Bacacheri (Curitiba)

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Bacacheri
—  Bairro do Brasil  —
Sede do Cindacta II em Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná.
Sede do Cindacta II em Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná.
Localização do Bacacheri em Curitiba
Localização do Bacacheri em Curitiba
Unidade federativa Paraná
Zona Leste
Distrito Boa Vista
Município Curitiba
Área
 - Total 6,98
População (2010)
 - Total 23 734
    • Densidade 33,10 hab/km²/km2 
 - Homens 11 032
 - Mulheres 12 702
Taxa de crescimento 0,028 (1991-2000)
Domicílios 9 126
Rendimento médio mensal R$ 2 158,56
Limites Bairro Alto, Boa Vista, Cabral, Hugo Lange, Jardim Social, Santa Cândida e Tingui.
Subprefeitura Boa Vista
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)[1] /

O Bacacheri é um bairro do município brasileiro de Curitiba, capital do Paraná. Localiza-se na subprefeitura do Boa Vista, sendo que está situado na região nordeste do município. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2010 era de 23 734 habitantes, cujo valor representava 1,4% do total do município e estava distribuído em uma área de 6,98 km². É famoso por abrigar o Aeroporto do Bacacheri, que realiza vôos domésticos para outros estados brasileiros.

Os primeiros tempos do bairro são confundidos com o fato de ser criada na região a Colônia Argelina de imigrantes, no ano de 1869. A colônia recebeu esse nome porque a maior parte dos seus habitantes era formada por franceses que vieram da Argélia, mas existiam também imigrantes da Alemanha, da Suíça, da Suécia, da Inglaterra e, depois, da Itália. A afirmação de que o bairro tem crescido e se desenvolvido ao longo da sua história, teve ligação, primordialmente, aos meios de transporte que transitavam pela estrada da Graciosa como caminho para o litoral do Paraná, fato que originou as lojas da zona comercial e os serviços públicos. O Parque dos Ingleses é atração principal na história do bairro.

No bairro localiza-se a Ordem Rosa Cruz e anexa à chamada loja de jurisdição de língua portuguesa está o museu egípcio cujo acervo guardado em seu interior está relacionado à utensílios da cultura egípcia antiga e uma múmia verdadeira. Muitos habitantes do bairro confundem a Ordem Rosa Cruz com a Maçonaria, motivo pela qual ambas as sociedades secretas têm a mesma filosofia.

O bairro é sede de importantes pontos de referência, conforme já citados anteriormente, são eles o Aeroporto do Bacacheri, o Parque General Iberê de Mattos, o Cindacta II e a Ordem Rosa Cruz. As principais vias públicas do bairro são a Avenida Prefeito Erasto Gaertner, a Avenida Francisco Albizu, a Rua Cláudio Chatagnier, a Rua Fagundes Varela, a Rua Paulo Ildefonso Assumpção, a Rua México, a Rua Nicarágua, a Rua Marcelino Nogueira e a Rodovia Régis Bittencourt.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A primeira vez que o bairro Bacacheri recebeu esse nome é uma referência a um documento datado de 1778, que se refere a uma escritura pública que vendeu um pedaço de área campestre na paragem da Vila Velha, no Atuba. Já no ano 1820, num relato escrito pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, estão as seguintes palavras: "… e parei num pequeno sítio denominado Bacacheri, nome derivado das palavras guaranis vaca e ciri, "vaca que escorregou".

Segundo o historiador Ermelino de Leão a palavra é derivada da língua tupi e tem o significado de rio pequeno, referindo-se ao rio Bacacheri que atravessa o bairro ao norte e a leste. Mas, a história conhecida pela maioria das pessoas, é uma referência à vinda dos imigrantes para Curitiba em meados do século XIX. Naquela época, falava-se uma diversidade de idiomas na cidade. Tentando praticar o aprendizado do idioma do novo país, por esses imigrantes estava acabando por produzir situações irônicas que começaram a participar do folclore da cidade. Uma delas conta que um dos antigos imigrantes franceses que eram colonizadores da região era proprietário de uma vaca de estimação que tinha o nome de Chèrie (querida, em francês), que certo dia tinha desaparecido. O dono partiu à procura de seu animal e a todos indagava de que se por acaso não viram sua "Vaca Chèrie". O sotaque transformou o entendimento da palavra vaca como "baca" e o "Chèrie" "cheri", dando origem à expressão "baca cheri", ou seja, Bacacheri.

