Bradesco

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Bradesco
Banco Bradesco S.A.
Bradesco logo.png
Slogan Tudo de BRA para você
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BBDC3, BBDC4
NYSE: BBD, BBDO
Latibex:XBBDC
Indústria Serviços financeiros
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 10 de março de 1943 (71 anos)
Fundador(es) Amador Aguiar
Sede Osasco, SP,  Brasil
Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi
Pessoas-chave Luiz Carlos Trabuco Cappi, Lázaro de Mello Brandão
Empregados 103.385 (em 2013)
Produtos Banco
Banco de investimento
Private equity
Gestão de ativos
Private bank
Seguros
Banco de varejo
Subsidiárias Bradesco Seguros
Bradespar
Valor
de mercado
Aumento R$ 171,257 bilhões (Ago/2014)[1]
Lucro Aumento R$ 12,202 bilhões (2013)[2]
Faturamento Baixa R$ 173,542 bilhões (2013)[3]
Página oficial www.bradesco.com.br

Bradesco é o maior banco privado do Brasil (em ativos totais), e cresceu principalmente através de fusões e aquisições. Foi fundado em 10 de março de 1943 na cidade de Marília, interior de São Paulo por Amador Aguiar[4] , sucedendo a Casa Bancária Almeida & Cia., fundador Coronel Galdino de Almeida e sócio José da Silva Nogueira, sendo renomeado para Banco Brasileiro de Descontos S.A., cuja sigla era "Bradesco", que passou a ser a razão social.

Um dos blocos de edifícios do complexo matriz Cidade de Deus. Localizado na cidade de Osasco.

História[editar | editar código-fonte]

Década de 1940[editar | editar código-fonte]

Sua estratégia inicial consistiu em atrair o pequeno comerciante, o funcionário público, pessoas de posses modestas, ao contrário dos bancos da época, que só tinham atenções para os grandes proprietários de terras. Foi um dos primeiros a estimular o uso de cheque aos seus correntistas, que foram orientados a preencher as folhas nas próprias agências. Em 1946, a matriz é transferida para a capital paulista, na rua Álvares Penteado, centro financeiro da cidade (Há divergências, pois alguns citam a vinda à São Paulo para outro endereço, na rua 15 de novembro).Suas agências passam a receber pagamento de contas de energia elétrica, então uma verdadeira inovação no país.

Um ano depois, tomou conhecimento da expansão do café no norte do Paraná e montou uma empresa colonizadora. Expandiu-se na região e já no começo da década de 1950, o ex-Banco da Lavoura (atual Banco Real do grupo Santander) era o maior banco brasileiro no conceito de depósitos à vista.

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Em 1951, com apenas oito anos de vida, o Bradesco torna-se o maior banco privado do Brasil. Nessa década, o Banco chega ao norte rural do Paraná e decide também erguer sua nova sede em Osasco. A construção da matriz inicia-se em 1953 e leva seis anos para ser concluída. Seu crescimento consistente na década de 1960 foi construído com base em um esquema misto de conservadorismo, reinvestimento de lucros e também de aquisições, quando são incorporados nada menos que 17 outros pequenos bancos.

O terceiro salto foi com a aquisição, em 1957, do Banco Nacional Imobiliário - BNI, do banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro, que enfrentou problemas de liquidez por ter investido muito em imóveis. Quando o Bradesco o adquiriu e reabriu as 46 agências bancárias que o BNI tinha em São Paulo descobriu o óbvio: em vez de expandir para outras regiões e cidades, havia um enorme mercado a ser conquistado na cidade mesmo.[5]

Internamente, Amador Aguiar sedimentava características na cultura do Bradesco. A mais importante foi o chamado "foco no cliente", quando a expressão ainda não era moda em marketing. O gerente passou a colocar sua "escrivaninha" na porta da agência – uma revolução para a época, quando os gerentes tinham "salas escondidas" no segundo ou terceiro piso dos prédios. A diretoria passou a trabalhar pioneiramente de forma colegiada - todos os diretores em torno de uma mesa retangular, compartilhando informações e decisões. Quando o banco aumentou, montou-se mais uma mesa. Só quando chegaram os computadores montaram-se mesas individuais, mas na mesma sala.

