Baixo Guandu

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Município de Baixo Guandu
"Guandu"
Vista da Igreja Matriz de São Pedro

Vista da Igreja Matriz de São Pedro
Bandeira de Baixo Guandu
Brasão de Baixo Guandu
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de abril de 1935 (79 anos)
Fundação 8 de junho de 1935
Gentílico guanduense
Prefeito(a) Barros Neto (PCdoB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Baixo Guandu
Localização de Baixo Guandu no Espírito Santo
Baixo Guandu está localizado em: Brasil
Baixo Guandu
Localização de Baixo Guandu no Brasil
19° 31' 08" S 41° 00' 57" O19° 31' 08" S 41° 00' 57" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Noroeste Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião Colatina IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Pancas;
Noroeste: Resplendor;
Oeste: Aimorés e Itueta;
Sul: Laranja da Terra;
Leste: Colatina e Itaguaçu.
Distância até a capital 186 km
Características geográficas
Área 917,07 km² [2]
Distritos Alto Mutum Preto, Distrito-Sede, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal.
População 31 126 hab. estatísticas IBGE/2013[3]
Densidade 33,94 hab./km²
Altitude 78 m
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,702 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 308 440 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 10 570 97 IBGE/2011[6]
Página oficial

Baixo Gundu é um município brasileiro no interior do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião do Noroeste Espírito-Santense e Microrregião de Colatina e localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 180 km. Ocupa uma área de 917,07 km², sendo que 6,48 km² estão em perímetro urbano,[7] e sua população foi estimada em 2013 em 31 126 habitantes, sendo que em 2010 era o 22º mais populoso do estado.[3]

A sede tem uma temperatura média anual de 23,8 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 77% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com 20 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,702, considerando-se como alto em relação ao estado.

A região começou a ser desbravada no final do século XVIII, porém foi somente na segunda metade do século XIX que ocorreu de fato o povoamento do lugar, em decorrência dos constantes conflitos com os índios botocudos. Na década de 1870, sob incentivo de José Vieira de Carvalho, vieram para as terras guanduenses fluminenses do município de Cantagalo, que fundaram colônias onde cultivavam cereais, cana de açúcar e o café. Pouco tempo depois vieram imigrantes, em sua maioria italianos, que também colaboraram no desenvolvimento das culturas agrícolas. Em decorrência do crescimento econômico e social, em 1915 cria-se o distrito de Baixo Guandu, subordinado a Colatina, que veio a ser emancipado em 1935.

Atualmente Baixo Guandu tem o comércio e a mineração de pedras ornamentais como principais fontes de renda. Anualmente é palco de eventos com relevância regional, tais como o aniversário da cidade, a Festa de São Pedro e a ExpoGuandu, sendo que as cachoeiras, situadas na zona rural, e as pedras e montanhas, propícias a escaladas e saltos, são seus principais atrativos turísticos.

História[editar | editar código-fonte]

Origens e pioneirismo[editar | editar código-fonte]

A colonização da região do atual município de Baixo Guandu tem início entre o final do século XVIII e começo do século XIX, período marcado pelas bandeiras que adentravam o interior brasileiro.[8] O lugar era um importante ponto de parada para os bandeirantes, oferecendo ótimos resultados de caça e, no leito do Rio Doce, pescado e água. Conflitos entre os viajantes (muitos oriundos do Rio de Janeiro) e os índios botocudos, primitivos habitantes da região, eram constantes e para evitá-los criaram-se, no ano de 1800, os chamados "quartéis". Foram estes conflitos que fizeram com que fracassassem todas as tentativas governamentais de povoamento até meados da década de 1860.[8]

Em 1859, criou-se a mando de Dom Pedro II o chamado Aldeamento do Mutum, situado na foz do Rio Mutum Preto, cujo objetivo era catequizar os indígenas, que pouco tempo mais tarde foi desativado devido à precariedade e a ataques dos próprios índios. Apesar disso, aos poucos os nativos passaram a se familiarizar com a civilização.[8]

