Bradesco
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| Tipo | Pública |
|---|---|
| Fundador | |
| Fundada em | 1943 |
| Encerrada em | |
| Sede | São Paulo, SP |
| Locais | |
| Principais pessoas | |
| Slogan | Bradesco, completo |
| Cotada em | {{{cotação}}} |
| Accionistas | {{{accionistas}}} |
| Indústria | Banco de varejo |
| Produtos | Serviços bancários |
| Lucro | |
| Valor de Mercado | {{{valor_de_mercado}}} |
| EBIT | |
| Rendimento líquido | |
| Faturamento | |
| Nº empregados | |
| Sucessora | {{{sucessora}}} |
| Página oficial | www.bradesco.com.br |
O Bradesco é o maior banco privado do Brasil (em ativos totais), e cresceu principalmente através de fusões e aquisições. Foi fundado em 1943 na cidade de Marília - São Paulo. Seu nome originário era Casa Bancária Almeida e, em seguida, Banco Brasileiro de Descontos S.A., cuja sigla era "Bradesco", que passou a ser a razão social.
[editar] História
[editar] Década de 40
Sua estratégia inicial consistiu em atrair o pequeno comerciante, o funcionário público, pessoas de posses modestas, ao contrário dos bancos da época, que só tinham atenções para os grandes proprietários de terras. Foi um dos primeiros a estimular o uso de cheque aos seus correntistas, que foram orientados a preencher as folhas nas próprias agências. Em 1946, a matriz é transferida para a capital paulista, na rua Álvares Penteado, centro financeiro da cidade. Suas agências passam a receber pagamento de contas de energia elétrica, então uma verdadeira inovação no país.
Um ano depois, tomou conhecimento da expansão do café no norte do Paraná e montou uma empresa colonizadora. Expandiu-se na região e já no começo da década de 1950, o ex-Banco da Lavoura (atual Real ABN Amro) era o maior banco brasileiro no conceito de depósitos à vista.
O terceiro salto foi com a aquisição do Banco Nacional Imobiliário - BNI, do banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro, que enfrentou problemas de liquidez por ter investido muito em imóveis. Quando o Bradesco o adquiriu e reabriu as 46 agências bancárias que o BNI tinha em São Paulo descobriu o óbvio: em vez de expandir para outras regiões e cidades, havia um enorme mercado a ser conquistado na cidade mesmo.
Internamente, Amador Aguiar sedimentava características na cultura do Bradesco. A mais importante foi o chamado "foco no cliente", quando a expressão ainda não era moda em marketing. O gerente passou a colocar sua “escrivaninha” na porta da agência – uma revolução para a época, quando os gerentes tinham “salas escondidas” no segundo ou terceiro piso dos prédios. A diretoria passou a trabalhar pioneiramente de forma colegiada - todos os diretores em torno de uma mesa retangular, compartilhando informações e decisões. Quando o banco aumentou, montou-se mais uma mesa. Só quando chegaram os computadores montaram-se mesas individuais, mas na mesma sala.
[editar] Década de 50
Em 1951, com apenas oito anos de vida, o Bradesco torna-se o maior banco privado do Brasil. Nessa década, o Banco chega ao norte rural do Paraná e decide também erguer sua nova sede em Osasco. A construção da matriz inicia-se em 1953 e leva seis anos para ser concluída. Seu crescimento consistente na década de 1960 foi construído com base em um esquema misto de conservadorismo, reinvestimento de lucros e também de aquisições, quando são incorporados nada menos que 17 outros pequenos bancos.
[editar] Década de 70
Na década de 1970, o Bradesco resolveu montar sua própria estrutura de processamento e suporte. Inicialmente, montou a sua própria gráfica, que foi fundamental para a reorganização dos formulários, naquela época extremamente importantes, pois ainda não existiam as transferências eletrônicas. O sistema de distribuição de impressos à época era maior que o dos próprios Correios.
O Bradesco também introduziu no mundo das operações bancárias os leitores de código dos cheques (chamados “CMC-7”) em 1979, sendo o primeiro no mundo a desenvolver tais artefatos, depois da recusa das empresas estrangeiras líderes de desenvolverem um produto para o mercado local.
