-71/87/89 387 162 -- 255 804
Outras -- 287 -- -- 287
Total 36,580 18,411 14,290 3,008 72,289
Legenda = M117 e MK-82 - bombas de queda livre uso geral / CBU - bombas de fragmentação

Jugoslávia (1999)[editar | editar código-fonte]

Com o fracasso dos esforços diplomáticos a 23 de Março de 1999 a NATO ordenou ataques aéreos contra alvos militares e policiais na antiga Jugoslávia e posteriormente contra alvos civis de elevado interesse económico.[118] Os Estados Unidos participaram com oito bombardeiros B-52H (entre outras aeronaves), previamente deslocados para a base aérea de Fairford no Reino Unido, de onde operaram durante toda a campanha.[119] Inicialmente usando mísseis de cruzeiro contra alvos da defesa aérea e após conquistada a superioridade aérea, com bombas convencionais de queda livre e alto explosivo. A operação designada Forças Aliadas pela NATO, terminou a 10 de Junho de 1999 e os B-52H após cumprirem 270 missões[120] regressaram às suas bases de origem nos Estados Unidos.[119]

Afeganistão e invasão do Iraque (2003)[editar | editar código-fonte]

B-52H durante um exercício de treino. Lançamento de bombas e flare.

Ainda antes da Invasão do Iraque em 2003, e em resposta às diversas provocações de Saddam Hussein, a zona de exclusão aérea imposta após a Operação tempestade no deserto foi alargada para muito perto da zona limítrofe de Bagdade, pelo que foi necessário eliminar tudo o que fosse considerado uma ameaça à supremacia aérea da USAF. A 13 de Setembro de 1996 dois B-52H fizeram a sua estreia na zona do golfo Pérsico, participando no esforço de eliminação das ameaças, com o lançamento de 13 mísseis de cruzeiro AGM-86C, versão que tinha sido recentemente introduzida e que é orientado por coordenadas GPS.[121] Dois anos mais tarde uma nova incursão no âmbito da Operação Desert Fox, forças dos Estados Unidos apoiadas pelos Britânicos bombardearam durante quatro dias posições Iraquianas, os B-52H foram mais uma vez utilizados lançando 90 mísseis AGM-86C.[121]

Em 2001 e 2002 no Afeganistão, voltaram a mostrar a sua enorme valia ao realizarem ataques de precisão, com bombas orientadas por GPS e mantendo-se na área esperando por novas ordens. Os B-52H atribuídos ao teatro de guerra no Afeganistão, operavam a partir da base Britânica na ilha de Diego Garcia no oceano Índico.[121]

Durante a invasão do Iraque em 2003 na sua fase inicial em apoio das forças terrestres, providenciaram ataques de precisão a grande altitude, possibilitados pela inclusão do designador laser de origem Israelita e produzido pela Northrop Grumman, Litening II.[121]

Desativação[editar | editar código-fonte]

B-52 destruídos de modo a serem vistos por satélites Russos de acordo com o tratado de redução de armas START.

Os primeiros B-52B começaram a ser desactivados em Março de 1965 após atigirem o final da sua vida estrutural, de modo faseado até Junho de ano seguinte todos foram retirados. Alguns poucos foram aproveitados para instrução das equipes de manutenção, os restantes foram armazenados no AMARG[nota 17] junto da base aérea de Davis-Monthan.[122] A primeira aeronave da variante B construída encontra-se preservada no Strategic Air and Space Museum no estado do Nebraska.[123]

Os B-52C foram retirados do inventário e armazenados no AMARG em 1971, três meses após o planeado cinco anos antes, quando o secretário da defesa[nota 18] Robert McNamara decidiu cortar nos custos e subsequentemente nas aeronaves.[124] A mesma decisão afectou os modelos E abatidos ao inventário entre 1967 e Março de 1970 e a maioria das aeronaves da variante F, retirados entre 1967 e 1973 com excepção de 23 unidades utilizadas na função de treino e sobreviveram até finais de 1978.[125] Apear de também abrangidos pela decisão de cortes nas aeronaves, os B-52D alguns dos quais já com dez mil horas de voo, o dobro do projectado, devido à extensa utilização no conflito Vietnamita que reclama um envolvimento crescente, são mantidos operacionais até Setembro de 1974, quando 45 unidades são desactivadas[126] seguidos de 37 unidades em 1977 e os restantes entre 1982 e meados de 1984.[127] [128]

Após a queda da União Soviética e no âmbito do tratado de redução de armas START I negociado com a liderança Russa e assinado em 31 de Julho de 1991, todos os B-52G em estado operacional que conjuntamente com a variante H faziam parte da tríade de dissuasão nuclear Norte-americana, foram destruídos conjuntamente com todas as outras variantes anteriores armazenadas, até um total de 365 aeronaves (ver fotografia).[129]

Marcos importantes[editar | editar código-fonte]