Na década de 1870 o lugar passou a ser ocupado por fluminenses de Cantagalo sob incentivo de José Vieira de Carvalho, que apostava nas riquezas naturais da região do Rio Doce e necessitava de terras novas onde aplicar sua atividade. Os fluminenses foram responsáveis pela criação de diversas colônias, onde floresciam culturas de cereais, cana de açúcar e, nas terras mais altas, o café.[8] Outro fator que favoreceu o desenvolvimento do lugar foi o fato de estar localizado no meio de uma das principais vias (por terra e por rio) que ligava o interior mineiro aos portos do litoral capixaba, sendo que em 1907 chega à localidade os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).[8] Também nesta época chegam os primeiros imigrantes, a grande maioria italianos. O chamado Núcleo Colonial "Afonso Pena" foi repartido em lotes que foram vendidos aos italianos, franceses e espanhóis.[8]

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Embarque e desembarque de passageiros na estação ferroviária de Baixo Guandu: a EFVM chegou ao atual município na década de 1910.

Dado o crescimento populacional e econômico constante da localidade, foi criado, pela lei estadual nº 1045, de 9 de dezembro de 1915, o distrito de Baixo Guandu, subordinado ao município de Colatina. O distrito foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 6152, de 10 de abril de 1935, sendo oficialmente instalado em 8 de junho do mesmo ano.[9] Desde a criação do distrito muitos movimentos separatistas atuaram em prol da elevação de Baixo Guandu à categoria de cidade.[8]

Quando emancipado Baixo Guandu era composto apenas pelo Distrito-Sede. Os primeiros distritos a fazerem parte do município foram Ibituba (antigo Afonso Pena) e Quilômetro 14 do Mutum (também conhecido por Mascarenhas, seu nome original), adquiridos do território de Colatina pelo decreto lei estadual nº 9222, de 31 de março de 1938. Pela lei estadual nº 752, de 30 de novembro de 1953, cria-se o distrito de Alto Mutum Preto, com território desmembrado do distrito de Quilômetro 14 do Mutum, e a a partir da lei estadual nº 1952, de 13 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Vila Nova do Bananal. Atualmente há cinco distritos, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal, além do Distrito-Sede.[9]

Após a emancipação[editar | editar código-fonte]

Praça da Matriz em 2012.

Baixo Guandu foi a primeira cidade brasileira a receber água tratada com flúor em 1953, com o intuito de diminuir a incidência de cáries, principalmente entre as crianças. O benefício foi alcançado pela administração guanduense que tentava alcançar o feito desde a década de 1940, quando foi iniciado o tratamento de água potável no Espírito Santo por meio do Serviço Especial de Saúde Pública.[8] [10]

Desde 1926 Baixo Guandu possuía uma usina hidrelétrica, a Usina Hidrelétrica Von Luztow, construída por Belarmino Pinto. Esta foi expandida na década de 50, cujas obras foram executadas pela Lutzow S.A.; concluídas com auxílio da Cia. Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.) após uma crise. Com a expansão, a UHE passou a alimentar, além de Baixo Guandu, o município de Resplendor.[8]

Baixo Guandu contou com dois marcos culturais em sua história. O Cine Alba foi construído pelas famílias Holz e Kunkel e inaugurado em 1954, sendo então considerado a melhor casa do gênero no estado; havia 800 cadeiras estofadas com modernos sistemas de som, iluminação e ventilação. Além das atrações cinematográficas, também era um dos principais palcos de shows com artistas regionais ou nacionalmente conhecidos, porém veio a ser fechado na década de 1990.[8] O outro marco continua em funcionamento e é o Canaã Social Clube, inaugurado em 10 de abril de 1953. Inicialmente era frequentado exclusivamente pela elite social, porém com o passar do tempo se tornou uma das principais áreas de recreação, integração e lazer do município. Em 2000 passou por reformas e ampliações, porém mantendo sua arquitetura e modelo original. [8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 917,07 km², sendo que 6,48 km² constituem a zona urbana e os 910,59 km² restantes constituem a zona rural.[2] [7] Situa-se a 19°31'07" de latitude sul e 41°57'00" de longitude oeste[7] e está a uma distância de 186 quilômetros a oeste da Vitória. Seus municípios limítrofes são Pancas, a norte; Resplendor, a noroeste; Aimorés e Itueta, a oeste; Laranja da Terra, a sul; e Colatina e Itaguaçu, a leste.[11] [12]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Guandu em Baixo Guandu.