Outra versão, que se iguala à primeira, também fazendo parte da história os imigrantes, refere-se ao mesmo animal. A atribuição desta versão é o nome do bairro Bacacheri dado por um certo produtor rural francês que era carinhoso por sua vaquinha. Em sua referência ao animal, pelo homem era dito minha "baca cherri". Num linguajar de confusão, "baca" significava "vaca" e "chèrie" é a palavra francesa que tem o significado de "querida". Os sons misturados produziram o nome Bacacheri.

Estas versões, apesar de sua manutenção e reprodução de geração em geração, se contestam com base em fatos históricos. De acordo com documentação, o nome Bacacheri teve criação de maneira prática um século antes de chegarem esses imigrantes e provavelmente o que pode ter acontecido é que foi afrancesado o termo "vacaciri" para Bacacheri, já que a colonização do bairro foi feita por imigrantes franceses.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação de Curitiba (1693)[editar | editar código-fonte]

Em 29 de março de 1693, como é mostrada na Ata, é a data da fundação oficial da Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, hoje Curitiba. Séculos depois, a Estrada da Graciosa atravessaria o território regional dos bairros Bacacheri e Tingüi. A Estrada da Graciosa foi uma das vias de transporte que serviam de ligação entre Curitiba e o Litoral do Paraná. Os viajantes passavam do Planalto de Curitiba para Paranaguá, o que fez com que fosse incentivado em criar estabelecimentos comerciais e de serviços que decidiram que o bairro crescesse, se progredisse e que viessem novas pessoas a morarem na região.

Paragem de Vila Velha (1778)[editar | editar código-fonte]

De acordo com o documento cujo título era Escritura de venda de um pedaço de campo na Paragem de Vila Velha, os curitibanos já conheciam o nome Bacacheri a partir da época em que os geógrafos chamavam o Brasil de América Portuguesa. Pela escritura, cuja data era de 12 de dezembro de 1778, é comprovado que foi vendido um terreno, que ficava entre o Bacacheri e o Atuba. Posteriormente, em 1858, em uma ata aprovada pela Câmara Municipal, o aparecimento do nome "Bacachery" ocorre de novo. A referência da ata é uma carta de foro que pediu 50 braças de terreno no rincão denominado "Josefá Quaresma" sobre a estrada que vem do Bacachery para o Cajuru. O destaque dos dois documentos comprova os atuais bairros do Bacacheri e do Tingüi como estrategicamente importantes. De um lado a região passava da área central de Curitiba para o litoral, e de outro, ligava-se com a diversidade de outras regiões da cidade.

Abertura da Estrada da Graciosa (1807)[editar | editar código-fonte]

Portal da Estrada Graciosa.

A antiga trilha da Graciosa entre o litoral e o campos de Curitiba era aquela que os indígenas e os desbravadores utilizavam nos séculos XVI e XVII. Nestes dois séculos os índios e os desbravadores o fecharam e o reabriram diversas vezes. Somente em 1807, com uma nova abertura, a Estrada da Graciosa impulsionou-se por se desenvolver. Em 1820, data em que passou o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire para Curitiba, a Estrada da Graciosa não dava por satisfeito, de maneira absoluta, ao trânsito que necessitava de segurança e que era motivo de ser defendido por representantes das Câmaras de Curitiba e Paranaguá. De 1854 para frente, a Estrada da Graciosa foi tecnicamente modificada no sentido de seu melhoramento e condicionamento ao trânsito de veículos. De 1866 até ser concluída em 1873, se modificou quase por completo, até que, em 1886, pela Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá foi substituída. O Caminho da Graciosa era uma das vias de transporte que servia de ligação entre Curitiba e Antonina.

Colônia Argelina de Imigrantes (1869)[editar | editar código-fonte]

Em 1869, foi a vez da criação da Colônia Argelina de imigrantes no território regional. A fundação da colônia foi realizada a 5 quilômetros da capital, na beira da Estrada da Graciosa, entre o Alto do Cabral e o Bacacheri. No núcleo argelino moravam 117 colonos agricultores, sendo que a maior parte dos imigrantes franceses veio da Argélia. É por isso que a colônia recebeu o nome. Além de franceses, havia a existência de imigrantes vindos da Alemanha, da Suíça, da Suécia, da Inglaterra, e depois da Itália. Pouco a pouco foi realizada a transferência dos colonos para outros lugares, com a permanência de somente certas famílias. De acordo com o relatório que o Presidente da Província do Paraná, Frederico José Cardoso de Araújo Abranches apresentou, em 15 de fevereiro de 1875, a prosperidade deste núcleo não teve sucesso porque a terra era estéril.

