Move (sistema de transportes)

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MOVE
MoveBRT.png
Informações
Local Belo Horizonte
Tipo de transporte Bus Rapid Transit
Número de estações 44 estações
Tráfego 500 mil usuários por dia[1]
Website Site oficial do sistema
Número de veículos 716[carece de fontes?]
Comprimento dos veículos 18,75m (Articulado), 13,20m (Padron)
Headway 2 a 30 min
Dados técnicos
Extensão do sistema 23,1km
Velocidade média 40km/h[carece de fontes?]
Velocidade máxima 70km/h
Mapa do Sistema MOVE, com o corredor da área central em destaque

MapaMoveBRT.PNG

Ônibus do Move transitando na Avenida Cristiano Machado.

MOVE[2] é o sistema Transporte Rápido por Ônibus implantado no município de Belo Horizonte. Constituído por uma rede de corredores exclusivos e estações de integração e de transferência ao longo das avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Paraná, Pedro I, Santos Dumont e Vilarinho, realizando uma conexão entre o hipercentro e o vetor norte do município e região metropolitana. O sistema foi inaugurado em 8 de Março de 2014, com operação inicial apenas no corredor Cristiano Machado e central - composto pelas avenidas Santos Dumont e Paraná. Posteriormente, os demais corredores do sistema foram inaugurados. Atualmente, encontra-se em operação uma rede de 23km de corredores que atendem a uma demanda de 500 mil passageiros por dia, somando-se as demandas municipal e metropolitana.[1]

O implantação do BRT em Belo Horizonte foi anunciado oficialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da BHTRANS em 16 de Dezembro de 2010 como proposta de mobilidade urbana para a cidade.[3] Entretanto, cabe ressaltar que era de interesse da Prefeitura de Belo Horizonte há tempos, visto que o Diagnóstico e Prognóstico Preliminar do PlanMobBH[4] assim como o Edital de Concorrência Pública 131/08[5] já o citavam. O sistema faz parte do Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte, PlanMobBH, plano diretor elaborado pelo município entre 2003 e 2010 e que estabeleceu intervenções e diretrizes para os transportes e o trânsito da capital mineira até 2030.[6] A implantação do BRT em Belo Horizonte é apontada como uma alternativa aos atrasos na modernização e ampliação do sistema de metrô da cidade, além de ter sido utilizado como oferta de mobilidade durante os jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014, que teve o Brasil como país-sede.[7]

Para a implantação do sistema, foram previstas diversas intervenções na área central, uma das quais incluiu a Praça Hugo Werneck[8] . O objetivo foi implantar um modo de média capacidade que atendesse de forma satisfatória a todo o corredor[9] .

Grande parte da estrutura implantada no MOVE vem do plano de Reestruturação do Transporte Coletivo de Belo Horizonte, o BHBUS, que implantou estações de integração tronco-alimentadas ao longo das regionais Barreiro, Nordeste e Venda Nova, além de vias exclusivas e/ou preferenciais para a circulação de ônibus em importantes corredores do município. As Estações de integração Venda Nova, Vilarinho e São Gabriel, atualmente integrantes do MOVE, anteriormente compunham o BHBUS, sendo reformadas e adaptadas às condições do BRT. A lógica de integração tronco-alimentada, com linhas alimentadoras partindo dos bairros em direção as estações e vice-versa, e linhas troncais partindo dessas estações em direção ao hipercentro e pólos urbanos também foi outro conceito apropriado do antigo sistema de transporte coletivo da capital mineira. O sistema BRT também foi implantado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com atendimento a 14[carece de fontes?] dos 34 municípios que compõem a aglomeração. Batizado de MOVE Metropolitano, a versão intermunicipal do Transporte Rápido por Ônibus tem gerenciamento e planejamento realizados pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP), através do programa Terminais Metropolitanos, anunciado em 2013.[10] [11]

O sistema ainda tem sido objeto de reclamações por parte do público geral, em especial em decorrência das transferências, mas não podemos deixar de ressaltar os outros pontos positivos do sistema tronco-alimentado: a facilitação na circulação regional e fortalecimento das centralidades regionais, dado que com uma única tarifa alimentadora nas Estações de Integração[nota 1] pode-se fazer o transbordo para qualquer outra linha alimentadora da Estação de Integração, sem o pagamento adicional de nenhuma tarifa, os intervalos baixos das linhas troncais, fazendo com que o usuário fique pouco tempo no PED[nota 2] e a redução do custo operacional do sistema como um todo, considerando a economia nos trechos que anteriormente eram percorridos com veículos operando abaixo da capacidade, principalmente no período fora-pico.

