Bandeira

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Bandeiras nacionais, em frente à sede da ONU.

A bandeira é definida classicamente como sendo o símbolo visual representativo de um estado soberano, ou país, estado, município, intendência, província, bairro, organização, sociedade, clã, coroa, reino, ou seja toda e qualquer entidade constituída, quer seja uma nação e seu povo, ou mesmo uma família tradicional, desde que reconhecida por outras entidades ou tradição. O estudo das bandeiras é conhecido como vexilologia, da palavra latina vexillum, insígnia das Legiões Romanas.

Presença[editar | editar código-fonte]

A mais antiga bandeira nacional em uso é a da Dinamarca, usada desde o século XIII. Esta também é conhecida como Dannebrog.
Penó de la Conquesta, a bandeira conservada mais antiga da Europa, hasteada em Valência em 1280, quando da sua conquista por Jaime I de Aragão

Por dispostos legais de cada país, deve ser sempre hasteada em um mastro, com altura e dimensões estabelecidas em leis, estatutos sociais, convenções ou simplesmente num projeto pré-definido. Representando também a soberania nacional ou mesmo o ato de divulgar algo em prol de um todo. Apesar de não aparecer sob conceitos de alguns. Não, não é só um pedaço de pano simples, em seu conteúdo é representada toda a história de um povo, suas convicções, lutas e esperanças. Usada tanto em períodos de paz como de guerra, é um dos símbolos universais mais abrangentes e comunicativos.

História[editar | editar código-fonte]

A origem das bandeiras remonta à Idade Média, quando os exércitos aliados, para não se confundirem uns com os outros, usavam um pedaço de pano hasteado num estandarte, com as cores e sinais de identificação do batalhão ou companhia envolvida. Assim evitavam o temido fogo amigo. As bandeiras têm suas origens nas insígnias, sinais distintivos de poder ou de comando usados desde a antiguidade e que poderiam ser figuras recortadas em madeira ou metal, ou pintadas nos escudos. A substituição dos signos figurados de material rígido por tecidos pintados em cores vivas foi feita pelos romanos, com seu vexilium (estandarte), uma tendência que se acentuou durante a Idade Média.

A mais antiga regulamentação do uso das bandeiras de que se dispõe está incluída nas Siete Partidas do rei Afonso X, o sábio (1252-1284), especificando as diferenças entre o estandarte privativo de um príncipe, os pendões, os hierárquicos dos comandantes militares, as flâmulas de cada regimento, etc. Com as modificações trazidas pelo tempo, esse ainda é basicamente o procedimento usado até hoje: em todos os países o uso das bandeiras obedece à regulamentação rigorosa quanto à forma, cores e maneira de hastear.

No caso das bandeiras nacionais, a simbologia pode ou não observar as convenções heráldicas: a da França, por exemplo, limita-se exibir as cores nacionais, mas a do Reino Unido tem um significado heráldico na medida em que se combina a cruz vermelha de São Jorge, padroeiro da Inglaterra, com a branca de Santo André, da Escócia, e a vermelha de São Patrício, da Irlanda. O estudo da vexilologia - isto é, da história e do simbolismo das bandeiras - é uma disciplina auxiliar das ciências sociais, justamente por revelar elementos muito significativos sobre a formação de cada caráter nacional.

Vários países sugerem em suas bandeiras, a importância da agricultura para a subsistência do povo, ou a industrialização como uma esperança para o futuro (Angola, Moçambique); outros sugerem a linhagem de uma dinastia reinante (Espanha, Liechtenstein), aspectos característicos da flora ou da fauna (Canadá, Líbano, Dominica), alusão ao processo de formação do país (as bandeiras do Reino Unido, do Estado Livre de Orange e do Transvaal, que aparecem na antiga bandeira da África do Sul), ou seus elementos típicos (o templo de Angkor na do Camboja, o chapéu típico na do Lesoto) ou então a sua história, como no caso de Portugal.

Além das cores tradicionais - o branco e o amarelo sugerindo o ouro e a prata dos brasões de armas, o azul geralmente relacionado com a aristocracia e o vermelho com movimentos revolucionários, etc. -, outras cores passaram a ser usadas mais recentemente: o marrom, por exemplo, adotado em algumas bandeiras africanas como uma alusão à raça negra.[carece de fontes?]

Em alguns casos, pode haver pequenas diferenças entre a bandeira civil, usada nas circunstâncias comuns, e a bandeira do Estado, usada em certas cerimônias oficiais ou como insígnia do chefe de Estado (a bandeira do rei na Arábia Saudita, por exemplo, é a bandeira civil, tendo, no canto inferior direito, em amarelo, o desenho de uma tamareira, símbolo de paciência e determinação, encimando dois alfanjes cruzados; a Bulgária, há diversas variações de bandeira como insígnia, etc.).

