Banguecoque

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Banguecoque / Bangcoc / Bangkok
กรุงเทพมหานคร
Krung Thep Maha Nakhon
—  Cidade e Área Administrativa Especial  —
Do alto, da direita para a esquerda: Centro financeiro de Silom, Templo de Wat Arun, Wat Phra Kaew, Giant Swing e Monumento da Vitória.
Do alto, da direita para a esquerda: Centro financeiro de Silom, Templo de Wat Arun, Wat Phra Kaew, Giant Swing e Monumento da Vitória.
Bandeira de Banguecoque / Bangcoc / Bangkok
Bandeira
Selo de Banguecoque / Bangcoc / Bangkok
Selo
Banguecoque / Bangcoc / Bangkok está localizado em: Tailândia
Banguecoque / Bangcoc / Bangkok
Localização de Banguecoque na Tailândia
13° 45' 8" N 100° 29' 38" E
País  Tailândia
Região Central
Distrito Bangcoc
Capital desde 21 de abril de 1782 (232 anos)
Administração
 - Tipo Área Administrativa Especial
 - Governador M.R. Sukhumbhand Paribatra
Área [1]
 - Cidade 1 568 km²
 - Metro 7761 km²
População (estimativa 2011)[2]
 - Cidade 8 280 925
 - Metro 14 565 520
Gentílico: Bangkokiano
 - IDH (2009) 0,933 muito elevado
Fuso horário Tailândia (UTC+7)
Código de área +66-2
ISO 3166-2 TH-10
Sítio www.bangkok.go.th

Banguecoque (português europeu) ou Bangcoc/Bangkok (português brasileiro) (em tailandês: Loudspeaker.svg? กรุงเทพมหานคร, Krung Thep Maha Nakhon) é a capital e cidade mais populosa da Tailândia, além de principal centro financeiro, corporativo, mercantil, cultural e histórico do país. É a décima cidade mais populosa da Ásia e a vigésima mais populosa do mundo. Situada à margem esquerda do rio Chao Phraya, nas proximidades do Golfo da Tailândia, a cidade possui cerca de 8 280 925 habitantes (2011)[2] , classificada como a 22ª cidade mais populosa do mundo, enquanto a Grande Banguecoque reúne 14,6 milhões de habitantes, sendo que aproximadamente 12,6% da população do país vive na área metropolitana, ocupando o posto de 30ª região metropolitana mais populosa do mundo. A cidade ocupa 1.568,7 km², no delta do rio Chao Phraya, e está localizada na região Central da Tailândia.

Historicamente, Banguecoque está ligada a um pequeno posto de comércio durante o Reino de Ayutthaya, no século XV, que eventualmente cresceu em tamanho e se tornou o local de duas capitais: Thonburi em 1768 e Rattanakosin em 1782. Banguecoque estava situada no centro do reino de Sião (nome adotado pela Tailândia até 1939), sofrendo grande modernização durante o século XIX, quando o país enfrentou pressões do Ocidente. A cidade foi palco de lutas políticas da Tailândia ao longo do século XX, entre as quais as revoltas em que o país aboliu a monarquia absoluta e sofreu inúmeros golpes e revoltas. A cidade cresceu rapidamente durante os anos 1960 até os anos 1980 e agora exerce um impacto significativo entre a política, economia, educação, meios de comunicação e sociedade moderna da Tailândia e do Sudeste asiático.

Os altos investimentos econômicos recebidos pelos Novos tigres asiáticos na década de 1980 e 1990 resultou em um grande número de empresas multinacionais sediadas regionalmente em Banguecoque. A cidade é hoje uma das principais forças regionais em finanças e negócios. É um centro internacional para o transporte e saúde, e está emergindo como um centro regional para as artes, moda e entretenimento. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos templos, palácios, museus, teatros, bibliotecas e universidades. Os principais marcos de Banguecoque são sua cultura, bem como seus distritos notórios, que deram-lhe um apelo exótico. O histórico Grand Palace e templos budistas, incluindo Wat Arun e Wat Pho, contrastam com outras atrações turísticas, como as cenas da vida noturna de Khaosan Road e Patpong. Banguecoque é um dos principais destinos turísticos do mundo. É nomeada a cidade mais visitada na Global Destination Cities Index da MasterCard, e foi nomeada a "Melhor Cidade do Mundo" por quatro anos consecutivos pela revista norte-americana Travel + Leisure. Em 2006, foi a segunda cidade com maior número de turistas no mundo, com 10,35 milhões de turistas no ano, sendo superada apenas por Londres.[3]

O rápido crescimento de Banguecoque, associado ao pouco planejamento e regulação do urbanismo, resultou em uma paisagem urbana desordenada e sistemas de infraestrutura inadequados. Estradas limitadas, apesar de uma extensa rede de auto-estrada, juntamente com o uso substancial de estacionamento privado, resultaram em congestionamento do tráfego e rede viária ineficiente. Este, por sua vez, causou grave poluição do ar na década de 1990. A cidade desde então virou-se para o transporte público em uma tentativa de resolver este grave problema. Quatro linhas de trânsito rápido estão agora em operação, com mais sistemas em construção ou planejados pelo governo nacional e a Administração Metropolitana de Bangkok.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A abreviação do nome da cidade costuma ser atribuída a Bangcoc ou Bancoc. O nome da cidade na escrita tailandesa, segundo o Guinness Book, é o mais extenso do mundo: Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Ayuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit (กรุงเทพมหานคร อมรรัตนโกสินทร์ มหินทรายุธยามหาดิลก ภพนพรัตน์ ราชธานีบุรีรมย์ อุดมราชนิเวศน์ มหาสถาน อมรพิมาน อวตารสถิต สักกะทัตติยะ วิษณุกรรมประสิทธิ์ pronúncia ajuda · ficheiro · ouvir)[4] , possui 152 letras. De acordo com a romanização deste alfabeto, também pode escrever-se da seguinte maneira: Krung-dēvamahānagara amararatanakosindra mahindrayudhyā mahātilakabhava navaratanarājadhānī purīramya utamarājanivēsana mahāsthāna amaravimāna avatārasthitya shakrasdattiya vishnukarmaprasiddhi, que, em português, pode significar: "Cidade dos Anjos; Grande Cidade; Cidade da jóia eterna; Cidade inabalável do deus Indra; Grande capital do mundo Ornada com nove preciosas gemas; Cidade Feliz; Palácio Real enorme em abundância que se assemelha à morada celestial onde reina o deus reencarnado ou Uma cidade dada por Indra e construída por Vishnukam").[4]

História[editar | editar código-fonte]