  • 25 de novembro de 1956 - (Operação Quick Kick)
Quatro B-52B da 93.ª ala de bombardeiros e quatro B-52C da 42.ª ala de bombardeiros, completaram um voo ininterrupto ao longo do perímetro do continente Norte-americano, incluindo uma passagem pelo Pólo Norte, totalizando 25,750 Km[130] cobertos em 31 horas e 30 minutos, para o que foi necessário quatro reabastecimentos em voo efectuados pelo turbo-propulsionado Boeing KC-97 Stratotanker.[131] [nota 19]
Os três B-52B da 93.ª ala de bombardeiros que participaram no voo à volta do mundo sem escalas em 1957, momentos antes do inicio.
Percurso utilizado pelos três B-52B durante a volta do mundo sem escalas em 1957.
  • 16 de janeiro de 1957 - (Operação Power Flite)
Numa demonstração da capacidade de alcance global, três B-52B da 93.ª ala de bombardeiros realizaram um voo à volta do mundo sem escalas, auxiliados por vários reabastecimentos em voo efectuados por aviões tanque Boeing KC-97 Stratotanker. A aeronave líder baptizada Lucky Lady III (acompanhada pelos outros dois B-52) percorreu 39,165 km em 45 horas e 19 minutos à velocidade média de 864,25 km/h, menos de metade do tempo necessário ao Boeing B-50 Superfortress Lucky Lady II para efectuar a primeira volta ao mundo sem escalas em Fevereiro de 1949, reabastecido então por vários KB-29M versão experimental do futuro KB-29P, avião tanque adaptado do bombardeiro Boeing B-29 Superfortress.[130] [131]
  • 26 de setembro de 1958
Dois B-52D da 28.ª ala de bombardeiros, estabeleceram recordes do mundo (na sua categoria) de velocidade em percursos diferentes, o primeiro conseguiu a velocidade média de 902,367 Km/h, sem carga bélica em circuito fechado de 10,000 Km. O segundo também em circuito fechado mas, de 5,000 Km e sem carga bélica atingiu a marca de 961,864 Km/h de média.[132]
  • 1 de agosto de 1959
Um B-52G aterrou na base aérea de Edwards, após um voo contínuo de 28 horas, no qual sobrevoou todas as capitais estaduais na América do Norte, incluindo o Alaska e o District of Columbia (Washington, D.C.), totalizando 20,825 Km percorridos.[133]
  • 7 de junho de 1962
Um B-52H da 19.º Ala de bombardeiros, superou o anterior recorde de distância percorrida em circuito fechado, sem paragens e sem reabastecimento aéreo, pertença de outro B-52G desde 1960, ao percorrer a distância validada de 18,242 Km, com inicio e final na base aérea de Seymour Johnson na Carolina do Norte.[134]
  • 16 de janeiro de 1991 - (operação Tempestade no deserto)
Iniciando as operações aéreas da Guerra do Golfo (1990/1991), sete B-52G levantaram voo na Base aérea de Barksdale no Louisiana com destino ao Iraque, após bombardearem os alvos atribuídos, regressaram à base de partida nos Estados Unidos, efectuando um percurso superior a 22,500 Km correspondentes a mais de 35 horas consecutivas em voo, realizando a missão de combate mais duradoura de sempre.[130]

Acidentes com armas nucleares[editar | editar código-fonte]

  • 15 de outubro de 1959
Colisão entre um B-52 e um KC-135 Stratotanker a aproximadamente 10,000 metros de altitude nas imediações Hardinsburg no Kentucky, imediatamente após a operação de reabastecimento. O B-52 transportava três armas nucleares não armadas, duas foram recuperadas intactas e a terceira sofreu danos ligeiros em consequência de incêndio. Não houve qualquer tipo de contaminação radioactiva.[135]
  • 24 de janeiro de 1961
Durante uma missão de alerta um B-52 ainda na fase de ascensional do voo, entre os 650 e os 3,000 metros de altitude sofreu uma falha estrutural na asa direita, além da perda do avião e da sua tripulação, resultou ainda a libertação de duas bombas nucleares, modelo Mk 39 com 3,8 megatons de potência explosiva. Uma das armas activou o para-quedas e desceu tranquilamente sendo recuperada intacta, a segunda bomba caiu em queda livre e cindiu-se em duas partes, não houve explosão, mas o urânio perdido nunca foi recuperado, pese embora as escavações efectuadas até uma profundidade de 50 metros. O incidente ocorreu nas proximidades de Goldsboro na Carolina do Norte.[135] [136]
  • 24 de janeiro de 1961
Durante um voo a grande altitude à vertical de Yuba City na Califórnia, o B-52 foi forçado a descer para uma altitude próxima dos 3,000 metros, devido a uma súbita despressurização da cabine de voo. Com o inevitável aumento do consumo de combustível e a impossibilidade de um encontro com um avião tanque em tempo útil, a tripulação abandonou a aeronave excepto comandante que permaneceu até perto do final evitando o impacto com o solo em zona habitada. Não houve explosões e os sistemas de seguranças das duas armas nucleares a bordo funcionaram de acordo com o expectável.[135]
  • 13 de janeiro de 1964
Um B-52D em rota de voo da base aérea de Westover no Massachusetts para a base aérea de Turner na Georgia, despenhou-se a Sudoeste de Cumberland no Maryland, em consequência de uma falha estrutural provocada por violenta turbulência atmosférica em altitude. Transportava duas armas nucleares em configuração de transporte (sem ligações eléctricas ao avião e todos os interruptores em posição de segurança), após a colisão com o solo as armas foram encontradas nas proximidades da zona de impacto, sob um manto de neve ligeiramente danificadas.[135]
Bomba termonuclear MK 28, recuperada intacta do fundo do mar, na sequência do acidente nas proximidades de Palomares, Espanha.
  • 17 de janeiro de 1966
Um B-52G colidiu com um KC-135 Stratotanker durante uma operação de reabastecimento de rotina a grande altitude. Ambos os aviões se despenharam na proximidade da localidade de Palomares em Espanha. Das quatro armas nucleares transportadas três foram recuperadas de imediato, a quarta apenas foi localizada por um submarino da Marinha Norte-americana ao largo da costa e recupeada a 7 de Abril intacta. Em consequência da libertação de algum material radioactivo, cerca de 1,400 toneladas de solo e vegetação foram removidas e depositados em lugar apropriado nos Estados Unidos.[90] [91]
  • 21 de janeiro de 1968
Um B-52G embateu no solo e foi consumido pelo fogo, ao tentar uma aterragem de emergência nas imediações da base aérea de Thule na Gronelândia, transportava a bordo quatro armas nucleares, também elas destruídas pelo fogo, provocando contaminação radioactiva na área envolvente ao acidente. A limpeza e descontaminação decorreu até 13 de Setembro, não se verificando índices de radioactividade acima do normal após a sua conclusão.[90] [91]

Outros acidentes[editar | editar código-fonte]

Perdas do B-52 no período de 1956 a 1994.[137]
Acidente Abatido Total
B-52B 7 1 8
B-52C 5 5
B-52D 30 11 41
B-52E 3 3
B-52F 9 9
B-52G 21 7 28
B-52H 8 8
Total 83 19 102

Alguns exemplos aleatórios, causados por falhas mecânicas, estruturais ou humanas, de entre uma longa lista...

