Balança corrente

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Em contabilidade nacional, a balança corrente é uma das três balanças primárias que compõem a balança de pagamentos, juntamente com a balança de capital e a balança financeira. Por sua vez, a balança corrente é composta pela balança de bens, a balança de serviços, a balança de rendimentos e a balança de transferências correntes.[1] Portanto, esta balança inclui as transacções que têm um carácter regular com o resto do mundo como as exportações, as importações, os rendimentos dos factores produtivos e transferências unilaterais.[2]

A balança corrente é um dos principais indicadores sobre o comércio internacional de um país. Quando esta apresenta um saldo positivo, vulgo superavit externo, então indica que os seus os activos no estrangeiro aumentaram, e vice-versa. Também é de notar que uma balança corrente negativa implica que a economia do país está a ser financiado por poupança externa.[3]

Composição[editar | editar código-fonte]

Os quatro componentes da balança corrente são:[4]

  • Balança de bens: registra as exportações e as importações de mercadorias;
  • Balança de serviços: contabiliza as prestações de serviço, entre as quais turismo e transporte;
  • Balança de rendimentos: agrega as transacções que correspondem a rendimentos decorrentes de activos que residentes possuem no exterior e estrangeiros no território nacional;
  • Balança de transferências: regista as transferências unilaterais, ou seja, aquelas que não correspondem a rendimentos dos factores de produção ou destinam-se a pagamentos. Como exemplo temos as remessas dos emigrantes.[5]

Países[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Balança corrente portuguesa desde 1995 a 2011.

A economia portuguesa não registra um superavit externo desde 1993. Entre 1999, ano de adesão ao euro, e 2011, ano do regaste financeiro executado pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional, o saldo médio do período é de -9,7% do produto interno bruto.[6] Economistas como Paul de Grauwe argumentam que foi a combinação de défices externos persistentes e elevados e a adopção de uma moeda que não controlam, que criou uma situação propícia à crise europeia.[7]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  1. Estatísticas da balança de pagamentos. Banco de Portugal. Página visitada em 8 de Abril de 2012.
  2. Santos, Susana. Conceitos da contabilidade nacional: Uma aplicação a Portugal. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, 2011. p. 11. ISSN 2182-1356 Página visitada em 8 de Abril de 2012.
  3. Santos, J., A. Pina, J. Braga, M. St. Aubyn. Macroeconomia. 3ª ed. Lisboa: Escolar Editora, 2010. Capítulo: 1 - Contabilidade nacional. , p. 13-14. ISBN 978-972-592-295-8
  4. Santos, J., A. Pina, J. Braga, M. St. Aubyn. Macroeconomia. 3ª ed. Lisboa: Escolar Editora, 2010. Capítulo: 7 - Economia aberta com preços fixos: o modelo de Mundell-Flemming. , p. 197-200. ISBN 978-972-592-295-8
  5. Manual de Procedimentos das Estatísticas de Operações com o Exterior pp. 35-36. Banco de Portugal.
  6. World Economic Outlook Database: September 2011. Fundo Monetário Internacional. Página visitada em 8 de Abril de 2012.
  7. de Grauwe, Paul (4 de Maio de 2011). Governance of a Fragile Eurozone (em inglês). Página visitada em 9 de Abril de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]