Tipos de bandeiras[editar | editar código-fonte]

Forma[editar | editar código-fonte]

Formas mais comuns:

  • Rectangular
  • Quadrada
  • Triangular
  • Farpada

Representativas de pessoas específicas[editar | editar código-fonte]

Podem representar uma pessoa particular, normalmente titular de um cargo estatal ou numa organização privada, adaptando diferentes denominações, conforme o caso:

  • Sinal Privativo - as bandeiras deste tipo mais conhecidas são utilizadas por proprietários de embarcações de recreio;
  • Distintivo Pessoal ou de Comando - este tipo de bandeira é utilizado para representar quem desempenha um determinado cargo. Neste grupo estão incluídas as Bandeiras das autoridades militares e administrativas, bem como alguns cargos em instituições privadas, normalmente relacionadas com o mar.

Representativas de grupos de pessoas[editar | editar código-fonte]

A variedade de Bandeiras que representam colectividades é muito maior. As principais são:

  • Bandeira nacional - representa uma Nação;
  • Bandeira subnacional - inclui todas as Bandeiras representativas de territórios internos de uma Nação, tais como regiões ou municipalidades;
  • Bandeira de organização internacional - bandeira de organizações tais como as Nações Unidas, a União Europeia e a NATO;
  • Bandeira de entidades públicas ou privadas - inclui as Bandeiras representativas de organizações públicas ou privadas, tais como empresas, clubes ou universidades.

Bandeiras inspiradoras[editar | editar código-fonte]

Várias bandeiras serviram de inspiração para as bandeiras de outros países ou entidades subnacionais. Os exemplos mais conhecidos são:

Bandeira dos Países Baixos.
  • Bandeira da Dinamarca - chamada de "Dannebrog - Pano Dinamarquês", é a bandeira nacional mais antiga ainda em uso. A sua forma serviu de exemplo para, entre outras, as bandeiras dos restantes países escandinavos: Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia. A sua cruz com um braço alongado, componente das bandeiras dos restantes países escandinavos é conhecida por "cruz escandinava";
  • Bandeira do Reino Unido - chamada de "Union Jack - Jaque da União", é representada no cantão de um grande número das bandeiras nacionais e subnacionais das antigas colônias britânicas. Alguns exemplos: Austrália, Nova Zelândia e Fidji;
Bandeira da Turquia.
Bandeira da União Soviética

Protocolo[editar | editar código-fonte]

Bandeira do Brasil a meio mastro, em sinal de luto.
Bandeiras do lado de fora do Central Plaza a meio-mastro, em luto às vítimas do terremoto de Sichuan. A bandeira da Arábia Saudita, por motivos religiosos, não pode ficar a meio-mastro.

Honra à bandeira[editar | editar código-fonte]

Dependendo do país e da bandeira a etiqueta com a qual se deve tratá-la obriga a vários procedimentos. Por exemplo o protocolo pode definir certos rituais e procedimento a serem levados a cabo para a destruição de uma bandeira velha. O cerimonial e a atitude perante a bandeira poderão ser mais ou menos rigorosos conforme o país.

Bandeira de cabeça para baixo[editar | editar código-fonte]

A tradição diz que hastear uma Bandeira Nacional de cabeça para baixo indica uma situação grave.[carece de fontes?] Existem várias versões a esse respeito. A primeira indica que é uma forma de declarar a rendição perante uma força militar estrangeira. A segunda indica que uma Bandeira hasteada de cabeça para baixo, num navio ou noutro ponto significativo, significa um pedido de auxílio.

Luto[editar | editar código-fonte]

Um dos mais conhecidos sinais de luto oficial numa organização, municipalidade, região ou país é o hasteamento da sua bandeira a meia-haste. Quando isto não é possível, coloca-se um laço ou uma fita negra sobre o seu pano.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Tipos de Bandeiras[editar | editar código-fonte]

Além das inúmeras bandeiras não oficiais ou semi-oficiais de organizaçãos privadas e públicas, têm direito ao uso de Bandeira oficial, a Nação, as Regiões Autónomas, os Municípios, as Freguesias e as Instituições de Utilidade Pública Administrativa. Além disso também é considerada oficial a Bandeira da União Europeia, podendo ser hasteada em todos os edifícios públicos civis ao lado da Bandeira Nacional.

Protocolo da Bandeira[editar | editar código-fonte]

A Bandeira Nacional deverá ser hasteada diariamente nos edifícios sede dos órgãos de soberania (Presidência da República, Assembleia da República, Presidência do Conselho de Ministros, Ministérios, Supremo Tribunal de Justiça e Tribunal Constitucional). Nos restantes edifícios públicos deverá ser hasteada aos domingos e nos dias feriados.