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

Em 1967 adquire o Banco Porto-Alegrense que havia se tornado praticamente em um banco familiar[6] , possuía a matriz e duas agências.[7]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, o Bradesco resolveu montar cavalo em sua própria estrutura de processamento e apoio. Inicialmente, montou a sua própria gráfica, que foi fundamental para a reorganização dos formulários, naquela época extremamente importantes, pois ainda não existiam as transferências eletrônicas. O sistema de distribuição de impressos à época era maior que o dos próprios Correios.

O Bradesco também introduziu no mundo das operações bancárias os leitores de código dos cheques (chamados "CMC-7") em 1979, sendo o primeiro no mundo a desenvolver tais artefatos, depois da recusa das empresas estrangeiras líderes de desenvolverem um produto para o mercado local.

Outro passo importante foi a montagem da estrutura de microfilmagem de documentos, como os cheques; primeiro, o Bradesco comprou um sistema denominado Computer Output Microfilm - COM (desenvolvido nos Estados Unidos), no Brasil somente o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) tinha outro. O do Banco do Brasil veio somente dois anos depois.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Também o Bradesco usou as aquisições para participar da segunda onda de inovações tecnológicas que levou à sedimentação da automação bancária como base de sustentação para a expansão do setor, contratando junto à então gigante italiana Olivetti Data Enter, uma máquina que exigiu a montagem de uma estrutura de manutenção para atender as agências fora de São Paulo. A partir dessa estrutura, em 1980, essa área passou a fazer toda a manutenção do banco, criando um embrião de toda uma estrutura de tecnologia que depois viria a não só a ser uma organização independente, como um modelo para o próprio setor bancário na América Latina. O primeiro terminal de operação eletrônica foi instalado na agência da praça Panamericana, em São Paulo – isto numa época em que não havia linhas de telecomunicação para tal fim, e até a interligação de algumas agências foi necessária uma intensa negociação com a então estatal Embratel; foram necessários quase dez anos para interligar tudo, porque a própria Embratel não tinha ainda essa expertise, e o ambiente da então vigente "reserva de mercado" da indústria de "informática" (que ainda não era de TI – "Tecnologia da Informação") não permitia que fossem importadas soluções.

Aproveitando o pioneirismo do setor tecnológico, em 1981 houve o lançamento do primeiro cartão magnético da América Latina, também na agência da praça Panamericana. Este lançamento significou nada menos que uma das bases para que no futuro o Bradesco e outros bancos percebessem o valor da tecnologia como elemento essencial para a expansão geográfica, geradora de escala e de lucratividade.

Na sequência, em 1985, foi instalado o primeiro terminal para o que na época ainda se chamava "telecompras", que de tanto pioneirismo criou um dilema: não havia experiência no sistema bancário de como creditar numa conta e debitar em outra em tempo real. A resposta estratégica mais uma vez foi rápida, com a compra da Digilab, empresa de eletrônica e de computação, que chegou a produzir mais de 40 mil terminais - para o Bradesco e outros bancos que à época eram concorrentes, mas que acabariam sendo adquiridos em parte pelo próprio Bradesco, como o Credireal e o BCN.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

O fim da reserva de mercado de informática, em outubro de 1992, levou à desativação da Digilab, mas o Bradesco teve a visão de manter a Scopus, que sobreviveu e hoje está, juntamente com o ShopFácil, sob o controle do grupo, que comprou 100% das suas ações à holding Bradespar.

Em outro movimento estratégico no campo societário, sem utilizar-se inicialmente de uma aquisição direta, foi feita uma parceria com o portal Carsale, que passa a ser a loja-âncora exclusiva de automóveis do ShopFácil. Neste caso por exemplo, o grupo Bradesco agregou ao seu portfólio de negócios não financeiros, um sistema de compras com cerca de 800 mil acessos por dia, 900 lojas e 400.000 usuários cadastrados.

