Move (sistema viário)

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MOVE
MoveBRT.png
Informações
Local Belo Horizonte
Tipo de transporte Bus Rapid Transit
Número de estações 44 estações
Tráfego 700 mil usuários por dia[1]
Website Site oficial do sistema
Número de veículos 738[2] [3]
Comprimento dos veículos 18,75m (Articulado), 13,20m (Padron)
Dados técnicos
Extensão do sistema 23,1km
Velocidade média 40km/h
Velocidade máxima 60km/h
Mapa do Sistema MOVE, com o corredor da área central em destaque

MapaMoveBRT.PNG

Ônibus do Move transitando na Avenida Cristiano Machado.

MOVE[4] é um sistema BRT de Belo Horizonte (MG), implantado nas avenidas Vilarinho, Pedro I, Antônio Carlos, Pedro II, Cristiano Machado, Santos Dumont e Paraná.

Para a implantação do sistema, foi previstas diversas intervenções na área central, uma das quais incluiu a Praça Hugo Werneck[5] . O objetivo foi implantar um modal de média capacidade que atenda de forma satisfatória a todo o corredor[6] . A implantação do MOVE é considerada um marco na história do transporte coletivo da cidade, sendo um dos únicos projetos estruturantes da BHTrans que se tornaram realidade. Muito da concepção do BRT de Belo Horizonte veio do BHBUS, projeto que previa a reestruturação de todo o transporte coletivo por meio de sistemas tronco-alimentadores.

Grande parte das linhas de ônibus que hoje partem das regionais Venda Nova, Norte e Nordeste em direção à área central do município serão seccionadas e podem ser fundidas com outra linha que atende ao mesmo público. Os bairros que estão além das Estações de Integração ou do Terminal Metropolitano de Integração de Transportes das linhas são chamados de área de alimentação ou bacia de alimentação dentro da lógica tronco-alimentadora.

Paralelamente, todas as linhas das áreas de alimentação são nomeadas como alimentadoras e possuem somente três dígitos, conforme definições do BHBUS. Essas linhas seguirão basicamente pelo mesmo itinerário atual das linhas diametrais, radiais e semi-expressas[nota 1] , diferenciando do modelo atual pelo término da viagem ser nas estações ou terminais, onde o usuário fará a transferência para outras linhas alimentadoras[nota 2] , ou para as linhas troncais[nota 3] .

As linhas diametrais, por atenderem a dois bairros, um da bacia de alimentação e o outro fora, implicarão em novas linhas a partir desses bairros fora das bacias de alimentação. Importante ressaltar que para atender essas regiões sem a necessidade do usuário se deslocar para área central, poderão ser criadas linhas troncais-perimetrais, como a atual 6350, que liga a Estação Vilarinho à Estação Barreiro por meio do Anel Rodoviário. As linhas radiais e semi-expressas[nota 1] , por atenderem aos bairros das bacias de alimentação até a área central não implicarão na criação de novas linhas fora das bacias de alimentação.

O maior motivo de preocupação dos usuários é o transbordo, advindo da relativa má-implantação dos sistemas tronco-alimentados das Estações de Integração Venda Nova, Diamante e Barreiro. A reclamação se fundamenta na necessidade de muita espera em linhas de pouca demanda devido a uma falta de sincronização entre a chegada das linhas troncais e a saída das linhas alimentadoras. Todas essas implantações não foram acompanhadas de uma priorização em relação ao tráfego geral, algo completamente diferente agora, com faixas e corredores exclusivos; e o SITBus, na qual será possível saber quanto tempo falta para que o próximo veículo chegue à Estação, possibilitando praticamente acabar com o problema de sincronização.

Além disso, não podemos deixar de ressaltar os outros pontos positivos do sistema tronco-alimentado: a facilitação na circulação regional e fortalecimento das centralidades regionais, dado que com uma única tarifa alimentadora nas Estações de Integração[nota 4] você pode fazer o transbordo para qualquer outra linha alimentadora da Estação de Integração, sem o pagamento adicional de nenhuma tarifa, os intervalos baixos das linhas troncais, fazendo com que você fique pouco tempo no PED[nota 5] e a redução do custo operacional do sistema como um todo, considerando a economia nos trechos que anteriormente eram percorridos com veículos operando abaixo da capacidade, principalmente no período fora-pico.

