Bangu Atlético Clube

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Bangu
Bangu Atletico Clube.svg
Nome Bangu Atlético Clube
Alcunhas Alvirrubro
Banguzão
Gigante do Oeste
O Verdadeiro Time do Povo
Mulatinhos Rosados
Bicolor
Torcedor/Adepto Banguense
Mascote Castor
Fundação 17 de abril de 1904 (110 anos)
Estádio Moça Bonita
Capacidade 9.564 pessoas[1]
Presidente Brasil Jorge Varela
Treinador Brasil Mário Marques
Patrocinador Brasil Folhamatic
Brasil Quick Delivery
Brasil Fibrolar
Brasil Rede Mega Móveis
Brasil Frango Chic
Brasil Bangu Shopping
Material esportivo Brasil WA Sport
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Rio de Janeiro Copa Rio
Divisão 2012 Rio de Janeiro A 13º colocado
Rio de Janeiro CR a disputar
Divisão 2011 Brasil CB 29º colocado
Rio de Janeiro A 13º colocado
Rio de Janeiro CR 4º colocado
Ranking nacional Aumento (4) 118º lugar, 425 pontos
Website Bangu Atlético Clube
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Bangu Atlético Clube (fundado como The Bangu Athletic Club) é uma agremiação esportiva brasileira, sediada no Rio de Janeiro. Foi oficialmente fundado em 17 de abril de 1904.

O clube utiliza as cores vermelha e branca, o que lhe dá a alcunha de alvirrubro. Manda seus no Estádio Proletário Guilherme da Silveira, mais conhecido como Moça Bonita, com capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

Seu maior rival no futebol é o America, clube com o qual disputou por muitas décadas a primazia de ser a quinta maior força do futebol fluminense e com o qual faz o clássico America versus Bangu.

É um dos clubes mais tradicionais do futebol do Rio de Janeiro[2] [3] e também um dos pioneiros do futebol nacional a contar com jogadores negros e operários em seu elenco, o que contribuiu de maneira decisiva para a democratização do esporte - então elitista em seus primórdios - no Brasil.[4] [5]

Suas maiores glórias foram as conquistas do Campeonato Carioca nos anos de 1933 e 1966. Além disso, os banguenses somam outros seis vice-campeonatos estaduais e um vice-campeonato no Campeonato Brasileiro de 1985, que foi seu maior feito em uma competição de porte nacional.

História[editar | editar código-fonte]

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Equipe profissional do Bangu vice-campeã da Copa Rio em 2010 e que se classificou para a Copa do Brasil. Foto de André Luiz Pereira Nunes

A origem do clube de futebol surge na Fábrica Bangu, que existia no bairro de mesmo nome, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, antes de mudar-se para a cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Alguns britânicos que trabalhavam no local, especialmente o escocês Thomas Donohoe, apresentaram o esporte para os brasileiros, trazendo bolas de futebol ao Brasil, ainda no Século XIX.

A primeira partida disputada no bairro de Bangu foi em 1894, embora a história "oficial" do início do futebol brasileiro não registre o fato, que conta com farta documentação reunida pelo historiador banguense Carlos Molinari. A versão que indica Charles Miller como introdutor do futebol no Brasil procura desqualificar esse momento, alegando que os jogos realizados anteriormente não ocorreram em campos com medidas oficiais, tampouco com uma organização que previa, entre outras coisas, uniformes às equipes.

Em dezembro de 1903, o inglês Andrew Procter sugeriu a fundação de um "club", após observar o entusiasmo de seus colegas. A fundação ocorreu em 17 de abril de 1904, quando foi fundado oficialmente o Bangu Atlético Clube.

O primeiro jogo aconteceu no dia 24 de julho de 1904, contra o Rio Cricket, clube de origem inglesa de Niterói, com derrota por 5 a 0. Contudo, já no jogo seguinte, o Bangu conquistou sua primeira vitória: 6 a 0 contra o Andaraí.

Em 1905, o Bangu foi um dos fundadores da primeira Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e, desde o início, teve seu nome vinculado à classe operária fabril e ao bairro que carrega no nome.

No Campeonato Carioca de 1916 o Bangu terminou empatado com o Botafogo na segunda colocação. O campeão foi o America, com quem o Bangu faz o importante clássico, menos visado na atualidade, mas com uma história gloriosa, America versus Bangu.