Outro passo importante foi a montagem da estrutura de microfilmagem de documentos, como os cheques; primeiro, o Bradesco comprou um sistema denominado Computer Output Microfilm - COM (desenvolvido nos Estados Unidos), no Brasil somente o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) tinha outro. O do Banco do Brasil veio somente dois anos depois.
[editar] Década de 80
Também o Bradesco usou as aquisições para participar da segunda onda de inovações tecnológicas que levou à sedimentação da automação bancária como base de sustentação para a expansão do setor, contratando junto à então gigante italiana Olivetti Data Enter, uma máquina que exigiu a montagem de uma estrutura de manutenção para atender as agências fora de São Paulo. A partir dessa estrutura, em 1980, essa área passou a fazer toda a manutenção do banco, criando um embrião de toda uma estrutura de tecnologia que depois viria a não só a ser uma organização independente, como um modelo para o próprio setor bancário na América Latina. O primeiro terminal de operação eletrônica foi instalado na agência da praça Panamericana, em São Paulo – isto numa época em que não havia linhas de telecomunicação para tal fim, e até a interligação de algumas agências foi necessária uma intensa negociação com a então estatal Embratel; foram necessários quase dez anos para interligar tudo, porque a própria Embratel não tinha ainda essa expertise, e o ambiente da então vigente “reserva de mercado” da indústria de “informática” (que ainda não era de TI – “Tecnologia da Informação”) não permitia que fossem importadas soluções.
Aproveitando o pioneirismo do setor tecnológico, em 1981 houve o lançamento do primeiro cartão magnético da América Latina, também na agência da praça Panamericana. Este lançamento significou nada menos que uma das bases para que no futuro o Bradesco e outros bancos percebessem o valor da tecnologia como elemento essencial para a expansão geográfica, geradora de escala e de lucratividade.
Na seqüência, em 1985, foi instalado o primeiro terminal para o que na época ainda se chamava “telecompras”, que de tanto pioneirismo criou um dilema: não havia experiência no sistema bancário de como creditar numa conta e debitar em outra em tempo real. A resposta estratégica mais uma vez foi rápida, com a compra da Digilab, empresa de eletrônica e de computação, que chegou a produzir mais de 40 mil terminais - para o Bradesco e outros bancos que à época eram concorrentes, mas que acabariam sendo adquiridos em parte pelo próprio Bradesco, como o Credireal e o BCN.
[editar] Década de 90
O fim da reserva de mercado de informática, em outubro de 1992, levou à desativação da Digilab, mas o Bradesco teve a visão de manter a Scopus, que sobreviveu e hoje está, juntamente com o ShopFácil, sob o controle do grupo, que comprou 100% das suas ações à holding Bradespar.
Em outro movimento estratégico no campo societário, sem utilizar-se inicialmente de uma aquisição direta, foi feita uma parceria com o portal Carsale, que passa a ser a loja-âncora exclusiva de automóveis do ShopFácil. Neste caso por exemplo, o grupo Bradesco agregou ao seu portfólio de negócios não financeiros, um sistema de compras com cerca de 800 mil acessos por dia, 900 lojas e 400.000 usuários cadastrados.
Em 1995, a Visa Internacional em conjunto com o Banco Bradesco, Banco Real, Banco do Brasil e o Banco Nacional, decidem criar a processadora dos Cartões de Crédito da bandeira VISA. Nasce a CBMP (Companhia Brasileira de Meios de Pagamento) ou Visanet, atualmente a empresa líder no mercado brasileiro de meios eletrônicos de pagamentos.
[editar] Anos 2000: aquisições e parcerias
A estratégia direta de aquisições foi utilizada tanto para o aumento da base de ativos, de clientes e de negócios bancários, como para os outros serviços agregados dentro do sistema financeiro, principalmente os de seguros e previdência privada.
[editar] Aquisição do Banco BCN
Em novembro de 1997, o passo inicial foi dado na aquisição do Banco de Crédito Nacional - BCN, presente no mercado brasileiro desde 1929.