O sistema diametral, com linhas partindo dos bairros, passando pela área central seguindo até outro bairro de demanda próxima foi implantado aproximadamente na década de 70, com o grande fluxo de passageiros e a expansão da malha urbana. Hoje esse sistema tornou-se obsoleto, visto que cria grandes dificuldades de fiscalização e alto custo operacional, o que gera uma tarifa alta e uma qualidade baixa. Além disso, o Plano Diretor do município tem como objetivo criar novas centralidades regionais, visando evitar o acúmulo de atividades na área central, sobrecarregando grande parte do sistema viário arterial municipal durante os períodos de pico. Importante ressaltar que o modelo tronco-alimentado já é utilizado em São Paulo, Curitiba e diversas outras cidades, inclusive do interior mineiro, como em Uberlândia e no exterior.

Futuramente a Prefeitura de Belo Horizonte também pretende implantar corredores BRT nas seguintes vias[9] :

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Faixa indicando o funcionamento do sistema Move, em Belo Horizonte.

Estações/Terminais de Integração[editar | editar código-fonte]

A BHTrans, que fiscaliza o transporte coletivo por ônibus municipal de Belo Horizonte, adotou a nomenclatura de Estação de Integração[12] , enquanto a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP), que gerencia e fiscaliza o transporte coletivo por ônibus metropolitano, adotou a nomenclatura de Terminal Metropolitano de Integração de Transportes[13] .

Todas as Estações de Integração operam com área paga, seguindo o modelo da BHTrans que já funcionava nas Estações Venda Nova, Diamante e Barreiro, na qual o acesso às plataformas alimentadoras é controlado sendo o acesso permitido mediante o pagamento da tarifa, seja acessando já dentro de um veículo operante do sistema ou por meio do pagamento na entrada. Após adentrar a área paga é possível o transbordo gratuito entre as linhas alimentadoras ou, com o complemento de R$ 0,80, o acesso às plataformas troncais, sendo possível fazer o transbordo para qualquer linha da Estação[7] . A coloração diferenciando o tipo de serviço de cada linha aqui descrita será a mesma do BHBUS.

MOVE Municipal[editar | editar código-fonte]

Estação de Integração MOVE José Cândido da Silveira[editar | editar código-fonte]

Mais conhecida simplesmente como Estação José Cândido, localiza-se na Rua Gustavo da Silveira, no Bairro Santa Inês, junto à Estação do Metrô com o mesmo nome, operando de forma intermodal por meio da integração metrô-ônibus. É classificada como de pequeno porte e possui apenas 4 plataformas[14] . Utiliza a Av. José Cândido da Silveira para se integrar ao Corredor Cristiano Machado. Para integração com o sistema BRT, só será necessário a adequação das posições de parada nas plataformas[15] . A previsão de operação nessa Estação é somente municipal.

Estação de Integração MOVE Pampulha[editar | editar código-fonte]

Localizada na Região da Pampulha, na interseção das avenidas Pedro I e Portugal[16] , a Estação, em conjunto com as Estações Venda Nova e Vilarinho, realiza toda a tronco-alimentação da regional Venda Nova. Realiza também a troncalização de parte das regionais Pampulha e Norte. A sua concepção veio desde o BHBus, mas com o BRT sofreu diversas modificações. Tem seis plataformas em diferentes pavimentos, no superior as cinco alimentadora e no inferior, a única troncal. O acesso ao pavimento superior é exclusivo pela Av. Portugal, já ao inferior, exclusivo pela Av. Pedro I e Av. Antônio Carlos, integrando-se com o Corredor Antônio Carlos. A operação nessa Estação é somente municipal.

Estação de Integração MOVE São Gabriel (Setor Oeste)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Cristiano Machado, n.º 5.600, entre o Anel Rodoviário e a Via 240[17] . É a Estação de Integração BRT mais carregada, com 33 linhas alimentadoras e 12 troncais. Para a operação nos corredores BRT foi necessário a ampliação da área em 7.800 m², além de modificações na rotatória e na alça de acesso à Via 240[15] . Possui capacidade de atender até 15 mil usuários por hora com uma completa reconstrução do setor Oeste, com uma nova configuração das plataformas[18] .