Em 1995, a Visa Internacional em conjunto com o Banco Bradesco, Banco Real, Banco do Brasil e o Banco Nacional, decidem criar a processadora dos Cartões de Crédito da bandeira VISA. Nasce a CBMP (Companhia Brasileira de Meios de Pagamento) ou Cielo, atualmente a empresa líder no mercado brasileiro de meios eletrônicos de pagamentos.

Anos 2000: aquisições e parcerias[editar | editar código-fonte]

Agência de Avaré-SP

A estratégia direta de aquisições foi utilizada tanto para o aumento da base de ativos, de clientes e de negócios bancários, como para os outros serviços agregados dentro do sistema financeiro, principalmente os de seguros e previdência privada.

Aquisição do Banco BCN[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1997, o passo inicial foi dado na aquisição do Banco de Crédito Nacional - BCN, presente no mercado brasileiro desde 1929.

Aquisições do Credireal, Baneb, BEA, Banco Boavista e Banco Continental[editar | editar código-fonte]

Na sequência, a ação estratégica de marketing para atender a um público específico direcionou-se ao processo de privatização dos bancos estaduais, fortes detentoras de contas de funcionários públicos. Primeiro, o mineiro Credireal (R$ 112 milhões), o Baneb, Banco do Estado da Bahia (R$ 260 milhões) em 1998, e o BEA, Banco do Estado do Amazonas (R$ 183 milhões) em 2000. No caso do BEA, a presença do Bradesco no estado do Amazonas passou de 12,5% para 40%, com cinquenta agências. O banco ainda ganhou na época 131 mil clientes, quatro vezes mais do que já possuía no estado.

Em outubro de 2000, com a utilização do chamado goodwill e da estrutura societária do BCN, foram incorporadas as 73 agências bancárias do Banco Boavista.

Em 2001, o Bradesco adquiriu o Banco Continental, tradicionalmente focado no Crédito Direto ao Consumidor - CDC.

Incorporação com o Banco Cidade e aquisição dos bancos Finasa e Deutsche Bank Investimentos[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2002, o Bradesco, através do BCN, incorporou o Banco Cidade, criado em 1965. Foram acrescentados naquele momento mais 50 mil clientes, 24 agências no Brasil, com R$ 2,1 bilhões em ativos e R$ 500 milhões em depósitos, além de R$ 740 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas.

Em março de 2002, após longas negociações, o Bradesco adquire por R$ 1,36 bilhões o tradicional Finasa marca do (Banco Mercantil de São Paulo), fundado em 1938. Passam a ser administradas as empresas controladas pelo Finasa no Brasil e exterior como a Finasa Seguradora e Finasa Crédito, Financiamento e Investimento.

Em 2002, também foram adquiridos os ativos do Deutsche Bank Investimentos, que transferiu à BRAM - Bradesco Asset Management a administração de R$ 2,16 bilhões em fundos de investimento e em carteiras administradas. Com a compra, a BRAM passou à época a administrar um volume superior a R$ 51 bilhões. Em seguida, a carteira de Crédito Direto ao Consumidor da Ford Credit. Por meio de um acordo firmado entre as duas instituições, o Banco BCN passou a ser o controlador da Ford Leasing S.A. e as novas operações passaram a ser feitas por outra empresa pertencente às Organizações Bradesco, o Continental Banco.