O sistema diametral, com linhas partindo de áreas periféricas, passando pela área central seguindo até outra área periférica foi implantado aproximadamente na década de 70, com um grande fluxo de usuários e a expansão da malha urbana. Hoje esse sistema encontra-se fora de contexto, visto que o Plano Diretor do município tem como objetivo criar novas centralidades regionais, visando evitar o acúmulo de atividades na área central, sobrecarregando grande parte do sistema viário arterial municipal durante os períodos de pico. Além disso, esse modelo tem um grande custo operacional e muitas dificuldades de fiscalização. Importante ressaltar que o modelo tronco-alimentado já é utilizado em São Paulo, Curitiba e diversas outras cidades, inclusive do interior mineiro, como em Uberlândia e no exterior.

Futuramente a Prefeitura de Belo Horizonte também pretende implantar corredores BRT em outras vias, ainda que não seja no mesmo padrão adotado nos corredores Antônio Carlos e Cristiano Machado, nas seguintes vias[13] :

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Faixa indicando o funcionamento do sistema Move, em Belo Horizonte.

Estações/Terminais de Integração[editar | editar código-fonte]

A BHTrans, que fiscaliza o transporte coletivo por ônibus municipal de Belo Horizonte, adotou a nomenclatura de Estação de Integração[16] , enquanto a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP), que gerencia e fiscaliza o transporte coletivo por ônibus metropolitano, adotou a nomenclatura de Terminal Metropolitano de Integração de Transportes[17] .

Todas as Estações de Integração operam com área paga, seguindo o modelo da BHTrans que já funcionava nas Estações Venda Nova, Diamante e Barreiro, na qual o acesso às plataformas alimentadoras é controlado sendo o acesso permitido mediante o pagamento da tarifa, seja acessando já dentro de um veículo operante do sistema ou por meio do pagamento na entrada. Após adentrar a área paga é possível o transbordo gratuito entre as linhas alimentadoras ou, com o complemento de R$ 0,90, o acesso às plataformas troncais, sendo possível fazer o transbordo para qualquer linha da Estação[18] , ou para as linhas troncais{{nota de rodapé|Nas Estações de Integração há uma complementação de R$ 0,80 nesta integração[18] . A coloração diferenciando o tipo de serviço de cada linha aqui descrita será a mesma do BHBUS.

MOVE Municipal[editar | editar código-fonte]

Estação de Integração MOVE José Cândido da Silveira[editar | editar código-fonte]

Mais conhecida simplesmente como Estação José Cândido, localiza-se na Rua Gustavo da Silveira, no Bairro Santa Inês, junto à Estação do Metrô com o mesmo nome, operando de forma intermodal por meio da integração metrô-ônibus. É classificada como de pequeno porte e possui apenas 4 plataformas[19] . Utiliza a Av. José Cândido da Silveira para se integrar ao Corredor Cristiano Machado. Para integração com o sistema BRT, só será necessário a adequação das posições de parada nas plataformas[20] . A previsão de operação nessa Estação é somente municipal.

Estação de Integração MOVE Pampulha[editar | editar código-fonte]

Localizada na Região da Pampulha, na interseção das avenidas Pedro I e Portugal[21] , a Estação, em conjunto com as Estações Venda Nova e Vilarinho, realiza toda a tronco-alimentação da regional Venda Nova. Realiza também a troncalização de parte das regionais Pampulha e Norte. A sua concepção veio desde o BHBus, mas com o BRT sofreu diversas modificações. Tem seis plataformas em diferentes pavimentos, no superior as cinco alimentadora e no inferior, a única troncal. O acesso ao pavimento superior é exclusivo pela Av. Portugal, já ao inferior, exclusivo pela Av. Pedro I e Av. Antônio Carlos, integrando-se com o Corredor Antônio Carlos. A operação nessa Estação é somente municipal.

