Bananeiras

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Município de Bananeiras
Bandeira de Bananeiras
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 16 de outubro
Fundação 16 de outubro de 1879
Gentílico bananeirense
Prefeito(a) Douglas Lucena (PPS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Bananeiras
Localização de Bananeiras na Paraíba
Bananeiras está localizado em: Brasil
Bananeiras
Localização de Bananeiras no Brasil
06° 45' 00" S 35° 37' 58" O06° 45' 00" S 35° 37' 58" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Agreste Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Brejo Paraibano IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Solânea
Municípios limítrofes Borborema, Solânea, Dona Inês, Pirpirituba e Belém.
Distância até a capital 141 km
Características geográficas
Área 257,981 km² [2]
População 21 854 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 84,71 hab./km²
Altitude 552 m
Clima tropical chuvoso com verão seco[4]
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,599 baixo PNUD/2000 [5]
PIB R$ 81 965,084 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 677,71 IBGE/2008[6]
Página oficial

Bananeiras é um município brasileiro do estado da Paraíba. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2013 sua população está estimada em 22.012 habitantes distribuídos em uma área territorial de 258 km². Localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 141 km de João Pessoa, 150 km de Natal e a 70 km de Campina Grande, com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima mais ameno que a média do agreste paraibano.

História[editar | editar código-fonte]

O início da colonização das terras ocorreu na primeira metade do século XVII, a partir das sesmarias doadas a Domingos Vieira e Zacarias de Melo, que viviam em Mamanguape. A vila pertencia à jurisdição de São Miguel da Baía da Traição. Em 1822, passou à jurisdição de Areia (Paraíba). Em 1835 foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento.[7]

A região foi primeiramente produtora de cana-de-açúcar e depois de café. Em 1852, a produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda do Nordeste. Isto tornou a cidade uma das mais ricas daquela região, riqueza esta expressa na arquitetura de seus casarões.[8] A cultura foi dizimada pelo surgimento do fungo Cerococus paraibensis.[9]

O padre José Antônio Maria Ibiapina passou pela região, percorrendo diversos povoados vizinhos. A primeira igreja, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, foi concluída em 1861, após 20 anos. Sua construção foi incentivada pelo padre Ibiapina e contou com o apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.

O distrito de Bananeiras foi criado pela lei provincial nº 5, de 26 de maio de 1835. Foi elevado à categoria de vila pela resolução do conselho do Governo e sede municipal de 9 de maio de 1833. Instalado em 10 de outubro de 1833.

A ferrovia foi inaugurada em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da Serra da Viração, no governo de Solon de Lucena. Por esta época, uma praga dizimou as plantações de café. O município voltou-se então para o cultivo da cana de açúcar, do fumo, do arroz e do sisal.

A partir de 1953, o município, inicialmente constituído de cinco distritos (1948), o município assistiu à emancipação de três deles: Solânea, Borborema e Dona Inês.

Hoje, o município conta com três distritos: Roma, Taboleiro e Maia[7] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[10] . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, que apresenta relevo movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Bananeiras encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Curimataú. Os principais tributários são os rios Curimataú, Dantas e Picadas e os riachos: Sombrio e Carubeba, todos de regime intermitente. Conta ainda com os recuros do açude da Piaba.

Religiões[editar | editar código-fonte]

Evangélicas[editar | editar código-fonte]

Católica[editar | editar código-fonte]

  • Colégio das Dorotéias (Carmelo) – Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960, quando ainda funcionava como internato. Hoje é da diocese e alugada para a prefeitura do município funcionando como Escola do ensino fundamental atendendo alunos da primeira e segunda fase.
  • Capela de São Sebastião - construída em 1898 pelo senhor Lindolfo Grilo - localizada no Sítio Chã do Lindolfo.
  • Cruzeiro de Roma - localizado no Distrito de Roma.

Espírita[editar | editar código-fonte]

  • Núcleo Espírita Cristão Chico Xavier - Próximo a central dos Correios

Religiões afro Brasileiras[editar | editar código-fonte]

  • Terreiro de candomblé (Rua Bela Vista)

Esportes[editar | editar código-fonte]

  • Academia de Boxe e Jiu-Jítsu

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

Estádios[editar | editar código-fonte]

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Diagnóstico do município de Bananeiras, Paraíba. Projeto Águas Subterrâneas. Ministério das Minas e Energia (2005). Página visitada em 04 de outubro de 2009.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. a b Bananeiras Documentação Territorial do Brasil. IBGE. Página visitada em 04 de outubro de 2009.
  8. Brejo das Bananeiras Página Destino do Sol.. Página visitada em 04 de outubro de 2009.
  9. [Bem-vindos a Bananeiras<Jornal A União>Acesso em 26 de março de 2012.
  10. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.