O relevo do município de Baixo Guandu é predominantemente ondulado. Aproximadamente 50 % do território guanduense é coberto por áreas onduladas, 33 % são mares de morros ou montanhas, 12 % são terras planas e 5 % zonas escarpadas. A altitude máxima chega aos 900 metros, enquanto que a altitude da Sede é de 77 metros.[11] O solo é do tipo latossolo vermelho-amarelo, distrófico, com fertilidade média e acidez moderada, sendo o pH em torno de 5.[11]

Influenciado pelas condições geológicas, geomorfológicas e pedológicas, o município de Baixo Guandu conta com uma considerável variedade de rios e riachos de pequeno ou médio porte, com leitos bem encaixados e muitos nascendo dentro do próprio território. Grande parte destes mananciais menores são importantes para a agricultura, uma vez que as águas são usadas para irrigação. Porém alguns destes estão sujeitos a diminuição da capacidade em decorrência de períodos de estiagem prolongados. Os principais cursos d’água que compõem a rede de drenagem guanduense são o Rio Doce, Rio Guandu, Rio Laje e o Rio Mutum.[11] [12]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados diários de chuva registrados
em Baixo Guandu por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 100,6 mm 07/01/1986 Julho 56,6 mm 19/07/1941
Fevereiro 117,8 mm 03/02/2002 Agosto 57,0 mm 30/08/1990
Março 100,2 mm 12/03/1987 Setembro 69,0 mm 12/09/1972
Abril 136,6 mm 14/04/1980 Outubro 107,4 mm 25/10/1990
Maio 65,7 mm 10/05/2010 Novembro 105,7 mm 02/11/2010
Junho 83,2 mm 04/06/2013 Dezembro 133,3 mm 24/12/2013
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)[13] [14] [15] [16] [17]

O clima guanduense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido, ou tropical com estação seca (tipo Aw segundo Köppen),[18] tendo temperatura média anual de 23,8 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas.[19] [20] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26,2 °C, sendo a média máxima de 32,1 °C e a mínima de 20,4 °C. E o mês mais frio, julho, de 20,7 °C, sendo 27,4 °C e 14,1 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[21]

A precipitação média anual é de 1 140,6 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 21,0 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 211,3 mm.[21] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em agosto de 2011, por exemplo, a precipitação de chuva em Baixo Guandu não passou dos 0 mm.[22] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.[23]

Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1941 o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Baixo Guandu foi de 136,6 mm, no dia 14 de abril de 1980.[24] Outros grandes acumulados foram de 133,3 mm, em 24 de dezembro de 2013;[25] 117,8 mm, em 3 de fevereiro de 2002;[26] e 111,4 mm, em 3 de fevereiro de 1980.[27]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

A vegetação original do território do município é a Mata Atlântica em transição com cerrado. No entanto, a região de Baixo Guandu vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais e do desmatamento objetivando a expansão agropecuária. Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental. Também foram criados programas de reflorestamento e houve a elaboração de cinturões verdes.[11] [12]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 26 958
1980 25 933 -3,8%
1991 27 121 4,6%
2000 27 819 2,6%
2010 29 081 4,5%
Est. 2013 31 126 11,9%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[3] [28]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 29 081 habitantes.[29] Segundo o censo daquele ano, 14 220 habitantes eram homens e 14 861 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 10 779 habitantes viviam na zona urbana e 3 441 na zona rural.[29] Já segundo estatísticas divulgadas em 2013, a população municipal era de 31 126 habitantes, sendo o 22º mais populoso do estado e o segundo mais populoso da Microrregião de Colatina.[3] Da população total em 2010, 6 738 habitantes (23,17%) tinham menos de 15 anos de idade, 19 486 habitantes (67,01%) tinham de 15 a 64 anos e 2 857 pessoas (9,82%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 73,7 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,9.[30]

Casas populares na região do bairro Valparaíso.