Fusão com BBVA[editar | editar código-fonte]

O ano de 2003 teste começou com novas ações estratégicas envolvendo ao mesmo tempo uma fusão parcial e mais uma aquisição: em janeiro, o Bradesco adquiriu as operações do Banco Bilbao Vizcaya, pertencentes ao espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, por R$ 2,7 bilhões (585 milhões de dólares em dinheiro e mais a transferência de uma fatia de 4,5% do capital do Bradesco). Teoricamente, visto de modo conservador, naquele momento o negócio para o Bradesco foi mais lógico e menos arriscado do que teria sido a compra do Banespa, ao menos pelo preço pago pelo Banco Santander – U$ 4 bilhões em 2001. Isto porque a rede do BBV era relativamente bem distribuída entre os estados do Sudeste e Nordeste do país; enquanto isto, a do Banespa, com mais de 90% dos pontos de atendimento e dos clientes no estado de São Paulo, continha muitos pontos de justaposição geográfica e de clientela com o próprio Bradesco.

Aquisição do Grupo Zogbi[editar | editar código-fonte]

No início de novembro de 2003, o Bradesco celebrou, por meio do Banco Finasa S. A a compra da totalidade do capital social do Grupo Zogbi, pelo valor de R$ 650 milhões. A Zogbi atuava na atividade de financiamento, mantendo forte presença nas áreas de crédito direto ao consumidor, pessoal, cartão e veículos. A aquisição representou um importante passo estratégico do Bradesco em um setor com grande potencial de crescimento. Foram acrescentados ao grupo na ocasião: Ativos totais de R$ 833 milhões; Operações de Crédito de R$ 520 milhões; Patrimônio Líquido de R$ 335 milhões; cerca de 1,5 milhões de clientes ativos e de 4 milhões de clientes cadastrados; mais 1,2 milhões de cartões; 67 lojas próprias de financiamento ao consumidor e mais de 11 mil estabelecimentos afiliados aptos para operar os produtos de Crédito Direto ao Consumidor e Cartões.

Aquisição do BEM[editar | editar código-fonte]

Agência de Poá-SP.

Em fevereiro de 2004, retomando a linha da aquisição de bancos estaduais, o banco também adquiriu da União Federal o controle acionário do Banco do Estado do Maranhão S.A. - BEM, e suas controladas BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., BEM Vigilância e Transportes de Valores S.A. e BEM Serviços Gerais Ltda. A operação envolveu a compra de 89,957% do capital social do BEM, pelo valor de R$ 78 milhões.

No terceiro trimestre de 2004, o Bradesco tomou a decisão de unir as marcas Finasa e Zogbi sob a bandeira Finasa, com o abandono da marca Zogbi, e também da BCN. Com a integração entre Zogbi e Finasa, a financeira do Bradesco passou a ter na época 121 filiais, espalhadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná; e 28,7 mil pontos de venda no varejo de automóveis e outros tipos de comércio.

No fim do primeiro semestre de 2004, foi a vez da aquisição das atividades de gestão de recursos do centenário grupo norte-americano JP Morgan, envolvendo a transferência de recursos administrados da ordem de R$ 7 bilhões. Foi mais uma operação estratégica e financeiramente com ótimo potencial; porque "queimou etapas" ao tomar posse de uma cultura organizacional e gerencial em gestão de recursos de grande tradição e expertise, como é o caso do braço brasileiro do grupo fundado pelo lendário banqueiro John Pierpont Morgan (1837-1913).

Parceria com as Casas Bahia[editar | editar código-fonte]

Agencia Bradesco Palmácia

Já em novembro de 2004, um acordo de parceria garantiu ao Bradesco a exclusividade do financiamento das vendas das Casas Bahia. Pelo acordo, o banco passou a assumir o financiamento de pelo menos R$ 100 milhões em vendas por mês. Isso significou na época um aumento quase imediato de 20% nas operações de financiamento ao consumo do próprio banco, que já haviam saltado 38% entre setembro de 2003 e setembro de 2004, atingindo R$15,1 bilhões.

Em uma segunda etapa, a partir de 2005, o Bradesco passou a vender produtos financeiros aos clientes da Casas Bahia, como cartões e seguros, com a instalação de quiosques na rede de varejo; isto pode teoricamente ser bastante vantajoso para o grupo Bradesco sob o ponto de visto estratégico, em termos de ocupação de espaços mercadológicos (notadamente em crédito e cartões) com pouco ou nenhum investimento adicional em tecnologia, pontos de venda e recursos humanos e, claro, também podendo trazer vantagens de médio prazo para o grupo varejista.