Casa Tod (1890)[editar | editar código-fonte]

Em 1865, na Escócia, a decisão dos cinco jovens amigos era uma viagem pelo mundo e o conhecimento da existência das coisas do outro lado do oceano Atlântico. Eram eles: Phelipe Tod, Frederico Fowler, James Good, R. Balster e George Joslin. O estabelecimento do grupo foi em 1866, nos arredores do Bacacheri, onde tiveram uma residência e um armazém. Phelipe Tod e Frederico Fowler tiveram a continuação do empreendimento comercial que batizaram de "Casa Tod". Onde quase paravam obrigatoriamente as pessoas que faziam descida ao litoral, os negócios do estabelecimento decaíram quando foi utilizada pelos viajantes a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, fazendo com que diminuísse o movimento da casa comercial. Como consequência, houve o afastamento do sócio Frederico Fowler do negócio, passando à propriedade do seu único sócio Phelipe Tod. Posteriormente, a propriedade de Phelipe Tod veio a receber o nome de "Parque Inglês". Outros dois marcos do Bacacheri, naquela mesma época, a "Cerâmica Colle" e a "Casa do Burro Bravo", um marco da história do bairro, onde teve o abrigo a partir de uma casa de prostituição até um lugar onde se produzia hortaliças.

Em busca da "Vaca Chérie" (1907)[editar | editar código-fonte]

Era o início do século XX e a Curitiba inteira conhecia a região. Ainda na vastidão e extensão dos campos que compuseram a vegetação original do local, pelos colonos era feito o trabalho da terra. Na região norte-ocidental do bairro Bacacheri, o belo tanque do Bacacheri já era há muitos anos, ponto em que se encontravam e se divertiam os habitantes de toda a Curitiba. Nas chácaras e fazendas, a quantidade que se considerava da criação de gado no Bacacheri tornou-se assunto para piadas que tiveram que explicar reforçadamente que a origem do nome do bairro era um francês que estava desesperadamente à procura de sua "vaca querida".

Mapa histórico de Curitiba (1915)[editar | editar código-fonte]

Em 1915, como é mostrada na carta geográfica da época, os geógrafos conheciam grande parte de Curitiba e a dividiam em colônias. Na área destacada no mapa, a região da extremidade setentrional tinha o nome do Bacachery, que a Estrada da Graciosa cortava. A Estrada da Graciosa é hoje a avenida Prefeito Municipal Erasto Gaertner. Na parte meridional, ficava a Colônia Argelina. As duas áreas o rio Bacacheri cortava. O aparecimento dos pontos ao longo do rio, na extremidade sul, indicavam que existia vegetação neste trecho. Naquela época as regiões de chácaras existiam muito e eram antecessoras das casas modernas no território regional.

Chegada da neve (1928)[editar | editar código-fonte]

A primeira vez que nevou na cidade de Curitiba do século XX foi em 1928, mais precisamente no dia 30 de julho às 19h30min, no horário de reunião para o jantar de muitas famílias. As pessoas abandonaram os pratos e a saída da maioria dos cidadãos da porta de suas casas enfrentou o frio, para estar presente durante a aproximação do acontecimento. No dia seguinte, a manhã da cidade pareceu uma noiva. A aparência dos jardins e dos campos era a de tapetes de algodão e quem gravou na memória o episódio foram aqueles que oportunamente presenciaram. Com a neve, as pessoas fizeram bonecos e tanto pelas crianças como pelos adultos foram organizadas batalhas como diversão.

Fundação do Aeroclube do Paraná (1932)[editar | editar código-fonte]

Depois que passaram quase 26 anos do voo do 14-Bis, as vinte pessoas que tiveram simpatia com o aerodesportismo, reuniram-se no interior da "Casa do Mate" (no Palácio Avenida), e foi fundada pelos aerodesportistas em 9 de janeiro de 1932, o Aeroclube do Paraná. Inicialmente, foram concentrados pela diretoria esforços para construir um campo de aviação e para adquirir aviões para treinar os pilotos, porque, naquela época, a aterrissagem dos aviões era feita em campos naturais do Boqueirão, Guabirotuba, Bacacheri e Portão. Após o exame de diversos lugares da cidade, os aerodesportistas escolheram uma área que localizava-se no fundos da Escola de Agronomia do Paraná. Consta que, os aerodesportistas ao consultar os que dirigiam a Escola, os dirigentes eram contra o fato de utilizar a área para objetivos de estranheza às suas atividades. Em 4 de abril de 1932, o Governo do Paraná assinou um Decreto Estadual que previa a doação de imóvel ao Aeroclube do Paraná, com uma área de 250 mil metros quadrados, nos fundos da escola agronômica, e mais uma faixa de seis metros para o acesso pela Estrada da Graciosa.

Antigo quartel do 5° Regimento de Aviação.