A história da área de Bangkok tem suas origens datadas ao início do século XV, quando era uma vila na margem oeste do rio Chao Phraya, sob o governo de Ayutthaya.[5] Devido à sua localização estratégica, perto da foz do rio, a localidade aumentou gradualmente em importância para o reino. Inicialmente, Bangkok serviu como um posto aduaneiro, com fortes em ambos os lados do rio. Entre os fortes, estava o Forte Amsterdã, construído em 1622 e controlado pelos holandeses, que o utilizavam como um posto comercial.[6] A região se tornou o local de um cerco em 1688, que ficou conhecido como Cerco de Bangkok, em que os franceses foram expulsos de Sião. Após a queda do Reino de Ayutthaya para a Dinastia Konbaung, que governava a Birmânia, em 1767, o recém-declarado Rei Taksin estabeleceu sua capital na cidade, que se tornou a base do Reino de Thonburi. Em 1782, o rei Taksin é assassinado e Rama I, O Grande assumiu o poder, mudando a capital para a Ilha Rattanakosin, na margem oriental, fundando assim o Reino Rattanakosin. A coluna da cidade foi erguida em 21 de abril daquele ano, que é considerada como a data de fundação da cidade.[7]

Mapa de Bangkok em 1888.

Bangkok expandia-se gradualmente através do comércio internacional, praticado principalmente com a China e em seguida, com os comerciantes ocidentais a partir de meados do século XIX. Como capital, Bangkok era o centro da modernização do Reino de Sião, enfrentando a pressão de potências ocidentais no final do século XIX. Com os reinados dos reis Mongkut (Rama IV, 1851-1868) e Chulalongkorn (Rama V, 1868-1910) vieram a introdução da máquina a vapor, imprensa, transporte ferroviário e de infraestrutura utilitária e pública na cidade, bem como a educação formal e maiores investimentos em saúde. Nesta época, toda a cidade foi atravessada por uma densa rede de canais (khlongs). O transporte na cidade era feito em grande parte por esses canais, desenvolvendo-se também o comércio, que originou os mercados flutuantes. Quase não havia estradas e Bangkok passou a ser chamada de "Veneza do Oriente". A maioria dos canais passaram a ser preenchidos sucessivamente, para dar espaço para o crescente tráfego rodoviário da cidade em crescimento. Em 1863, a única rua pavimentada na cidade era a Thanon Charoen Krung, chamada New Road (literalmente "o caminho para aumentar o capital"). Durante o reinado do Rei Chulalongkorn (Rama V), a linha férrea passou a ser construída em direção ao norte do país, bondes passaram a fazer parte do tráfego urbano e um grande número de estradas foram criadas, sendo boa parte destas com estilos e influência européia.

Influência européia e revolução de 1932[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, os limites de Banguecoque englobavam cerca de uma dúzia de quilômetros quadrados, com uma população de cerca de 500 mil habitantes. Apesar de seu tamanho modesto, a capital tailandesa exercia influência não apenas no Reino de Sião, mas também em outros territórios vizinhos, que hoje correspondem ao Laos, parte ocidental do Camboja e o norte da Malásia. Os governantes siameses foram capazes de afastar a pressão intensa dos portugueses, holandeses, franceses e ingleses, todos eles de uma só vez, que intencionavam adicionar Sião aos seus territórios vizinhos colonizados. Na época, França e Inglaterra haviam estabelecido uma forte presença em cada um dos países vizinhos à Sião (a França no Laos e Camboja e os britânicos em Birmânia e Malásia), enquanto os portugueses lutavam para manter sua hegemonia sobre Ceilão e o Timor-Leste.[8]

Como resultado da crescente pressão das colônias britânicas, Birmânia e Malásia, Rama IV assinou o Tratado de Bowring em 1855 com a Grã-Bretanha. O acordo foi uma ruptura do envolvimento econômico entre siameses e chineses, uma relação que tinha dominado o cenário econômico no século anterior.[8] A assinatura deste documento, e a ascensão subsequente do filho de Rama V, o rei Chulalongkorn, levou ao maior período de influência européia na Tailândia. Desejando reprimir qualquer potencial tentativa de colonização européia em Banguecoque - e consequentemente em Sião - Rama V permitiu que as duas potências européias usassem o reino como um estado-tampão entre seus respectivos domínios coloniais, durando de 1893 a 1910.[8] Inspirado nas ruas de Batavia, o centro colonial holandês (atual Jacarta, na Indonésia), Rama V construiu em Bangkok 120 novas estradas durante o seu reinado. O rei também se baseou em projetos executados em Calcutá, Penang e Singapura. Os alemães foram contratados para projetar e construir ferrovias que emanam da capital, enquanto os holandeses contribuíram com o projeto da estação de comboio de Hualamphong, hoje considerada uma obra-prima de Art Deco.[8]

Em 1893, Banguecoque inaugurou sua primeira linha férrea, possuindo 22 quilômetros até Pak Nam, onde se encontra com o Golfo da Tailândia. Um bonde elétrico com 20 quilômetros foi aberto no ano seguinte, em paralelo com a margem esquerda do rio Chao Phraya. Em 1904, foram adicionados mais três linhas de trem para fora dos limites da cidade: O primeiro para o nordeste, com destino à Khorat (cerca de 306 quilômetros), com um ramal para Lopburi; outro na direção sul-sudoeste, indo para Phetburi (cerca de 151 quilômetros), e o último para o sul, indo para Tha Chin, com 34 quilômetros de distãncia.[8]

A administração da cidade foi organizada pela primeira vez pelo Rei Chulalongkorn, em 1906, com o estabelecimento de Bangkok como uma subdivisão nacional. Em 1915, a cidade foi dividida em vários distritos, limites administrativos que, desde então, estão estabelecidos. A Administração metropolitana de Bangkok foi criada em 1972, após a fusão da Província de Phra Nakhon, na margem leste do rio Chao Phraya, com a província de Thonburi, na margem oeste, em 1971.[9] Ainda no início do século XX, a cidade começou a se expandir no sentido norte e leste. Banguecoque registrou um notável crescimento populacional, especialmente na parte à oeste do rio, o que resultou na construção e inauguração da primeira ponte, a Ponte Memorial sobre o rio Chao Praya em 1932. Devido ao período próspero da cidade, muitas famílias de comerciantes ricos enviavam seus filhos para estudar na Europa. Os alunos de nível socioeconômico mais escasso, que se destacavam na escola, tinham acesso a bolsas de estudo do governo para estudo no exterior também.[8] Em 1924, um grupo de estudantes siameses em Paris formaram a organização "Promotores de mudança política", que se reunia para discutir ideias para um futuro governo em Sião modelado sobre a democracia ocidental.[8] Após terminar seus estudos e retornar para Banguecoque, três dos "Promotores", o advogado Pridi Banomyong e os oficiais militares Phibul Songkhram e Prayoon Phamonmontri, organizaram um subterrâneo "Partido Popular" dedicado à derrubada do sistema de governo do país. O Partido Popular encontrou um apoio em Rama VII, provocando uma revolução sem derramamento de sangue, em 1932, que transformou o sistema de governo de Sião, passando de uma monarquia absoluta para monarquia constitucional. Assim, Banguecoque viu-se como o centro de um novo serviço civil, palco das lutas de poder entre a elite militar e política, que transformou a cidade em um centro de oportunidades econômicas.[8]

