Baependi

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Município de Baependi
"Terra de Nhá-Chica e de lindas paisagens"
Foto: Cachoeira do Caldeirão

Foto: Cachoeira do Caldeirão
Bandeira desconhecida
Brasão de Baependi
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 2 de maio de 1856
Gentílico baependiano
Prefeito(a) Marcelo Faria Pereira (PPS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Baependi
Localização de Baependi em Minas Gerais
Baependi está localizado em: Brasil
Baependi
Localização de Baependi no Brasil
21° 57' 32" S 44° 53' 24" O21° 57' 32" S 44° 53' 24" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião São Lourenço IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aiuruoca, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Cruzília e São Tomé das Letras[2]
Distância até a capital 330 km
Características geográficas
Área 751,748 km² [3]
População 18 292 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 24,33 hab./km²
Altitude 893 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,742 alto PNUD/2000 [5]
PIB R$ 134 672,067 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 7 222,57 IBGE/2008[6]
Página oficial

Baependi é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, sua população é de 18 292 habitantes.[4]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do município é uma referência ao rio Baependi, que atravessa o município. "Baependi" é um termo oriundo do termo tupi mba'eapiny, que significa "rio do monstro marinho" (mba'eapina, monstro marinho indígena + 'y, rio).[7]

História[editar | editar código-fonte]

De acordo com relatos sertanistas, a região sul-mineira ficou conhecida pelos europeus a partir de 1601. Até então, a região era habitada pelos índios puris.[8] A conquista europeia de Baependi aconteceu, no entanto, em fins do século XVII, por volta de 1692, quando os paulistas Antonio Delgado da Veiga, seu filho João da Veiga e o tio de Miguel Garcia Velho, o capitão Manoel Garcia Velho, partiram de Taubaté, em São Paulo, em busca de ouro. Transpondo a Serra da Mantiqueira, alcançaram um sítio que chamaram Maependi.

Cidade remanescente do chamado Ciclo do Ouro em Minas Gerais, Baependi se desenvolveu ao longo do caminho da Estrada Real - a primeira grande via de comunicação regular no Brasil -, que ligava a região das minas a Paraty, no Rio de Janeiro, porto de onde saía o ouro em direção à Europa.

O madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó (1715), capitão-mor e provedor dos quintos do Registro da Mantiqueira, foi um dos primeiros moradores do local. Foi considerado o fundador da cidade, por ter erguido as suas primeiras construções. A mineração foi, paulatinamente, substituída pela agricultura e pela criação de gado. Destacou-se a grande lavoura do tabaco, que fez de Baependi o centro produtor da Província de Minas Gerais e que representou importante fonte de riqueza até meados do século XIX.

Atualmente, a economia do município é baseada na agricultura, no comércio, no artesanato, na comercialização de pedras de quartzito e no turismo, já que a beleza natural é o forte da cidade, cercada de montanhas, matas, rios e inúmeras cachoeiras. O artesanato é uma importante atividade econômica em Baependi. As peças feitas em bambu, palha de milho e tronco de cafeeiro são distribuídas em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e capitais da Região Nordeste do Brasil.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Baependi possui diversos bairros, sendo os mais conhecidos Lavrinha, Ponte, Lava Pés, Cohab, Palmeira, São Pedro, Índia, Gamarra, Piracicaba, Belém, Roseveelt, Vargem Grande, Barro Vermelho, Vale Formoso, Seival, Pinhal, Itaúna, Rosetinha, Moreiras, Casa Branca, Serra da Paula (Serra da Careta), Chapéu, entre outros.

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

Baependi já era paróquia com funções eclesiásticas desde 1723. O sentimento de profunda religiosidade marca a história da cidade desde os primeiros tempos, traduzido pelos costumes de seu povo. A cerimônia da Semana Santa em Baependi acontece há mais de duzentos anos, sendo uma das mais tradicionais de Minas Gerais. As procissões diárias acompanhadas de banda de música e coro, a representação da Paixão e Morte de Jesus Cristo, o canto da Verônica, o soar dos sinos e o som das matracas, revelam a fé e a tradição baependianas.

Os templos, debruçados pelas ladeiras esguias, parecem guardar a cidade e seus habitantes. O Santuário de Nossa Senhora Conceição, mais conhecido como Igreja de Nhá Chica, é o mais visitado pelos fiéis, que também se encantam com a arquitetura e o acervo da Igreja Matriz Nossa Senhora do Montserrat (1754). As igrejas baependianas - da Matriz, de Nossa Senhora da Boa Morte (1815) e do Rosário (1820) - tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico, representam bens de grande valor para um povo que considera Nhá Chica o seu maior patrimônio espiritual.

Atualmente, o pároco é o Padre José Douglas Baroni, natural de Varginha, em Minas Gerais. O vigário paroquial é o padre Wesley. Ambos administram a igreja, na qual se encontram os restos mortais de Nhá Chica.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Inspirado nos clubes cariocas, Baependi conta hoje com dois tradicionais clubes de futebol. São eles: o Botafogo (fundado em 1951, alvinegro) e o América Futebol Clube (clube fundado também nos anos 1950, com as cores vermelho e branco).

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município faz parte do Circuito das Águas[9] e é servido pelas rodovias federais BR-267, BR-354 e BR-383.[10] O acesso à sede do município é feito pelas rodovias estaduais AMG-1030 e AMG-1045.[11]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (2009). Mapa Político do Estado de Minas Gerais (PDF). Página visitada em 8 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. a b Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 546.
  8. [1] Blog-do-netuno.blogspot.com.
  9. Circuito Turístico das Águas Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Página visitada em 25 de janeiro de 2011.
  10. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais. Mapa Rodoviário de Minas Gerais - quadro 23. Página visitada em 14 de janeiro de 2011.
  11. Rodovias estaduais de acesso DER-MG. Página visitada em 25 de janeiro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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