[editar] Aquisições do Credireal, Baneb, BEA, Banco Boavista e Banco Continental
Na seqüência, a ação estratégica de marketing para atender a um público específico direcionou-se ao processo de privatização dos bancos estaduais, fortes detentoras de contas de funcionários públicos. Primeiro, o mineiro Credireal (R$ 112 milhões), o Baneb, Banco do Estado da Bahia (R$ 260 milhões) em 1998, e o BEA, Banco do Estado do Amazonas (R$ 183 milhões) em 2000. No caso do BEA, a presença do Bradesco no estado do Amazonas passou de 12,5% para 40%, com 50 agências. O banco ainda ganhou na época 131 mil clientes, quatro vezes mais do que já possuía no estado.
Em outubro de 2000, com a utilização do chamado goodwill e da estrutura societária do BCN, foram incorporadas as 73 agências bancárias do Banco Boavista.
Em 2001, o Bradesco adquiriu o Banco Continental, tradicionalmente focado no Crédito Direto ao Consumidor - CDC.
[editar] Incorporação com o Banco Cidade e aquisição dos bancos Finasa e Deutsche Bank
Em fevereiro de 2002, o Bradesco, através do BCN, incorporou o Banco Cidade, criado em 1965. Foram acrescentados naquele momento mais 50 mil clientes, 24 agências no Brasil, com R$ 2,1 bilhões em ativos e R$ 500 milhões em depósitos, além de R$ 740 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas.
Em março de 2002, após longas negociações, o Bradesco adquire por R$ 1,36 bilhões o tradicional Finasa marca do (Banco Mercantil de São Paulo), fundado em 1938. Passam a ser administradas as empresas controladas pelo Finasa no Brasil e exterior como a Finasa Seguradora e Finasa Crédito, Financiamento e Investimento.
Em 2002, também foram adquiridos os ativos do Deutsche Bank Investimentos, que transferiu à BRAM - Bradesco Asset Management a administração de R$ 2,16 bilhões em fundos de investimento e em carteiras administradas. Com a compra, a BRAM passou à época a administrar um volume superior a R$ 51 bilhões. Em seguida, a carteira de Crédito Direto ao Consumidor da Ford Credit. Por meio de um acordo firmado entre as duas instituições, o Banco BCN passou a ser o controlador da Ford Leasing S.A. e as novas operações passaram a ser feitas por outra empresa pertencente às Organizações Bradesco, o Continental Banco.
[editar] Fusão com BBVA
O ano de 2003 começou com novas ações estratégicas envolvendo ao mesmo tempo uma fusão parcial e mais uma aquisição: em janeiro, o Bradesco adquiriu as operações do Banco Bilbao Vizcaya, pertencentes ao espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, por R$ 2,7 bilhões (585 milhões de dólares em dinheiro e mais a transferência de uma fatia de 4,5% do capital do Bradesco). Teoricamente, visto de modo conservador, naquele momento o negócio para o Bradesco foi mais lógico e menos arriscado do que teria sido a compra do Banespa, ao menos pelo preço pago pelo Banco Santander – U$ 4 bilhões em 2001. Isto porque a rede do BBV era relativamente bem distribuída entre os estados do Sudeste e Nordeste do país; enquanto isto, a do Banespa, com mais de 90% dos pontos de atendimento e dos clientes no estado de São Paulo, continha muitos pontos de justaposição geográfica e de clientela com o próprio Bradesco.
[editar] Aquisição do Grupo Zogbi
No início de novembro de 2003, o Bradesco celebrou, por meio do Banco Finasa S.A a compra da totalidade do capital social do Grupo Zogbi, pelo valor de R$ 650 milhões. A Zogbi atuava na atividade de financiamento, mantendo forte presença nas áreas de crédito direto ao consumidor, pessoal, cartão e veículos. A aquisição representou um importante passo estratégico do Bradesco em um setor com grande potencial de crescimento. Foram acrescentados ao grupo na ocasião: Ativos totais de R$ 833 milhões; Operações de Crédito de R$ 520 milhões; Patrimônio Líquido de R$ 335 milhões; cerca de 1,5 milhões de clientes ativos e de 4 milhões de clientes cadastrados; mais 1,2 milhões de cartões; 67 lojas próprias de financiamento ao consumidor e mais de 11 mil estabelecimentos afiliados aptos para operar os produtos de Crédito Direto ao Consumidor e Cartões.