Segunda Guerra Mundial e movimentos políticos[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1938, Phibul Songkhram foi nomeado primeiro-ministro pelo Partido Popular. Ele foi responsável pela mudança do nome do país de Sião para Tailândia, além da adoção do calendário solar ocidental. Quando os japoneses invadiram o Sudeste Asiático em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, superando as tropas aliadas na Malásia e Birmânia, Phibul permitiu que regimentos japoneses tivessem acesso ao Golfo da Tailândia através do território do país. Tropas japonesas bombardearam e ocuparam por um breve período partes de Banguecoque em seu caminho para a fronteira entre Tailândia e Birmânia, para lutar contra os britânicos. Como resultado da insegurança pública, a economia da cidade estagnou-se.[8] Banguecoque sofreu bombardeios também por parte dos Aliados e enfrentou a ocupação japonesa, mas cresceu rapidamente no período pós-guerra, como resultado da ajuda recebida pelos Estados Unidos.[9]

Phibul Songkhram renunciou em 1944, sob pressão da resistência subterrânea siamesa. Foi exilado para o Japão em 1945. Banguecoque retomou o seu ritmo no sentido da modernização, mesmo após Phibul voltar para Sião em 1948 e assumir a liderança novamente através de um golpe militar.[8] Nos quinze anos seguintes, a cidade sofreu grande mudança em sua infraestrutura, com destaque para os canais, que foram preenchidos para proporcionar espaço para novas estradas e edifícios de vários andares.[8] Outro golpe foi instalado em 1957, pelo marechal Sarit Thanarat. Phibul Songkhram mais uma vez exilou-se no Japão, onde morreu em 1964. Entre 1964 a 1973 - os anos de pico da Indochina - oficiais do exército tailandês, sediados em Banguecoque, permitiram o estabelecimento de várias bases militares dos Estados Unidos em regiões tailandesas fronteiriças, apoiando a campanha norte-americana na Indochina. Durante este tempo, a cidade tornou-se notável no mundo, sendo vista como um "descanso e recreação" local para as tropas estrangeiras estacionadas no Sudeste Asiático.[8] Banguecoque sustentava o apoio dos tailandeses para com os norte-americanos, mantendo-se intacta e, ao mesmo tempo, atrativa e próspera, em um momento em que ocorria a Guerra do Vietnã, assolando várias grandes cidades de países próximos como Saigon, Hanói e Phnom Penh. [8]

A década de 1970 também foi marcada por manifestaçõe na cidade. Em outubro de 1973, uma grande manifestação estudantil pró-democracia, na Universidade de Thammasat, foi reprimida pelos militares. Kukrit Pramoj assumiu o comando do governo, com coalizão de 14 partidos. Entre as realizações duradouras de Kukrit fosse um salário mínimo nacional, a revogação de leis anticomunistas e a ejeção de forças militares dos EUA a partir de Tailândia.[8] Apesar das manifestações cessarem na cidade, Banguecoque continuou experimentando focos de tensões. Os militares recuperaram o controle em 1976, quando grupos civis renderam um grupo de 2.000 estudantes na Universidade de Thammasat, matando centenas de pessoas. Muitos estudantes fugiram da cidade e juntaram-se ao Exército Popular de Libertação da Tailândia (PLAT), uma insurgência comunista armada escondida nas colinas, ativa na Tailândia desde 1930.[8] Os próximos quinze anos, continuaram sendo marcados pela alternância entre civis e militares no governo. Uma anistia geral, em 1982, pôs fim à PLAT, e os estudantes, trabalhadores e agricultores que integravam a organização desfizeram seus laços. Tratava-se de uma nova era de tolerância política.[8]

História recente[editar | editar código-fonte]

Khlongs, que atravessam partes de Banguecoque.

O desenvolvimento urbano desproporcional levou ao aumento das desigualdades sociais e de renda, causada sobretudo pela migração sem precedentes das áreas rurais de províncias próximas à Bangkok. Sua população passou de 1,8 milhão para 3 milhões em 1960. Após a retirada dos norte-americanos do Vietnã, no fim da guerra envolvendo os dois países, as empresas japonesas assumiram como líderes em investimentos em Banguecoque, e a expansão da produção orientada para a exportação levou a um crescimento do mercado financeiro na cidade.[10] O rápido crescimento da cidade continuou até a década de 1980 e início dos anos 1990, até que diminuiu devido à crise financeira asiática de 1997. Até então, muitas questões públicas e sociais surgiram, entre elas a pressão sobre a infraestrutura refletida nos notórios engarrafamentos da cidade. O papel de Banguecoque como palco político da nação continua a ser visto em cordas de protestos populares, a partir das revoltas populares em 1973, do Massacre na Universidade Thammasat em 1976, manifestações anti-militares em 1992 e sucessivos protestos anti-governo pelos movimentos "Camisas amarelas" e "Camisas vermelhas" a partir de 2008.

Durante o século XX, Banguecoque passou de meros 13 km² em 1900 para uma área metropolitana de mais de 330 km² no fim do século. Atualmente, a cidade engloba não só Banguecoque propriamente dita, mas também a antiga capital, Thonburi, através do canal sob o rio Chao Phraya a oeste, além de províncias densamente povoadas vistas como 'subúrbios': Samut Prakan ao leste e Nonthaburi, ao norte. Mais da metade da população urbana da Tailândia vive na cidade.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Banguecoque tem um clima tropical seco na classificação climática de Köppen. A temperatura mais alta registrada na cidade foi de 40 °C em maio de 1983, enquanto que a mais baixa registrada ocorreu em janeiro de 1955, quando registrou-se 9,9 °C. As temperaturas mais baixas foram arquivadas nos meses de janeiro de 1924, 1955 e 1974, assim como em dezembro de 1999. O ano mais quente em Banguecoque foi 1997 (com uma média de 30 °C registrados no aeroporto Don Mueang) e o mais frio foi 1975 (com 26,3 °C). A temperatura diurna mais fria foi de 19,9 °C em dezembro de 1992. As chuvas de granizo são praticamente desconhecidas na cidade, com somente um registro nos últimos cinquenta anos.[11]