Estação de Integração MOVE São Gabriel (Setor Oeste)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Cristiano Machado, n.º 5.600, entre o Anel Rodoviário e a Via 240[22] . É a Estação de Integração BRT mais carregada, com 33 linhas alimentadoras e 12 troncais. Para a operação nos corredores BRT foi necessário a ampliação da área em 7.800 m², além de modificações na rotatória e na alça de acesso à Via 240[20] . Possui capacidade de atender até 15 mil usuários por hora com uma completa reconstrução do setor Oeste, com uma nova configuração das plataformas[23] .

Estação de Integração MOVE Venda Nova[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Rua Padre Pedro Pinto, 2227, na interseção com Ruas Farmacêutico Raul Machado e Antônio Rodrigues Froes no bairro e regional de mesmo nome, próximo ao Centro Comercial. É considerada um Estação de médio porte, com uma média diária de 61 mil passageiros, operando com 4 linhas troncais e 9 alimentadoras[24] [nota 4] . Operacionalmente, sofreu poucas intervenções, uma vez que já opera um sistema tronco-alimentado.

Estação de Integração MOVE Vilarinho (Setor Sul)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Vilarinho, próxima ao entroncamento com a Av. Cristiano Machado e a MG-010. A operação é de forma intermodal(ônibus-metrô). Essa estação foi por muito tempo esquecida, com poucas linhas de integração e o "esqueleto" do futuro shopping. Hoje, o shopping já foi construído e passa por adequações das plataformas e dos acessos[26] .

Linhas Diametrais MOVE[editar | editar código-fonte]

Além do sistema tronco-alimentador, o MOVE também possui algumas linhas diametrais. O objetivo dessa integração é proporcionar a interligação dos corredores, Estações de Integração e Estações de Transferência com outras áreas da cidade que não são atendidas diretamente pelas linhas troncais. Todas as linhas diametrais integradas ao MOVE possuem os benefícios proporcionados aos usuários que fazem o transbordo entre as linhas alimentadoras e as linhas troncais, além de oportunidades de transbordo com outras linhas do sistema sem a necessidade de pagamento de nova tarifa.

Estação Ponto São José[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Tancredo Neves, no entrocamento com a Avenida Dom João XXIII. Sua infraestrutura conta com abrigos nas calçadas. No local será construída a futura Estação São José. No momento, a Estação Ponto São José não faz parte da rede de transporte do MOVE, contendo apenas uma linha faz a ligação entre o local e um dos corredores do sistema.

MOVE Metropolitano[editar | editar código-fonte]

ônibus do MOVE Metropolitano em circulação em Belo Horizonte.

O MOVE Metropolitano consiste no sistema tronco-alimentador do MOVE com área de atuação nos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O planejamento e implantação do sistema metropolitano de BRT na Grande Belo Horizonte são realizados pelo Governo de Minas Gerais, através de Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP). Toda a concepção do MOVE Metropolitano vem do programa "Terminais Metropolitanos", lançado pela SETOP em 2007 com o objetivo de racionalizar a rede de transporte coletivo metropolitana. Tal programa prevê a implantação de 13 Terminais de Integração de Transportes em diferentes pontos da Região Metropolitana[11] . A integração nesses terminais segue o mesmo padrão implantado em Belo Horizonte através do BHBUS. Desses 13 terminais, 7 fazem parte do MOVE Metropolitano. As linhas troncais desse sistema utilizam os corredores Cristiano Machado, Antonio Carlos e Carlos Luz/Pedro II. As linhas troncais do MOVE Metropolitano possuem seis destinos distintos, sendo eles a área central de Belo Horizonte, a região hospitalar do bairro Santa Efigênia, a Cidade Industrial em Contagem, a Alameda da Serra, em Nova Lima, as estações do Metrô de Belo Horizonte e a regional Venda Nova em Belo Horizonte. 288[carece de fontes?] veículos compõem a frota do sistema, sendo 115[carece de fontes?] veículos articulados e 173 veículos padrons. Os demais seis [carece de fontes?]terminais do programa "Terminais Metropolitanos" serão implantados de forma convencional. A seguir encontra-se a relação dos terminais.

Terminal São Gabriel (Setor Leste)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Cristiano Machado, n.º 5.600, entre o Anel Rodoviário e a Via 240. Foi o primeiro Terminal do MOVE Metropolitano a entrar em operação, atendendo aos municípios de Santa Luzia, Sabará, Caeté, Nova União, Taquaraçu de Minas e Jabuticatubas.