Com a migração para o cartão de crédito, as vendas das Casas Bahia financiadas pela Finasa, braço de financiamento ao consumo do Bradesco, também caíram. Em setembro de 2006, a Finasa possuía uma carteira de cerca de R$ 1 bilhão de compras feitas por clientes da Casas Bahia, quando em setembro de 2005 esse valor chegou a ser de R$ 1,5 bilhão, com prazo médio dos recebíveis de seis meses.

Parceria com o United Financial of Japan[editar | editar código-fonte]

Em outra linha, desta vez de parcerias internacionais, em novembro de 2004, o Bradesco anunciou uma parceria com o banco United Financial of Japan - UFJ, uma das quatro maiores instituições financeiras do Japão. Para o Bradesco um grande ganho pode ser a capacidade de aumentar sua intermediação das remessas de recursos dos dekasseguis, um mercado até então amplamente dominado pelo Banco do Brasil, que já tinha cinco agências naquele país. Claro que a operação traz ganhos também para o UFJ, ao reforçar sua presença no mercado de varejo, oferecendo a abertura de contas correntes e outros produtos, como empréstimos aos dekasseguis (estimados em cerca de 250 mil). Mas isto não seria nenhum problema, pois se tratava de fortalecer um sócio estratégico: o UFJ possuía 1,2% do capital do Bradesco, mas a operação não implica alteração desse percentual. Para habilitar os equipamentos de auto-atendimento a atenderem em português, montar um call center, promover estudos de mercado e os novos serviços, entre outras coisas, os dois bancos já investiram cerca de 20 milhões de dólares; e este seria um investimento bastante arriscado de ser feito isoladamente pelo Bradesco em um mercado tão fechado como o Japão. De todo modo, também houve ganhos para os clientes do Bradesco tanto no Japão quanto os brasileiros em viagem por aquele país, já que pelo acordo todos poderão usar a rede de mais de 500 agências do UFJ e os terminais de auto-atendimento com menu em português. Foram agregados 4500 equipamentos do tipo Automatic Teller Machine - ATM (semelhantes aos caixas 24 horas) e 400 aparelhos do tipo Automated Consulting and Contract Machine - ACM (no qual o cliente pode interagir, por meio de um monitor de vídeo, com um atendente instalado num call center, em tempo real).

Aquisição do Banco Morada[editar | editar código-fonte]

Agência em Belo Horizonte.

Em abril de 2005, foi a vez de o Bradesco comprar a rede e a carteira de clientes do Banco Morada, instituição carioca especializado em crédito pessoal e crédito direto ao consumidor (CDC), por R$ 80 milhões.

Um dos resultados mais visíveis do grupo Bradesco após os últimos anos de movimentação em aquisições é o fato de que a organização tem conseguindo tomar forte posição competitiva na área de financiamento ao consumo. Conseguiu uma fatia de 26% do mercado de financiamento de veículos em boa parte graças aos 20% do Finasa, adquirido em 2002. Com a compra do Zogbi no ano seguinte, avançou ainda mais no CDC de bens de consumo, principalmente em São Paulo. O Finasa tinha, em 2005, uma carteira de R$ 10 bilhões, dos quais 95% eram créditos para financiamento de veículos.

Já a negociação do Morada acrescentou, na ocasião, 1,1 milhão de clientes à carteira de 10,1 milhões do Finasa; somou 33 lojas à rede de 123; e mais 3,6 mil lojistas conveniados para juntar-se às 19.259 com as quais já tinha acordo. A expectativa é de que a aquisição ampliasse em 2005 em 28% a produção de crédito pessoal e em 15% a de CDC do grupo Bradesco. A aquisição teve também o significado estratégico de ampliar a presença do Finasa no Rio: das 33 lojas do Morada, 15 são no Rio e 8 em São Paulo. Já entre as 123 do Finasa, 62 estão em São Paulo, 13 no Rio e 11 em Minas Gerais. Outro resultado da aquisição foi aumentar a penetração do Finasa no financiamento da venda de bens de consumo como artigos de informática, pneus, autopeças, vestuário e calçados, móveis e materiais de construção.