De maneira imediata os operadores de máquinas e os pedreiros começaram a terraplenar o terreno e construir um hangar provisório. Os operadores de máquinas prepararam as duas pistas, bem como a rua de acesso, dois pontilhões e um portão na entrada da Estrada da Graciosa. Cinco anos depois, em 1937, os pedreiros construíram um complexo militar, também no Bacacheri, para servir de abrigo ao 5° Regimento de Aviação, que fazia parte naquela época do Ministério do Exército, hoje Ministério da Defesa (Brasil).

Segunda Guerra Mundial (1940)[editar | editar código-fonte]

Em 1941, foi a vez da entrada do Brasil para participar da Segunda Guerra Mundial. Naquela época o governo brasileiro criou o Ministério da Aeronáutica, e o 5º Regimento de Aviação começou a destacar a Base Aérea de Curitiba, que situa-se no Bacacheri. Ali, se treinavam os soldados e enfermeiras que se alistavam na Força Expedicionária Brasileira. Tudo o que a guerra refletia e o fato de faltar alimentos, como farinha e açúcar, fizeram com que fossem atingidos os curitibanos. Pela maioria dos habitantes do Bacacheri e do Tingüi, como das demais regiões, foram trazidos do centro da cidade mantimentos e outros produtos que não eram fornecidos pela horta de suas residências, fazendo uso do bonde como importante meio de transporte. Em 1941, o Governo do Paraná fundou no Bacacheri uma escola que depois, no ano de 1955, recebeu o nome de Grupo Escolar Leôncio Correia.

Segunda metade do século XX (1953)[editar | editar código-fonte]

Os meados do século XX tiveram início há três anos. A mais importante via de transporte do Bacacheri, que antigamente as pessoas chamavam de Estrada da Graciosa, posteriormente Avenida Nossa Senhora da Luz - quando se prolongou e ligou com a BR-116 - passou a ser conhecida pelo seu nome atual: Avenida Prefeito Erasto Gaertner. Além da prefeitura de Curitiba mudar os nomes das ruas, o antigo caminho de terra foi substituído pelo asfalto que fora responsável por apagar as pegadas que os pioneiros faziam, mas foram trazidos pela via de transporte melhores condições de deslocar por um dos caminhos da história de Curitiba. Em 19 de maio de 1958, no bairro Vila Tingüi, os espíritas inauguraram o Centro Experimental de Estudos Espíritas Afonso Pena, que depois receberia o nome de Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas, que também recebeu o nome de Centro Espírita Doutor Leocádio.

Fundação do Colégio Nossa Senhora do Rosário (1957)[editar | editar código-fonte]

Colégio Nossa Senhora do Rosário.

Em outubro de 1955, Curitiba recebeu a chegada de Madre Inês de Jesus e de Madre Maria do Divino Coração para a visitação dos campos pantanosos da região noroeste de um bairro que se chama Bacacheri. O frei Guido Casali solicitou que as freiras visitassem o lugar, pois o desejo do religioso era construir um colégio em Curitiba. Em 22 de fevereiro de 1958 a presença das Irmãs se repetiu no bairro Bacacheri, desta vez para a sua participação da cerimônia com o objetivo de abençoar e lançar a pedra fundamental que permitiu que fosse construído o Instituto Nossa Senhora do Rosário. No dia 1º de agosto, as Irmãs deram início às aulas para 15 alunos do 1º ano primário e 4 do 2º ano. Em 1962, as religiosas implantaram o curso ginasial, em 1967 o ensino pré-escolar e, em 1974, com o ensino reformado, as freiras instalaram o 2º grau e o antigo primário e ginásio começaram a ser de 1º grau.

Mudança da Ordem Rosacruz ao Paraná (1960)[editar | editar código-fonte]

Detalhe do templo Rosacruz, situado no Bairro Bacacheri, em Curitiba.

Em 1960, foi recebido pelo Bacacheri um dos monumentos de maior imponência e importância. Após a sua fundação em 1956, no Rio de Janeiro, a Ordem Rosacruz - uma organização mística de ordem internacional, educacional, cultural e fraternal - foi transferida para o Bacacheri, em 1960. Na rua Nicarágua, os pedreiros começaram a construir a Grande Loja da Jurisdição dos Países de Língua Portuguesa, espaço que serve apenas para se comunicar com quaisquer dos membros lusófonos da AMORC. Em 1964, por participarem da Primeira Convenção Nacional Rosacruz, os maçons inauguraram os dois primeiros prédios da Ordem, que o portal de Akhenaton separa, sendo o da esquerda o Grande Templo e o da direita aquele tem como finalidade a administração.

