Balé da Cidade de São Paulo

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O Balé da Cidade de São Paulo é um dos Corpos Estáveis do Teatro Municipal de São Paulo.

Foi criada em 1968 como uma companhia de balé clássico, porém em 1974 foi transformada numa companhia contemporânea, mantendo-se assim até hoje. Atualmente é dirigida por Iracity Cardoso.

Histórico[editar | editar código-fonte]

São Paulo, uma cidade cosmopolita, dinâmica, contemporânea, onde a miscigenação cultural está presente cada esquina. Essas características, estão presentes, também, na companhia de balé que leva seu nome, o Balé da Cidade de São Paulo.

Com 39 bailarinos, mais a equipe técnica, sob a direção de Mônica Mion, a companhia tem em seu currículo 10 turnês internacionais e mais de 57 prêmios. Possui em seu repertório, obras de coreógrafos conceituados, sucesso de crítica e público. Uma trajetória respeitada, que em 2008, completou 40 anos.

Entretanto, assim como a metrópole que representa, o Balé da Cidade de São Paulo, sofreu enormes transformações desde seu nascimento, em 1968. Criado pelo Brigadeiro Faria Lima, no auge da ditadura militar, o Corpo de Baile, como foi nomeado, seguia o estilo europeu, com coreografias clássicas que acompanhavam as óperas encenadas no Theatro Municipal.

Mas, como diz o lema de São Paulo, “Não sou conduzido. Conduzo”. Com pouco mais de um ano a companhia ganhou autonomia e passou a fazer apresentações independentes e cinco anos depois, apesar de reconhecida internacionalmente, o estilo clássico não se afinava à realidade e diversidade da cidade de São Paulo.

Em 1974 – sob direção de Antonio Carlos Cardoso, Iracity Cardoso e Marilena Ansaldi –, o clássico deu lugar ao contemporâneo e a companhia expressava a arte da dança como um sentimento que está ligado aos conflitos da época e da sociedade em que vive. E esses valores estão presentes até hoje.

Após essas mudanças internas o Corpo de Baile mudou o nome para Balé da Cidade de São Paulo.

A década de 80, foi marcada pelo experimentalismo. Com Klauss Vianna – que assumiu a direção em 1982 – os bailarinos eram encorajados a contribuir com suas próprias idéias coreográficas. Ler jornais, exercitar a expressão verbal, discutir assuntos relacionados à realidade pessoal, social ou da própria classe artísticas, tornaram-se parte do dia-a-dia do elenco. Para ele dançar é conseqüência de uma busca interna: “Ninguém chega ao universal sem encontrar a sua própria identidade”.

Por estar ligado a Prefeitura Municipal de São Paulo, o BSCP sofre interferências a cada troca de mandado. Na gestão Jânio Quadros, todo o corpo do Theatro Municipal – incluindo o BCSP – foi proibido de apresentar-se fora da cidade de São Paulo e de contratar homossexuais.

No final da década de 80, a companhia encontrava-se estagnada e perdera seus traços marcantes e mais admiráveis: o perfil multicoreográfico do repertório, a abertura para vários criadores e linguagens, e a ousadia de enfrentar territórios artísticos desconhecidos.

Em 1999, à procura de novas tendências da dança, o Balé da Cidade renova seu grupo de bailarinos, entretanto mantêm seu elenco inicial com bailarinos experientes para compor uma nova companhia, a Cia. 2. Essa nova companhia busca até hoje a prática de questões atuais que envolvem o universo da dança, como a troca de experiência com artistas do Brasil e exterior visando abrir novos horizontes para a dança brasileira. Junto com a Cia 2, o BCSP renova-se, desenvolve trabalhos paralelos, gratuitos e abertos ao público em geral, como: oficinas, cursos, debates, encontros com personalidades, ações sociais, intercâmbio com universidades, mostras de coreografia, fotografia, vídeo, dinamizando seu espaço e partilhando seu patrimônio pessoal e cultural com a população da cidade.

Atual direção[editar | editar código-fonte]

Monica Mion ocupa sua direção desde o início de 2001, e foi grande coadjuvante nesse período de transformação do Balé da Cidade. Está junto à companhia desde 1976 como bailarina, e foi também ensaiadora e assistente de coreografia ao longo desses anos. Como disse o ex-diretor do Balé da Cidade, Rui Fontana, “Acredito que poucos artistas que pertenceram ao Balé da Cidade, em qualquer tempo, teriam mais direito de ocupar essa posição do que ela: artista de coragem admirável, intérprete de incontáveis méritos e bailarina extraordinária”.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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