[editar] Aquisição do BEM
Em fevereiro de 2004, retomando a linha da aquisição de bancos estaduais, o banco também adquiriu da União Federal o controle acionário do Banco do Estado do Maranhão S.A. - BEM, e suas controladas BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., BEM Vigilância e Transportes de Valores S.A. e BEM Serviços Gerais Ltda. A operação envolveu a compra de 89,957% do capital social do BEM, pelo valor de R$ 78 milhões.
No terceiro trimestre de 2004, o Bradesco tomou a decisão de unir as marcas Finasa e Zogbi sob a bandeira Finasa, com o abandono da marca Zogbi, e também da BCN. Com a integração entre Zogbi e Finasa, a financeira do Bradesco passou a ter na época 121 filiais, espalhadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná; e 28,7 mil pontos de venda no varejo de automóveis e outros tipos de comércio.
No fim do primeiro semestre de 2004, foi a vez da aquisição das atividades de gestão de recursos do centenário grupo norte-americano JP Morgan, envolvendo a transferência de recursos administrados da ordem de R$ 7 bilhões. Foi mais uma operação estratégica e financeiramente com ótimo potencial; porque “queimou etapas” ao tomar posse de uma cultura organizacional e gerencial em gestão de recursos de grande tradição e expertise, como é o caso do braço brasileiro do grupo fundado pelo lendário banqueiro John Pierpont Morgan (1837-1913).
[editar] Parceria com as Casas Bahia
Já em novembro de 2004, um acordo de parceria garantiu ao Bradesco a exclusividade do financiamento das vendas das Casas Bahia. Pelo acordo, o banco passou a assumir o financiamento de pelo menos R$ 100 milhões em vendas por mês. Isso significou na época um aumento quase imediato de 20% nas operações de financiamento ao consumo do próprio banco, que já haviam saltado 38% entre setembro de 2003 e setembro de 2004, atingindo R$ 15,1 bilhões.
Em uma segunda etapa, a partir de 2005, o Bradesco passou a vender produtos financeiros aos clientes da Casas Bahia, como cartões e seguros, com a instalação de quiosques na rede de varejo; isto pode teoricamente ser bastante vantajoso para o grupo Bradesco sob o ponto de visto estratégico, em termos de ocupação de espaços mercadológicos (notadamente em crédito e cartões) com pouco ou nenhum investimento adicional em tecnologia, pontos de venda e recursos humanos e, claro, também podendo trazer vantagens de médio prazo para o grupo varejista.
Com a migração para o cartão de crédito, as vendas das Casas Bahia financiadas pela Finasa, braço de financiamento ao consumo do Bradesco, também caíram. Em setembro de 2006, a Finasa possuía uma carteira de cerca de R$ 1 bilhão de compras feitas por clientes da Casas Bahia, quando em setembro de 2005 esse valor chegou a ser de R$ 1,5 bilhão, com prazo médio dos recebíveis de seis meses.
[editar] Parceria com o United Financial of Japan
Em outra linha, desta vez de parcerias internacionais, em novembro de 2004, o Bradesco anunciou uma parceria com o banco United Financial of Japan - UFJ, uma das quatro maiores instituições financeiras do Japão. Para o Bradesco um grande ganho pode ser a capacidade de aumentar sua intermediação das remessas de recursos dos dekasseguis, um mercado até então amplamente dominado pelo Banco do Brasil, que já tinha cinco agências naquele país. Claro que a operação traz ganhos também para o UFJ, ao reforçar sua presença no mercado de varejo, oferecendo a abertura de contas correntes e outros produtos, como empréstimos aos dekasseguis (estimados em cerca de 250 mil). Mas isto não seria nenhum problema, pois se tratava de fortalecer um sócio estratégico: o UFJ possuía 1,2% do capital do Bradesco, mas a operação não implica em alteração desse percentual. Para habilitar os equipamentos de auto-atendimento a atenderem em português, montar um call center, promover estudos de mercado e os novos serviços, entre outras coisas, os dois bancos já investiram cerca de 20 milhões de dólares; e este seria um investimento bastante arriscado de ser feito isoladamente pelo Bradesco em um mercado tão fechado como o Japão. De todo modo, também houve ganhos para os clientes do Bradesco tanto no Japão quanto os brasileiros em viagem por aquele país, já que pelo acordo todos poderão usar a rede de mais de 500 agências do UFJ e os terminais de auto-atendimento com menu em português. Foram agregados 4500 equipamentos do tipo Automatic Teller Machine - ATM (semelhantes aos caixas 24 horas) e 400 aparelhos do tipo Automated Consulting and Contract Machine - ACM (no qual o cliente pode interagir, por meio de um monitor de vídeo, com um atendente instalado num call center, em tempo real).