Desenvolvimento urbano (1970)[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, pelo comércio do Tingüi e pela zona residencial do Bacacheri foram ganhados lugares, que, anos depois, virariam pontos de referência na região. Na Vila Tingüi, no dia 23 de março de 1973, a prefeitura de Curitiba inaugurou a Escola Municipal Eny Caldeira e, em 20 de maio de 1974, teve início o funcionamento do Supermercado Fantinato, empreendimento liderado pelo Sr. Lydio Octávio Fantinato. Quase quatro anos mais tarde, em 15 de maio de 1978, passou a funcionar o Comércio de Frutas e Verduras Tingüi, que a população local conhecia pelo nome de "Banca do Zico". No Bacacheri, os pedreiros construíram três maiores conjuntos residenciais, um de casas e dois de apartamentos,. O primeiro, as pessoas começaram a construir o Conjunto Residencial Solar em 1977, com capacidade para mais de 900 famílias. Na beira da Avenida Prefeito Erasto Gaertner e perto da base aérea, os pedreiros construíram o Conjunto Residencial Leônis, formado por 456 apartamentos, que se distribuíam em 38 blocos de três pavimentos. Com estilo arquitetônico nos moldes do Leônis, a prefeitura de Curitiba inaugurou em 22 de setembro de 1979, à margem da Avenida Canadá, o Conjunto Residencial Vênus, abrigando em seu interior 360 apartamentos.

Inauguração do Parque do Bacacheri (1988)[editar | editar código-fonte]

Tanque do Bacacheri, localizado no Parque General Iberê de Mattos.

No dia 26 de outubro de 1974, a Força Aérea Brasileira organizava no Aeroporto de Bacacheri, a 1ª Revoada Nacional de Velhas Águias, que visava a reunião de aviões antigos. Três dias foram marcados por shows aéreos e aviões antigos expostos ao público, o paraquedismo demonstrado e a Força Aérea Brasileira presente com a famosa Esquadrilha da Fumaça. Mas a permanência das novidades não estava apenas no ar. Em 5 de novembro de 1988, após ser construído em 90 dias, a prefeitura de Curitiba inaugurou o Parque General Iberê de Mattos — que seus visitantes conhecem como Parque Bacacheri — que uma de suas principais atrações era o "Tanque do Bacacheri", que a prefeitura recuperou nos moldes do antigo lago.

Casa do Burro Brabo (1998)[editar | editar código-fonte]

Na década de 1990, a infraestrutura da região do Bacacheri e Tingüi foi muito alterada e inovada. Uma das coisas mudou principalmente, em 20 de março de 1997, no principal caminho ao bairro Bacacheri, a Avenida Prefeito Erasto Gaertner, mudando de mão em trechos de seu traçado. Houve o aparecimento de unidades de saúde 24 horas, hipermercados e novas lojas em uma e outra rua. Na divisa entre o Bacacheri, o Tingüi e o Boa Vista a região teve contemplação com a sua Rua da Cidadania. Enquanto da passagem dos automóveis cada vez com maior rapidez pelas ruas e avenidas, as notícias publicadas nos jornais anunciavam que o "Burro Brabo" fosse preservado. Na região da Vila Tingüi, ocorria o surgimento de novos prédios e, no Bacacheri, já eram desapontados os primeiros arranha-céus. Nas esquinas, a discussão dos habitantes decidia se permanecesse ou não a base aérea, enquanto em templos, centros, igrejas ou seitas, habitantes de quaisquer dos cantos da cidade iam em direção à região para a tentativa de as almas voarem no território sagrado de Tingüi e Bacacheri.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Bacacheri é o vigésimo-segundo maior bairro em extensão territorial de Curitiba e está localizado no nordeste do município, mais precisamente na subprefeitura do Boa Vista. A área do bairro, segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), é de 6,98 km², 698,10 hectares e 6 981 000 m². Situa-se a 25°24'03" de latitude sul e 49°13'41" de longitude oeste e está a uma distância de 3 140 metros a nordeste do marco zero de Curitiba. Seus bairros limítrofes são Tingui e Santa Cândida, a norte; Jardim Social e Hugo Lange a sul; Bairro Alto a leste; Boa Vista e Cabral, a oeste.