  • 24 de janeiro de 1963
Um B-52C pertencente à base aérea de Westover[nota 20] no Massachusetts, durante um voo de treino a baixa altitude colidiu com o solo, devido a falha estrutural no estabilizador vertical, provocada por um efeito atmosférico designado como buffetting, dos nove tripulantes a bordo dois sobreviveram ao impacto. O acidente aconteceu na vertente ocidental da Elephant Mountain no estado do Maine.[138]
  • 7 de janeiro de 1973
Um B-52C número de cauda 54‑2666, despenhou-se no lago Michigan, aparentemente devido a uma falha estrutural numa das asas, durante uma missão de treino de rotina durante a noite.[139]
  • 16 de outubro de 1984
Um B-52G número de cauda 57‑6479 e indicativo de chamada Swoon 2, colidiu com o cume de uma elevação durante uma missão de treino nocturna a baixa altitude, no deserto do Arizona, Condado de Navajo.[139]
  • 3 de fevereiro de 1991
Um B-52G número de cauda 59‑2593, caíu no oceano Índico 20 Km a norte da Ilha de Diego Garcia devido a falha técnica. A aeronave participava numa missão de ataque durante a operação tempestade no deserto.[139]
Acidente na base aérea de Fairchild, junto à cauda vertical do B-52 é possível ver a escotilha ejectada pelo co-piloto o qual no entanto não conseguiu completar a sequência de ejecção.
  • 24 de junho de 1994
Durante um voo de treino para um festival aéreo (airshow) a realizar na base aérea de Fairchild, o B-52H indicativo de chamada Czar 52 e número de cauda 61-0026 despenhou-se contra o solo, resultando na morte dos quatro tripulantes e na perda da aeronave.[140]
Aparentemente e segundo a comissão de inquérito, tal aconteceu devido à quebra das regras de segurança na atitude de voo utilizada pelo piloto. Após o final do treino e quando já se encontrava alinhado com a pista para a aterragem, foi solicitado pela torre de controlo, para prosseguir o voo por mais alguns instantes, optando o piloto Tenente-coronel Arthur "Bud" Holland, conhecido por voar de modo agressivo, por uma manobra arriscada durante a qual perdeu o controlo do avião.[141]
  • 21 de julho de 1998
Um B-52H indicativo de chamada Raider 21 e número de cauda 60-0053, despenhou-se no mar 40 Km ao largo da ilha de Guam, os seis tripulantes a bordo pereceram no acidente. Baseado na base aérea de Barksdale no estado da Louisiana, cumpria uma comissão de serviço em Guam e treinava para o sobrevoo de uma parada militar a realizar no âmbito da libertação da ilha durante a ocupação Japonesa na segunda guerra mundial[142] [143]

Utilizadores[editar | editar código-fonte]

Apenas a variante B-52H é mantida em condição operacional, 85 exemplares no activo, mais nove unidades em reserva,[51] , os quais integram três esquadras (alas), a operar em duas bases aéreas, assim distribuídos:[144]
Ao longo da sua carreira operacional a frota de B-52 esteve integrada em três comandos principais, fruto das várias reestruturações, porque passou a organização operacional da USAF.[145]
SAC Shield.svg ACC Shield.svg Air Force Global Strike Command.svg
SAC - Strategic Air Command (1955–1992) ACC - Air Combat Command (1992–2010) AFGSC - Air Force Global Strike Command (2010–presente)
11.º Esquadrão (B-52H)
20.º Esquadrão (B-52H)
96.º Esquadrão (B-52H)
23.º Esquadrão (B-52H)
69.º Esquadrão (B-52H)
93.º Esquadrão (B-52H)
O décimo B-52B produzido pela fábrica da Boeing em Seatle, com o número de cauda 52-0008, efectuou o primeiro voo no dia 11 de Junho 1955 e foi originalmente destinada as testes de voo da USAF, antes de lhe ter sido atribuída a missão de apoio ao programa do avião de pesquisa X-15, no centro de investigação do voo da NASA em Dryden,
B-52B da NASA imediatamente após o lançamento do X-43 Scramjet.
onde ao longo de quase 50 anos participou participou exclusivamente nos mais significativos projectos da história aeroespacial. Retirado do activo em 17 de Dezembro de 2004 conseguiu a distinção de ser a aeronave com mais anos de serviço na NASA e a aeronave mais antiga em condições de voo, de entre todos os B-52 da USAF, paralelamente a que menos horas de voo efectuou, 2443 horas de exclusividade e fiabilidade em apoio da investigação.[146] Encontra-se preservado em exposição estática permanente na porta de armas da base aérea de "Edwards", na Califórnia.[147]

Ainda no âmbito de assistência ao projecto X-15 o terceiro e último B-52A produzido, número de cauda 52-003, foi também ligado ao projecto em apoio do 52-008 e redesignado NB-52A.[148] . Encontra-se preservado no Pima Air and Space Museum, em Tucson no Arizona.[147]

Em 2001 no dia 30 de julho foi obtida uma terceira aeronave, um B-52H número de cauda 61-0025, oriundo do inventário da USAF, destinado a ser uma aeronave mãe de outros projectos, demonstrador de tecnologias de ponta e banco de ensaio em apoio da investigação da própria NASA, da Força Aérea e da indústria aeroespacial, substituindo o venerável B-52B 52-0008. No entanto devido à ausência de projectos que necessitassem dos seus préstimos e à reestruturação dos programas de pesquisa, foi novamente devolvido à USAF,[146] deixando a base de Edwards em 9 de Maio de 2008 com destino à base aérea de Sheppard no Texas, para servir como modelo para treino de manutenção, naquele que foi o seu último voo,.[147]

Especificações[editar | editar código-fonte]

Especificações comparativas, compilação de dados de...[149] [150] [151]
B-52B/C B-52D B-52E B-52F B-52G B-52H
Performance
Velocidade máxima (a ±6,000 m) 1 012 Km/h 1 021 Km/h 1 021 Km/h 1 021 Km/h 1 025 Km/h 1 014 Km/h
Velocidade de cruzeiro 840 Km/h 850 Km/h 840 Km/h 840 Km/h 880 Km/h 870 Km/h
Tecto de serviço 14,417 m 14,082 m 14,082 m 14,082 m 14,020 m 14,325 m
Relação de subida inicial 643 m/min 678 m/min
Relação de subida inicial (missão de combate)* 1 450 m/min 1 450 m/min
Raio de acção 5 760 Km 6 120 Km 6 148 Km 6 19S Km 7 010 Km 8 352 Km
Alcance máximo 10,300 Km 11,750 Km 14,160 Km
Tempo máx. de missão s/ reabastecimento, em horas 13,50 13,22 13,27 14,03 15,07 17,50
Pista p/ descolar (missão de combate) 2,500 m 2,438 m 2,478 m 2,438 m 2,484 m 2,262 m
Relação peso/potência 0.31
Dimensões
Comprimento 47,73 m 47,73 m 47,73 m 47,73 m 47,73 m 48,56 m
Envergadura 56,39 m 56,39 m 56,39 m 56,39 m 56,39 m 56,39 m
Altura 14,71 m 14,71 m 14,71 m 14,71 m 12,04 m 12,04 m
Área alar 371 371 m² 371 m² 371 m² 371 m² 371 m²
Peso
Vazio 78 148 Kg 77 170 kg 78 346 kg 78 087 kg 72 003 kg 75 297 kg
Combate 123 379 kg 132 950 kg 132 338 kg 132 338 kg 137 275 kg 139 100 kg
Máximo à descolagem 190 512 kg 204 120 kg 204 120 kg 204 120 kg 221 357 kg 221 357 kg
Outros dados
Carga Alar 586 kg/m²
Combustível interno 204 843 litros 226 664 litros 226 664 litros 226 664 litros 261 713 litros 262 013 litros
* - Regime de potência máxima recomendado pelo fabricante, ou autorizado pelos regulamentos da USAF, por um período máximo de 30 minutos.