Estação de Integração MOVE Venda Nova[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Rua Padre Pedro Pinto, 2227, na interseção com Ruas Farmacêutico Raul Machado e Antônio Rodrigues Froes no bairro e regional de mesmo nome, próximo ao Centro Comercial. É considerada um Estação de médio porte, com uma média diária de 61 mil passageiros, operando com 4 linhas troncais e 9 alimentadoras[19] [nota 7] . Operacionalmente, sofreu poucas intervenções, uma vez que já opera um sistema tronco-alimentado.

Estação de Integração MOVE Vilarinho (Setor Sul)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Vilarinho, próxima ao entroncamento com a Av. Cristiano Machado e a MG-010. A operação é de forma intermodal(ônibus-metrô). Essa estação foi por muito tempo esquecida, com poucas linhas de integração e o "esqueleto" do futuro shopping. Hoje, o shopping já foi construído e passa por adequações das plataformas e dos acessos[21] .

Linhas Diametrais MOVE[editar | editar código-fonte]

Além do sistema tronco-alimentador, o MOVE também possui algumas linhas diametrais. O objetivo dessa integração é proporcionar a interligação dos corredores, Estações de Integração e Estações de Transferência com outras áreas da cidade que não são atendidas diretamente pelas linhas troncais. Todas as linhas diametrais integradas ao MOVE possuem os benefícios proporcionados aos usuários que fazem o transbordo entre as linhas alimentadoras e as linhas troncais, além de oportunidades de transbordo com outras linhas do sistema sem a necessidade de pagamento de nova tarifa.

Estação Ponto São José[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Tancredo Neves, no entrocamento com a Avenida Dom João XXIII. Sua infraestrutura conta com abrigos nas calçadas. No local será construída a futura Estação São José. No momento, a Estação Ponto São José não faz parte da rede de transporte do MOVE, contendo apenas uma linha faz a ligação entre o local e um dos corredores do sistema.

MOVE Metropolitano[editar | editar código-fonte]

ônibus do MOVE Metropolitano em circulação em Belo Horizonte.

O MOVE Metropolitano consiste no sistema tronco-alimentador do MOVE com área de atuação nos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O planejamento e implantação do sistema metropolitano de BRT na Grande Belo Horizonte são realizados pelo Governo de Minas Gerais, através de Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (SETOP). Toda a concepção do MOVE Metropolitano vem do programa "Terminais Metropolitanos", lançado pela SETOP em 2007 com o objetivo de racionalizar a rede de transporte coletivo metropolitana. Tal programa prevê a implantação de 13 Terminais de Integração de Transportes em diferentes pontos da Região Metropolitana[22] . A integração nesses terminais segue o mesmo padrão implantado em Belo Horizonte através do BHBUS. Desses 13 terminais, 7 fazem parte do MOVE Metropolitano. As linhas troncais desse sistema utilização os corredores Cristiano Machado, Antonio Carlos/Pedro I. As linhas troncais do MOVE Metropolitano possuem seis destinos distintos, sendo eles a área central de Belo Horizonte, a região hospitalar do bairro Santa Efigênia, a Cidade Industrial em Contagem, a Alameda da Serra, em Nova Lima, as estações do Metrô de Belo Horizonte e a regional Venda Nova em Belo Horizonte. 288 veículos compõem a frota do sistema, sendo 115 veículos articulados e 173 veículos padrons. Os demais seis terminais do programa "Terminais Metropolitanos" serão implantados de forma convencional. A seguir encontra-se a relação dos terminais e linhas integradas.

Terminal São Gabriel (Setor Leste)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Cristiano Machado, n.º 5.600, entre o Anel Rodoviário e a Via 240. Foi o primeiro Terminal do MOVE Metropolitano a entrar em operação, atendendo aos municípios de Santa Luzia, Sabará, Caeté, Nova União, Taquaraçu de Minas e Jabuticatubas.

A integração tronco-alimentada só será possível a partir do cartão ótimo. Na ausência do mesmo, o pagamento das tarifas será separado.