Aquisição do BEC[editar | editar código-fonte]

Em continuação à estratégia de aquisições para atalhos nos ganhos de mercado em nichos específicos, em dezembro de 2005 o Bradesco adquiriu em leilão o BEC (Banco do Estado do Ceará), por um preço de R$ 700 milhões, o que representou um ágio de 28,98% sobre o preço mínimo, fixado em R$ 542,7 milhões. Isto representou uma aquisição de 70 agências no Ceará — o que representava 20% agências bancárias presentes no Estado, e mais do dobro que o próprio Bradesco tinha —, mais de 278 mil contas e 866 funcionários ativos. Este conjunto representou na época R$ 1,9 bilhão em ativos; R$ 263 milhões em operações de crédito, R$ 16 milhões em depósitos a vista, R$ 336 em depósitos a prazo e R$ 507 milhões em poupança, e R$ 455 milhões administração de fundos.

Aquisição das operações da American Express[editar | editar código-fonte]

Em março de 2006, o Bradesco pagou US$ 490 milhões (R$ 1 bilhão) para assumir as operações brasileiras da empresa de cartões de crédito American Express, especializada no nicho de cartões pessoais para pessoas de alta renda, e cartões corporativos para grandes empresas. Passam a pertencer ao Bradesco as empresas brasileiras da American Express (Amex) que atuam no ramo de cartões de crédito, corretagem de seguros, serviços de viagens, de câmbio no varejo e operações de crédito direto ao consumidor; não estão incluídos na negociação o escritório de representação American Express Bank em São Paulo, o negócio local de Travelers Checks e os acordos de licenciamento de cartões existentes com outros bancos locais.

A transação incluiu, entretanto, o direito de exclusividade por dez anos do Bradesco para a emissão de cartões de crédito da linha ultra-específica Centurion no Brasil, que inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam o logotipo American Express Centurion. A empresa de cartões americana tinha cerca de 1,2 milhões de plásticos no Brasil, e no ano de 2005, esses cartões movimentaram R$ 8,9 bilhões, ou 6,9% do mercado brasileiro.

A empresa atua principalmente no segmento de alta renda e nas operações de cartões corporativos no Brasil. Para o Bradesco, que possuía na época 8,7 milhões de cartões no Brasil, a transação possibilitará importantes ganhos de escala e expansão da rede de estabelecimentos comerciais, agregando valor a ambas as instituições. Os portadores de cartões American Express possibilitarão ao grupo Bradesco a experiência em prestar um conjunto de benefícios de alto padrão, bastante diferente da maior parte de sua rede, incluindo compartilhar a assistência a viagens em mais de 2.200 pontos de atendimento Amex e mais de 550.000 caixas eletrônicos no mundo.

Tudo de BRA[editar | editar código-fonte]

Desde março de 2014, o Bradesco vem trabalhando o conceito Tudo de BRA em suas campanhas publicitárias. O tema foi escolhido como uma maneira de ressaltar o valor e as peculiaridades do Brasil, a começar pelo povo.

Em toda a campanha, atitudes como o jeito do brasileiro abraçar, praticar esportes, celebrar as coisas boas da vida ganham destaque. Como reforçam as peças da campanha, “Tudo de BRA é o que deixa a vida mais vida. É o que o brasileiro gosta, do jeito que o brasileiro faz”. 