O Bangu sempre teve tradição de revelar grandes jogadores e, no final da década de 1920, lançou Domingos da Guia, lenda do futebol brasileiro conhecido como El Divino Mestre, com passagens em outros grandes clubes do Brasil, da Argentina e do Uruguai e pai de outra grande revelação do Bangu, Ademir da Guia.

Em 1921, três importantes jogadores banguenses, Claudionor Corrêa, Américo Pastor e José de Mattos, foram convocados para defender a Seleção Brasileira no Sul Americano, na Argentina, mas como eram operários da Fábrica Bangu, não foram liberados por seus chefes para disputar a competição. Em 1921, o aniversário de 17 anos do clube, o Bangu derrota o Botafogo por 3 a 1 e ganha a Taça James Hartley.

No ano de 1929 o Bangu ganhava o curioso apelido de Mulatinhos Rosados . Há duas versões para a história. Na primeira, o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos. Como suas camisas desbotavam ao suarem, as listras vermelhas pareciam rosadas, surgiu o nome. Na segunda versão, o presidente da época, Antônio Pedroso, para responder a um dirigente adversário que dissera "Como tem crioulo neste time!", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados". A história ocorrida com o clube brasileiro pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro, ainda em 1905, deve ser entendida de maneira extremamente simpática e singela, se não folclórica.

Em 1933, a superioridade do Bangu na conquista de seu primeiro Campeonato Carioca foi incontestável, pois, em 10 jogos, venceu 7, empatou 2 e perdeu apenas 1, com 35 gols em 10 jogos, uma média impressionante de 3,5 gols por jogo. Na final Fluminense versus Bangu, vitória sobre o tricolor por 4 a 0.

Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, conhecido como Moça Bonita.

Um dos grandes jogadores da história do Bangu foi Zizinho [5], tendo liderado o Bangu no final da década de 1940 e início da de 1950, conquistando o Torneio Início de 1950, o primeiro título de um clube no Maracanã, o vice-campeonato carioca de 1951 e o Torneio Início do Torneio Rio-São Paulo, também em 1951, na final carioca contra o rival America. Em 2001 Zizinho foi reconhecido e recebeu um diploma oficial do clube como a maior expressão Banguense nos gramados[6], é considerado por muitos até hoje como maior ídolo do Bangu. [7]

Em 1959 o Bangu foi vice-campeão carioca empatado com o Bota, tendo os dois clubes feito uma partida extra para decidir a segunda vaga carioca para a Taça Brasil. Alguns sites, erroneamente, apontam essa partida como decisão do segundo lugar.

Status de Campeão Mundial. Em 1960, novamente uma conquista pioneira: a International Soccer League de 1960 ao enfrentar a Sampdoria (Itália), Rapid Wien (Áustria), Sporting (Portugal), Estrela Vermelha de Belgrado (Iugoslávia), IFK Norrköping (Suécia), e Kilmarnock (Escócia). Sob o comando de Tim, o Bangu conquistara, de maneira invicta, o primeiro torneio de futebol profissional realizado em terras norte-americanas. Uma bela campanha, composta de 5 vitórias e 1 empate, 16 gols a favor e 3 contra (saldo de 13 gols). Ademir da Guia ainda foi eleito o melhor jogador do torneio. Também participaram desta competição, embora o Bangu não tenha chegado a enfrentar, Bayern Munique (Alemanha), Nice (França), Burnley (Inglaterra), New York Americans (EUA) e Glenavon (Irlanda do Norte).

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a ISL era reconhecida e tinha a aprovação da FIFA.[6] . A própria FIFA cita esse torneio em seu site oficial. [7] Tanto a imprensa [8] [9] quanto os torcedores dos clubes campeões reconhecem o torneio como mundial de clubes.

Jogadores do Kilmarnock carregam Décio Esteves, capitão do Bangu, após a final do Mundial.

Entre 11 de junho de 1961 e 17 de abril de 1963 o Bangu realizou a sua maior série invicta internacional, com 17 jogos (12 vitórias e 5 empates), enfrentando times e seleções da Inglaterra, Canadá, Escócia, Suriname, Bolívia, Colômbia, Equador e Grécia.