Terminal São Benedito[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na avenida Senhor do Bonfim, no bairro São Benedito, em Santa Luzia. No momento, sua operação ocorre de forma provisória, devido ao impasse na construção do Terminal definitivo, ocasionado pela necessidade de remanejamento de dois campos de futebol da prefeitura do município na área onde o Terminal se localizará. A Setop espera concluir a construção do Terminal definitivo até Março de 2015. No momento, três das seis linhas troncais propostas estão em operação.

Vilarinho (Setor Norte)[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Avenida Vilarinho, próxima ao entroncamento com a Av. Cristiano Machado e a MG-010. O terminal atende ao município de Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Confins. As linhas que já faziam integração do Terminal, provenientes de Vespasiano, São José da Lapa, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Lagoa Santa continuam a fazer integração no local, porém posteriormente serão remanejadas e/ou eliminadas.[21]

Terminal Justinópolis[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na Rua Campo Grande, s/n, Bairro Urca. Assim como o Terminal São Benedito, sua operação encontra-se de forma provisória, com a inauguração do Terminal definitivo prevista para 2015. Atende a usuários de Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Vespasiano.[23] .

Terminal Vargem das Flores[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na LMG-808, Bairro Darcy Ribeiro[23]

Terminal Ressaca[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na Rua São Lourenço, Bairro Balneário Ressaca[23] .

Terminal Governador Israel Pinheiro (TERGIP)[editar | editar código-fonte]

Também conhecido simplesmente como Rodoviária de Belo Horizonte, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro(TERGIP) é praticamente o único terminal de viagens rodoviárias de longa distância. Localizado na Praça Rio Branco, uma área que já apresenta saturação da capacidade viária em seu entorno, nos períodos de feriados prolongados a situação fica ainda pior, sendo necessário transferir parte das viagens para outros terminais[24] [25] . Dessa forma, a Prefeitura de Belo Horizonte prefiriu transferir a Rodoviária para o bairro São Gabriel, junto da Estação de Integração de mesmo nome. Assim, o TERGIP será utilizado para integrar todo o sistema tronco-alimentado metropolitano.

Terminal Ibirité[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na Rua Francisco de Assis, nº 100, na confluência das Av. Renato Azeredo e Av. São Paulo, Ibirité.[13] Seu sistema de integração é semelhante ao existente nas Estações BHBUS Diamante e Barreiro, em Belo Horizonte . Atende ao município de Ibirité.

Terminal Sarzedo[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na MG 040, Bairro Santa Rosa de Lima, Sarzedo.[26] Atende ao município de Sarzedo. O Terminal Sarzedo funcionarásomente das 9h ás 00:20h . E em Sabádos , Domingos e Feriados funcionará integralmente . Em outros horários , as linhas funcionam de modo convencional .

Terminal Morro Alto[editar | editar código-fonte]

Localizar-se-á na Av. Coletora 1, Bairro Nova Pampulha.[23] É o último dos Terminais do MOVE Metropolitano que entrará em operação. Ainda não há data definida e as linhas que integrarão no local ainda não foram divulgadas. Porém, sabe-se que o Terminal atenderá aos municípios de Vespasiano, Lagoa Santa e Jaboticatubas.

Pavimento[editar | editar código-fonte]

A Prefeitura de Belo Horizonte prefiriu nas avenidas de maior tráfego(Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado) a total utilização de pavimento rígido, enquanto na Av. Vilarinho, prefiriu utilizar o pavimento rígido somente nas baias das Estações de Transferência. Além de ter uma durabilidade maior, tendo em vista a massa dos veículos articulados e a grande rodagem nos corredores, o pavimento rígido é essencial para evitar deformações no pavimento e manter os ônibus exatamente ao nível da plataforma, o que não seria possível com pavimento flexível.

Estações de Transferência[editar | editar código-fonte]

As Estações de Transferência serão estações que ficarão ao centro dos corredores, de forma a fazer o embarque/desembarque em nível, com conforto e segurança aos usuários, embarque pré-pago e por meio de monitores LED informando o tempo para a chegada do próximo veículo. Essa é considerada a maior semelhança entre o transporte metroferroviário e o BRT.

