BR-153

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BR-153
"Rodovia Transbrasiliana"
"Rodovia Belém-Brasília"
"Rodovia Bernardo Sayão"
Trecho da BR-153
BR-153 Mapa 2010.jpg
Extensão 4,355 km (2,706 mi)
Inauguração 1 de fevereiro de 1959
1974 - pavimentação do trecho da Rodovia Belém-Brasília / Rodovia Bernardo Sayão[1][2]
2007 - duplicação do trecho paulista
Tipo Rodovia Longitudinal
Limite Norte Marabá, Pará
Interseções
Limite Sul Aceguá, Rio Grande do Sul / Fronteira Brasil-Uruguai
Concessão Transbrasiliana S.A. (Trecho paulista)
Norte
< Marabá (PA) e a BR-226 (em Wanderlândia, TO)
BR-153 Sul
Aceguá (RS) / Uruguai >

A BR-153, também conhecida pelos nomes de Rodovia Transbrasiliana, Rodovia Belém-Brasília e Rodovia Bernardo Sayão, é a quarta maior rodovia do Brasil, ligando a cidade de Marabá (PA) ao município de Aceguá (RS), totalizando 4.355 quilômetros de extensão. Ao longo de todo o seu percurso, a BR-153 passa pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os nomes de Rodovia Belém-Brasília e de Rodovia Bernardo Sayão, são aplicados apenas no trecho localizado entre os entroncamentos com a BR-226 (em Wanderlândia, TO) e com a BR-060 (em Anápolis, GO). A rodovia já foi chamada de BR-14 até o ano de 1964. Ao cruzar a fronteira com o Uruguai em Aceguá (RS), a rodovia ainda segue por este país com a denominação de Rota 8, até chegar em Montevidéu.

A BR-153 é a principal ligação do Meio-Norte do Brasil (estados do Tocantins, Maranhão, Pará e Amapá) com a Região geoeconômica Centro-Sul do país. Devido a esse fato e somado ao grande fluxo de veículos, a BR-153 é considerada atualmente como uma das principais rodovias de integração nacional do Brasil. Algumas importantes cidades brasileiras, assim como Passo Fundo (RS), Marília (SP), São José do Rio Preto (SP), Goiânia (GO), Anápolis (GO), Palmas (TO), Araguaína (TO), Imperatriz (MA), Marabá (PA) e Belém (PA), a utilizam como o principal corredor de escoamento. É também muito utilizada para chegar a regiões turísticas, tais como a estância de Caldas Novas/Rio Quente (GO), o Rio Araguaia e a Chapada dos Veadeiros, além de importantes capitais do país, tais como Brasília, Macapá (via balsa), São Luís, Teresina e São Paulo.

Trecho da BR-153 no Tocantins. A BR-153 é uma das principais vias de acesso à região central do Brasil, sendo uma rodovia de grande importância sobretudo para os estados do Tocantins e de Goiás, além da região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.

Com a conclusão das obras da Ferrovia Norte-Sul, estima-se que o tráfego de caminhões na BR-153 sofrerá uma grande redução, o que irá melhorar bastante as condições de tráfego da rodovia, reduzindo o tempo de viagem gasto pelos motoristas.

Durante muito tempo, a BR-153 foi considerada uma rodovia bastante perigosa pela péssima conservação e seu traçado sinuoso no meio do cerrado goiano. Hoje sua duplicação entre Goiânia e Itumbiara e na região sul de Goiás encontra-se parcialmente concluída. O Governo Federal anunciou recentemente intenção de privatizar esse trecho da rodovia quando a duplicação estiver concluída. Além disso, através deste mesmo programa do governo federal, boa parte dos trechos da BR-153 foram recapeados.

Cabe salientar que a BR-153 foi construída em uma época em que o estado de Goiás (incluindo o atual Tocantins) necessitava de um elo com o restante do Brasil, ou seja, o seu surgimento foi preponderante para o desenvolvimento da região. Histórias que permeiam a Transbrasiliana são muitas, dentre elas a da ponte sobre o rio Paranaíba em Itumbiara que, segundo estudiosos, é da Revolução de 1930, antes mesmo do surgimento da própria rodovia. Além disso, vários municípios que hoje estão às margens da BR-153, surgiram a partir de pequenos povoados que foram se instalando ao longo da rodovia, desde a década de 1950.

BR-153 em Araguaína (TO).

Oficialmente, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão do Ministério dos Transportes responsável pelas estradas brasileiras, a BR-153 começa em Marabá (PA) e termina em Aceguá (RS). Segundo sua assessoria de imprensa, ela só ganha o nome de Transbrasiliana no estado de São Paulo - o que está incorreto, já que o nome também é popular em Santa Catarina e no Paraná. Por sua vez, os mapas rodoviários e alguns documentos oficiais denominam Transbrasiliana o trajeto Aceguá-Belém, o que inclui cerca de 2800 quilômetros da popular Belém-Brasília.[3]. Até a pequena Wanderlândia, no norte do Tocantins, ambas as rodovias seguem como BR-153. Depois, esta faz um desvio até Marabá, enquanto a Belém-Brasília segue como BR-226 e, depois, BR-010. Enfim, o fato é que não há consenso algum.

A BR-153 possui trechos de maior ou menor qualidade/dificuldade, dependendo de vários fatores (alguns deles mais ou menos de natureza permanente, outros temporários). Diferentemente da BR-101 e da BR-116, ela não segue a orla marítima, onde está assentada a maior parte da população brasileira, mas sim permanece sempre no interior, atravessando o Brasil de norte a sul.[4]

[editar] Ver também

Referências

  1. http://www.abcdeluta.org.br/contexto.asp?id_ANO=7
  2. http://www.revistaoempreiteiro.com.br/index.php?page=materia.php&id=178
  3. AQUINO, Napoleão Araújo de. A construção da Belém-Brasília e suas implicações no processo de urbanização do Estado do Tocantins. In:GIRALDIN, Odair. (Org.) A (Trans)Formação do Estado do Tocantins Goiânia: UFG, 2002
  4. O Brasil Profundo, Revista Veja, Edição 1630, 05 de janeiro de 2000, editora abril

[editar] Ligações externas

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