A integração tronco-alimentada só é possível a partir do cartão Ótimo. Na ausência do mesmo, o pagamento das tarifas não tem integração.[carece de fontes?]

Terminal São Benedito[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na avenida Senhor do Bonfim, no bairro São Benedito, em Santa Luzia. No momento, sua operação ocorre de forma provisória, devido ao impasse na construção do Terminal definitivo, ocasionado pela necessidade de remanejamento de dois campos de futebol da prefeitura do município na área onde o Terminal se localizará. A SETOP espera concluir a construção do Terminal definitivo até Março de 2015. No momento, três das seis linhas troncais propostas estão em operação.

Vilarinho (Setor Norte)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Vilarinho, próxima ao entroncamento com a Av. Cristiano Machado e a MG-010. O terminal atende aos municípios de Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Confins. As linhas que já faziam integração do Terminal, provenientes de Vespasiano, São José da Lapa, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Lagoa Santa continuam a fazer integração no local, porém posteriormente serão remanejadas e/ou eliminadas.[26]

Terminal Justinópolis[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na Rua Campo Grande, s/n, Bairro Urca. Assim como o Terminal São Benedito, sua operação encontra-se de forma provisória, com a inauguração do Terminal definitivo prevista para 2015. Atende a usuários de Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Vespasiano.[27] .

Terminal Vargem das Flores[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na LMG-808, Bairro Darcy Ribeiro[27] . Entretanto, ainda não se sabe se integrará ou não ao sistema MOVE.

Terminal Ressaca[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na Rua São Lourenço, Bairro Balneário Ressaca[27] . Entretanto, ainda não se sabe se integrará ou não ao sistema MOVE.

Terminal Governador Israel Pinheiro (TERGIP)[editar | editar código-fonte]

Também conhecido simplesmente como Rodoviária de Belo Horizonte, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro(TERGIP) é praticamente o único terminal de viagens rodoviárias de longa distância em Belo Horizonte. Localizado na Praça Rio Branco, uma área que já apresenta saturação da capacidade viária em seu entorno, nos períodos de feriados prolongados a situação fica ainda pior, sendo necessário transferir parte das viagens para outros terminais[28] [29] . Dessa forma, a Prefeitura de Belo Horizonte preferiu transferir a Rodoviária para o bairro São Gabriel, junto da Estação de Integração de mesmo nome. Assim, o TERGIP será utilizado para integrar todo o sistema tronco-alimentado metropolitano.

Terminal Morro Alto[editar | editar código-fonte]

Localizar-se na Av. Coletora 1, Bairro Nova Pampulha.[27] O Terminal atende aos municípios de Vespasiano, Lagoa Santa e Jaboticatubas.

Pavimento[editar | editar código-fonte]

A Prefeitura de Belo Horizonte preferiu nas avenidas de maior tráfego(Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado) a total utilização de pavimento rígido, enquanto na Av. Vilarinho, preferiu utilizar o pavimento rígido somente nas baias das Estações de Transferência. Além de ter uma durabilidade maior, tendo em vista a massa dos veículos articulados e a grande rodagem nos corredores, o pavimento rígido é essencial para evitar deformações no pavimento e manter os ônibus exatamente ao nível da plataforma, o que não é possível com pavimento flexível. Na Av. Vilarinho, meses após o início da operação foi necessário a reconstrução da faixa da esquerda, visto que o pavimento asfáltico não suportou a carga dos veículos[30] .

Estações de Transferência[editar | editar código-fonte]

As Estações de Transferência são estações que ficam ao centro dos corredores, de forma a fazer o embarque/desembarque em nível, com conforto e segurança aos usuários, embarque pré-pago e por meio de monitores LED informando o tempo para a chegada do próximo veículo. Essa é considerada uma grande semelhança entre o transporte metroferroviário e o BRT.

Veículos[editar | editar código-fonte]

As obras chegaram a atrasar em relação ao cronograma inicial. Com isso, os consórcios que operam no município de Belo Horizonte preferiram cancelar a encomenda de 106 veículos de chassi Volvo B340M, considerado por estudiosos do assunto um dos melhores chassis para a operação proposta, uma vez que apresenta motorização central, logo, possui maior espaço útil dentro do veículo e a carroceria Marcopolo Viale BRT, considerada também por estudiosos como uma das mais elegantes e completas carrocerias.[31] .