Dados climatológicos para Bangkok
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,0 32,7 33,7 34,9 34,0 33,1 32,7 32,5 32,3 32,0 31,6 31,3 32,7
Temperatura mínima média (°C) 21,0 23,3 24,9 26,1 25,6 25,4 25,0 24,9 24,6 24,3 23,1 20,8 24,1
Precipitação (mm) 9,0 30,0 29,0 65,0 220,0 149,0 155,0 197,0 344,0 242,0 48,0 10,0 1 498,0
Fonte: [12] [13]


Topografia[editar | editar código-fonte]

Bangkok situa-se no delta do rio Chao Phraya, nas planícies centrais da Tailândia. O rio serpenteia pela cidade na direção sul, desaguando no Golfo da Tailândia, cerca de 25 quilômetros ao sul do centro da cidade. A área é plana e de baixa altitude, com uma elevação média de 1,5 metros acima do nível do mar.[14] [nota 1] A maior parte da área originalmente era um pântano, que foi gradualmente drenado e irrigado para a agricultura através da construção de canais (khlong) que ocorreram ao longo do séculos XVI ao XIX. O curso do rio que flui através de Bangkok foi modificado pela construção de vários canais de atalho.[14]

Esta intrincada rede de vias serviu como o principal modo de transporte até o final do século XIX, quando as estradas modernas começaram a ser construídas. Até então, a maioria das pessoas viviam perto ou sobre as águas do rio, levando a cidade a ser conhecida durante o século XIX como a "Veneza do Oriente".[15] Muitos destes canais já foram preenchidos ou pavimentados, mas outros ainda cruzam a cidade, servindo como canais de drenagem e vias de transporte. A maioria dos canais são agora extremamente poluídos, embora haja tratamento e limpeza de vários canais realizados por parte da AMB.[16]

Geologia[editar | editar código-fonte]

Mapa com os principais canais de Bangkok, que detalha o curso original do rio e seus canais de atalho.

A geologia da área de Banguecoque é caracterizada por uma camada superior de argila marinha, com uma média de 15 metros de espessura, a qual cobre um sistema que consiste em oito unidades de aquífero. Esta característica tem contribuído para os efeitos de abatimento causados ​​pela água do solo extenso de bombeamento. Primeiramente reconhecida na década de 1970, a subsidência logo se tornou uma questão crítica, chegando a uma taxa de 120 milímetros por ano em 1981. A gestão e mitigação de medidas de água subterrânea, desde então, diminuiu a gravidade da situação, apesar de a subsidência ainda esteja ocorrendo a uma taxa de 10 a 30 milímetros por ano. As regiões da cidade estão a 1 metro acima do nível do mar.[17] Há estudos que indicam que a cidade pode ser submersa até 2030.[18] [19]

A subsidência resultou num aumento do risco de inundação, como Banguecoque já é propensa a inundações devido a sua baixa altitude e infra-estrutura de drenagem inadequada resultante da rápida urbanização.[20] A cidade possui barreiras de inundação e tem aumentando a drenagem dos canais de bombeamento, além da construção de túneis de drenagem, mas partes de Banguecoque e seus subúrbios são ainda regularmente afetados por inundações.[20] Chuvas pesadas, resultando em sistemas urbanos de escoamento de drenagem, são os principais fatores desencadeantes.[20] A cidade enfrentou grandes inundações em 1995 e 2011.[21] Em 2011, a maioria dos distritos do norte, leste e oeste de Banguecoque foram inundados, sendo que alguns destes lugares permaneceram submersos por mais de dois meses.[22] O aquecimento global representa riscos mais graves e um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estima que mais de 5 milhões de pessoas na cidade podem estar expostas a inundações costeiras até 2070, a sétima maior probabilidade entre as cidades portuárias do mundo.[23]

Espaços verdes[editar | editar código-fonte]

Parque Lumphini, localizado na região central da cidade.

Bangkok possui vários parques e espaços verdes, embora estes espaços sejam moderados, sendo de 11,8 metros quadrados por pessoa.[24] Nas regiões mais densamente urbanizadas da cidade, estes números são mais baixos, atingindo índices de 1,73 e 0,72 metros quadrados por habitante.[24] Entre os parques mais conhecidos está o Cinturão Verde, que possui cerca de 700 quilômetros quadrados de arrozais e pomares nas extremidades leste e oeste da cidade, embora seu objetivo principal é servir como bacias de detenção de cheias, em vez de limitar a expansão urbana.[25] O Bang Kachao, com vinte quilômetros quadrados, é uma área de conservação do rio Chao Phraya, e encontra-se apenas nos distritos ribeirinhos do sul, na província de Samut Prakan. Um plano de desenvolvimento foi proposto para aumentar a área total do parque para 4 mil metros quadrados por habitante.[24]

Entre os maiores parques de Banguecoque estão o Parque Lumphini, localizado na região central, com uma área de 57,6 hectares; o Suanluang Rama IX, no leste da cidade, com uma área de 80 hectares; e o Chatuchak–Queen Sirikit, um complexo no norte de Bangkok, com uma área total de 92 hectares.[26]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Bangkok tem uma população de 8 280 925 habitantes, de acordo com o censo de 2010, abrigando 12,6% da população nacional.[2] A Área metropolitana de Bangkok, também chamada de Grande Bangkok, possui população de 14 565 547 habitantes. Bangkok também caracteriza-se como uma cidade cosmopolita. De acordo com o censo, a cidade abriga uma comunidade de 81 570 japoneses e 55 893 chineses, bem como 117 071 expatriados de outros países asiáticos, 48 341 imigrantes europeus, 23 418 imigrantes das Américas, 5 289 imigrantes australianos e 3 022 africanos. Imigrantes de países vizinhos incluem, em sua maioria, 303 595 birmaneses, 63 438 cambojanos e 18 126 laosianos.[27]

Embora tenha sido o maior centro populacional da Tailândia desde a sua criação como capital em 1782, Bangkok experimentou um crescimento apenas a partir do século XIX. O diplomata britânico John Crawfurd, que visitou a cidade em 1822, estimou sua população em não mais do que 50 000 habitantes.[28] Como resultado da medicina ocidental trazida pelos missionários, bem como o aumento da imigração, tanto dentro do reino de Sião quanto no exterior, a população de Bangkok aumentou gradualmente à medida que a cidade se modernizava no final do século XIX. Este crescimento tornou-se ainda mais acentuado na década de 1930, após a descoberta dos antibióticos. Com a política de planejamento familiar e controle de natalidade, introduzida no país na década de 1960, a taxa de natalidade em Bangkok reduziu-se, mas foi compensada pelo aumento da migrantes vindos de províncias próximas, atraídos pela expansão econômica acelerada. Somente na década de 1990 as taxas de crescimento da população em Bangkok diminuíram, acompanhando a média nacional. A maior parte da população tailandesa está altamente centralizada em torno da capital. Em 1980, a população de Bangkok era cinqüenta e uma vezes maior que a população de Hat Yai e Songkhla, os dois maiores centros urbanos após a capital no referido ano, tornando-a a mais proeminente cidade do mundo à época.[29]