Bradesco compra Banco Ibi, da C&A[editar | editar código-fonte]

Em 4 de junho de 2009, o Bradesco fechou a compra do Banco Ibi, ligado à rede varejista holandesa C&A, em um negócio de R$ 1,4 bilhão.[8]

Aquisição do BERJ[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de maio de 2011 o Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que o BRADESCO arrematou o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ) e com isso vai operar por três anos, a partir de 2012 a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Governo do Estado. Ao todo o Bradesco pagou R$ 1,8 bilhão. O total de R$ 1,8 bilhão que o Bradesco irá desembolsar inclui, além do preço do Berj, a folha de pagamentos do Estado e outras despesas da operação. Com o arremate, o Bradesco recebe um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.[9] [10]

Venda da Scopus Tecnologia (Divisão de Serviços)[editar | editar código-fonte]

O Banco Bradesco S.A. (Bradesco) comunica a formalizaçăo, em 28.7.2014, da parceria estratégica com a IBM Brasil - Indústria Máquinas e Serviços Limitada (IBM).

Nos termos da parceria firmada, ficou acordado que as atividades de suporte e manutençăo de hardware e software atualmente prestadas ao Bradesco pela Scopus Tecnologia Ltda. (Scopus Serviços), sociedade integrante da Organizaçăo Bradesco, passarăo a ser prestadas pela IBM, que utilizará para tanto sua experięncia, conhecimento técnico e capacitaçăo tecnológica. A IBM assumirá a estrutura operacional da Scopus Serviços e todos os contratos de suporte e manutençăo firmados entre a Scopus Serviços e seus demais clientes.

As atividades de consultoria em inovaçăo e soluçőes em tecnologia de informaçăo atualmente desenvolvidas pela Scopus Serviços passarăo a ser atendidas pela Scopus Soluçőes em TI S.A., cujo capital social continuará detido integralmente pelo Bradesco, que manterá a propriedade da marca Scopus. Com essa operaçăo, o Bradesco pretende otimizar a eficięncia na contrataçăo das atividades de suporte e manutençăo de hardware e software, fortalecendo o foco em suas atividades principais, sempre com o objetivo de maximizar a qualidade de atendimento aos seus clientes e retorno para seus acionistas.

A operaçăo contou com a assessoria financeira do Banco Bradesco BBI S.A.

Canais de Conveniência[editar | editar código-fonte]

O Banco Bradesco é sempre reconhecido como inovador, tanto é que o que conhecemos hoje como BDN, caixa eletrônico ou autoatendimento nos remete a década de 1970 quando o Bradesco criou S.O.S Bradesco, que realizava saque ou consulta sem ter que entrar na agência. O Bradesco teve o primeiro Internet Banking do Brasil e inclusive na década de 1990 quem tinha uma linha telefônica e um Mega Drive/Genesis poderia ter um cartucho elaborado em parceria com a TecToy que acessava sua conta!

  • Autoatendimento (Bradesco Dia&Noite)
  • Fone Fácil Bradesco
  • Internet Banking Bradesco
  • Bradesco Celular

Dados[editar | editar código-fonte]

Agência de Caruaru-PE
  • Os ativos totais do Bradesco totalizaram R$ 908,1 bilhões em dezembro de 2013.[11]
  • 16,8 milhões de clientes;
  • 4.674 agências;[12]
  • Líder privado em Internet Banking, com 7,5 milhões de usuários;
  • 1,4 milhões de acionistas;
  • Maior rede privada de auto-atendimento, com 27.362 máquinas Bradesco Dia & Noite e acesso a Rede Banco 24 Horas, composta por 4.631 máquinas;
  • R$ 140,2 bilhões em recursos administrados pela BRAM;
  • 53,3 milhões de Cartões de Débito e Crédito Bradesco;
  • Maior empregador privado do Brasil;
  • Maior empregador de mulheres do Brasil;