Com esse cancelamento, alguns estudiosos do setor temiam que os consórcios optassem por carrocerias e chassis que ofereçam menor conforto aos usuários, como é o caso Mercedes-Benz O-500MA, que possui motorização traseira, implicando em um menor espaço útil dentro do veículos. Além disso, estudiosos ainda acreditam que seria melhor caso houvesse uma maior diversidade nas carrocerias, na qual aparecem neste cenário a Caio Millennium BRT ou Neobus Mega BRT, ambas não deixando a desejar em relação a elegância e conforte em relação às principais concorrentes.

Um assunto ainda polêmico foi a declaração por parte de empresários do setor que o SetraBH[nota 5] solicitou o desenvolvimento de um novo modelo de veículo com motorização dianteira e suspensão pneumática com o objetivo de se ter um custo de manutenção menor, contudo, menor conforto também aos usuários, tando na questão de emissão de ruído no interior do veículo quanto de emissão de calor promovendo diversos problemas de saúde aos motoristas.[32]

Corredores MOVE[editar | editar código-fonte]

Cada conjunto de avenidas ou uma única avenida compõe um corredor.

Antônio Carlos[editar | editar código-fonte]

Composto pelas Avenidas Vilarinho (entre Av. Baleares e Complexo Vilarinho), Dom Pedro I (a partir do Complexo Vilarinho) e Presidente Antônio Carlos[33] e com o custo de R$ 633,9 milhões, tem uma capacidade de 750 mil pessoas por dia, 26 estações de transferência com distância de cerca de 500 metros entre elas. É alimentado principalmente pelas Estações de Integração Venda Nova, Vilarinho e Pampulha, atendendo ao complexo Mineirão/Mineirinho por meio de 14,7 km de vias exclusivas[34] .

No dia 15 de maio de 2014, o sistema entrou em operação na Avenida Presidente Antônio Carlos, mesmo com parte da Estação de Integração Pampulha em obras, utilizando uma frota de cerca de 50 ônibus articulados.[35] Já na Avenida Dom Pedro I, o sistema entrou em operação no dia 13 de junho de 2014, mesmo com a via em obras.[36]

Cristiano Machado[editar | editar código-fonte]

Composto pelo trecho da Avenida Cristiano Machado entre a Estação São Gabriel e a área central,[33] Com o custo de R$ 135,30 milhões, possui 7,1 km de extensão e conta com 10 estações, onde a distância entre elas será de aproximadamente 440 metros, atendendo a uma demanda de até 23 mil passageiros por hora.[37] Foi o primeiro corredor do sistema a entrar em operação, a partir do dia 8 de março de 2014.[38] [39]

Rotor MOVE Área Central[editar | editar código-fonte]

Não é considerado um corredor, uma vez que é utilizado por todo o sistema, integrando-o. É formado pelas avenidas Santos Dumont e Paraná,[33] totalizando 1,3 quilômetros de extensão.[40] Com o custo de R$ 58 milhões, conta com 6 estações com um atendimento de mais de 19,9 mil usuários por hora[41] . Adicionalmente, o corredor conta com diversas faixas BRS em várias regiões do centro, afim de melhorar o tráfego do corredor central.

Pedro II/Carlos Luz[editar | editar código-fonte]

Composto pelas Avenidas Dom Pedro II e Carlos Luz, foi planejado no final de 2012, afim de troncalizar parte das linhas região Noroeste e Pampulha. Mas devido a uma pressão por parte dos comerciantes, que seriam afetados por desapropriações e o custo do projeto, a Prefeitura de Belo Horizonte suspendeu a proposta inicial do corredor no ano de 2013, retomando em Fevereiro de 2014 após negociação com os comerciantes da região com um projeto mais singelo. A proposta foi alterado, sendo o projeto sido adequado para a implantação de um sistema de Bus Rapid System (BRS) ao longo da Avenida Dom Pedro II e da Avenida Presidente Carlos Luz. O BRS tem algumas características do

O corredor foi inaugurado no dia 7 de Junho de 2014[42] , após a construção que levou em torno de 40 dias[carece de fontes?]. O corredor Carlos Luz, a segunda etapa, foi finalizado e inaugurado no dia 12 de Novembro de 2014[carece de fontes?], sendo uma nova ligação alternativa entre o Corredor Pedro II e o Corredor Antônio Carlos.