A maior parte da população de Bangkok são da etnia Tai, embora detalhes sobre a etnicidade da cidade não estejam disponíveis pelo fato de o censo nacional não realizar registros de etnia. O pluralismo cultural de Bangkok remonta aos primórdios da sua fundação. Várias comunidades étnicas foram formadas por imigrantes e colonos forçados, incluindo os khmers, do norte da Tailândia, Laos, Vietname.[30] Os chineses desempenharam um papel preponderante no comércio da cidade e constituíram até três quartos da população em 1828 e quase metade desta em 1950.[31] No entanto, a imigração chinesa diminuiu a partir de 1930 e consideravelmente após a Revolução Chinesa em 1949. Sua proeminência posteriormente diminuiu. Bangkok, no entanto, ainda abriga uma grande comunidade chinesa, com a maior concentração em Yaowarat, um bairro da cidade cidade. Em termos de religiosidade, a maioria da população é budista teravada, com 91% dos habitantes declarando-se seguidor desta religião. Outras religiões incluem o islão (4,7%), cristianismo (2,0%), hinduísmo (0,5%), sikhismo (0,1%) e confucionismo (0,1%).[31]

Além de Yaowarat, Bangkok possui vários outros bairros com presença forte de etnias distintas. A comunidade indiana está concentrada sobretudo em Phahurat desde 1933. Os bairros de Ban Khrua e Saen Saep Canal abriga descendentes dos Cham que se instalaram no final do século XVIII. Embora os portugueses tenham se estabelecido na cidade durante o período de Thonburi, deixaram de existir como uma comunidade distinta, tendo seu passado se refletindo principalmente na Igreja de Santa Cruz, localizada na margem oeste do rio. Da mesma forma, a Catedral de Assunção, em Charoen Krung, é um dos muitos edifícios de estilo europeu, no antigo bairro onde diplomatas e comerciantes europeus viveram durante o final do século XIX e início do século XX. Nas proximidades, a Mesquita Haroon é o centro de uma comunidade muçulmana. Outras comunidades recentes de imigrantes estão se criando ao longo de Sukhumvit, incluindo a comunidade japonesa, concentrada em Soi Phrom Phong, e a comunidade africana, em Soi Nana.

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista do Distrito de Sathon, área econômica da cidade. O Edifício Robot, ao fundo, foi concluído em 1986 e é um símbolo do rápido crescimento econômico de Bangkok em meados dos anos 1980.

Bangkok é o centro econômico da Tailândia e o principal destino de investimentos e desenvolvimento no país. Em 2010, a cidade teve uma produção econômica de 3.142.000 milhões de baht (cerca de U$ 98.34), contribuindo com 29,1% do Produto interno bruto (PIB) tailandês. Este total correspondeu a um valor de PIB per capita de £456.911 (U$ 14.301), quase três vezes acima da média nacional de £160,556 (U$ 5,025). A Região Metropolitana de Bangkok representava, no mesmo ano, 44,2% do PIB da Tailândia.[32] Comparando-a com outras cidades do oriente asiático, a economia de Bangkok classifica-se como a sexta maior, sendo superada, em termos de PIB per capita, por Singapura, Hong Kong, Tóquio, Osaka e Seul.[33]

O setor terciário é o de maior representatividade na economia local. Conforme dados de 2010, o comércio contribuía com 24% do produto interno bruto de Bangkok, com destaque para serviços e aluguéis, com 12,4% de participação. A indústria era responsável por 14,3% da composição do PIB, destacando-se os setores de transportes e comunicações, com 11,6%, e intermediação financeira, com 11,1% de atividade. Sozinha, Bangkok responde por 48,4% do setor de serviços da Tailândia que, por sua vez, representa 49% do PIB nacional. Quando se considera a Região Metropolitana de Bangkok, a contribuição é mais significativa, com 28,2% do produto interno bruto nacional, refletindo a densidade da indústria nas províncias vizinhas de Bangkok.[34] A indústria automotiva existente em torno da Grande Bangkok caracteriza-se como o maior centro de produção no Sudeste asiático.[35] O turismo também contribui significativamente para a economia da cidade, respondendo por £427.5bn (U$ 13.38bn) em receitas em 2010.[36]

A Bolsa de Valores da Tailândia (SET) está localizada no bairro Ratchadaphisek. A Bolsa de Valores, juntamente com o Mercado de Investimento Alternativo (MAI) possuía 648 empresas listadas no último trimestre de 2011, com uma capitalização de 8.485.000 milhões de baht (U$ 267.64bn) de mercado combinado.[37] Devido à grande quantidade de representação estrangeira, Bangkok tem sido um dos pilares da economia do Sudeste Asiático e um centro-chave no negócio asiático. Em 2010, a Globalization and World Cities Research Network (GaWC) classificou Bangkok como uma cidade "Alpha", colocando-a na 59ª posição entre as cidades mundiais na categoria.[38] [39] Entre as cidades asiáticas também classificadas pelo GaWC, Bangkok ocupa a 11ª posição, sendo superada por Hong Kong, Singapura, Tóquio, Xangai, Pequim, Bombaim, Kuala Lumpur, Seul, Jacarta e Nova Déli. Entretanto, fica à frente de Taipé, Manila, Bangalore, Guangzhou e Cidade de Ho Chi Minh.[39]

Em Bangkok estão sediadas as principais instituições financeiras e comerciais da Tailândia, bem como as maiores empresas do país. Um grande número de empresas multinacionais possuem sua sede regional em Bangkok, devido ao baixo custo da força de trabalho e operações firmes em relação a outros grandes centros de negócios asiáticos. Dezessete empresas tailandesas, todas sediadas em Bangkok, estão listadas na Forbes Global 2.000, uma lista das 2.000 maiores empresas públicas do mundo, compilada pela revista norte-americana Forbes. Entre estas está a PTT Public Company, a única empresa tailandesa listada na Fortune Global 500.[40] [41]