Armamento[editar | editar código-fonte]

São trinta e quatro os diferentes tipos de armas, para um peso aproximadamente de 31,500 Kg que podem ser transportados, entre misseis de cruzeiro e antinavio, bombas de queda livre, de fragmentação, de alta precisão guiadas por laser ou por GPS e minas de todos os tipos,[152] em compartimento interno e ou externamente em suportes sob as asas, de entre as seguintes opções:[153] [154]

Armamento convencional Armamento convencional (cont) Armamento de precisão Armamento nuclear
  • Minas (navais e terrestres)
20x AGM-86B ALCM /
AGM-129 ACM [nota 21]
51x CBU-52
51x MK 36 DST[nota 22]
180x GBU-39 SDB
12x AGM-69 SRAM
51x CBU-58
8x Mina CAPTOR
18x GBU-31 (JDAM)
2x B53 de 9 Megaton
51x CBU-71
8x Mk 65
30x WCMD[nota 23]
8x B61 de 340 Quiloton
30x CBU 87
8x MK-64
2x GBU-57A/B (MOP) 13,608 kg
8x B83 de 1,2 Megaton
30x CBU 89
51x Mk-36
30x CBU 97
8x MK-41
8x AGM-84 Harpoon
18x Mk-20 Rockeye II
51x Mk-59
8x AGM-142 Have Nap
  • Bombas de uso geral
12x Mk-52
12x AGM-158 JASSM
51x M117 - 340 Kg
8x Mk-55
20x AGM-86C ALCM
51x Mk-82 - 227 Kg
51x Mk-62
18x AGM-154 (JSOW)
18x Mk-84 - 947 Kg
Modificações na cauda do B-52
B-52A-F, com 4x Browning M2 e artilheiro
B-52A-F, com 4x Browning M2 e artilheiro
B-52G com 4x Browning M2 e controlo remoto
B-52G com 4x Browning M2 e controlo remoto
B-52H com M-61 Vulcan (posteriormente removido)
B-52H com M-61 Vulcan (posteriormente removido)
  • Os modelos B-52A/B/C/D/E/F, eram equipados com uma torre na cauda, armada com quatro metralhadoras Browning M2 de calibre .50 e operada manualmente por um artilheiro.
  • O modelo B-52G mantém a torre e o armamento, a qual passa a ser operada automaticamente orientada por um sistema de controlo de fogo acoplado a um radar de aquisição e seguimento de alvos. O artilheiro é mantido e só actua em caso de falha do sistema, operando as armas por controlo remoto.[156]
  • Por sua vez o modelo B-52H, inicialmente foi equipado com uma torre com sistema de tiro totalmente automático, operando um canhão M-61 Vulcan de canos múltiplos. Em 1991 a torre armada foi removida de todas as aeronaves em estado operacional.[61]

Motores[editar | editar código-fonte]

Rastro de fumo deixado por 24 motores J57
Rastro de fumo deixado por 24 motores J57

Todas as variantes do B-52 foram equipadas com turbo-jactos Pratt & Whitney J-57 nas suas várias versões, com excepção do modelo B-52H que recebeu os turbofan Pratt & Whitney TF33-P-3/103, uma evolução mais potente e menos gulosa por combustível do J-57 e sem aquela que hoje em dia é considerada uma solução arcaica e altamente propícia a acidentes, a injecção de água na combustão para elevar a potência disponível, essencialmente durante as descolagens e situações de emergência durante uma missão.[157]

  • J57-P-8 - 45.37 KN de impulso, apenas utilizado pelo XB-52 (49-0230).[157]
  • YJ57·P·3 - (protótipo) 38.70 KN de impulso, apenas utilizado pelo YB-52 (49-0231).[157]
  • J57-P-1W[nota 24] - 44.48 KN de impulso a seco e 48.93 KN com injecção de água na descolagem., utilizado pelos três únicos B-52A e todos os B-52B entre a 4.º e a 13ª aeronaves produzidas.[157]
  • J57-P-1WA - A mesma potência que o anterior, utilizado pelos B-52B com os números de produção 14 a 20.[157]
  • J57-P-1WB - 46.26 KN de impulso a seco e 50.70 KN com injecção de água, substituiu o modelo anterior nos B-52B com os números de produção 14 a 20.[157]
  • J57-P-29W/WA - 46.70 KN de potência em seco e 53.82 KN com injecção de água, utilizado pelos B-52B, com os números de produção 21 a 46 e B-52C 54 a 63, ainda pelos B-52E e F.[157]
  • J57·P·19W - A mesma potência do modelo anterior do qual difere por ter os compressores construídos em titânio, equipou as aeronaves com os números de produção 47 a 53 e 64 a 88 correspondendo a B-52B e B-52C respectivamente, e alguns não especificados B-52E e B-52F, que terão sido equipados também com os J57-P-29W/WA.[157]
  • J57·P·43W/WA - 49.82 KN de potência em seco e 61.16 KN com injecção de água, equipou o B-52F.[157]
  • J57·P·43WB - potência igual ao modelo anterior do qual difere por ter um fluxo de água maior, utilizado pelo B-52G[157]
  • Pratt & Whitney TF33-P-3/103 - com 75,6 kN de potência, equipa todos os B-52H no activo.[158] A sua utilização permitiu uma economia de combustível, bem como uma performance superior ao modelo J57.[159]
B52H.JPG
Cquote1.svg [...] A utilidade do B-52 estendeu-se muito para além da sua vida útil expectável, usufruindo da pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de armas e sistemas de propulsão, modificações estruturais, equipamento electrónico e informático, melhoria das técnicas de voo e o esforço e dedicação das suas tripulações de voo e equipes de manutenção. O Stratofortress tem correspondido com êxito às muitas e variadas solicitações, conquistando uma posição ímpar que perdurará por muitos anos na história da aviação.[nota 25] Cquote2.svg