Depois dos vice-campeonatos de 1964 e 1965, finalmente o Bangu reconquistaria o título do Campeonato Carioca em 1966, com 15 vitórias e 2 empates em 18 jogos, e com um 3 a 0 na decisão contra o Club de Regatas do Flamengo, já aos 3 minutos do segundo tempo, fazendo com que o atacante Almir Pernambuquinho, do Flamengo, arrumasse uma enorme briga para acabar de vez com o jogo e não sofrer uma humilhação ainda maior.

Em 1967, o Bangu seria novamente vice-campeão no Campeonato Carioca, perdendo o título no último jogo para o Botafogo pelo placar de 2 a 1.

Em 14 de Março de 1970, jogando no Estádio de Moça Bonita, o Bangu empatou com a Seleção Brasileira que seria tricampeã mundial: 1 a 1 .

Em 1984, o Bangu foi campeão da XIV President's Cup da Coréia do Sul, um torneio internacional disputado em Seul, na Coreia do Sul.

O Bangu em 1985 foi vice-campeão no Campeonato Carioca e vice-campeão no Campeonato Brasileiro, ao perder a final para o Coritiba nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Fachada do Bangu Atlético Clube.

Em 1986, o Bangu participou, pela primeira vez, da Taça Libertadores da América. Todavia, seus resultados não foram nada convincentes: dois empates(1 a 1 com o Coritiba e 3 a 3 com o Deportivo Quito) e quatro derrotas (1 a 0 e 2 a 1 para o Barcelona de Guayaquil, 3 a 1 para o Deportivo Quito e 2 a 0 para o Coritiba).

Além dos títulos conquistados, o Bangu teve também, os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1920, (Claudionor, 17 gols), 1922, (Pastor, 10 gols), 1930, (Ladislau da Guia, 20 gols), 1933, (Tião,15 gols), 1935, (Ladislau da Guia, 18 gols), 1963, (Bianchini, 18 gols), 1966, (Paulo Borges, 16 gols), 1967, (Paulo Borges, 13 gols) e em 1984, (Cláudio Adão, 12 gols).

Ladislau da Guia é até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 217 gols. Irmão de Domingos da Guia, e dos também jogadores do Bangu, Médio e Luiz Antônio, além de tio de Ademir da Guia, formam duas gerações de craques que o Bangu revelou para o futebol brasileiro. Outro jogador da época de Ladislau que merece ser lembrado é Fausto dos Santos, um volante de muita técnica e espírito de liderança, que na Copa do Mundo de 1930, ganhou o apelido de a Maravilla Negra da imprensa uruguaia.

O Bangu no Século XXI[editar | editar código-fonte]

No ano de 2001, o Bangu ganhou a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, por ter sido o Primeiro Clube Brasileiro a escalar atletas negros em seu time, ainda em 1905. Essa foi, é, e será eternamente, a maior conquista do Bangu, dentro ou fora de campo [8].

Em 2004, o Bangu viveu um momento negro em sua gloriosa história. Foi rebaixado para a Série B do Estadual do Rio de Janeiro no ano de seu centenário, após ser goleado pelo America Football Club. O treinador era Marcelo Cabo.

Em 2008, o Bangu consegue voltar à elite do futebol carioca ao vencer a Série B, competição de que vinha participando nos últimos quatro anos.

No Campeonato Carioca de 2009, depois de um péssimo início, sendo o único time sem vencer, o Bangu mostrou uma excelente recuperação na reta final da Taça Guanabara e da Taça Rio, terminando em sexto lugar e conseguindo uma vaga na Série D, competição que o clube, devido a dificuldades financeiras, abriu mão de disputar.

Em 2010, o clube terminou o campeonato carioca novamente na 6ª colocação. Foi ainda vice-campeão da Copa Rio, tendo perdido a decisão para o Sendas Pão de Açúcar Esporte Clube. Com o vice- campeonato, o Bangu conseguiu uma vaga para a Copa do Brasil de 2011.

Em 2011, o Bangu teve uma campanha pífia no Carioca, ficando na 13ª posição. Na Copa do Brasil o clube conseguiu a sua melhor classificação de sempre, ficando na 29ª posição (eliminando na primeira fase a Portuguesa-SP e sendo eliminado pelo Náutico-PE na segunda fase). Na Copa Rio o Bangu teve um desempenho regular ficando em 4º lugar com 6 vitórias, 4 empates e 6 derrotas.

