Balantidium coli

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Balantidium coli wet mount.jpg

Classificação científica
Reino: Protista
Filo: Ciliophora
Classe: Ciliata
Subclasse: Holotricha
Ordem: Trichostomatida
Família: Balantiididae
Género: Balantidium
Espécie: B. coli
Nome binomial
Balantidium coli
(Malmsten, 1857)

Balantidium coli é um protista ciliado causador da balantidiose, uma infecção do intestino grosso do homem. Os parasitas se multiplicam no intestino, produzindo cistos (1); os trofozoítos (2) são formas infectantes; os cistos e trofozoitos são amplamente eliminados nas fezes, podendo contaminar o ambiente e transmitir a infecção a outros hospedeiros.

A infecção se manifesta com febre, anorexia, náuseas, vômitos e diarréia que pode evoluir à disenteria (fezes com muco, pus e sangue); os casos graves manifestam-se com desidratação e hemorragias intestinais; a doença pode assumir forma crônica. O diagnóstico é feito pela visualização de trofozoitos e/ou cistos nas fezes.

A prevenção se faz pela higiene adequada, cozimento de alimentos, fervura da água, tratamento dos doentes.

O tratamento é feito com tetraciclina, 30 a 50 mg/kg. por dia, por dez dias alternativamente e em crianças, metronidazol, 20 mg/kg por dia, por sete dias. Além do uso medicamentoso para atingir a cura da parasitose, recomenda-se fazer uma dieta láctea ( muitas vezes apenas a dieta já cura o indivíduo ), pois o Balantidium coli só se alimenta do amido.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O Balantidium coli é um organismo composto por uma única célula. Ele pode se apresentar de duas formas básicas: o trofozoíto e o cisto. O trofozoíto mede cerca de 60 a 100 micrômetros (µm) de comprimento por 50 a 80 µm de largura. Toda a sua superfície externa é recoberta por cílios. Na sua extremidade anterior existe uma fenda em direção ao citóstomo; próximo a extremidade posterior apresenta um citopígio. No meio intracelular, apresenta várias organelas, vacúolos digestivos e dois núcleos: o macro e o micronúcleo. O cisto é mais ou menos esférico, medindo cerca de 40 a 60 µm de diâmetro. Sua parede é lisa e, internamente, encontra-se o macronúcleo.1

Patogenia[editar | editar código-fonte]

O Balantidium Coli causa uma infecção do intestino grosso do homem. Os parasitas se multiplicam no intestino, produzindo cistos (1); os trofozoítos (3) são formas infectantes; os cistos e trofozoitos são amplamente eliminados nas fezes, podendo contaminar o ambiente e transmitir a infecção a outros hospedeiros.

A infecção se manifesta com febre, anorexia, náuseas, vômitos e diarréia que pode evoluir à disenteria (fezes com muco, pus e sangue); os casos graves manifestam-se com desidratação e hemorragias intestinais; a doença pode assumir forma crônica.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

O parasito Balantidium coli, causa a balantidíase, uma infecção que acomete o intestino grosso humano. Os casos humanos se relacionam, em geral, com a presença de porcos infectados.O cisto é a forma de resistêcia do parasito e a forma infectante, o trofozoíto é a forma que se alimenta, movimenta e se reproduz. Os cistos são eliminados em fezes formadas e o trofozítos são eliminados em fezes diarréicas.

Importância médica[editar | editar código-fonte]

O balantidium coli é um protozoário ciliado, parasita do intestino grosso dos suínos, que normalmente não causa doença. Eventualmente o parasita pode causar ulcerações de mucosa e disenteria. Não apresenta especificidade de hospedeiro, assim ocasionalmente pode parasitar o homem e também os bovinos.

Controle[editar | editar código-fonte]

Se faz através da higiene adequada das mãos e dos alimentos, do pleno cozimento de alimentos, da fervura ou filtração da água, do tratamento dos doentes e de porcos (possíveis reservatórios do parasito), de programas de educação sanitária e melhoria do saneamento ambiental.

Diagnóstico Laboratorial[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico da balantidíase é feito através da visualização de trofozoítos ou de cistos no exame de fezes ou no tecido coletado durante a endoscopia

Referências

  1. Neves 2005, p. 181

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Neves, David Pereira; Alan Lane de Melo, Pedro Marcos Linardi, Ricardo W. Almeida Vitor. Parasitologia Humana (em português). 11º ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005. Capítulo: Balantidium coli. , 494 p. ISBN 8573797371
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