A composição étnica do município foi bastante influenciada pela chegada de imigrantes oriundos de vários países da Europa entre os séculos XIX e XX, em especial italianos.[8] Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população guanduense era composta por 11 827 brancos (40,67%); 1 970 negros (6,77%); 107 amarelos (0,37%); 15 148 pardos (52,09%); 25 indígenas (0,09%); e quatro sem declaração.[31] Considerando-se a região de nascimento, 28 457 eram nascidos na Região Sudeste (97,85%), 318 na Região Nordeste (1,09%), 69 no Norte (0,24%), 31 no Centro-Oeste (0,11%) e 22 no Sul (0,08%). 22 425 habitantes eram naturais do estado de Espírito Santo (77,21%) e, desse total, 16 639 eram nascidos em Baixo Guandu (57,22%).[32] Entre os 6 656 naturais de outras unidades da federação, Minas Gerais era o estado com maior presença, com 5 776 pessoas (19,86%), seguido pelo Rio de Janeiro, com 211 residentes (0,73%), e pela Bahia, com 188 habitantes residentes no município (0,65%).[33]

Fachada noturna da Igreja Matriz de São Pedro.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Baixo Guandu é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,702, sendo o 52º maior do estado capixaba. Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,670, o valor do índice de longevidade é de 0,811 e o de renda é de 0,637.[4] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 47,7% e em 2010, 86,3% da população vivia acima da linha de pobreza, 9,0% encontrava-se na linha da pobreza e 4,8% estava abaixo[34] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,491, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[35] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 52,0%, ou seja, 11,8 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 4,4%.[34]

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de Baixo Guandu está composta por: 14 787 católicos (50,85%), 11 295 evangélicos (38,84%), 2 335 pessoas sem religião (8,03%), 28 espíritas (0,10%) e 2,18% estão divididas entre outras religiões.[36] [37] Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Diocese de Colatina, que foi criada em 23 de abril de 1990.[38] A cidade faz parte da Área Pastoral Linha Ita, que se subdivide em seis paróquias, sendo que a Paróquia São Pedro corresponde a Baixo Guandu.[39] Suas origens estão bastante ligadas à história do catolicismo no município. Em 1887, foi construída a primeira capela, na atual Praça Getúlio Vargas, sendo que em 1917, a comunidade passou a fazer parte da então Paróquia de Colatina, vindo a ser elevada à categoria de paróquia em 26 de junho de 1937. Em 1942, é construída a Igreja Matriz de São Pedro, que atualmente é o principal templo religioso da cidade e sede da Paróquia São Pedro, além de um referente marco arquitetônico.[40]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Conselho Tutelar de Baixo Guandu.

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[41] Em 2012, o candidato que venceu as eleições no município foi José de Barros Neto, o Neto Barros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo eleito prefeito com 60,31% dos votos válidos (11 447 votos).[42] [43]

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por onze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[44] ) e está composta da seguinte forma:[45] três cadeiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); duas cadeiras do Partido da República (PR); duas cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma cadeira do Partido Republicano Progressista (PRP); uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma do Partido Social Democrático (PSD); e uma do Partido Social Democrata Cristão (PSDC).[45] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[45]

A cidade se rege ainda por lei orgânica, que foi promulgada em 5 de abril de 1990 e entrou em vigor nesta mesma data,[46] e é sede da Comarca de Baixo Guandu, instalada em 31 de dezembro de 1943.[47] Havia 24 785 eleitores em abril de 2013, o que representava 0,938% do total do estado do Espírito Santo.[48]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Baixo Guandu é subdividida em cinco distritos, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum, a Sede e Vila Nova do Bananal. O Distrito-Sede era o mais populoso, reunindo 23 013 habitantes e 8 669 domicílios particulares no ano de 2010, segundo o IBGE, seguida por Ibituba, com 1 899 pessoas e 875 domicílios.[49]

A cidade ainda se divide em 15 bairros oficiais, segundo a prefeitura, sendo eles: Alto Guandu, Centro, Industrial, Mauá, Operário, Residencial Ricardo Holz, Rosário I, Rosário II, Santa Mônica, São José, São Pedro, São Vicente, Sapucaia, Val Paraíso e Vila Kennedy.[50]

Distritos de Baixo Guandu (IBGE/2010)[49]
Distrito
Habitantes
Domicílios
particulares
Homens Mulheres Total
Alto Mutum Preto 948 875 1 823 747
Ibituba 983 916 1 899 875
Quilômetro 14 do Mutum 601 581 1 182 532
Sede 11 092 11 921 23 013 8 669
Vila Nova do Bananal 596 568 1 164 511