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Além do B-52, fazem parte do restrito clube de aeronaves com mais de cinquenta anos ao serviço de um único operador os: C-130 Hercules, KC-135 Stratotanker, Tupolev Tu-95, English Electric Canberra, P-3 Orion, Lockheed U-2, T-38 Talon e o Cessna T-37. (Junho 2011).
  2. Agumas fontes referem a data de Novembro de 1945.
  3. Entende-se por raio de acção, a distância entre o ponto de partida e o ponto mais distante possível, que permita um regresso em segurança;
  4. Esta exigência de carga mínima tem a ver com o transporte da arma nuclear e o secretismo que à época a envolvia. Tanto a “Fat Man” como “Little Boy” bombas nucleares usadas em Nagasaki e Hiroshima respetivamente, tinham aproximadamente esse peso.
  5. Fatores de carga positivos ou negativos, é uma expressão para designar a mais popular e informal "força G".
  6. Esta primeira reforma estrutural só foi aplicada após o terminus da chamada Crise dos mísseis de Cuba, no entanto os motivos que a originaram aconteceram um pouco antes, quando foram descobertas importantes brechas estruturais em dois B-52, ditando a sua retenção em terra, porém os restantes não foram proibidos de voar, a necessidade de todas as aeronaves disponíveis e a gravidade da situação, muito próxima do conflito nuclear, obrigaram a arriscar aviões e a vida das suas tripulações.[34]
  7. BUFF acrónimo para Big, Ugly and Fat Fellow, expressão carinhosa usada por todos aqueles que lidam de perto com o B-52 e que começou por ser uma expressão de admiração pelo seu gigantismo. Pode ser traduzido literalmente por: "companheiro grande feio e gordo".
  8. Portugal adquiriu vários sistemas LITENING, para uso nos F-16 Fighting Falcon[42]
  9. O Sistema integrado de comunicações seguras ARC-210, referido no tópico anterior (Extensão de vida útil até 2040) foi aplicado nesta actualização.
  10. Substitiu 3 sistemas: EVS - sistema de sintetização de imagem, STV - sistema de distribuição de imagem e FLIR - Radar de aquisição frontal.
  11. JDAM - (Joint Direct Attack Munition) Kit instalado que transforma bombas convencionais de queda livre, em bombas guiadas por laser. WCMD - (Wind Corrected Munitions Dispenser) Kit instalado em bombas convencionais de queda livre que as transforma em bombas de alta precisão, ao contrário do modelo anterior, não é passível de guiamento os dados GPS do alvo são introduzidos imediatamente antes da libertação. AGM-154 JSOW (Joint Standoff Weapon) - Arma de alta precisão de última geração. JASSM (Joint Air-to-Surface Standoff Missile) - míssil de cruzeiro de longo alcance e capacidade furtiva (stealth).
  12. Chaff - engodo para mísseis orientados por radar. Flare - engodo para mísseis orientados por fontes de calor (radiação infravermelha)
  13. Método de cálculo contabilístico usado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, para achar o valor de custo de uma aeronave, incluindo tudo o que padrão numa aeronave, mais o custo de produção e as respectivas ferramentas, excluiu os custos de pesquisa e desenvolvimento, custos de manutenção de entrega e peças de reposição.
  14. Algumas fontes referem apenas um prolongamento de 53 cm.
  15. Tradução livre: O supremo e poderoso.
  16. 64 aeronaves efectivas mais dez de substituição, prevendo danos, perdas em combate, ou avarias.
  17. Centro de reciclagem, centro de armazenagem das aeronaves das forças armadas Norte-americanas
  18. Na organização governamental dos Estados Unidos é equivalente a ministro da defesa.
  19. Se tivessem sidos empregues aviões tanque para o reabastecimento em voo, equipados com motores a jacto, como o Boeing KC-135 recentemente (a época) desenvolvido, o tempo de voo para a mesma distância teria sido encurtado entre 5 a 6 horas.
  20. Actualmente esta unidade está afecta ao comando de reserva da USAF.
  21. Estava prevista a substituição dos mísseis de cruzeiro nucleares, AGM-86B ALCM, pelos AGM-129 ACM modelo avançado e capacidade furtiva, no entanto com o fim da guerra fria e o elevado custo do novo míssil, a decisão foi revogada. Apenas 450 unidades todas elas de cabeça explosiva nuclear foram produzidas.[155]
  22. Kit que depois de instalado transforma em mina a bomba de queda livre Mk-82.
  23. Kit instalado em qualquer bomba de fragmentação, transformando-a em bomba de alta precisão.
  24. A letra "W" refere-se a água (water), foi usada pela Pratt & Whitney, à época para referenciar os motores com injecção de água.
  25. Assim no original: - "The usefulness of the B-52 has extended far beyond its expected lifespan through research and development of new technologies in weapons and propulsion systems, structural modifications, on-board electronic and computerized equipment, improved flying techniques, and the dedicated efforts of flight and maintenance crews. The Stratofortress has responded well to the many and varying demands made on it and has earned a lasting position in aviation history."

