Baduário

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Baduário
Nacionalidade Império Bizantino
Cônjuge Arábia
Ocupação General
Título
Soldo de Justino II (r. 565–578)

Baduário (em latim: Baduarius) foi um aristocrata bizantino, genro do imperador bizantino Justino II (r 565–578). Teófanes, o Confessor, o chamou erroneamente de irmão.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Talvez filho ou neto dum general homônimo em atividade na Cítia Menor no ano de 528, Baduário foi registrado pelo poeta épico latino Flávio Crescônio Coripo como sucessor de Justino em seu cargo de curopalata imediatamente após a ascensão deste ao trono bizantino, em 14 de novembro de 565. À época, já detinha o título de patrício.[1] Por volta de 566/567, Baduário recebeu as ordens de reunir um exército no baixo Danúbio (Mésia Secunda e Cítia Menor) para auxiliar os gépidas contra os lombardos. Os bizantinos venceram a primeira batalha, porém o rei gépida, Cunimundo, recusou-se a devolver Sirmio, tal como havia se comprometido. Sem qualquer auxílio para combater os lombardos e os ávaros, Cunimundo foi derrotado e morto. O papel desempenhado por Baduário nesta campanha é obscuro; pode ter sido um mestre dos soldados da Ilíria (magister militum per Illyricum), um mestre dos soldados desvinculado a qualquer território, ou o questor do exército (quaestor exercitus).[2]

Ocupando o cargo de conde do estábulo, em 573, foi enviado à Itália pouco tempo depois para resistir à conquista lombarda da península. Os lombardos, no entanto, o derrotaram em combate no ano de 576, e ele veio a morrer pouco depois.[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Baduário havia se casado com a filha de Justino, Arábia, com quem pode ter tido uma filha, Firmina, atestada por uma única inscrição datada de 564.[3] O texto é obscuro: contém uma palavra grega que pode ser lida como "γενημένη" ou "γενόμενη" de Arábia. O termo "γενημένη" significa "nascido de", e formaria a frase "Firmina, filha de Arábia", enquanto "γενόμενη" significa "que se tornou". O acadêmico britânico Cyril Mango apresentou a leitura da frase como "Firmina, que se tornou ama de Arábia".[4]

Referências

  1. a b c Martindale 1992, p. 164
  2. Martindale 1992, p. 162, 364
  3. Martindale 1992, p. 102, 484
  4. Shahîd 1995, p. 319 (nota 45)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martindale, John Robert; Jones, Arnold Hugh Martin; Morris, J.. The Prosopography of the Later Roman Empire: Volume III: A.D. 527–641. Cambridge: Cambridge University Press, 1992. vol. 3. ISBN 978-0-521-20160-5.

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