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto (PIB) de Baixo Guandu é o 27º maior do estado do Espírito Santo, destacando-se na área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2011, o PIB do município era de R$ 308 440 mil.[51] 17 991 mil reais eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 10 570,97.[51] Em 2010, 64,92% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 7,58%.[30]

Salários juntamente com outras remunerações somavam 52 422 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,8 salários mínimos. Havia 685 unidades locais e 672 empresas atuantes,[52] além da presença de 4 agências de instituições financeiras, segundo o IBGE em 2012.[53] Em 2010, 67,64% das residências sobreviviam com menos de salário mínimo mensal por morador (6 323 domicílios), 25,08% sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa (2 345 domicílios), 2,74% recebiam entre três e cinco salários (256 domicílios), 1,39% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos (130 domicílios) e 3,16% não tinham rendimento (295 domicílios).[54]

Setor primário
Produção de cana-de-açúcar, milho e mandioca (2011)[55]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Cana-de-açúcar 60 3 600
Milho 500 1 200
Mandioca 15 900

A pecuária e a agricultura representam o setor menos relevante na economia de Baixo Guandu. Em 2011, de todo o PIB da cidade, 50 024 mil reais era o valor adicionado bruto da agropecuária,[51] enquanto que em 2010, 24,96% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.[30] Segundo o IBGE, em 2011, o município contava com cerca de 51 675 bovinos, 1 250 equinos, 15 asininos, 400 muares, 2 655 suínos, 359 caprinos e 550 ovinos. Havia 22 050 aves, dentre estas 9 700 eram galos, frangas, frangos e pintinhos e 12 350 galinhas, sendo que destas foram produzidas 57 mil dúzias de ovos de galinha. 13 050 vacas foram ordenhadas, das quais foram produzidos 13 500 mil litros de leite. Também foram produzidos 180 quilos de mel de abelha.[56] Ainda há presença da piscicultura nos rios do município.[12]

Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (3 600 toneladas produzidas e 60 hectares cultivados), o milho (1 200 toneladas produzidas e 500 hectares plantados) e a mandioca (120 toneladas rendidas e 15 hectares cultivados), além do tomate (800 toneladas produzidas e 10 hectares cultivados), arroz (175 toneladas produzidas e 50 hectares cultivados) e feijão (170 toneladas rendidas e 200 hectares cultivados).[55] Já na lavoura permanente destacam-se o café (7 320 toneladas produzidas e 6 200 hectares colhidos), o coco (1 215 toneladas produzidas e 90 hectares colhidos) e a banana (400 toneladas produzidas e 40 hectares colhidos), sendo cultivados ainda cacau, goiaba, laranja e manga.[57]

Setores secundário e terciário
Avenida Carlos Medeiros, centro de Baixo Guandu, onde se concentra parte do movimento comercial no município.

A indústria, em 2011, era o segundo setor mais relevante para a economia do município. 64 698 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário.[51] As principais indústrias guanduenses estão relacionadas ao açúcar, café, embalagens de material plástico, segmentos de temperos e condimentos, calcário e mármore.[58] Segundo estatísticas do ano de 2010, 4,23% dos trabalhadores de Baixo Guandu estavam ocupados no setor industrial extrativo e 7,26% na indústria de transformação.[30]

O desenvolvimento industrial vem sendo incentivado pelo governo municipal que, em parceria com o Governo Federal e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), oferece cursos de qualificação e capacitação técnica, auxiliando na formação de mão de obra especializada. Também vem sendo estudada a implantação de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no município.[58]

O comércio sempre foi uma das principais fontes de renda da cidade e se vê fortalecido desde a época da chegada da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), sendo que, juntamente com o setor de prestação de serviços, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento social e econômico observado nos últimos anos. Há uma considerável presença de micro e pequenas empresas.[11] [12] Em 2010, 10,36% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,82% nos setores de utilidade pública, 12,89% no comércio e 32,71% no setor de serviços[30] e em 2011, 175 727 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.[51]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Habitação e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Caminhão do serviço de coleta de lixo de Baixo Guandu.