A delimitação do bairro de acordo com o decreto municipal nº 774, de 1975 é a seguinte: ponto inicial na confluência da Rua Cel. Romão R. O. Branco e Av. Nossa Sra. da Luz. Segue pela Av. Nossa Sra. da Luz, Estrada de Ferro Curitiba - Rio Branco do Sul, Av. Paraná, Ruas Fernando de Noronha, 29 de Junho, Miguel Jorge, rua sem nome, Começo da Avenida Prefeito Erasto Gaertner. final da Av. Monteiro Tourinho paralela ao Rio Bacacheri, rua sem nome do conjunto Solar, Marginal da BR-116, Av. Edegard Stelfeld, Ruas Osório Duque Estrada, Langue de Morretes, Cel. Temístocles de Souza Brasil, Cel. Romão R. O. Branco, até o ponto inicial.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Bacacheri.

No Bacacheri há grande variação de altitude, sendo que o bairro é cercado por altos morros na metade sul, nos extremos norte e leste, e as maiores altitudes estão no extremo oeste. A altitude máxima chega aos 950 metros e a altitude mínima se encontra no Conjunto Residencial Solar, com 895 metros. A leste e norte da localidade passa o Rio Bacacheri, com suas águas impróprias para banho e pesca. Pertence à Bacia do Atuba-Bacacheri, onde o principal acidente geográfico empresta seu nome ao bairro. O Bacacheri é banhado pelo rio do mesmo nome que nasce no extremo oeste do município de Colombo e desagua no Rio Atuba. Passando por vários outros bairros de Curitiba, como o Tarumã, o Bairro Alto, o Tingui, o Boa Vista, o Barreirinha e o Cachoeira. Os afluentes do rio Bacacheri existentes no território do bairro do mesmo nome são:

Atualmente o rio sofre com a grande quantidade de resíduos, na maioria de origem domiciliar. Por exemplo, no ano de 2007 foram realizadas três limpezas no rio Bacacheri e retirados no total 1500 quilos de resíduos, entre os principais: sacolas plásticas, madeira, embalagens, garrafas pet, resto de comida, etc.

Clima e vegetação[editar | editar código-fonte]

O clima do Bacacheri, assim como o curitibano, é caracterizado, como um clima temperado marítimo ou clima subtropical de altitude (Cfb) de acordo com a classificação climática de Köppen, tendo temperatura média anual de 16,5 °C com invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas.

O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 19,9 °C, sendo a média máxima de 25,8 °C e a mínima de 16,3 °C. E o mês mais frio, julho, de 12,2 °C, sendo 18,3 °C e 7,8 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição. A precipitação média anual é de 89 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 9,5 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 150,1 mm.

O Bacacheri está situado no domínio vegetacional denominado floresta ombrófila mista, composto por estepes gramíneo-lenhosas pontuadas por capões de florestas com araucária, além de outras formações, como várzeas e matas ciliares. Na vegetação local ainda aparecem remanescentes do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que resistiram à ação civilizadora dos tempos atuais. As araucárias estão a norte do Parque General Iberê de Mattos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População[editar | editar código-fonte]

Vista parcial do Bairro Bacacheri com a zona residencial.

Em 2010, a população do bairro foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 23 734 habitantes,[1] sendo comparável a cidades paranaenses como Itaperuçu, Cambará, Piraí do Sul, Santa Helena e Ortigueira.[2] Dentre os 75 bairros que Curitiba se subdivide, o Bacacheri não estava sequer entre os 10 mais populosos, englobando 1,46% da população municipal. A área ocupada pelo Bacacheri era de 6,98 km², sendo então a densidade demográfica de 33,10 habitantes por km².[1]

Dos 23 734 habitantes, 11 032 eram homens (46,5% do total) e 12 702 mulheres (53,5%). A razão de sexo era de 86,85. Dentre os homens, a faixa etária predominante era a de pessoas que tinham entre 25 e 29 anos, que envolvia 4,2% do total. Entre as mulheres esta também é a que predomina, reunindo 4,58% do total da população do sexo feminino. Ainda segundo o IBGE, no ano de 2010 havia no total 846 domicílios.[1]

Religião[editar | editar código-fonte]

Sede da Grande Loja de Jurisdição de Língua Portuguesa da AMORC.

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o bairro, assim como o distrito e município, está situado na Arquidiocese de Curitiba. Curitiba é a sede da arquidiocese do mesmo nome,[3] que compreende outros onze municípios[3] e 136 paróquias.[4] No bairro também há 14 igrejas de outras religiões,[5] sendo que o Bacacheri é atendido por três paróquias e um santuário: a Paróquia de São Pedro e São Paulo, no Tingüi; a Paróquia de Santo Antônio, no Boa Vista; a Paróquia do Senhor Bom Jesus, no Cabral; e o Santuário Nossa Senhora da Salette, no Jardim Social.[6]

Também há os mais diversos credos protestantes, reformados e outros, como a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, a Espiritismo, a Igreja Congregacional, a Igreja Messiânica Mundial, a Seicho-No-Ie, a Igreja Evangélica Avivamento Bíblico, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Presbiteriana Independente, a Igreja Batista, e a Igreja Metodista, entre outras. Existem ainda cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Escola Municipal Jaguariaíva, localizada no Conjunto Residencial Solar.