Veículos[editar | editar código-fonte]

As obras encontram-se atrasadas em relação ao cronograma inicial. Com isso, os consórcios que operam no município de Belo Horizonte preferiram cancelar a encomenda de 106 veículos de chassi "Volvo B340M", considerado por estudiosos do assunto um dos melhores chassis para a operação proposta, uma vez que apresenta motorização central, logo, possui maior espaço útil dentro do veículo e a carroceria "Marcopolo Viale BRT", considerada também por estudiosos como uma das mais elegantes e completas carrocerias.[27] .

Com esse cancelamento, alguns estudiosos do setor temem que os consórcios optem por carrocerias e chassis que oferecam menor conforto aos usuários, como é o caso "Mercedes O-500MA", que possui motorização traseira, implicando em um menor espaço útil dentor do veículos. Além disso, estudiosos ainda acreditam que seria melhor caso houvesse uma maior diversidade nas carrocerias, na qual aparecem neste cenário a "Caio Millennium BRT" ou "Neobus Mega BRT", ambas não deixando a desejar em relação a elegância e conforte em relação às principais concorrentes.

Um assunto ainda polêmico foi a declaração por parte de empresários do setor que o SetraBH[nota 8] estava solicitando o desenvolvimento de um novo modelo de veículo com motorização dianteira e suspensão pneumática, o que até então é uma forma de ter um custo de manutenção menor, contudo, menor conforto também aos usuários, tando na questão de emissão de ruído no interior do veículo quanto de emissão de calor promovendo diversos problemas de saúde aos motoristas. Ainda não existe posição oficial pelo SetraBH ou pela BHTrans sobre o assunto.[28]

Corredores[editar | editar código-fonte]

Cada conjunto de avenidas ou uma única avenida compõe um corredor.

MOVE Antônio Carlos/Pedro I[editar | editar código-fonte]

Composto pelas Avenidas Vilarinho(entre Av. Baleares e Complexo Vilarinho), Pedro I (a partir do Complexo Vilarinho) e Antônio Carlos[29] e com o custo de R$ 633,9 milhões, terá uma capacidade de 750 mil pessoas por dia, 26 estações de transferência com distância de cerca de 500 metros entre elas. Será alimentado principalmente pelas Estações de Integração Venda Nova, Vilarinho e Pampulha, atendendo ao complexo Mineirão/Mineirinho por meio de 14,7 km de vias exclusivas[30] .

No dia 15 de maio de 2014, o sistema entrou em operação na Avenida Antônio Carlos, mesmo com parte da Estação de Integração Pampulha em obras, utilizando uma frota de cerca de 50 ônibus articulados.[31] Já na Avenida Pedro I, o sistema entrou em operação no dia 13 de junho de 2014, mesmo com a via em obras.[32]

MOVE Cristiano Machado[editar | editar código-fonte]

Composto pelo trecho da Avenida Cristiano Machado entre a Estação São Gabriel e a área central,[29] Com o custo de R$ 135,30 milhões, possui 7,1 km de extensão e conta com 10 estações, onde a distância entre elas será de aproximadamente 440 metros, atendendo a uma demanda de até 23 mil passageiros por hora.[33] Foi o primeiro corredor do sistema a entrar em operação, a partir do dia 8 de março de 2014.[34] [35]

MOVE Área Central[editar | editar código-fonte]

Não é considerado um corredor, uma vez que é utilizado por todo o sistema, integrando-o. É formado pelas avenidas Santos Dumont e Paraná,[29] totalizando 1,3 quilômetros de extensão.[36] Com o custo de R$ 58 milhões, conta com 6 estações com um atendimento de mais de 19,9 mil usuários por hora[37] . Adicionalmente, o corredor conta com diversas faixas BRS em várias regiões do centro, afim de melhorar o tráfego do corredor central.

Corredor BRS Pedro II/Carlos Luz[editar | editar código-fonte]

Composto pelas Avs Pedro II e Carlos Luz, foi planejado no final de 2012, afim de troncalizar parte das linhas região Noroeste e Pampulha. Mas devido a uma pressão por parte dos comerciantes, que seriam afetados por desapropriações e o custo do projeto, a Prefeitura de Belo Horizonte suspendeu a construção do corredor no ano de 2013, e a retomou em Fevereiro de 2014 após negociação com os comerciantes da região. Seu planejamento, entretanto, foi alterado, tendo o projeto sido adequado para a implantação de um sistema de Bus Rapid System (BRS) ao longo da Avenida Dom Pedro II e da Avenida Presidente Carlos Luz.