O controle do banco pertence à Cia Cidade de Deus com 47% e à Fundação Bradesco com 17%. O presidente do banco é Luiz Carlos Trabuco Cappi[13] e o presidente do conselho é Lázaro de Mello Brandão. O banco foi indicado como a marca mais valiosa do Brasil pela Brand Analytics.[14] No ranking elaborado em 2009 pelo Financial Times e outras companhias, o Bradesco aparece como a 98ª marca mais valiosa do mundo, com valor estimado de 6,57 bilhões de dólares, tornando-se a primeira companhia brasileira a integrar o ranking das cem mais valiosas marcas do mundo.[15]

Foi eleita pelo Great Place to Work Institute (GPTW) como uma das cem melhores empresas para se trabalhar no Brasil.[16] Em 2012 foi considerado a marca mais valiosa da América Latina, pelo segundo ano consecutivo.[17] [18]

Referências

  1. http://www.bloomberg.com/quote/BBDC4:BZ
  2. http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bradesco-tem-lucro-de-3079-bilhoes-de-reais-no-quarto-trimestre-de-2013
  3. http://forbesbrasil.br.msn.com/listas/25-maiores-empresas-do-brasil-em-2014-1#image=4
  4. Banco Bradesco S.A.. Nossa História. Página visitada em 03 de setembro de 2013.
  5. Viva o centro - O Copan na FAUUSP Vivaocentro.org.br (3/05/05). Página visitada em 25 de outubro de 2008.
  6. 5 - O Sistema Financeiro Nacional, Disciplina de Economia Monetária I – ECO 02002, Textos Selecionados, Resumidos e Adaptados, UFRGS, 2008 Ufrgs.br.
  7. GARCIA, Darcy. O sistema financeiro do Rio Grande do Sul: da criação da Caixa Econômica Estadual ao surgimento dos bancos múltiplos. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1990.
  8. Bradesco compra banco ibi, da C&A O Globo.
  9. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/05/bradesco-compra-berj-e-vai-operar-folha-de-pagamento-de-servidores.html
  10. http://www.rj.gov.br/web/sefaz/exibeconteudo?article-id=468662
  11. http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1565060-bradesco-lucra-r-3079-bilhoes-no-4o-trimestre-de-2013
  12. [1] Bradesco.com.br.
  13. [2] Dci.com.br.
  14. [3] Br.invertia.com.
  15. Ranking põe Bradesco como 98 marca mais valiosa do mundo Economia.uol.com.br.
  16. Revista Época, n. 588, 24 de agosto de 2009
  17. O Bradesco é a marca mais valiosa da América Latina, Época Negócios, 21/09/2012
  18. IBM assume operação da Scopus em acordo com Bradesco, Exame Negócios, 29/07/2014

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brasil. Bradesco. Relatórios Anuais 1994-2006. São Paulo: Bovespa.Disponíveis em www.bovespa.com.br
  • Brasil. Banco Itaú Holding Financeira. Relatórios Anuais 1994-2006. São Paulo: Bovespa. Disponíveis em www.bovespa.com.br
  • Brasil. Unibanco. Relatórios Anuais 1994-2005. São Paulo: Bovespa. Disponíveis em www.bovespa.com.br
  • Brasil. Federação Nacional dos Bancos (FENABAN). Relatórios Anuais 1994-2005. Dados Gerais do Sistema Bancário. Disponíveis em intranet.bb.com.br.
  • Brasil. Banco Central do Brasil. Relatórios Mensais: 1994-2006. Brasília. Disponíveis em www.bcb.gov.br
  • Costa, Fernando Nogueira da Desnacionalização bancária: construir, destruir, reconstruir. Campinas: Revista Economia e Sociedade, Unicamp, n. 16 – mar/2001.
  • Fortuna, Eduardo. Mercado Financeiro: Produtos e Serviços. São Paulo: Qualitymark, 2002.
  • Santos, Tharcisio de Souza. As Transformações do Sistema Financeiro. São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado – Faap, 2004.
  • Brasil. Scopus Tecnologia. Sala de Imprensa. São Paulo: Notícias. Disponíveis em www.scopus.com.br/comunicado_ibm.asp

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