A proposta é que o corredor Carlos Luz seja alimentado pela Estação de Integração Carlos Luz, a ser construída na interseção da Av. Alfredo Camarati com Av. Carlos Luz[20] . Já corredor Pedro II contará com a Estação de Integração São José e irá integrar parte das linhas da região Noroeste e da região Oeste[20] .

Amazonas[editar | editar código-fonte]

Ainda sem muitas informações, a previsão é que o corredor seja composto apenas pela Av. Amazonas, com possível extensão pela BR-381 até Betim. Esse corredor amenizará os tempos de viagem das linhas das Estações de Integração Barreiro e Diamante, além dos Terminais Metropolitanos Ibirité e Sarzedo, oferecendo a priorização necessária para um atendimento de qualidade.[carece de fontes?]

Porém a criação desse corredor é incerta até o momento, devido a expansão da Linha 2 do metrô, e a infraestrutura e desapropriações do local. O fim mais provável é as faixas preferenciais de ônibus da Av. Amazonas se tornem exclusivas.[carece de fontes?]

Anel Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Interligará a região centro-sul (próximo ao BH Shopping) aos corredores Carlos Luz, Antônio Carlos e Cristiano Machado através do Anel Rodoviário. O projeto está parado atualmente, aguardando a transferência do trecho municipal do Anel para a Prefeitura de Belo Horizonte. Não há muitas informações sobre esse corredor atualmente.[carece de fontes?]