A desigualdade de renda é notável em Bangkok, especialmente entre os migrantes e imigrantes pouco qualificados de baixa renda, vindos das províncias rurais e países vizinhos, e os profissionais de classe média e as elites empresariais. Embora as taxas de pobreza absoluta são relativamente baixas, 0,64% dos residentes de Bangkok estavam vivendo abaixo da linha de pobreza em 2010.[42] Em comparação com a média nacional de disparidade econômica, ainda é substancial.[42] A cidade tem um coeficiente de Gini de 0,48, indicando um elevado grau de desigualdade.[43]

Panorama de Bangkok à noite a partir do Banyan Tree Hotel
Panorama de Bangkok à noite a partir do Banyan Tree Hotel

Administração[editar | editar código-fonte]

Mapa de Bangcoc com seus 50 distritos

Banguecoque é uma área administrativa especial (tailandês: กรุงเทพมหานคร, Krung Thep Maha Nakhon) administrada por um governador eleito pela população. Apesar de não ser uma província, é considerada a 76ª província da Tailândia uma vez que é administrada no mesmo nível das outras 75 províncias.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Banguecoque está dividida em 50 distritos (em tailandês: เขต). Os distritos são chamados também de keths ou amphoe e, por sua vez, estão subdivididos em 154 subdistritos (em tailandês: แขวง), chamados também de khwaeng.

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Manifestantes em frente ao edifício das Nações Unidas durante a Conferência sobre o clima em 2009, realizada na cidade. Banguecoque abriga vários escritórios regionais da ONU.

As relações internacionais formais de Banguecoque são geridos pela Divisão de Assuntos Internacionais da Administração Metropolitana de Banguecoque (BMA). Suas missões incluem facilitar a cooperação com outras grandes cidades por meio de convênios, participação e adesão à organizações internacionais, e busca de atividades de cooperação com as muitas missões diplomáticas estrangeiras sediadas na cidade.[44]

Banguecoque é membro de várias organizações internacionais e redes governamentais de cidade regionais. A cidade é integrante da Rede Asiática das 21 Grandes Cidades que inclui, além desta, outras vinte cidades e regiões metropolitanas relevantes da Ásia, sobretudo das partes Oriental e Sul, É membro ainda, do Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática, um grupo de cidades mundiais que abriga mais de 50% da população mundial, empenhadas em debater e combater a mudança climática,[45] além do Conselho de Auoridades Locais para Relações Internacionais, Rede Regional de Autoridades Locais pela Gestão de Assentamentos Humanos na Ásia e Pacífico (CITYNET) e a Associação Mundial das Grandes Metrópoles e Governos Locais pela Sustentabilidade.[44]

Com a sua localização geográfica no centro do sudeste da Ásia, e sendo um dos principais eixos de transporte na Ásia, Bangkok sedia muitas 0organizações internacionais e regionais. Entre as tais, é a sede Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (ESCAP), bem como dos escritórios regionais da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura da Ásia-Pacífico (FAO), da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da União Internacional de Telecomunicações (UIT), do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância.[46]

As cidades-irmãs de Bangkok são as seguintes:

Cultura[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Khao San Road é uma das vias turísticas de Bangkok.
O Wat Phra Kaew, ao lado do Grande Palácio, [e um dos princiáis atrativos turísticos da cidade.

Bangkok é um dos principais destinos turísticos do mundo. A MasterCard classificou Bangkok como o melhor destino entre as cidades globais pelo número de visitantes internacionais no Global Destination Cities Index com 15,9 milhões de visitantes previstos em 2013. A cidade ocupa o quarto lugar em gastos transfronteiriços, com 14,3 bilhões de dólares previstos para 2013, depois de Nova Iorque, Londres e Paris.[67] O Euromonitor International classificou Bangkok na 6ª posição entre os destinos turísticos em 2011.[68] Bangkok também foi nomeada a "Melhor Cidade do Mundo" pela revista Travel + Leisure por quatro anos consecutivos, de 2006 a 2010.[69]

A cidade é o principal meio de entrada aos visitantes estrangeiros na Tailândia, sendo visitada pela maioria dos turistas internacionais que visitam o país. O turismo doméstico também é proeminente. O Departamento de Turismo da Tailândia registrou 26 861 095 turistas tailandeses em Bangkok e 11 361 808 turistas estrangeiros em 2010. 49,9% dos 86 687 leitos de hospedagem na cidade foram ocupados por turistas estrangeiros no referido ano.[36]

As atrações turísticas incluem palácios e templos reais, bem como vários museus históricos e culturais. Lojas e restaurantes com peculiaridades também são vistos como atrações turísticas, além de atividades noturnas na cidade. Embora a prostituição seja tecnicamente ilegal na Tailândia, com pouco reconhecimento e discussão pela população e o governo, o turismo sexual em Bangkok é altamente praticado. A cidade comumente é chamada de "Sin City of Asia", pelo nível de turismo sexual existente nesta.[70]

As atrações turísticas em Bangkok o Grand Palace e os principais templos budistas, incluindo o Wat Phra Kaew, Wat Pho e Wat Arun. O Erawan-Schrein e o Giant Swing são uma das poucas representações do hinduísmo na cultura tailandesa, e a Mansão Vimanmek é conhecida como o maior edifício de teca no mundo, enquanto a Casa Jim Thompson oferece um exemplo da arquitetura tradicional tailandesa. Outros importantes museus são o Museu Nacional de Bangkok e o Museu Nacional Real Barge. As atrações turísticas em Bangkok também incluem cruzeiros e passeios de barco no rio Chao Phraya e nos canais de Thonburi, que permitem acesso aos modos de vida à beira-mar tradicionais da cidade.[71]

Os estabelecimentos comerciais populares também são vistos como atrações turísticas em Bangkok. A maior parte destes se encontram em Siam e Ratchaprasong, sendo que os mais conhecidos são o Chatuchak Weekend e Taling Chan. O Taling Chan é um mercado flutuante é um dos poucos desses mercados em Bangkok. Yaowarat é uma região da cidade conhecida por suas lojas e restaurantes voltados às especiarias tailandesas, e Khao San caracteriza como um bairro que forte presença de turistas estrangeiros, devido principalmente aos hotéis e estabelecimentos turísticos situados na região.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Banguecoque foi a cidade sede dos Jogos Asiáticos de 1966,[72] 1970,[73] 1978,[74] e 1998.[75]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O Rio Chao Phraya em Bancóc.

Uma complexa rede de canais deu à cidade o epíteto de Veneza do leste. Ainda hoje os canais são ricos de trânsito e embarcações, habitadas como no passado, onde se têm também numerosos mercados.