Em 2011, a equipe do Bangu de Futebol de 7 teve um ano brilhante: foi vice-campeã brasileira, 3ª colocada na Copa do Brasil, campeã do Torneio Rio-Niteroi da 3ª divisão e vice-campeã do Torneio Municipal da 4ª divisão.

Em 2012, O clube investiu na reforma de seu estádio, visando receber os clubes grandes nas partidas do Campeonato Carioca. Após um mau início na competição, com duas derrotas nos dois primeiros jogos, o Presidente do Time demitiu seu técnico Marcão e contratou Carlos César para assumir o cargo.[10] Carlos César é demitido na 1ª rodada da Taça Rio e o time contrata Cleimar Rocha, que consegue 4 vitórias, 3 empates e 1 derrota, evitando o rebaixamento e levando o time às semifinais da Taça Rio na maior recuperação da história do Campeonato Carioca. Na semi-final o time perde para o Botafogo por 4 a 2.

No 2º semestre o Bangu fez uma excursão com amistosos pela Europa, contra times da Alemanha, Hungria e também Israel, disputando um total de 10 jogos, com 3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. Neste 2º semestre também foi disputada a Copa Rio, competição na qual o Bangu se sagrou vice campeão, conquistando vaga para disputar a Copa do Brasil de Futebol de 2013.

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

Francisco Carregal foi escalado em 1905. O feito rendeu a Medalha Tiradentes ao Bangu.

Apenas Fluminense, Botafogo e Bangu são os clubes em atividade que participaram desse campeonato.

O campeonato realizado pela Liga Carioca de Futebol foi o primeiro campeonato profissional do Rio de Janeiro.

O título conquistado no Estádio de São Januário completou a festa do Campeonato Carioca de 1933.

  • Primeiro clube com patrocínio na camisa, em 1948.

Pioneirismo do markenting e no uniforme começando em 1948, o Bangu passou a ser o primeiro clube do Brasil e talvez do mundo a ter três uniformes de jogo e a ter patrocínio estampado na camisa. [11] [12]

A conquista aconteceu no dia 30 de julho quando o Bangu bateu o Vasco da Gama na final por 3 a 2.

  • Primeiro clube de futebol a ter vinculo informal com uma escola de samba no Brasil, em 1966.

As cores oficiais da Unidos de Bangu eram o azul e o branco. A cor vermelha e branca somente foi adotada em 1966, em homenagem, após o segundo título do campeonato carioca conquistado pelo Bangu Atlético Clube. Pioneirismo este copiado no Estado de São Paulo, como pela Gaviões da Fiel e Camisa 12 (Corinthians), Mancha Verde e TUP (Palmeiras), Dragões da Real e Torcida Independente (São Paulo), Torcida Jovem (Santos), entre as principais.

  • Primeiro clube com mascote na camisa, em 1981.

Em 1981 críticos de futebol diziam que faltava "peso na camisa" do Bangu para enfrentar os grandes clubes do Brasil. Castor de Andrade (presidente do clube) tratou de colocar seu símbolo (um Castorzinho) no uniforme alvirrubro. O fato é que o Bangu se tornou o primeiro clube estampar o mascote na camisa. [13]

Fatos históricos[editar | editar código-fonte]

  • Pelé, o maior jogador de todos os tempos, esteve para ser contratado pelo Bangu em 1956 antes de ir para o Santos. Tim era o treinador do alvirrubro e esteve em Bauru-SP, quando já estava tudo certo para ele vir jogar no Bangu. A mãe de Pelé Dona Celeste não aceitou que ele se mudasse para tão longe de São Paulo, e Pelé acabou indo parar no Santos. Este fato também é relatado com grande destaque no filme Pelé Eterno.[14]
  • Leônidas da Silva, o Diamante Negro, Atuou pelo Bangu em 1951. Foi em um combinado entre Bangu e São Paulo, onde as equipes fizeram 13 jogos na europa; Leônidas da Silva era o treinador do São Paulo, mas em um momento especial a pedidos da torcida francesa em Paris, o Diamante Negro acabou atuando pelo Combinado em uma partida. A adoração dos franceses por Leônidas da Silva se justifica. Na Copa de 1938, o futebol do "homem borracha" encantou o mundo. Em 19.04.1951, em Paris, o Combinado São Paulo-Bangu venceu por 3 a 2 o Racing, com dois gols de Moacir e um de Zizinho, ambos do Bangu. E foi assim que que o Bangu teve Leônidas da Silva e Zizinho jogando juntos no mesmo time. [15] [16]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Time profissional em 2012. Foto de André Luiz Pereira Nunes

O seu uniforme é composto por camisas com listras verticais vermelhas e brancas, calções brancos e meias com listas horizontais na mesma cor da camisa, sendo que desde sua fundação o clube tem por meta se desenvolver em três setores: o social, o cultural e o esportivo, pois tanto isso é verdade que no seu escudo, as letras B, A, C não são simples desenhos, cada qual representa um objeto.