Não há nenhum hospital localizado no bairro, havendo apenas sete unidades de saúde, dentre as quais podemos citar a Unidade Municipal de Saúde do Bacacheri e a Unidade de Saúde Boa Vista, assim como todas as existentes em todo o município de Curitiba, são administradas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), oferecendo atendimentos e consultas básicas à população e serviços de enfermagem, além de servirem como posto de vacina durante campanhas de vacinação. Eventualmente a unidades organizam palestras e campanhas educativas com foco à área da saúde.

Na área da educação, o bairro conta com apenas cinco instituições de ensino: um colégio público estadual, um colégio particular, uma escola pública estadual e duas escolas municipais: o Colégio Estadual Leôncio Correia, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, a Escola Estadual Nossa Senhora da Salete, a Escola Municipal Jaguariaíva e a Escola Municipal Eny Caldeira. No decorrer do ano as instituições de ensino também organizam eventos voltados à comunidade, como campanhas de conscientização ambiental e palestras educativas.

Serviços, comunicação e segurança[editar | editar código-fonte]

20º Batalhão de Infantaria Blindado.

O Bacacheri está a cerca de 7 km da sede da 3ª Companhia do 20º Batalhão de Polícia Militar, que tem um efetivo de 26 747 pessoas e é subordinada ao 1° Comando Regional de Polícia Militar, localizado no Bairro Alto. A Polícia Militar do Paraná, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social. O bairro conta com importantes unidades do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira como o 20º Batalhão de Infantaria Blindado, o Cindacta II e o Parque Regional de Manutenção da 5ª Região Militar.

O serviço de abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Já o serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). O código de área (DDD) do bairro e de Curitiba é 041 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) vai de 82510-000 a 82600-360. Em janeiro de 2009 toda a Região Metropolitana de Curitiba passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de DDD 41. No Bacacheri está situada uma das várias agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Curitiba, que localiza-se na Rua Holanda e atende ainda a bairros próximos, como o Bairro Alto, o Cabral e o Boa Vista. Também há disponibilidade de acesso à internet por uma rede com tecnologia wireless (sem fio).

Além de receber sinal de diversas rádios e de várias emissoras de televisão aberta em Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), está situada no bairro das Mercês a sede da RPC TV Paranaense, afiliada à Rede Globo. Na RPC TV Paranaense é transmitido um dos principais telejornais da região, do estado e do país: o Paraná TV, com notícias da região e do estado. Ainda há, em Curitiba e no Bacacheri, sinais de várias rádios, se destacando emissoras locais, como a CBN Curitiba, a Transamérica Light Curitiba e a E-Paraná FM.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Sede do Cindacta II.

O Bacacheri ou mesmo a subprefeitura Boa Vista conta com o Aeroporto do Bacacheri, que atende a movimentação de pequenas e médias aeronaves e está localizado a 7 km do centro da capital. No início da década de 1930, no bairro curitibano do Bacacheri foi estabelecido uma base área para aviação militar, utilizando a área do antigo Colégio Agrícola Estadual (onde era situado em Curitiba na época), que já possuía uma pista para pouso e decolagens de aeronaves. Em 1942, passou a ser integrado como propriedade do Ministério da Aeronáutica. Em 31 de março de 1980, devido a ampla utilização por aeronaves civis, a administração da Base Aérea do Bacacheri passou a ser de responsabilidade da Infraero, sendo a partir de então a receber o nome atual.

Curitiba possui uma das maiores estações rodoviárias do Brasil, a Estação Rodoviária de Curitiba, localizada no bairro do Jardim Botânico, sendo atendido com saídas diárias regulares para as principais cidades do Paraná, do Brasil e de outros países da América do Sul, fazendo da capital paranaense um ponto de partida, de chegada ou de escala. Por meio de vias de transporte o bairro conecta-se com a Avenida Paraná, a Avenida Prefeito Erasto Gaertner, a Avenida Francisco Albizu, a Rua Cláudio Chatagnier, a Rua Fagundes Varela, a Rua Paulo Ildefonso Assumpção, a Rua México, a Rua Nicarágua, a Rua Marcelino Nogueira e a BR-116.

