Balada de Leithian

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A Balada de Leithian, no inglês Lay of Leithian, é um poema incompleto escrito por J.R.R.Tolkien, e significa Libertação do Cativeiro. Conta a história do amor entre o homem mortal Beren, e a donzela elfa Lúthien. O poema consiste em cerca de 4200 versos. Foi publicado após a morte de Tolkien no livro The Lays of Beleriand. Sua precedência é encontrada nos manuscritos do conto Galês Culhwch and Olwen e Red Book of Hergest e no primitivo White Book of Rhydderch.

Título[editar | editar código-fonte]

O título do poema, leithian, é uma palavra em élfico que deriva de Leithia, que significa libertar. Foi traduzido como 'Libertação do Cativeiro pelo autor. Não se sabe a que o título se refere, portanto há muitas interpretações possíveis.

Além disso, o título carrega uma forte semelhança com a palavra Leithian, o nome para a Inglaterra em versões antigas da mitologia de Tolkien. Talvez essa semelhança fosse intencional.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Depois da ruína de sua terra na Batalha das Chamas Repentinas, Beren fugiu para o reino de Doriath. Lá ele encontrou a elfa Lúthien, e se apaixonaram um pelo outro. Thingol, pai de Lúthien, não queria que sua filha se case com um homem mortal. Então ele pede uma Silmaril a Beren, uma das jóias abençoadas que Morgoth havia roubado dos Elfos, como um preço pela sua filha. Com a ajuda de Huan e de Finrod Felagund, Beren e Lúthien derrotaram Sauron e vieram a Angband, onde roubaram uma Silmaril da coroa de Morgoth. O poema interminado acaba quando encontram o lobo Carcharoth nos portões de Angband Além da história principal, o poema também conta muitos eventos que aconteceram antes, como o encontro de Thingol e Melian, o Juramento de Fëanor, o retorno dos Noldor, a Guerra de Beleriand e o duelo de Fingolfin e Morgoth

Análise[editar | editar código-fonte]

O poema consiste em mais de 4200 versos octâmetros iâmbicos. É escrito em rimas paralelas, do tipo aa bb

Criando o poema[editar | editar código-fonte]

Tolkien trabalhou na Balada de Leithian do verão de 1925 até setembro de 1931, quando abandonou o poema com apenas 13 cantos completos, dos 17 planejados. Durante a composição ele fez melhorias nas partes já existentes, parcialmente baseado nas críticas do seu amigo C.S. Lewis que leu o poema em 1929. Nos anos 50, após a publicação de O Senhor dos Anéis, ele retomou o trabalho no poema, do qual reescreveu muitas passagens, particularmente do segundo, que expandiu e dividiu em dois. Apesar disso, seu poema nunca ficou numa forma completa ou definida.

Publicação[editar | editar código-fonte]

Em 1937, Tolkien mandou a versão da Balada de Leithian junto com uma versão em prosa da ainda não terminada parte do poema para sua editora Allen & Unwin que havia pedido mais material do seu mundo ficcional após o sucesso de O Hobbit. Como Tolkien não havia anexado nenhuma informação adicional no texto, o leitor a quem foi dado o poema acreditou que fosse uma tentativa de recontar a versão em prosa, que ele achou ser um conto Celta. Apesar de ter aplaudido a versão em prosa, ele criticou a em verso, e, portanto, o poema foi engavetado.

Em 1985 a balada foi publicada postumamente em The Lays of Beleriand, o terceiro volume da série The History of Middle-earth. As duas versões do poema são dadas como independentes, e o desenvolvimento deles é comentado com detalhes por Christopher Tolkien.

Ver também[editar | editar código-fonte]