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bowers, Peter M.. Boeing Aircraft Since 1916 (em Inglês). Washington, DC: Naval Institute Press, 1993. ISBN 0851778046
  • Bowers, Peter M.. Boeing B-52A/H Stratofortress (em Inglês). NY: Profile Publications, 1972. ASIN B000IY9ZFY
  • Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. ISBN 0887406009
  • Darman, Peter. Twenty-First Century Warplanes and Helicopters (em Inglês). Rochester, Kent, UK: Grange Books, 2004. ISBN 1840136790
  • Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. ISBN 0897472896
  • Drendel, Lou. Boeing B-52 Stratofortress: Walk Around No. 6 (em Inglês). 1ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1996. ISBN 0897473582
  • Drendel, Lou. B-52 Stratofortress in Action (em Inglês). Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications. ISBN 0897470222
  • Ethell, Jeffrey L.. B-52 Stratofortress (Warbirds Fotofax) (em Inglês). Londres: Arms & Armour Press, 1990. ISBN 0853689377
  • Frawley, Gerard. International Directory of Military Aircraft: 1996/97 (em Inglês). 1ª ed. Weston Creek, Australia: Aerospace Publications, 1996. ISBN 187567120X
  • Gunston, Bill. An Illustrated Guide to USAF: The Modern US Air Force (em Inglês). Londres: Salamander Books Ltd.,, 1982. ISBN 0861011368
  • Gunston, Bill. Jet Bombers: From the Messerschmitt Me 262 to the Stealth B-2 (em Inglês). Londres: Osprey Pub Co, 1993. ISBN 1855322587
  • Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. ISBN 0942548116
  • Jones, Lloyd S.. U S Bombers (em Inglês). USA: Aero Publishers, 1974. ISBN 0816891265
  • Katz, Kenneth P.. B-52 G/H Stratofortress in Action (em Inglês). Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 2005. ISBN 0897475410
  • Kinzey, Bert. U.S. Aircraft & Armament of Operation Desert Storm in Detail & Scale (em Inglês). Londres: McGraw Hill Text, 1993. ISBN 1853106348
  • Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. ISBN 0912799595
  • Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units In Operation Desert Storm (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. ISBN 1841767514
  • Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. ISBN 1841766070
  • Laur, Timothy M.. Encyclopedia of Modern U.S. Military Weapons (em Inglês). 1ª ed. New York, USA: Berkley Books, 1998. ISBN 0425164373
  • Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. ISBN 0830680373
  • Mandeles, Mark. Development of the B-52 & Jet Propulsion: Case Study in Organizational Innovation (em Inglês). Maxwell AFB, Alabama (EUA): Air University Press, 1998. ISBN 9998296277
  • McCarthy, Donald J. Jr.. MiG Killers: A Chronology of US Air Victories in Vietnam 1965-1973 (em inglés). [S.l.: s.n.]. ISBN 978-1-58007-136-9
  • Peacock, Lindsay. B-52 Stratofortress: (Combat Aircraft Series) (em Inglês). Londres: Osprey Publishing Ltd, 1987. ISBN 0850457491
  • Pelletier, Alain. Boeing: The Complete Story (em Inglês). Sparkford Yeov1l, Somerset, UK: Haynes Publish1ng, 2010. ISBN 9781844257034
  • Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. ASIN B000NM0YB0
  • Taylor, John W.R.. Jane's All the World's Aircraft 1975-76 (em Inglês). Londres: Jane's Yearbooks, 1975. ISBN 0354005219
  • Thompson, Wayne. To Hanoi and Back: The United States Air Force and North Vietnam 1966-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: University Press of the Pacific, 2005. ISBN 9781410224712
  • Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. ISBN 1861261136
  • Winchester, Jim. Military Aircraft of the Cold War - the Aviation Factfile (em Inglês). Londres: Grange Books, 2006. ISBN 1840139293