O corredor foi inaugurado no dia 7 de Junho de 2014, após a construção que levou em torno de 40 dias. [38] O corredor Carlos Luz, a segunda etapa, foi finalizado e inagurado no dia 12 de Novembro de 2014, sendo uma nova ligação alternativa entre o corredor Pedro II e o Corredor Antonio Carlos.

A idéia é que o corredor Carlos Luz seja alimentado pela Estação Carlos Luz, a ser construída em local não especificado até o momento. O corredor Pedro II já conta com a estação São José, em processo de construção, e irá integrar parte das linhas da região Noroeste e da região Oeste.

Corredor BRT Amazonas[editar | editar código-fonte]

Ainda sem muitas informações, a previsão é que o corredor seja composto apenas pela Av. Amazonas, com possível extensão pela BR-381 até Betim. Esse corredor resolverá o problema de má-implantação das Estações de Integração Barreiro e Diamante, oferecendo a priorização necessária para um atendimento de qualidade.

Porém a criação desse corredor é incerta até o momento, devido a expansão da Linha 2 do metrô, e a infraestrutura e desapropriações do local. O fim mais provável é que utilizem as faixas de ônibus da Av Amazonas que estão desativadas atualmente.

MOVE Anel Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Interligará a região centro-sul (próximo ao BH Shopping) aos corredores Carlos Luz, Antonio Carlos e Cristiano Machado através do Anel Rodoviário. O projeto está parado atualmente, aguardando a transferência do trecho municipal do Anel para a Prefeitura de Belo Horizonte. Não há muitas informações sobre esse corredor atualmente.

