Banda do Casaco
| Banda do Casaco | |
|---|---|
| Informação geral | |
| País | |
| Gêneros | Rock progressivo Folk |
| Período em atividade | 1974 - 1984 |
| Gravadora(s) | Universal Music EMI-Valentim de Carvalho Imavox Transmédia |
| Integrantes | |
| António Pinho Luís Linhares Nuno Rodrigues Celso de Carvalho Cândida Branca Flor Né Ladeiras Gabriela Schaaf |
|
Banda do Casaco foi uma banda musical portuguesa de rock progressivo e uma das mais votadas ao esquecimento após o 25 de Abril.
Depois do fracasso comercial que foi o projecto Filarmónica Fraude, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) juntam-se ao ex-Música Novarum Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra) e a Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo) para formar o grupo Banda do Casaco.
Este grupo juntou uma pesquisa etnográfica à música pop, criando um trabalho de grande qualidade a nível musical e em que não foi descurada a crítica social, como aliás já tinha acontecido com a Filarmónica Fraude. Durante a sua existência (1974 a 1984) passaram pelas suas fileiras inúmeros músicos de grande nível, tendo algumas vezes a sua passagem pela Banda do Casaco sido o trampolim para uma carreira a solo.
Em 1976, em Coisas do arco da velha, a memorável participação vocal de Cândida Branca Flor assegurou ao grupo a obtenção do título de 'Melhor Disco do Ano'.
Nuno Rodrigues assegurou sozinho a direcção do álbum Também Eu de 1982.
Depois da saída do letrista de sempre António Pinho, Nuno Rodrigues reuniu Celso de Carvalho, José Fortes, Ramón Galarza, José Moz Carrapa e Zé Nabo. A maior parte das vozes é de Concha. Nas vozes aparece ainda o próprio Nuno Rodrigues e Ti Chitas, pastora beirã de Penha Garcia.
Em 1993, Nuno Rodrigues e Né Ladeiras reúnem-se para gravar a faixa "Matar Saudades" produzida por António Emiliano que foi incluída na reedição de "Banda do Casaco com Ti Chitas".
Índice |
[editar] Ao vivo
Tocaram ao vivo apenas três vezes. Aula Magna, Feira de São Mateus em Viseu e Casa do Povo em Cacia.
"A Casa do Povo estava cheia de velhos. Mulheres com bigode e tudo. Como isto é! Não sei porque é que nos contrataram para tocar ali. Não consigo perceber. Estávamos a tocar contra um muro. Tudo a olhar para nós. Para aquelas aves raras." (António Pinho a O Mirante)
[editar] O futuro
António Pinho lançou o desafio a Nuno Rodrigues para fazerem alguns inéditos para uma antologia. Fez quinze letras para ele escolher.
Em 1993, a Universal Music reeditou em CD os dois primeiros álbuns do grupo. Após a morte de Celso de Carvalho devido a um cancro (1998), saiu reeditado também em CD o 3º disco do grupo, Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, pela Companhia Nacional de Música, em Novembro de 2006.
Em 2006, saiu o livro As Letras como poesia, pela Objecto Cardíaco, republicado em 2009, pela Afrontamento, que começa com uma análise das Letras de António Avelar de Pinho, escritas para o álbum NO JARDIM DA CELESTE.
[editar] Discografia
| Ano | Nome | Formato |
|---|---|---|
| 1975 | Dos benefícios dum vendido no reino dos bonifácios | Disco de vinil / CD |
| 1976 | Coisas do arco da velha | Disco de vinil / CD |
| 1977 | Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos | Disco de vinil / CD |
| 1978 | Contos da barbearia | Disco de vinil |
| 1980 | No Jardim da Celeste | Disco de vinil / CD |
| 1982 | Também Eu | Disco de vinil / CD |
| 1984 | Com Ti Chitas | CD |
[editar] Compilações
| Ano | Nome | Formato |
|---|---|---|
| 1988 | Banda do Casaco | Disco de vinil |
| 1996 | Natação Obrigatória | CD |
[editar] Ligações externas
- Biografia da Banda do Casaco
- Discografia da Banda do Casaco
- vilardemouros1971 [1]