Referências

  1. B-52 Stratofortress Association. The story of B-52 Stratofortress. 2011. Página visitada em Junho 2011.
  2. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 43 p. ISBN 0887406009
  3. a b c d e f g h i Winchester, Jim. Military Aircraft of the Cold War - the Aviation Factfile (em Inglês). Londres: Grange Books, 2006. 39 p. ISBN 1840139293
  4. Global Security.Org (Abril 2005). Strategic Air Command. Página visitada em Junho 2011.
  5. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 10 p. ISBN 0887406009
  6. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 6 p. ISBN 0887406009
  7. a b c d e f Mandeles, Mark. Development of the B-52 & Jet Propulsion: Case Study in Organizational Innovation (em Inglês). Maxwell AFB, Alabama (EUA): Air University Press, 1998. 59 p. ISBN 9998296277
  8. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 1 p. ISBN 0942548116
  9. a b c d e f Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 103 (apêndice 2) p. ASIN B000NM0YB0
  10. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 43 p. ISBN 0887406009
  11. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 17 p. ASIN B000NM0YB0
  12. a b Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 9 p. ISBN 1861261136
  13. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 18-19 p. ASIN B000NM0YB0
  14. a b Mandeles, Mark. Development of the B-52 & Jet Propulsion: Case Study in Organizational Innovation (em Inglês). Maxwell AFB, Alabama (EUA): Air University Press, 1998. 56 p. ISBN 9998296277
  15. a b Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 22 p. ASIN B000NM0YB0
  16. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.210, ISBN 0912799595
  17. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.210-211, ISBN 0912799595
  18. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.212, ISBN 0912799595
  19. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.213, ISBN 0912799595
  20. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 34, 35 e 36 p. ASIN B000NM0YB0
  21. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.214 e 215, ISBN 0912799595
  22. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 52 e 53 p. ASIN B000NM0YB0
  23. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. pp.215 e 216, ISBN 0912799595
  24. Bowers, Peter M.. Boeing B-52A/H Stratofortress (em Inglês). NY: Profile Publications, 1972. 241 p. ASIN B000IY9ZFY
  25. a b Peacock, Lindsay. B-52 Stratofortress: (Combat Aircraft Series) (em Inglês). Londres: Osprey Publishing Ltd, 1987. 12 p. ISBN 0850457491
  26. Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 21 p. ISBN 0830680373
  27. a b c Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 22 p. ISBN 0830680373
  28. Gunston, Bill. Jet Bombers: From the Messerschmitt Me 262 to the Stealth B-2 (em Inglês). Londres: Osprey Pub Co, 1993. 88 p. ISBN 1855322587
  29. Peacock, Lindsay. B-52 Stratofortress: (Combat Aircraft Series) (em Inglês). Londres: Osprey Publishing Ltd, 1987. 13 p. ISBN 0850457491
  30. Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 25 p. ISBN 0830680373
  31. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 15 p. ISBN 0942548116
  32. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 5 p. ISBN 0942548116
  33. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 244 e 245 p. ISBN 0912799595
  34. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 6 p. ISBN 0942548116
  35. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 6 e 7 p. ISBN 0942548116
  36. a b c Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 6 p. ISBN 0942548116
  37. a b Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 7 p. ISBN 0942548116
  38. a b Ethell, Jeffrey L.. B-52 Stratofortress (Warbirds Fotofax) (em Inglês). Londres: Arms & Armour Press, 1990. (na) Introdução p. ISBN 0853689377
  39. a b Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 154 p. ISBN 0887406009
  40. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 87 p. ASIN B000NM0YB0
  41. a b Willis Air Enthusiast novembro/dezembro de 2005, pp. 41–43.
  42. Northrop Grumman - News Releases. Northrop Grumman to Upgrade Portuguese Air Force F-16s With LITENING Advanced Targeting System (em Inglês). Northrop Grumman. Página visitada em 22/07/2012.
  43. Hopper, David. Upgraded B-52 Still on Cutting Edge (em Inglês). Air Combat Command Public Affairs. Página visitada em 22/07/2012.
  44. Pike, John. B-52 Stratofortress Upgrades (em Inglês). Global Security. Página visitada em 22/07/2012.
  45. Defense Science Board (DSB). (Junho de 2004). Defense Science Board Task Force on B-52H Re-Engining. Departamento da Defesa dos EUA. Página visitada em 22/07/2012.
  46. Hernandez, Jason (8/10/2007). SECAF certifies synthetic fuel blends for B-52H (em Inglês). Departamento de Defesa dos EUA. Página visitada em 23/07/2012.
  47. Edwards Air Force Base (12/15/2006). B-52 flight uses synthetic fuel in all eight engines (em Inglês). Departamento da Defesa dos EUA. Página visitada em 23/07/2012.
  48. Doc.USAF (segurança desclassificada). Mission Description and Budget Item Justification. Página visitada em Outubro 2011.
  49. Defense Industry Daily. CONECT: B-52H Receiving a Communications Upgrade. 11 de Outubro de 2010. Página visitada em Outubro de 2011.
  50. airforce-technology.com. B-52 CONECT. Página visitada em Outubro 2011.
  51. a b Força Aérea dos Estados Unidos. B-52 Stratofortress. Abril de 2010. Página visitada em Junho 2011.
  52. FAS. B-52 Stratofortress Overview. 2010. Página visitada em Junho 2011.
  53. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 148 p. ISBN 0887406009
  54. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 149 p. ISBN 0887406009
  55. a b Bowers, Peter M.. Boeing Aircraft Since 1916 (em Inglês). Washington, DC: Naval Institute Press, 1993. 397 p. ISBN 0851778046
  56. Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 10 p. ISBN 0830680373
  57. Baugher, Joseph (Junho de 2000). Boeing XB-52/YB-52 Stratofortress. Página visitada em Junho de 2011.
  58. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 56 p. ISBN 0887406009
  59. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 85 p. ASIN B000NM0YB0
  60. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 230 p. ISBN 0912799595
  61. a b Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 7 p. ISBN 0897472896
  62. Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 11 p. ISBN 0830680373
  63. Joe Baugher. Boeing B-52A Stratofortress. Jjunho 2000 (última revisão). Página visitada em agosto 2000.
  64. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 227 p. ISBN 0912799595
  65. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 232 p. ISBN 0912799595
  66. Jenkins, Dennis R. X-15: Extending the Frontiers of Flight (em Inglês). Washington, DC: NASA publication, 2009. 317 p. ISBN 0160792851
  67. a b Baugher, Joseph (30/06/2000). Boeing RB-52B/B-52B Stratofortress (em Inglês). Página visitada em 20/07/2012.
  68. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 232 p. ISBN 0912799595
  69. Balls Eight: History of the Boeing NB-52B Stratofortress Mothership (em Inglês). Página visitada em 26/11/2011.
  70. Baugher, Joseph (30/06/2000). Boeing B-52C Stratofortress (em Inglês). Página visitada em 20/07/2012.
  71. Baugher, Joseph (30/06/2000). Boeing B-52D Stratofortress (em Inglês). Página visitada em 20/07/2012.
  72. Bowers, Peter M.. Boeing Aircraft Since 1916 (em Inglês). Washington, DC: Naval Institute Press, 1993. 402 p. ISBN 0851778046
  73. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 265 p. ISBN 0912799595
  74. a b Bowers, Peter M.. Boeing B-52A/H Stratofortress (em Inglês). NY: Profile Publications, 1972. 259 p. ASIN B000IY9ZFY
  75. a b Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 33 p. ISBN 0897472896
  76. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 271 p. ISBN 0912799595
  77. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 272 p. ISBN 0912799595
  78. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 275 p. ISBN 0912799595
  79. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 278 e 279 p. ISBN 0912799595
  80. Joe Baugher. Service of Boeing B-52G Stratofortress. 5 de Outubro de 2003. Página visitada em Outubro de 2011.
  81. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 284-285 p. ISBN 0912799595
  82. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 54 p. ISBN 1861261136
  83. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 284-285 p. ISBN 0912799595
  84. Lloyd, Alwyn T.. B-52 Stratofortress in Detail and Scale (em Inglês). 1ª ed. Londres: Tab Books, 1988. 46 p. ISBN 0830680373
  85. a b Machtres.com. [1]. Página visitada em Outubro 2011.