Referências

  1. a b Estado de Minas (02/03/2015). Move oferece conforto e rapidez, mas ainda há filas, superlotação e baldeação. Visitado em 8 de Março de 2015.
  2. Transporte Rápido por Ônibus, o BRT, de Belo Horizonte vai se chamar Move Jornal Hoje em Dia (11 de agosto de 2013).
  3. G1 (16/12/2010). Prefeitura lança projeto para melhorar o transporte coletivo em BH. Visitado em 8 de Março de 2015.
  4. BHTRANS;LOGIT (2008). [http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublicodl/Temas/Observatorio/PLANMOB-diagnostico-2013/PlanMob-BH-DiagProgPrelimOut2008.pdf Diagnóstico e Prognóstico Preliminar do Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte]. Visitado em 23 de Abril de 2015.
  5. PBH (2008). [http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Temas/Onibus/gestao-transporte-onibus-2013 EDITAL DE CONCORRÊNCIA PÚBLICA 131/2008]. Visitado em 23 de Abril de 2015.
  6. BHTRANS. PLANMOB-2013. Visitado em 8 de Março de 2015.
  7. Rede Brasil Atual. Sem investimento no metrô, BH aposta em ônibus e táxi. Visitado em 8 de Março de 2015.
  8. Consol; ENECON; SUDECAP (Junho 2011). Projeto Geométrico Executivo - BRT Área Central (ZIP) 12 pp. Portal Copa Transparente. Visitado em 16 de dezembro de 2012.
  9. Prefeitura de Belo Horizonte (Maio 2007). BELO HORIZONTE - BRT ANTÔNIO CARLOS - Meta 1 - Obras - Edital 247/07 Portal Copa Transparente. Visitado em 16 de dezembro de 2012.
  10. Estado de Minas (16/10/2013). EM mostra em primeira mão como funcionará o BRT da Grande BH. Visitado em 8 de Março de 2015.
  11. a b Estado de Minas. BRT terá 10 terminais na Grande BH. Visitado em 14 de Julho de 2014.
  12. Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS (Agosto 2013). Tarifas do Transporte Convencional por Ônibus Portal Público BHTRANS. Visitado em 23 de Abril de 2015.
  13. LOGIT Engenharia Consultiva Ltda; BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A; Prefeitura de Belo Horizonte (2010). PlanMobBH - Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (Relatório Final). Visitado em 24 de novembro de 2013.
  14. Jornal O Tempo (Julho 2009). Projeto Corta Caminho. Visitado em 30 de dezembro de 2012.
  15. Jornal O Tempo (Junho 2013). Avenida Amazonas terá BRT e ônibus seguirá até Contagem. Visitado em 24 de novembro de 2013.
  16. BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013). Estações de Integração. Visitado em 24 de novembro de 2013.
  17. Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Novembro 2012). EDITAL DE LICITAÇÃO CO.031/2012 - CONSTRUÇÃO DOS TERMINAIS METROPOLITANOS DE INTEGRAÇÃO DE TRANSPORTES, nos Municípios de IBIRITÉ e SARZEDO, no Estado de MINAS GERAIS. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  18. a b BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013). Como ficarão as tarifas no Sistema MOVE?. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  19. BHTrans. Ônibus e metrô em integração de pequeno porte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  20. a b c d BHTrans; Prefeitura de Belo Horizonte. BRT Geral BHTrans. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  21. Prefeitura de Belo Horizonte. Obras das novas estações de integração devem começar no segundo semestre. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  22. BHTrans. São Gabriel é de grande porte e intermodal. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  23. 23 SUL. Terminal São Gabriel em Belo Horizonte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  24. BHTrans. Estação de médio porte e atende em média 61 mil usuários. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  25. BHTrans. Itinerário - Linha 60 - VENDA NOVA/CENTRO. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  26. a b BHTrans. Integração Metrô-Ônibus em grande porte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  27. a b c d Ministério das Cidades. PAC 2 - Mobilidade Grandes Cidades - Belo Horizonte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  28. Prefeitura de Belo Horizonte. Operação rodoviária entra em vigor na Estação José Cândido da Silveira a partir de 1º de dezembro. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  29. Rádio Itatiaia. Viagens para a Semana Santa são transferidas para Estação São Gabriel. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  30. Jornal Estado de Minas. Buracos na pista do BRT deixam viagem desconfortável na Avenida Vilarinho. Visitado em 23 de Abril de 2015.
  31. Estado de Minas; Bruno Freitas. Empresas cancelam encomenda de 266 ônibus do BRT em BH. Visitado em 05 de junho de 2013.
  32. Estado de Minas; Bruno Freitas. Ônibus novo com jeito antigo vai circular em BH. Visitado em 05 de junho de 2013.
  33. a b c BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013) (2013). Corredores MOVE Cristiano Machado e Antônio Carlos e informações sobre a Área Central. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  34. Portal da Transparência. BRT Antonio Carlos / Pedro I. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  35. BRT Antônio Carlos inicia operação com ônibus cheios e estação em obra G1 Globo.com (17/05/2014).
  36. Começa a funcionar BRT/Move da Avenida Pedro I; linha 61 terá 13 ônibus articulados Jornal Estado de Minas.
  37. Portal da Transparência. BRT Cristiano Machado. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  38. Antigo BRT: obras do Move devem ser concluídas somente em dezembro de 2014 BHAZ.
  39. SILVA, Cristiane (23/01/2013). Avenida Cristiano Machado será interditada para obras do BRT a partir de quinta-feira Estado de Minas.
  40. Avenida Santos Dumont será fechada para nova fase de obras do BRT Jornal Estado de Minas.
  41. Portal da Transparência. BRT Área Central. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  42. BHTRANS. MOVE amplia sua rede de atendimento beneficiando usuários de diversas regiões de Belo Horizonte. Visitado em 23 de Abril de 2015.

Notas

  1. R$ 2,20 atualmente[12] .
  2. Ponto de Embarque e Desembarque
  3. Proposto pelo VIURBS, também conhecido como Corta Caminho, será um novo Anel Viário entre a Avenida do Contorno e o Anel Rodoviário. Começa na Avenida dos Andradas, seguindo Rua Conceição do Pará, em seguida pela Via 710, seguida pela Av. Bernardo Vasconcelos, Américo Vespúcio, Carlos Luz, Silva Lobo e Barão Homem de Melo[14] .
  4. Apesar da referência dizer que são 5 linhas troncais, na verdade são 4, uma vez que a linha 60 não opera mais dentro da Estação[25]
  5. Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Move (sistema de transportes)
  • Institute for Transportation & Development Policy; William and Flora Hewlett Foundation; Ministério das Cidades. In: Lloyd Wright; Walter Hook. Manual de BRT: Guia de Planejamento (em Português). 3ª ed. [S.l.: s.n.], 2008. 898 p. Página visitada em 16 de dezembro de 2012.