No ano de 2010, a cidade tinha 9 329 domicílios particulares permanentes. Desse total, 8 707 eram casas, 21 eram casas de vila ou condomínios, 595 eram apartamentos e 26 eram habitações em cortiços. Do total de domicílios, 6 038 são imóveis próprios (5 779 próprios já quitados e 259 em aquisição); 1 721 foram alugados; 1 574 foram cedidos (734 cedidos por empregador e 840 cedidos de outra forma) e 38 foram ocupados de outra maneira.[59] Parte dessas residências contava com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. 7 529 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água (80,70% do total); 9 214 (98,76%) possuíam banheiros para uso exclusivo das residências; 7 530 (80,71% deles) eram atendidos por algum tipo de serviço de coleta de lixo (seja pela prefeitura ou não); e 9 323 (99,93%) possuíam abastecimento de energia elétrica.[59]

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Baixo Guandu.[60] Em 2011, a taxa de homicídios no município foi de 26,9 para cada 100 mil habitantes, ficando no 29º lugar a nível estadual e no 594° lugar a nível nacional.[61] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 2,2, sendo o 52° a nível estadual e o 2092° a nível nacional.[62] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 14,6 para cada 100 mil habitantes, ficando no 54° a nível estadual e no 1582° lugar a nível nacional.[63] Por força da Constituição Federal do Brasil, o município possui uma Guarda Municipal, que tem função de proteger os bens, serviços e instalações públicas.[64]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Unidade de Saúde da Família Alexandre de Paula Vieira.

Em 2009, o município possuía 20 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo que 17 unidades de saúde eram públicas e três privadas. Três estabelecimentos faziam parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e no total existem 150 leitos para internação.[65] Em 2012, 98,8% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.[66] Em 2010 foram registrados 391 nascidos vivos,[35] sendo que o índice de mortalidade infantil a cada mil crianças menores de cinco anos de idade era de 12,8.[66] Em 2010, 5,69% das adolescentes de 10 a 17 anos tiveram filhos (todas acima dos 14 anos) e a taxa de atividade em meninas entre 10 e 14 anos era de 8,19%.[30] Em 2012, 0,5% das 4 969 crianças pesadas pelo Programa Saúde da Família estavam desnutridos.[34]

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Baixo Guandu era, no ano de 2011, de 4,9 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,1 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,2; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,0.[67] Em 2010, 2,81% das crianças com faixa etária entre seis e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental.[30] A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 71,7% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 98,5%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 9,2% para os anos iniciais e 15,9% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 25,4%.[67] Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 46,30% tinham completado o ensino fundamental e 30,11% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 9,87 anos esperados de estudo.[30]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 7 820 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 418 frequentavam creches, 665 estavam no ensino pré-escolar, 253 na classe de alfabetização, 117 na alfabetização de jovens e adultos, 4 196 no ensino fundamental, 1 282 no ensino médio, 211 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 206 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 106 na especialização de nível superior e 366 em cursos superiores de graduação. 21 261 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 3 031 nunca haviam frequentado e 18 230 haviam frequentado alguma vez.[68] O município contava, em 2012, com 5 784 matrículas nas instituições de ensino da cidade,[69] sendo que dentre as 41 escolas que ofereciam ensino fundamental, 18 pertenciam à rede pública estadual, 21 à rede municipal e duas às redes privadas. Dentre as quatro escolas que forneciam o ensino médio, três pertenciam à rede estadual e uma à rede privada.[69]

Educação de Baixo Guandu em números (2012)[69]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 737 74 25
Ensino fundamental 4 065 280 41
Ensino médio 982 67 4

Serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

Agência dos Correios em Baixo Guandu.

O serviço de abastecimento de energia elétrica do município é feito pela Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. (Escelsa). A empresa atua ainda em outros 69 municípios do estado do Espírito Santo.[70] O serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade são feitos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) guanduense,[71] sendo que a cidade foi a primeira do Brasil a receber fluoretação da água para abastecimento público, em outubro de 1953.[72]

O código de área (DDD) de Baixo Guandu é 027[73] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) é 29730-000.[74] No dia 1º de setembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outros municípios com o mesmo DDD. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[75]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Estação Ferroviária de Baixo Guandu, inaugurada em 1910.