[editar] Aquisição do Banco Morada
Em abril de 2005, foi a vez de o Bradesco comprar a rede e a carteira de clientes do Banco Morada, instituição carioca especializado em crédito pessoal e crédito direto ao consumidor (CDC), por R$ 80 milhões.
Um dos resultados mais visíveis do grupo Bradesco após os últimos anos de movimentação em aquisições é o fato de que a organização tem conseguindo tomar forte posição competitiva na área de financiamento ao consumo. Conseguiu uma fatia de 26% do mercado de financiamento de veículos em boa parte graças aos 20% do Finasa, adquirido em 2002. Com a compra do Zogbi no ano seguinte, avançou ainda mais no CDC de bens de consumo, principalmente em São Paulo. O Finasa tinha, em 2005, uma carteira de R$ 10 bilhões, dos quais 95% eram créditos para financiamento de veículos.
Já a negociação do Morada acrescentou, na ocasião, 1,1 milhão de clientes à carteira de 10,1 milhões do Finasa; somou 33 lojas à rede de 123; e mais 3,6 mil lojistas conveniados para juntar-se às 19.259 com as quais já tinha acordo. A expectativa é de que a aquisição ampliasse em 2005 em 28% a produção de crédito pessoal e em 15% a de CDC do grupo Bradesco. A aquisição teve também o significado estratégico de ampliar a presença do Finasa no Rio: das 33 lojas do Morada, 15 são no Rio e 8 em São Paulo. Já entre as 123 do Finasa, 62 estão em São Paulo, 13 no Rio e 11 em Minas Gerais. Outro resultado da aquisição foi aumentar a penetração do Finasa no financiamento da venda de bens de consumo como artigos de informática, pneus, autopeças, vestuário e calçados, móveis e materiais de construção.
[editar] Aquisição do BEC
Em continuação à estratégia de aquisições para atalhos nos ganhos de mercado em nichos específicos, em dezembro de 2005 o Bradesco adquiriu em leilão o BEC (Banco do Estado do Ceará), por um preço de R$ 700 milhões, o que representou um ágio de 28,98% sobre o preço mínimo, fixado em R$ 542,7 milhões. Isto representou uma aquisição de 70 agências no Ceará -- o que representava 20% agências bancárias presentes no Estado, e mais do dobro que o próprio Bradesco tinha --, mais de 278 mil contas e 866 funcionários ativos. Este conjunto representou na época R$ 1,9 bilhões em ativos; R$ 263 milhões em operações de crédito, R$ 16 milhões em depósitos a vista, R$ 336 em depósitos a prazo e R$ 507 milhões em poupança, e R$ 455 milhões administração de fundos.
[editar] Aquisição das operações da American Express
Para finalizar, em março de 2006, o Bradesco pagou US$ 490 milhões (R$ 1 bilhão) para assumir as operações brasileiras da empresa de cartões de crédito American Express, especializada no nicho de cartões pessoais para pessoas de alta renda, e cartões corporativos para grandes empresas. Passam a pertencer ao Bradesco as empresas brasileiras da American Express (Amex) que atuam no ramo de cartões de crédito, corretagem de seguros, serviços de viagens, de câmbio no varejo e operações de crédito direto ao consumidor; não estão incluídos na negociação o escritório de representação American Express Bank em São Paulo, o negócio local de Travelers Checks e os acordos de licenciamento de cartões existentes com outros bancos locais.
A transação incluiu, entretanto, o direito de exclusividade por dez anos do Bradesco para a emissão de cartões de crédito da linha ultra-específica Centurion no Brasil, que inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam a logomarca American Express Centurion. A empresa de cartões americana tinha cerca de 1,2 milhões de plásticos no Brasil, e no ano de 2005, esses cartões movimentaram R$ 8,9 bilhões, ou 6,9% do mercado brasileiro.