Numerosas auto-estradas elevadas e um anel auto-estradal, que circunda a cidade inteira, estão sendo construídos. Essas intra-estruturas deverão atenuar o problema de trânsito da cidade. Outros projectos auto-estradais foram abandonados por falta de verba, em seguida à crise financeira asiática dos últimos anos.

Em 1999 foi aberta uma dupla linha ferroviária elevada (Skytrain), chamada oficialmente BTS. A primeira linha de metrô subterrânea de Banguecoque foi aberta ao público em julho de 2004.

Em julho de 2004, um novo sistema metropolitano, o MRT, foi inaugurado, e uniu a estação de Bang Sue com a de Hua Lamphong, passando a atravessar toda a cidade.

O Aeroporto Internacional de Bangkok, também chamado de Don Muang, é o segundo mais transitado do sudeste asiático e se encontra na zona norte da cidade. A construção do novo aeroporto Suvarnabhumi no distrito de Bang Phli, (província de Samut Prakan), no sudeste da cidade iniciou-se em 2002 e terminou em 2006. Este aeroporto passou a receber todos os voos internacionais, enquanto o aeroporto mais velho ficará com os voos domésticos, sendo este o mais movimentado do sudeste asiático.

Referências

  1. Thailand - General Information (Administrative units) (em tailandês). Geohive (2010). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  2. a b c Thailand - Population (Major Cities; Administrative Divisions) (em inglês). City Population (2011). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  3. Caroline Bremner (11 de outubro de 2007). Top 150 City Destinations: London Leads the Way (em Inglês). Euromonitor International. Página visitada em 01 de setembro de 2013.
  4. a b The full name of Bangkok. Into Asia (2009). Página visitada em 5 de Março de 2013.
  5. ประวัติเมืองธนบุรีโดยสังเขป (em português: Breve História de Thonburi) (em tailandês). Way Bach Machinne. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  6. Terwiel (1989), p 54.
  7. กรุงรัตนโกสินทร์ (em português: Rattanakosin) (em tailandês). BMA Data Center. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  8. a b c d e f g h i j k l m n o p q Bangkok: History - European influence & the 1932 revolution (em inglês). Lonely Planet. Página visitada em 27 de janeiro de 2014.
  9. a b กรุงรัตนโกสินทร์ (em português: Rattanakosin) (em tailandês). BMA Data Center. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  10. Baker & Pongpaichit 2005, pp. 37–41, 45, 52–71, 149–150, 162, 199–204.
  11. Bangkok climate and weather, Thailand, Rainfall Temperature Climate and Weather. Wordtravels.com (09-07-2009). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  12. World Weather Information Service. Thai Meteorological Department - Thai Meteorological Department (Weather Information for Bangkok) (em inglês). World Metereological Organization. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  13. Klimadaten Thailand - Das Klima in Bangkok. Wetter Kontor. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  14. a b Sinsakul, Sin (August 2000). "Late Quaternary geology of the Lower Central Plain, Thailand". Journal of Asian Earth Sciences 18 (4): 415–426. doi:10.1016/S1367-9120(99)00075-9.
  15. Smyth, H. Warrington (1898). Five years in Siam: from 1891 to 1896 II. New York: Charles Scribner's Sons. p. 9. Quoted in Baker & Phongpaichit 2005, p. 90.
  16. Smyth, H. Warrington (1898). Five years in Siam: from 1891 to 1896 II. New York: Charles Scribner's Sons. p. 9. Quoted in Baker & Phongpaichit 2005, p. 90.
  17. Phien-wej, N.; Giao, P.H.; Nutalaya, P (2 de fevereiro de 2006). "Land subsidence in Bangkok, Thailand". Engineering Geology 82 (4): 187–201. doi:10.1016/j.enggeo.2005.10.004.
  18. Rising seas, sinking land threaten Thai capital. CNN.com (22 de outubro de 2007). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  19. Thailand, Sinking: Parts of Bangkok Could Be Underwater in 2030. Time World (21 de julho de 2011). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  20. a b c Engkagul, Surapee (1993). "Flooding features in Bangkok and vicinity: Geographical approach". GeoJournal 31 (4): 335–8. doi:10.1007/BF00812783.
  21. Thai PM sounds Bangkok inundation warning. Al Jazeera (27 de outubro de 2011). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  22. Flood threat wanes, but Bangkok's not out of woods yet (em inglês). Mail & Guardian (29 de outubro de 2011). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  23. Nicholls, R. J.; Hanson, S.; Herweijer, C.; Patmore, N.; Hallegatte, S.; CorfeeMorlot, J.; Chateau, Jean; Muir-Wood, Robert (2008). "Ranking Port Cities with High Exposure and Vulnerability to Climate Extremes: Exposure Estimates". OECD Environment Working Papers (Publicado pela OECD) (1). doi:10.1787/011766488208.
  24. a b c Thaiutsa, Bunvong; Puangchit, Ladawan; Kjelgren, Roger; Arunpraparut, Wanchai (1 de agosto de 2008). "Urban green space, street tree and heritage large tree assessment in Bangkok, Thailand". Urban Forestry & Urban Greening 7 (3): p. 219–229.
  25. Yokohari, Makoto; Takeuchi, Kazuhiko; Watanabe, Takashi; Yokota, Shigehiro (10 April 2000). "Beyond greenbelts and zoning: A new planning concept for the environment of Asian mega-cities". Landscape and Urban Planning 47 (3–4): 159–171. doi:10.1016/S0169-2046(99)00084-5
  26. Public Park Office, Environment Department.. "Public Park Office website. Administração Metropolitana de Banguecoque. Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  27. Statistic tables, NSO website.. Tabela 5: População por nacionalidade, região e área: 2010 (em tailandês). National Statistics Office. Página visitada em 4 de setembro de 2013.
  28. Crawfurd 1830, p. 215.
  29. Sternstein, Larry (March 1984). "The growth of the population of the world's pre-eminent "primate city": Bangkok at its bicentenary". Journal of Southeast Asian Studies 15 (1): 43–68
  30. BMA Data Center. กรุงรัตนโกสินทร์ (em português: Rattanakosin) (em tailandês). Committee for the Rattanakosin Bicentennial Celebration (1982). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  31. a b [kyoto-seas.org/pdf/35/2/350203.pdf‎ Bangkok's population and the Ministry of the Capital in Early 20th Century Thai History] (em inglês). Kyoto Seas. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  32. NESDB 2012, pp. 26, 39–40, 48–49, 62–63, 218–219
  33. Naudin (ed.) 2010, p. 85
  34. NESDB 2012, pp.48–49, 62–63, 218–219.
  35. [Naudin (ed.) 2010, p. 83.
  36. a b Internal tourism in Bangkok (em inglês). Governo da Tailândia. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  37. Stock Exchange of Thailand 2012, pp. 22, 25.
  38. Yeandle 2012, p. 5.
  39. a b GaWC website. http://www.lboro.ac.uk/gawc/world2010t.html (em inglês). Globalization and World Cities Research Network (GaWC). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  40. The Wordl's Biggest Public Companies (em inglês). Revista Forbes. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  41. Global 500 (em inglês). CNN Money - Economy. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  42. a b Social and Quality of Life Database System. ตารางที่ 1.2 สัดส่วนคนจนด้านรายจ่าย จำแนกตามภาคและพื้นที่ ปี พ.ศ. (2531–2553) (em português: Tabela 1.2: Proporção de população abaixo da linha de pobreza na Tailândia por região e área (1988-2010) (em tailandês). Office of the National Economic and Social Development Board.. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  43. Moreno et al. 2008, p. 194.
