Barão de Cocais
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Nota: Para o nobre do século XIX, veja José Feliciano Pinto Coelho da Cunha.
| Município de Barão de Cocais | |||||
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Vista parcial de Barão de Cocais |
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| Hino | |||||
| Fundação | 29 de agosto de 1704 | ||||
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| Gentílico | cocaiense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Geraldo Abade das Dores (PTB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Itabira IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Bom Jesus do Amparo, Caeté, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo | ||||
| Distância até a capital | 93 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 340,675 km² [2] | ||||
| População | 28 432 hab. IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 83,46 hab./km² | ||||
| Altitude | máxima: 1425 m Local: Serra de água Limpa
Mínima: 682 m Local: Córrego Vitorino m |
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| Clima | Não disponível | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,757 médio PNUD/2000[4] | ||||
| PIB | R$ 478 874,506 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 17 312,89 IBGE/2008[5] | ||||
Barão de Cocais é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Índice |
[editar] História
São João Batista do Morro Grande foi a denominação primitiva do atual município, povoado por sertanistas que procuravam ouro em princípios do século XVIII. Aí se estabeleceram e construíram a primeira capela em honra a São João Batista, obra de fervor religioso que compunha a base espiritual, moral e social da vida do mineiro. O núcleo urbano que ali se constituiu teve como geografia o contorno do rio, a lógica do ouro em abundância que atraia novos moradores, a insegurança e a instabilidade que cercava a região, e a necessidade de se agregarem para a confraternização e para tornarem manifestas suas necessidades comerciais.
A paróquia é confirmada em 1752. Em 1764, inicia-se a construção de um novo templo com planta encomendada em Lisboa. Investir no sagrado é estabelecer uma dialética entre divindade e a sociedade e por isso as cerimônias, os rituais coletivos e públicos, mas principalmente a construção de igrejas magníficas. A prosperidade econômica é entendida como decorrência do exercício da fé, das práticas religiosas, que se deve exprimir em termos de luxo. A dádiva é equivalente a sua prodigalidade. Investir no sagrado é uma garantia de bem estar material. Essa visão se origina da mentalidade sacral dos ibéricos.
De qualquer forma, a pequena localidade teve sua garantia: ao contrário de outras cidades exploradoras de ouro, São João Batista do Morro Grande teve uma mineração florescente até o século XIX, destacando-se a esplendorosa mina do Gongo Soco, que continuou a produzir a partir de tecnologias adequadas.
Para tanto, foi organizada na Inglaterra, a “Imperial Brasilian Mining Association”, que em 1824, assume a Mina do Gongo Soco comprada ao Barão de Catas Altas. Entre 1826 a 1856, quase 13 mil quilos de ouro são dali extraídos.
A atividade econômica para a população local, em que pese a importância da mina, tirava seu sustento das roças de milho e de feijão, café e cana-de-açúcar em menor quantidade, além de plantio de uva para o fabrico de vinho. Aos poucos desenvolveram-se algumas atividades manufaturadas complementares a esta economia, quando aproveitando a cera produzida por pequenos criadores de abelhas, instalou-se no local uma fábrica de vela de grande demanda para a iluminação residencial. Olarias e pequenas cerâmicas se desenvolveram aproveitando o excelente barro encontrado em diversos locais de Morro Grande.
Nos primeiros anos do século XX o pequeno distrito do município de Santa Bárbara traz de seu passado minerador e religioso a Igreja de N S do Rosário construída por negros forros e mestiços, assim como a Igreja de Sant’ Ana, rica em talha e pinturas, e a imponente Igreja Matriz de São João Batista, nascida de uma primeira construção de 1713, erguida pelos primeiros exploradores e que tem na fachada, sobre a portada, uma belíssima imagem do padroeiro, São João Batista, em pedra sabão, obra atribuída ao Aleijadinho.
Somente em 1943, desmembrada de Santa Bárbara, foi instituído o município com o nome de Barão de Cocais.
[editar] Geografia
Sua população, de acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, é de 28.432 habitantes.[3] Grandes empresas estão atuando na região, como Vale do Rio Doce e Gerdau.
[editar] Turismo
Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, festa brega e festa de São João (padroeiro da cidade).
- Presentation (em português)
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.