A empresa atua principalmente no segmento de alta renda e nas operações de cartões corporativos no Brasil. Para o Bradesco, que possuía na época 8,7 milhões de cartões no Brasil, a transação possibilitará importantes ganhos de escala e expansão da rede de estabelecimentos comerciais, agregando valor a ambas as instituições. Os portadores de cartões American Express possibilitarão ao grupo Bradesco a experiência em prestar um conjunto de benefícios de alto padrão, bastante diferente da maior parte de sua rede, incluindo compartilhar a assistência a viagens em mais de 2.200 pontos de atendimento Amex e mais de 550.000 caixas eletrônicos no mundo.
[editar] Acordos em estudo
Acordos semelhantes estão em estudo com outros acionistas do Bradesco: como o Banco Espírito Santo - BES, para participar das remessas dos brasileiros que trabalham em Portugal (estimados em cerca de 100 mil), e com o BBVA - Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, para entrar no mercado espanhol. Com certeza, o potencial de ganho em valor agregado pelo Bradesco é enorme sob o ponto de vista do fortalecimento de suas operações internacionais, já que são mais de 200 mil brasileiros trabalhando na península ibérica.
[editar] Dados
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Em 2006, os ativos do banco fecharam o ano em R$ 265,55 bilhões, ainda à frente de seu principal concorrente, o Itaú, que informou ativos de R$ 209,69 bilhões, uma evolução de 37,6%. [1].
O modelo administrativo do Bradesco vem apresentando retorno atraente aos seus 1,4 milhões de acionistas. O terceiro trimestre de 2006 encerrou-se com R$ 243,1 bilhões de reais em ativos totais. Na área de crédito, o saldo foi de R$ 92.013 bilhões de reais, das operações de crédito consolidadas, incluindo adiantamento sobre contratos de câmbio e arrendamento mercantil. O Banco tem ainda sob gestão R$ 140,2 bilhões de reais em fundos de investimento e carteiras administradas.
- Maior banco privado do Brasil
- R$ 265,55 bilhões em Ativos Totais
- 16,8 milhões de clientes
- 3.169 Agências: a maior Rede privada do Brasil [2].
- Líder privado em Internet Banking, com 7,5 milhões de usuários
- 1,4 milhões de acionistas
- Maior rede privada de auto-atendimento, com 23.716 máquinas Bradesco Dia&Noite e acesso a Rede Banco24Horas, composta por 2.986 máquinas
- R$ 140,2 bilhões em recursos administrados pela BRAM
- 53,3 milhões de Cartões de Débito e Crédito Bradesco
- Maior empregador privado do Brasil
- Maior empregador de mulheres do Brasil
O controle do banco pertence a Cia Cidade de Deus com 47% e a Fundação Bradesco com 17% O Presidente do banco é Márcio Cypriano e o presidente do conselho é Lázaro de Mello Brandão.
O Banco foi indicado como a marca mais valiosa do Brasil pela BrandAnalytics. [1]
[editar] Referências
[editar] Bibliografia
- BRASIL. Bradesco. Relatórios Anuais 1994-2006. São Paulo: Bovespa.Disponíveis em www.bovespa.com.br
- BRASIL. Banco Itaú Holding Financeira. Relatórios Anuais 1994-2006. São Paulo: Bovespa. Disponíveis em www.bovespa.com.br
- BRASIL. Unibanco. Relatórios Anuais 1994-2005. São Paulo: Bovespa. Disponíveis em www.bovespa.com.br
- BRASIL. FENABAN (Federação Brasileira de Bancos). Relatórios Anuais 1994-2005. Dados Gerais do Sistema Bancário. Disponíveis em intranet.bb.com.br.
- BRASIL. Banco Central do Brasil. Relatórios Mensais: 1994-2006. Brasília. Disponíveis em www.bcb.gov.br
- COSTA, Fernando Nogueira da Desnacionalização bancária: construir, destruir, reconstruir. Campinas: Revista Economia e Sociedade, Unicamp, n. 16 – mar/2001.
- FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: Produtos e Serviços. São Paulo: Qualitymark, 2002.
- SANTOS, Tharcisio de Souza. As Transformações do Sistema Financeiro. São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, 2004.