  86. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 237 p. ISBN 0912799595
  87. a b TIME magazine. SAC's Deadly Daily Zone (pág. 1). Página visitada em Outubro 2011.
  88. The Custodian. Everything2 Operation Chrome Dome. Página visitada em Outubro 2011.
  89. TIME magazine. SAC's Deadly Daily Zone (pág. 2). Página visitada em Outubro 2011.
  90. a b c d Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 9 p. ISBN 0942548116
  91. a b c Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 19 p. ISBN 1841766070
  92. Thompson, Wayne. To Hanoi and Back: The United States Air Force and North Vietnam 1966-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: University Press of the Pacific, 2005. 301 p. ISBN 9781410224712
  93. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 6 p. ISBN 1841766070
  94. a b Thompson, Wayne. To Hanoi and Back: The United States Air Force and North Vietnam 1966-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: University Press of the Pacific, 2005. 310 p. ISBN 9781410224712
  95. *Thompson, Wayne. To Hanoi and Back: The United States Air Force and North Vietnam 1966-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: University Press of the Pacific, 2005. 312 p. ISBN 9781410224712
  96. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 21 p. ISBN 1841766070
  97. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 63 p. ISBN 1861261136
  98. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 23 e 24 p. ISBN 1841766070
  99. a b Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 24 p. ISBN 1841766070
  100. a b Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 26 p. ISBN 0897472896
  101. Joseph Baugher. Service of Boeing B-52D Stratofortress. 23/junho/2001. Página visitada em Agosto 2012.
  102. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units in Combat 1955-73 (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 53 p. ISBN 1841766070
  103. Greg Goebel. [2]. 1 de Julho 2011 (última revisão. Página visitada em Outubro 2011.
  104. Drendel, Lou. Boeing B-52 Stratofortress: Walk Around No. 6 (em Inglês). 1ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1996. 35 e 36 p. ISBN 0897473582
  105. Greg Goebel. [3]. 1 de julho 2011 (última revisão. Página visitada em Outubro 2011.
  106. Baugher, Joseph (23/06/2001). Service of Boeing B-52D Stratofortress (em Inglês). Página visitada em 25/07/2012.
  107. McCarthy 2009, p. 139
  108. Toperczer, Dr. Istvan. Air War Over North Viet Nam; The Vietnamese People's Air Force 1949–1977. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1998. ISBN 9780897473903
  109. a b Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units In Operation Desert Storm (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 6 p. ISBN 1841767514
  110. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 122 p. ISBN 1861261136
  111. a b Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 36 p. ISBN 0897472896
  112. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units In Operation Desert Storm (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 6 p. ISBN 1841767514
  113. a b c d e Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 37 p. ISBN 0897472896
  114. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 124 p. ISBN 1861261136
  115. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units In Operation Desert Storm (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 7 p. ISBN 1841767514
  116. Lake, Jon. B-52 Stratofortress Units In Operation Desert Storm (em Inglês). Oxford: Osprey Publishing, 2004. 47 e 48 p. ISBN 1841767514
  117. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 121 p. ISBN 1861261136
  118. William Drozdiak (Washington Post). U.S. Bomber `Pulverizes' Serbian Troops. 9 de Junho de 1999. Página visitada em Outubro 2011.
  119. a b Peacock, Lindsay. B-52 Stratofortress: (Combat Aircraft Series) (em Inglês). Londres: Osprey Publishing Ltd, 1987. 45 p. ISBN 0850457491
  120. greg goebel. B-52 In The Modern Era. 1 de Julho 2011 última revisão. Página visitada em outubro 2011.
  121. a b c d Joe Baugher. Service of Boeing B-52H Stratofortress. Junho de 2001. Página visitada em Outubro 2011.
  122. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 243 p. ISBN 0912799595
  123. Strategic Air and Space Museum. B-52B stratofortress. Página visitada em Outubro 2011.
  124. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 248 p. ISBN 0912799595
  125. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 264 e 270 p. ISBN 0912799595
  126. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 259 p. ISBN 0912799595
  127. William G. Holder. The Ever-changing Fleet. Página visitada em Outubro 2011.
  128. Peacock, Lindsay. B-52 Stratofortress: (Combat Aircraft Series) (em Inglês). Londres: Osprey Publishing Ltd, 1987. 38 p. ISBN 0850457491
  129. Willis Air Enthusiast Novembro/Dezembro 2005, pp. 51—52.
  130. a b c Boeing. Records Broken. Abril 2011. Página visitada em Outubro 2011.
  131. a b Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 243 p. ISBN 0912799595
  132. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 243 p. ISBN 0912799595
  133. Jenkins, Dennis R.. Boeing B-52G/H Stratofortress (em Inglês). Arlington, Texas: Aerofax, Inc., 1990. 9 p. ISBN 0942548116
  134. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 290 p. ISBN 0912799595
  135. a b c d Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Narrative Summaries of Accidents Involving U.S. Nuclear Weapons. Página visitada em Junho de 2011.
  136. broken arrow: Goldsboro, NC (4 de Dezembro de 2000). Página visitada em Outubro 2011.
  137. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 160-162 p. ISBN 1861261136
  138. Durward J. Ferland, Jr.. The B-52 Crash on Elephant Mountain Maine. 10 de Julho de 2011 (última revisão). Página visitada em Outubro de 2011.
  139. a b c Mike Bennett. B-52 Stratofortress draft listing. 22 de Setembro 2011 (última revisão). Página visitada em Outubro 2011.
  140. David Schaefer. Pilot In Fatal B-52 Crash May Have Violated Rules. 28 de Junho de 1994. Página visitada em Outubro de 2011.
  141. Ian McCulloch. Fairchild AFB, B-52 crash. 4 de Outubro de 2010 (última revisão). Página visitada em Outubro 2011.
  142. No survivors in B-52 crash off Guam. 23 de Julho 2008.
  143. foxnews. B-52 Bomber Carrying 6 Crew Members Crashes Off Guam. 21 de Julho 2008. Página visitada em Outubro 2011.
  144. Air Force Magazine (Maio 2009). 2009 USAF Almanac, Fact and Figures. Página visitada em Junho de 2011.
  145. Força aérea dos Estados Unidos. Major Commands. Página visitada em Junho de 2011.
  146. a b Dryden Flight Research Center. Dryden History. Agosto 2009. Página visitada em Junho de 2011.
  147. a b c Baugher, Joseph (Abril de 2011). 1952 USAF Serial Numbers. Página visitada em Junho 2011.
  148. National museum of US air force (Julho de 2009). Boeing NB-52A. Página visitada em Junho de 2011.
  149. Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 16, 32, 35, 42 e 58 p. ISBN 1861261136
  150. Knaack, Marcelle Size. Encyclopedia of U.S. Air Force Aircraft and Missile Systems, Volume II: Post-World War II Bombers 1945-1973 (em Inglês). Washington, D.C.: Office of Air Force History, United States Air Force, 1988. 292-293 p. ISBN 0912799595
  151. Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 15, 38, 50 p. ISBN 0897472896
  152. Tagg, Lori S.. Development of the B-52: The Wright Field Story (em Inglês). Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio: History Office, Aeronautical Systems Center, USAF, 2004. 90 p. ASIN B000NM0YB0
  153. GlobalSecurity.org. B-52 Stratofortress. Março de 2006. Página visitada em Junho 2011.
  154. Federation of American Scientists (2010). B-52 Stratofortress Overview. Página visitada em Junho 2011.
  155. Dorr, Robert F. (1990) (em inglês). "Stratofortress... The Big One from Boeing." Air Enthusiast. Nº. 41. Bromley, Kent, UK: Pilot Press. pp. 22–37. ISSN 0143-5450.
  156. Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 33 p. ISBN 0897472896
  157. a b c d e f g h i j Thornborough, Tony. Boeing B-52: Stratofortress (em Inglês). Londres: Crowood Press, 1998. 15 p. ISBN 1861261136
  158. Davis, Larry. B-52 Stratofortress in action (em Inglês). 2ª ed. Carrollton, Texas: Squadron/Signal Publications, 1993. 15, 38, 50 p. ISBN 0897472896
  159. Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 221 p. ISBN 0887406009
  160. *Boyne, Walter J.. Boeing B-52: A Documentary History (em Inglês). londres: Jane's Publishing Company Limited, 1981. 6 p. ISBN 0887406009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre B-52 Stratofortress