O transporte coletivo do município e do bairro é feito pela Rede Integrada de Transporte. Há no bairro, ao longo da Avenida Paraná, cinco estações tubo a saber: Estação Tubo Fernando de Noronha, Estação Tubo Antônio Lago, Estação Tubo Boa Vista, Estação Tubo Gago Coutinho e Estação Tubo Holanda. A Estação Tubo Antônio Lago somente estará ativada depois que a prefeitura de Curitiba implantar a linha de ônibus Ligeirão Norte, expresso que fará o percurso do trajeto do bairro Santa Cândida até a Estação Bento Viana. A estação tem como localização geográfica a Avenida Paraná, no limite entre os bairros Bacacheri, Boa Vista e Santa Cândida, e serve como ponto onde embarcam e desembarcam passageiros que vêm a bordo do expresso Santa Cândida-Capão Raso.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os principais pontos turísticos do bairro são o Cindacta II, o Aeroporto do Bacacheri, a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis e o Parque Bacacheri.

O CINDACTA II tem como área de atuação os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e partes de São Paulo. Para se ter uma ideia, os Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) são unidades que executam atividades de controle do tráfego aéreo comercial e militar, vigilância do espaço aéreo e comando das ações de defesa aérea no Brasil.

O Aeroporto do Bacacheri atende a movimentação de pequenas e médias aeronaves e está localizado a 7 km do centro da capital. No início da década de 1930, no bairro curitibano do Bacacheri foi estabelecido uma base área para aviação militar, utilizando a área do antigo Colégio Agrícola Estadual (onde era situado em Curitiba na época), que já possuía uma pista para pouso e decolagens de aeronaves. Em 1942, passou a ser integrado como propriedade do Ministério da Aeronáutica. Em 31 de março de 1980, devido a ampla utilização por aeronaves civis, a administração da Base Aérea do Bacacheri passou a ser de responsabilidade da Infraero, sendo a partir de então a receber o nome atual.

Portal do Parque General Iberê de Matos.

A atual GLP nasceu com o nome de Grande Loja do Brasil (GLB) em 1956 no Rio de Janeiro. Após oito anos, em 1964, ela foi transferida para Curitiba, quando foi construída a sua sede própria. A loja se divide em várias partes além do templo, tais como: Prédio da Administração da GLP; Museu Egípcio e Rosacruz; Templo Rosacruz e Heptada Martinista com o Portal de Aquenáton ao centro; Auditório Harvey Spencer Lewis; Biblioteca Alexandria; Espaço de Arte Francis Bacon; Memorial no Bosque Rosacruz; Morada do Silêncio, Chaminé da Serra (Serra do Mar).

O Parque Bacacheri tem uma área de com 152 mil m2[7] e é a principal referência do bairro (de mesmo nome) que é considerado um dos mais antigos da cidade e que já foi uma colônia de franceses (originários da Argélia) com o nome de Colônia Argelina[8] . Até meados do século XX o local era chamado de Tanque do Bacacheri, pois ali era formado um pequeno lago em meio ao percurso do Rio Bacacheri. Com algumas reformas e a implantação de melhorias, a prefeitura inaugurou, em 1988, o Parque General Iberê de Mattos que anos mais tarde ganhou um nome de referência que é mais conhecido que a denominação oficial: Parque Bacacheri[9] . Com uma infraestrutura de recreação e lazer para os moradores locais e turistas, o parque oferece desde pista de caminhada até canchas de volei e futebol de areia, contando, também, com lanchonetes, bica d'água, lago, churrasqueiras e playground[10] .

Galeria de fotos do Bacacheri[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de novembro de 2011). Sinopse dos dados - Setor: 410690205040062 - Bacacheri. Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Censo 2010 - Paraná (PDF). Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  3. a b Arquidiocese de Curitiba. Mapa. Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  4. FERNANDES, José Carlos (27 de julho de 2013). A geração que bagunçou a paróquia Gazeta do Povo. Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  5. Apontador.com.br. Igrejas,Templos e Instituições Religiosas em Bacacheri, Curitiba, PR. Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  6. Arquidiocese de Curitiba
  7. Gazeta do Povo Infografia (18 de julho de 2010). Seção - Saiba Mais - Veja mais informações sobre o Parque Bacacheri. Página visitada em 13 de novembro de 2010.
  8. Daliane Nogueira da Gazeta do Povo (18 de julho de 2010). Novas obras em bairro antigo. Página visitada em 13 de novembro de 2010.
  9. Parque do Bacacheri Parques de Curitiba - acessado em 13 de novembro de 2010
  10. Parque do Bacacheri (Curitiba) WikiMapia - acessado em 13 de novembro de 2010

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FENIANOS, Eduardo Emílio. Bacacheri: Tingui: vamos voar.... Curitiba, PR: UniverCidade, 2000. 52 p. (Bairros de Curitiba; 19)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]