A frota municipal no ano de 2012 era de 12 426 veículos, sendo 5 255 automóveis, 524 caminhões, 140 caminhões-tratores, 1 089 caminhonetes, 144 caminhonetas, 28 micro-ônibus, 4 017 motocicletas, 842 motonetas, 64 ônibus, 32 utilitários, cinco tratores de rodas e 286 classificados como outros tipos de veículos.[76] A cidade possui transporte coletivo, que é de responsabilidade da Empresa Viação Guanduense Ltda. (Guantur).[77] Duas rodovias passam por Baixo Guandu, sendo elas a BR-474 (que interliga o Espírito Santo, a região do Vale do Rio Doce, a Região Metropolitana do Vale do Aço e a Zona da Mata mineira); a Rodovia Desembargador Lourival de Almeida (liga Baixo Guandu a Laranja da Terra); a ES-446 (liga Baixo Guandu à Rodovia Isidoro Binda e, posteriormente, a Itaguaçu, Colatina e ao litoral); e a Rodovia Pedro Nolasco (principal ligação de Baixo Guandu a Colatina, à BR-101 e ao litoral).[78]

Desde o começo do século XX Baixo Guandu conta com transporte ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), tendo saídas diárias ligando Belo Horizonte a Vitória. A estação da cidade foi inaugurada em 1º de junho de 1910, sendo que hoje a EFVM é a via de viagem mais barata possível para as cidades que contem com estação.[79] Também há um pequeno aeródromo, o Aeroporto de Baixo Guandu/Aimorés, que situa-se em Baixo Guandu, próximo à divisa com Aimorés, mas é administrado pela prefeitura das duas cidades. Foi construído entre 1967 e 1968 e está restrito para operação de aeronaves de pequeno porte e em voo livre, mas especula-se uma reforma no aeroporto, que deverá contar com pátio com gates e parkim para aviões de pequeno e médio porte.[80]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Manifestações culturais[editar | editar código-fonte]

Morros, montanhas e fazendas na zona rural guanduense.

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Baixo Guandu, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos.[81] Os principais eventos são as comemorações do aniversário da cidade, em abril (com a realização de shows, exposições, espetáculos culturais, campeonatos esportivos e sorteios);[82] o Rodeio de Baixo Guandu, em junho (organizado desde 2002, com a realização de shows e exposições);[83] a festa de São Pedro, padroeiro municipal, em junho;[81] as festas juninas, em junho ou julho;[84] [85] a ExpoGuandu, em setembro ou outubro (com shows, feiras de artesanato, concursos e expositores de animais e produtos agrícolas);[86] as comemorações do dia das crianças, em 12 de outubro; e as celebrações de Natal e Reveillon, em dezembro.[87]

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural guanduense. Há associações que reúnem artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, sendo que por vezes o artesanato municipal é destaque em feiras e exposições com relevância nacional.[88] Segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas em Baixo Guandu eram o bordado, trabalhos com argila e construção de produtos envolvendo material reciclável.[89]

Instituições e atrativos[editar | editar código-fonte]

A chamada Secretaria de Esporte e Lazer é o órgão em complementação ao processo legislativo que versa o setor cultural do município.[90] Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca pública e dois estádios ou ginásios poliesportivos, segundo o IBGE em 2005.[91] Também há presença de bandas e grupos de capoeira.[92]

Baixo Guandu, juntamente com os municípios de Águia Branca, Alto Rio Novo, Colatina, Governador Lindenberg, Mantenópolis, Marilândia, Pancas e São Domingos do Norte, faz parte da Região Turística Doce Pontões Capixaba, que foi criada em 2009 pela Secretaria de Turismo do Espírito Santo com o objetivo de estimular as manifestações culturais e o turismo ecológico na região destas cidades.[87] Os principais atrativos naturais guanduenses são as cachoeiras, situadas na zona rural, e as pedras e montanhas, cujo relevo favorece escaladas e saltos.[81] [93]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Baixo Guandu há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados são o dia do aniversário da cidade, comemorado em 10 de abril; o dia de Corpus Christi, celebrado em data móvel em maio ou junho; e o dia de São Pedro, padroeiro municipal, em 29 de junho.[94] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[95] [96]

Panorama da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) em Baixo Guandu
Panorama da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) em Baixo Guandu

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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