Referências

  1. BHTRANS. Perguntas Frequentes. Visitado em 14 de Julho de 2014.
  2. O Tempo. Estreia terá só 5,8% da frota. Visitado em 14 de Julho de 2014.
  3. Estado de Minas. EM Mostra em primeira mão como funcionará o BRT da Grande BH. Visitado em 14 de Julho de 2014.
  4. Transporte Rápido por Ônibus, o BRT, de Belo Horizonte vai se chamar Move Jornal Hoje em Dia (11 de agosto de 2013).
  5. Consol; ENECON; SUDECAP (Junho 2011). Projeto Geométrico Executivo - BRT Área Central (ZIP) 12 pp. Portal Copa Transparente. Visitado em 16 de dezembro de 2012.
  6. Prefeitura de Belo Horizonte (Maio 2007). BELO HORIZONTE - BRT ANTÔNIO CARLOS - Meta 1 - Obras - Edital 247/07 Portal Copa Transparente. Visitado em 16 de dezembro de 2012.
  7. a b c BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013). Como ficarão as tarifas no Sistema MOVE?. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  8. Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS (Agosto 2013). Tarifas do Transporte Convencional por Ônibus Portal Público BHTRANS. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  9. LOGIT Engenharia Consultiva Ltda; BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A; Prefeitura de Belo Horizonte (2010). PlanMobBH - Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (Relatório Final). Visitado em 24 de novembro de 2013.
  10. Jornal O Tempo (Julho 2009). Projeto Corta Caminho. Visitado em 30 de dezembro de 2012.
  11. Jornal O Tempo (Junho 2013). Avenida Amazonas terá BRT e ônibus seguirá até Contagem. Visitado em 24 de novembro de 2013.
  12. BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013). Estações de Integração. Visitado em 24 de novembro de 2013.
  13. a b Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Novembro 2012). EDITAL DE LICITAÇÃO CO.031/2012 - CONSTRUÇÃO DOS TERMINAIS METROPOLITANOS DE INTEGRAÇÃO DE TRANSPORTES, nos Municípios de IBIRITÉ e SARZEDO, no Estado de MINAS GERAIS. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  14. BHTrans. Ônibus e metrô em integração de pequeno porte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  15. a b BHTrans; Prefeitura de Belo Horizonte. BRT Geral BHTrans. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  16. Prefeitura de Belo Horizonte. Obras das novas estações de integração devem começar no segundo semestre. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  17. BHTrans. São Gabriel é de grande porte e intermodal. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  18. 23 SUL. Terminal São Gabriel em Belo Horizonte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  19. BHTrans. Estação de médio porte e atende em média 61 mil usuários. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  20. BHTrans. Itinerário - Linha 60 - VENDA NOVA/CENTRO. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  21. a b BHTrans. Integração Metrô-Ônibus em grande porte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  22. Estado de Minas. BRT terá 10 terminais na Grande BH. Visitado em 14 de Julho de 2014.
  23. a b c d Ministério das Cidades. PAC 2 - Mobilidade Grandes Cidades - Belo Horizonte. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  24. Prefeitura de Belo Horizonte. Operação rodoviária entra em vigor na Estação José Cândido da Silveira a partir de 1º de dezembro. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  25. Rádio Itatiaia. Viagens para a Semana Santa são transferidas para Estação São Gabriel. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  26. Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Novembro 2012). EDITAL DE LICITAÇÃO CO.031/2012 - CONSTRUÇÃO DOS TERMINAIS METROPOLITANOS DE INTEGRAÇÃO DE TRANSPORTES, nos Municípios de IBIRITÉ e SARZEDO, no Estado de MINAS GERAIS. Visitado em 21 de dezembro de 2012.
  27. Estado de Minas; Bruno Freitas. Empresas cancelam encomenda de 266 ônibus do BRT em BH. Visitado em 05 de junho de 2013.
  28. Estado de Minas; Bruno Freitas. Ônibus novo com jeito antigo vai circular em BH. Visitado em 05 de junho de 2013.
  29. a b c BHTrans - Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte S/A (2013) (2013). Corredores MOVE Cristiano Machado e Antônio Carlos e informações sobre a Área Central. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  30. Portal da Transparência. BRT Antonio Carlos / Pedro I. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  31. BRT Antônio Carlos inicia operação com ônibus cheios e estação em obra G1 Globo.com (17/05/2014).
  32. Começa a funcionar BRT/Move da Avenida Pedro I; linha 61 terá 13 ônibus articulados Jornal Estado de Minas.
  33. Portal da Transparência. BRT Cristiano Machado. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  34. Antigo BRT: obras do Move devem ser concluídas somente em dezembro de 2014 BHAZ.
  35. SILVA, Cristiane (23/01/2013). Avenida Cristiano Machado será interditada para obras do BRT a partir de quinta-feira Estado de Minas.
  36. Avenida Santos Dumont será fechada para nova fase de obras do BRT Jornal Estado de Minas.
  37. Portal da Transparência. BRT Área Central. Visitado em 22 de dezembro de 2012.
  38. http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Temas/Onibus/MOVE/novas-linhas-070614

Notas

  1. a b As linhas semi-expressas não fazem parte do BHBUS, e sim do PROBUS, programa anterior. Apesar da mudança do programa, a tipologia do serviço da linha continuou a mesma, sendo a cor das linhas troncais adaptada para as linhas em questão. A numeração continuou a mesma, uma vez que a maioria dessas linhas estavam em bacias de alimentação e, logicamente, teriam a numeração alterada.
  2. Nas Estações de Integração não haverá pagamento de nova tarifa ou complementação nesta integração[7] .
  3. Nas Estações de Integração há uma complementação de R$ 0,80 nesta integração[7] .
  4. R$ 1,90 atualmente[8] .
  5. Ponto de Embarque e Desembarque
  6. Proposto pelo VIURBS, também conhecido como Corta Caminho, será um novo Anel Viário entre a Avenida do Contorno e o Anel Rodoviário. Começa na Avenida dos Andradas, seguindo Rua Conceição do Pará, em seguida pela Via 710, seguida pela Av. Bernardo Vasconcelos, Américo Vespúcio, Carlos Luz, Silva Lobo e Barão Homem de Melo[10] .
  7. Apesar da referência dizer que são 5 linhas troncais, na verdade são 4, uma vez que a linha 60 não opera mais dentro da Estação[20]
  8. Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  • Institute for Transportation & Development Policy; William and Flora Hewlett Foundation; Ministério das Cidades. In: Lloyd Wright; Walter Hook. Manual de BRT: Guia de Planejamento (em português). 3ª. ed. [S.l.: s.n.], 2008. 898 pp. Visitado em 16 de dezembro de 2012.