O "B" significa um pincenê, espécie de monóculos muito usado no século XX, e que representa o lado "intelectual" do clube.

O "A" é um suporte para pintura de telas, mostrando uma vocação para o lado cultural.

O "C" representa uma ferradura, desejando sorte nas atividades esportivas, tudo isso sobreposto sobre faixas diagonais vermelhas e brancas, desenhado em 1904, pelo chefe da seção de gravura da Fábrica Bangu, o português José Villas Boas.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O seu mascote é um castor, em alusão ao bicheiro Castor de Andrade, que foi presidente de honra e grande financiador do Bangu até o fim da década de 80, com recursos provenientes do jogo do bicho, sendo o grande responsável pela conquista do título de campeão carioca de futebol de 1966 e pelo vice-campeonato brasileiro de 1985, perdendo a decisão para o Coritiba na final, na disputa de pênaltis, no Maracanã.

Ranqueamento CBF[editar | editar código-fonte]

O Bangu é atualmente o 118º colocado no ranking da CBF e o sexto nos rankings cariocas de títulos e de pontos ganhos, entre outros.

Títulos[editar | editar código-fonte]

International Soccer League de 1960
Troféu do Campeonato Carioca de 1966
Honrarias
Competição Títulos Temporadas
Scudetto chile.jpg Taça de Invencibilidade 1 1950 Cscr-featured.png
Onu .png Fita Azul Internacional 1 1962 Cscr-featured.png
Brasão do estado do Rio de Janeiro.svg Medalha Tiradentes 1 2001 - Primeiro clube do Rio de Janeiro a escalar um atleta negro, em 1905.
Mundial
Competição Títulos Temporadas
MLS Cup.svg International Soccer League 1 1960
Nacional
Competição Títulos Temporadas
Cbf brazilian championship trophy.svg Vice-campeão Brasileiro 1 1985
Regional
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Copa dos Campeões Estaduais 1 1967 Cscr-featured.png
Trophy(transp).png Torneio Início do Rio-São Paulo 1 1951 Cscr-featured.png
Estadual
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 2 1933 e 1966
Rio de Janeiro Vice-campeonato Carioca 6 1951, 1959, 1964, 1965, 1967 e 1985
Rio de Janeiro Taça Rio 1 1987 Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Seletivo da 1ª Divisão 1 2006
Rio de Janeiro Taça Orlando Leal Carneiro 1 1979
Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B 3 1911, 1914 Cscr-featured.png e 2008
Rio de Janeiro Torneio Início 4 1934 Cscr-featured.png, 1950 Cscr-featured.png, 1955 Cscr-featured.png e 1964 Cscr-featured.png
Outros Torneios Internacionais
Competição Títulos Temporadas
Equador Brasil Torneio do Equador 2 1957 e 1962
Luxemburgo Itália Brasil Torneio de Luxemburgo 1 1958
Venezuela Suécia Brasil Torneio de Caracas 1 1958
Costa Rica República Checa Brasil Torneio da Costa Rica 1 1959
Áustria Brasil Torneio da Áustria 1 1961
Coreia do Sul Brasil Copa do Presidente da Coreia do Sul 1 1984
El Salvador Brasil Torneio de El Salvador 1 1998
Brasil Estados Unidos Torneio de Inverno de Moça Bonita 1 1999
Juniores
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 4 1952, 1953, 1959 e 1987
Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B 1 2008
Rio de Janeiro Torneio Otávio Pinto Guimarães 1 2003
Rio de Janeiro Torneio Início 4 1952 Cscr-featured.png, 1954 Cscr-featured.png, 1958 Cscr-featured.png e 1966 Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Liga Rio Copa 1 2012
Juvenil
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca Série Especial 2 2011 e 2012

