Banco Português de Investimento

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Banco Português de Investimento S.A.
Tipo Pública (Euronext: BPI)
Indústria Serviços financeiros
Fundação Março de 1985
Sede Ramalde, Porto,  Portugal
Presidente Artur Santos Silva[1]
Pessoas-chave Fernando Ulrich (Director-geral), Artur Santos Silva (Presidente do corpo conselheiro)
Empregados 9,500 (2008)[2]
Produtos Banco de vendas e investimentos, seguro, gestão de investimento, private equity
Parentesco Grupo BPI
Lucro Baixa EUR 66.8 milhões (2013)
Faturamento Baixa EUR 1.048 mil milhões (2013)[3]
Significado
da sigla
Banco Português de Investimento
Página oficial Bancobpi.pt

Banco Português de Investimento (BPI) é um banco privado de Portugal. É um dos constituintes do índice de PSI-20 da Euronext Lisboa.[4]

O Grupo BPI é liderado pelo Banco BPI, cujo é um grupo financeiro, multi-especializado, centrado na actividade bancária.[5] É o terceiro maior grupo financeiro privado português, com um activo de 112.90 mil milhões de euros, segundo os dados do ano de 2009.

História do Grupo BPI[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 1981 foi criada a Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI) com o objectivo de financiar projectos de investimento do sector privado, contribuir para o relançamento do mercado de capitais e para a modernização das estruturas empresariais portuguesas. Contavam-se entre os seus vários accionistas algumas das 100 mais dinâmicas empresas portuguesas, bem assim como cinco das mais importantes instituições financeiras internacionais.[6]

BPI sucursal na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa

Em Março de 1985, a SPI transformou-se no Banco Português de Investimento, adquirindo a possibilidade de captar depósitos à ordem e a prazo, conceder crédito a curto prazo, intervir nos mercados interbancários e praticar operações cambiais. Em 1986, ocorreu a abertura do capital e a admissão das acções à cotação nas Bolsas de Valores de Lisboa e do Porto.[7]

Em Agosto de 1991, o BPI adquiriu o Banco Fonsecas & Burnay (BFB), o que lhe assegurou a entrada na banca comercial e lhe permitiu um aumento de dimensão, rumo ao processo de concentração no sistema financeiro Português, na óptica de assegurar a oferta do espectro completo de serviços financeiros a empresas e particulares. Estabeleceu, então, uma parceria com o Grupo Itaú, iniciada com a participação no BFB, que em 1993 foi convertida numa participação no próprio BPI, tendo passado a ser um dos seus accionistas de referência.[8]

Em Novembro de 1995, o BPI foi transformado numa holding bancária sob a forma de SGPS, passando a ser a única sociedade do Grupo cotada na Bolsa de Valores, controlando o BFB e o BPI. Esta reorganização foi acompanhada de um reforço da estrutura accionista, com a entrada de parceiros de grande dimensão, que se juntaram ao Grupo: a brasileira Itaú Unibanco, a espanhola Criteria CaixaCorp, a angolana Santoro Finance da investidora Isabel dos Santos e o grupo segurador alemão Allianz.[9]

Em Outubro de 1996, com a aquisição do Banco de Fomento e Exterior (BFE) e do Banco Borges & Irmão (BBI), iniciou-se o processo de integração dos três bancos do Grupo BPI, que culminaria, em Julho de 1998, na criação do Banco Português de Investimento. Através dessa fusão o banco passou a deter a maior rede de balcões de marca única em Portugal, tendo também sido absorvido, no final desse ano, o Banco Universo, um banco in-store.[10]

A 25 de Outubro de 2007, o banco BPI ofereceu uma proposta de fusão com o Millennium BCP, o maior banco privado de Portugal.[11] No entanto, o conselho de administração do BCP rejeitou a proposta.[12]

Actividade internacional[editar | editar código-fonte]

Em Angola, o BPI é líder na actividade de banca comercial com uma quota de mercado superior a 23%, através do Banco de Fomento de Angola, que detém a 50.1%. O BFA servia 261 mil Clientes, no final de Junho de 2006. O Grupo BPI mantém dez escritórios de representação internacionais no Reino Unido, Alemanha, França, Luxemburgo, Suíça, África do Sul, Venezuela, Estados Unidos e Canadá.

Accionista principal e o grupo bancário catalão La Caixa com 46,22 %, seguido pela holding Santoro Finance de Isabel dos Santos com 19,4 %, e o grupo alemão Allianz com 8,8 % (Agosto 2012).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Concelho de administração do BPI recuperado 27 de Agosto 2011
  2. "Annual Report 2008" (PDF) (em inglês). Banco Português de Investimento. Página visitada em 17 de Fevereiro de 2010.
  3. http://bpi.bancobpi.pt/storage/download/ficheiro_pdf.640F4A5A-845E-4F54-8D36-748E734AF0C3.1.pt.asp?id=0B853905-C7A2-4EED-91A1-7233668BEF51
  4. "Product lookup » BPI" (em inglês). Euronext Lisboa. Página visitada em 17 de Fevereiro de 2010.
  5. Grupo BPI", publicado 17 de fevereiro]] 2010
  6. Marcos históricos do BPI recuperado 27 de Agosto 2011
  7. Marcos históricos do BPI recuperado 27 de Agosto 2011
  8. Marcos históricos do BPI recuperado 27 de Agosto 2011
  9. Estrutura Accionista recuperado 27 de Agosto 2011
  10. Marcos históricos do BPI recuperado 27 de Agosto 2011
  11. "BPI propõe fusão "construtiva" com o BCP" (em português). Público. Página visitada em 17 de Fevereiro de 2010.
  12. "BCP recusa proposta de fusão do BPI" (em português). RTP 1. Página visitada em 17 de Fevereiro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]