Quando a Bandeira Nacional for hasteada conjuntamente com outras bandeiras deverão ser cumpridas as seguintes regras (considera-se a Direita de quem está voltado de costas para o edifício ou local onde os mastros estão instalados, ou seja a Esquerda de quem os olha de frente):

  • Existindo dois mastros - a Bandeira Nacional será hasteada no da direita;
  • Existindo três mastros - será hasteada no do centro;
  • Existindo quatro ou mais mastros, assentes no solo - será hasteada no da extrema direita;
  • Existindo quatro ou mais mastros, num edifício - será hasteada no do centro, ou, se em número par, no imediatamente à direita do ponto central;
  • Quando os mastros forem de alturas diferentes, a Bandeira Nacional ocupará sempre o mastro mais alto;
  • A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, não poderá ter dimensões inferiores às destas.
  • A Bandeira da União Europeia deverá seguir em procedência a Bandeira Nacional, ocupando respectivamente os mastros da esquerda, no caso de existirem dois, o da direita no caso de três e o segundo à direita no caso de quatro o mais.

Legislação sobre a bandeira portugesa[editar | editar código-fonte]

Outros usos além de simbologia nacional ou familiar[editar | editar código-fonte]

Bandeira náutica representando o número 7.
Bandeira axadrezada usada na Fórmula 1 para assinalar o fim da corrida.

A bandeira de uma nação é um símbolo nacional que representa a soberania deste. Constituída de tecido leve com as cores e símbolos oficiais do país e sinalizadoras na marinha mercante e de guerra ou a força naval de um país. Como exemplo, há uma série de bandeirolas que servem como sinais de comunicação entre uma embarcação e outra.

Também há um uso grande na aviação, principalmente em porta-aviões como sinalizadoras de decolagem e estolagem ou mesmo acidentes na pista do convés ou deck superior onde pousam os aviões.

Na Fórmula 1, usam-se bandeiras sinalizadoras, que indicam uma série de eventos ao esporte, por exemplo a bandeira preta que desclassifica o corredor.

Seu uso é muito conhecido no futebol, utilizada pelos bandeirinhas ou juízes auxiliares ao sinalizarem uma falta ou impedimento técnico.

Pode ser usada também em propagandas diversas, por exemplo por empresas.

Como sinais de perigos em uma praia, por exemplo, se fincada uma bandeira vermelha indica interdição da área.

Hastes das bandeiras[editar | editar código-fonte]

As hastes das bandeiras (chamados mastros, postes ou paus de bandeira, quando fixos) podem ser simples suportes feitos de madeira, metal ou, mesmo, plástico. Se forem mais altos que o alcance normal de uma pessoa, para içar a bandeira é, normalmente usada um corda ("adriça") que dá a volta numa poleia no topo do mastro, sendo os seus extremos atados na base. A bandeira é fixa a um dos extremos da adriça, sendo içada, puxando-se o outro extremo. A adriça, então é esticada e atada à base do mastro. Os mastros da bandeira são muitas vezes rematados por placas redondas, esferas, pontas de lança ou por elementos simbólicos (esferas armilares em Portugal, por exemplo).

Os mastros de bandeiras muito altos, ou que suportem bandeiras de grandes dimensões, podem ter que ser estruturas complexas e de grande resistência.

O mais alto mastro de bandeira do mundo situa-se em Gijeong-Dong na Coreia do Norte na zona de fronteira com a Coreia do Sul. Este mastro tem 160 m de altura e suporta uma bandeira que pesa 270 kg, quando seca.

O mastro de bandeira sem suporte mais alto do mundo está em Aqaba, na Jordânia, medindo 132 m de altura. O segundo mastro desse tipo mais alto também se situa na Jordânia, em Ragahdan, medindo 126 m , hasteando uma bandeira de 40 m X 60 m , sendo iluminado à noite e visível a 25 km de distância.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Recordes vexilológicos[editar | editar código-fonte]

Bandeiras de alguns países[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principai: Galeria das Bandeiras Nacionais

Bandeiras estaduais ou provincianas ao redor do mundo[editar | editar código-fonte]

Bandeiras de algumas cidades do mundo[editar | editar código-fonte]

Bandeiras de países de língua oficial portuguesa[editar | editar código-fonte]

Bandeiras das regiões autónomas de Portugal[editar | editar código-fonte]

Bandeira da região especial de Macau[editar | editar código-fonte]

Bandeiras subnacionais de Países Lusófonos[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Bandeira e brasões subnacionais de Portugal, Bandeiras das unidades federativas do Brasil e Bandeiras dos municípios do Brasil.

Bandeiras de algumas organizações internacionais[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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