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Histórico em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Interestaduais[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Últimas Temporadas[editar | editar código-fonte]

Ano Brasil Copa do Brasil Rio de Janeiro Campeonato Carioca Rio de Janeiro Copa Rio
2005 - 2º (B) -
2006 - 14º (B) -
2007 - 17º (B)
2008 - 1º (B) -
2009 - 6º (A) 15º
2010 - 6º (A)
2011 29º 13º (A)
2012 - 13º (A)
2013 a disputar a disputar a disputar
     Campeão
     Vice-campeão

Ranking da CBF 2012[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 54º;
  • Pontuação: 339 pontos;

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontuava todos os times do Brasil até 2012, segundo a ótica de se considerar todo o histórico em suas competições oficiais, ranking alterado em 2013, passando a considerar somente as últimas temporadas para efeito de pontuação.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Clássico Bisavô
America x Bangu
America 107 vitória(s), 506 gol(s)
Bangu 100 vitória(s), 434 gol(s)
Empates 68
Total de jogos 275
Total de gols 940
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Históricamente seu maior rival é o America, pois ambos os clubes brigam para ser a quinta maior força do futebol carioca.

Também existe uma grande rivalidade com o Campo Grande, naquele que é chamado Clássico Rural ou Clássico da Zona Oeste.

Com a decadência do Campo Grande, seu atual "rival local" (são clubes de regiões diferentes do Rio de Janeiro) é o Madureira.

Principais adversários

Maiores públicos do Bangu[editar | editar código-fonte]

  • Exceto quando informados os públicos presente e pagante, os demais referem-se aos pagantes.
  1. Bangu 2 a 1 Madureira, 160.342, 19 de agosto de 1973; (*)
  2. Bangu 3 a 0 Flamengo, 143.978, 18 de dezembro de 1966;
  3. Bangu 1 a 2 Botafogo, 111.641, 17 de dezembro de 1967 (91.881 pagantes);
  4. Bangu 0 a 3 Flamengo, 107.474, 4 de maio de 1980 (*);
  5. Bangu 0 a 2 America, 106.525, 31 de maio de 1970 (**);
  6. Bangu 1 a 3 Flamengo, 96.187, 25 de novembro de 1963;
  7. Bangu 2 a 1 Flamengo, 93.433, 15 de dezembro de 1985;
  8. Bangu 1 a 0 Fluminense, 92.961, 6 de janeiro de 1952 (81.166 pagantes);
  9. Bangu 1 a 1 Coritiba, 91.527, 31 de julho de 1985;
  10. Bangu 1 a 2 Fluminense, 88.162, 18 de dezembro de 1985;
  11. Bangu 0 a 2 Fluminense, 78.849, 20 de janeiro de 1952 (68.820 pagantes);
  12. Bangu 1 a 3 Fluminense, 75.106, 20 de dezembro de 1964;

(*) rodada dupla (**) rodada tripla

Bangu versus Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

O Bangu enfrentou a Seleção Brasileira em 7 ocasiões, com 2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas.

O confronto mais lembrado foi o ocorrido em 1970, quando o Bangu empatou com a Seleção Brasileira em 1 a 1 em Moça Bonita, levando o técnico brasileiro João Saldanha a ser demitido, com Zagallo assumindo o cargo para ser Campeão da Copa do Mundo de 1970.

Relação de jogos contra a Seleção Brasileira
Data Resultado Estádio
10/05/1950 Bangu 5 x 2 Seleção Brasileira São Januário
25/05/1950 Bangu 0 x 5 Seleção Brasileira São Januário
01/06/1950 Bangu 1 x 3 Seleção Brasileira São Januário
20/06/1950 Bangu 1 x 7 Seleção Brasileira Maracanã
08/05/1966 Bangu 1 x 0 Seleção Brasileira Granja Comary
11/05/1966 Bangu 2 x 3 Seleção Brasileira Caio Martins
14/03/1970 Bangu 1 x 1 Seleção Brasileira Moça Bonita

Jogadores, técnicos e personalidades destacadas[editar | editar código-fonte]

Jogadores do Bangu na Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Em toda sua história o Bangu cedeu 15 jogadores para a Seleção Brasileira, sendo que, apenas três disputaram partidas em Copas do Mundo, Zizinho, em 1950, Zózimo, em 1958 e 1962 e Fidélis em 1966.