Baía de Guantánamo

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Guantánamo e a base americana de Guantánamo Bay

A Baía de Guantánamo ou Guantânamo localiza-se ao sul da ilha de Cuba e possui uma área de 116 km².[1]

A baía foi arrendada de forma perpétua pelos Estados Unidos como área de mineração e estação naval em 23 de fevereiro de 1903, em troca do pagamento de 4 085 dólares por ano. Da base de Guantánamo, existe uma dependência chamada Navassa, ilha desabitada com 5 km², situada entre a Jamaica e o Haiti. É na base naval americana da baía que se encontram os prisioneiros das guerras do Afeganistão e Iraque. Fidel Castro tentou em vão desfazer a concessão, e desde então, em sinal de protesto, nunca utilizou o valor do aluguel pago pelos EUA, que se mantém no mesmo valor até hoje. Ao redor da base, encontra-se o único campo minado ainda existente em todo o ocidente.

A manutenção da Base Naval da Baía de Guantánamo não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, por isto, não há como fiscalizar o que acontece em seu interior. Os presos muitas vezes não possuem os direitos de consultar advogados, visitas ou até mesmo de um julgamento. Existem denúncias de tortura. Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos prisioneiros.

Tal situação tem requerido alguma atenção da mídia internacional, dada a suposta violação da convenção de Genebra e dos direitos humanos pelos Estados Unidos.

Base Naval[editar | editar código-fonte]

Campo delta em Guantánamo, uma base militar norte americana em solo cubano.

A cidade de Guantánamo tornou-se célebre após a implantação, a quinze quilômetros de distância,[necessário esclarecer] da Base Naval de mesmo nome pertencente aos Estados Unidos. É no interior desta base que se encontra a Prisão de Guantánamo (Campo Delta).

Prisão de Guantánamo[editar | editar código-fonte]

Desde janeiro de 2002, depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros (muitos são afegãos e iraquianos) acusados de ligação aos grupos Taleban (Taliban) e Al-Qaeda, numa área excluída ao controle internacional no que concerne às condições de detenção dos mesmos. Segundo a Cruz Vermelha internacional, e o próprio FBI,[2] estes prisioneiros são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra.[2] [3]

Segundo a Anistia Internacional, já se passaram mais de cinco anos desde que os primeiros detentos foram enviados pelos Estados Unidos à sua base naval na Baía de Guantánamo, em Cuba. Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação formal, e sem esperança de obter um julgamento justo. Segundo a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada"[4] [5]

Em 22 de janeiro de 2009, o recém empossado presidente Barack Hussein Obama determinou, a partir de Washington, DC, o fechamento do centro de detenção de Guantânamo o mais rápido possível, no mais tardar, no prazo de um ano a partir da data da ordem.[6] O presidente havia se comprometido a fechar o polêmico campo de detenção durante a sua campanha eleitoral.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]


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