  44. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y International Affairs Division. Project Plan: Bangkok Diplomatic Missions - The International Relations of Bangkok (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque. Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  45. C40 Cities. C40 Cities 2010. Disponível em <http://www.c40cities.org/cities/> Acesso feito em 01 de junho de 2010. Página em inglês
  46. UN Offices in Thailand (em inglês). United Nations Thailand. Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  47. "Resolution: Sister City Affiliation of Washington, D.C. and Bangkok, Thailand (PDF) (em inglês). Distrito de Colúmbia; Administração Metropolitana de Banguecoque (19 de fevereiro de 1962). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  48. Reaffirmation agreement between Washington, D.C. and Bangkok, Thailand. (PDF) (em inglês). Distrito de Colúmbia; Administração Metropolitana de Banguecoque (15 de julho de 2002). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  49. Agreement on the Establishment of Sister City Relations between Bangkok Metropolitan Administration of the Kingdom of Thailand and the Beijing Municipality of the People's Republic of China. (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque (26 de maio de 1993). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  50. Letter of Intent of Cooperation between Bangkok Metropolitan Administration (BMA) and Local Government of Budapest. (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo municipal de Budapeste (20 de fevereiro de 1997). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  51. [iad.bangkok.go.th/sites/default/files/Brisbane.pdf Memorandum of Understanding between the City of Bangkok, The Kingdom of Thailand and the City of Brisbane, Queensland, Australia.] (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Cidade de Brisbane (7 de maio de 1997). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  52. Protocol of friendly ties between the cities of Bangkok and Moscow. (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo da cidade de Moscou (19 de junho de 1997). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  53. St. Petersburg in figures > International and Interregional Ties. (em russo). Eng.gov.spb.ru.. Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  54. Protocol on Cooperation between the City of Bangkok (the Kingdom of Thailand) and the City of St. Petersburg (the Russian Federation). (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo da cidade de São Petersburgo (20 de junho de 1997). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  55. [www.manila.gov.ph/localgovt.htm#sistercities Existing Sister Cities] (PDF) (em inglês). Governo de Manila, Filipinas (2 de setembro de 2009). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  56. [iad.bangkok.go.th/sites/default/files/Manila.doc Sister city friendship affiliation] (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo da cidade de Manila (24 de junho de 1997). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  57. Memorandum of understanding between Bangkok Metropolitan Administration, Kingdom of Thailand and the Jakarta Capital City Administration, Republic of Indonesia concerning sister city cooperation. (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Administração da Cidade-Capital de Jacarta (21 de janeiro de 2002). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  58. Agreement on cooperative and friendship relations between Hanoi Capital City and Bangkok Metropolitan Administration. (PDF) (em inglês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Câmara Popular de Hanói (25 de fevereiro de 2004). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  59. บันทึกว่าด้วยความร่วมมือ ระหว่างนครหลวงเวียงจันทน์และกรุงเทพมหานคร. (PDF) (em tailandês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo Socialista da cidade de Vientiane (24 de maio de 2004). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  60. Agreement on establishment of bilateral relations between the Akimat of Astana City of the Republic of Kazakhstan and the City of Bangkok of Kingdom Thailand. (PDF) (em russo). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo da cidade de Astana (11 de junho de 2004). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  61. [office.bangkok.go.th/iad/eng/viewpage.php?page_id=38 Agreement of Sister City Relations.] (em inglês). Office.bangkok.go.th (2005). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  62. Agreement between Chaozhou City, the People's Republic of China and Bangkok, Kingdom of Thailand on the Establishment of Sister City Relations. (PDF) (em tailandês). Administração Metropolitana de Banguecoque; Governo da cidade de Chaozhou (23 de novembro de 2005). Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  63. International Affairs Division. (2006). Relationship with Sister Cities: Fukuoka. (PDF) (em inglês). International Affairs Division, Administração Metropolitana de Banguecoque.. Página visitada em 20 de setembro de 2013.
  64. Aichi - City information (em inglês). Governo de Banguecoque (9 de julho de 2012). Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  65. Memorandum of understanding between Municipal Council of Penang Island of Malaysia and Bangkok Metropolitan Administration of the Kingdom of Thailand on the establishment of friendly cities. (PDF) (em tailandês, inglês e malaio). Conselho Municipal da Ilha de Penang; Administração Metropolitana de Banguecoque (9 de julho de 2012). Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  66. Cambodia's Phnom Penh, Thailand's Bangkok become "sister cities" (em português: Phnom Penh, no Camboja, e Bangkok, na Tailândia, tornaram-se "cidades-irmãs") (em inglês). Global Times (4 de janeiro de 2013). Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  67. Hedrick-Wong, Yuwa; Choog, Desmond (2013).. MasterCard Global Destination Cities Index (PDF). MasterCard Worldwide Insights 2Q 2013. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  68. Top 100 Cities Destination Ranking. Euromonitor International. (2011). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  69. World's Best Cities". Travel + Leisure (2006-2010). Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  70. Emmons, Ron; Eveland, Jennifer; White, Daniel (28 de junho de 2011). The Bangkok Sex Scene. John Wiley & Sons, p. 79 - ISBN 978-1-118-00979-6. Página visitada em 5 de setembro de 2013.
  71. Thavisin et al. (eds) 2006, pp. 63–69.
  72. Asian Games. Consejo Olímpico de Asia (2010). Página visitada em 16 de novembro de 2010.
  73. Asian Games. Consejo Olímpico de Asia. Página visitada em 16 de novembro de 2010.
  74. Asian Games. Consejo Olímpico de Asia (2010). Página visitada em 16 de novembro de 2010.
  75. Asian Games. Consejo Olímpico de Asia (2010). Página visitada em 16 de novembro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui multimídias sobre Banguecoque

Notas

  1. A Administração Metropolitana de Bangkok calcula uma elevação de 2,31 metros acima do nível do mar.