Bará

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Barà (Corpo em Yorubá), Bará (grafia do Batuque RS) é a denominação do orixá Exu, no Batuque - religião afro-brasileira praticada no Rio Grande do Sul.

Por ter várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos. É um Orixá prestativo e presente, segurando todas as futuras necessidades dos homens, mas deve ser sempre o primeiro Orixá a ser servido em qualquer obrigação - caso contrário, algo desagradável pode acontecer. Mas basta servi-lo primeiro e assim o ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, para os negócios e as vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo do merecimento e do cumprimento de tarefas pelo responsável.

No passado, as obrigações do Orixá Bará eram dadas somente a homens, como por exemplo, a limpeza dos Acutás e somente os mesmos, eram aprontados para o Orixá Bará. Hoje já existem mulheres aprontadas ao Orixá Bará, principalmente aos que chamamos de "dentro do templo", como Lanã, Adague e Agelú. Mas não podemos esquecer que suas raízes africanas, tanto yorubá quanto bantu, estão ligadas aos cultos masculinos, pois independente da qualidade, ele é o Orixá Bará, energia de virilidade masculina e ímpar.

No aprontamento de um filho do Orixá Bará na Nação Religiosa de Cabinda, uma das nações do Batuque, segue-se algumas escolhas importantes, como um Babalorixá de orixá "dito" masculino e o Padrinho de religião, também obedece o mesmo procedimento. Caso o iniciado tenha outros padrinhos por conta de outros Axés, a hierarquia e o respeito de se ter um homem de orixá masculino e com aprontamento superior se repete. (ORIXÁ BARÁ - Paulo T. B. Ferreira - Ed. Toqui).

Uma de suas características mais marcantes, está presente em uma das milhares de lendas existentes sobre este Orixá. Conta a lenda que certo dia Bará desafia Oxalá, a discussão em pauta era saber quem era o mais antigo. Logo aquele que deveria receber mais respeito, e se tornar o soberano em relação ao outros, após uma batalha cheia de peripécias e truques, Oxalá domina a cabaça de Bará, onde está sua concentração de poderes, tornando-lhe assim seu eterno servo.

  • Saudação: Alúpo ou Lalúpo
  • Dia da Semana: segunda-feira ou sexta-feira (Bará Agelú)
  • Número: 7 e seus múltiplos
  • Cor: vermelha
  • Guia: corrente de aço (para alguns), vermelha escura (Elegbara), vermelha sangue(Lanâ, Lodê, Adague e Agelú)
  • Oferenda: pipoca, milho torrado, sete batatas inglesas assadas no [[azeite de dendê]
  • Ferramentas: corrente, chave, foice, moeda, búzios, entre outros
  • Ave: galo vermelho
  • Lugares na natureza: encruzilhadas.

Qualidades[editar | editar código-fonte]

  • Bará Lodê (Olodê): Guardião da parte externa do templo
  • Bará Lanã (Onã): Guardião da porta do templo
  • Bará Adagbe: Guardião da parte interna do templo
  • Bará Agelú (Jelú): Guardião dos orixás "chamados mel ou praia" e das areias da praia
  • Bará Elegbará: Como Lodê, também faz a segurança a parte externa do templo
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