Barão de Cocais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Barão de Cocais
Vista parcial de Barão de Cocais

Vista parcial de Barão de Cocais
Bandeira de Barão de Cocais
Brasão de Barão de Cocais
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de agosto de 1704
Gentílico cocaiense
Lema
Prefeito(a) Geraldo Abade das Dores (PTB)
(20092012)
Localização
Localização de Barão de Cocais
Localização de Barão de Cocais em Minas Gerais
Barão de Cocais está localizado em: Brasil
Localização de Barão de Cocais no Brasil
19° 56' 45" S 43° 29' 13" O19° 56' 45" S 43° 29' 13" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008[1]
Microrregião Itabira IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Bom Jesus do Amparo, Caeté, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo
Distância até a capital 93 km
Características geográficas
Área 340,675 km² [2]
População 28 432 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 83,46 hab./km²
Altitude máxima: 1425 m Local: Serra de água Limpa

Mínima: 682 m Local: Córrego Vitorino m

Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,757 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 478 874,506 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 312,89 IBGE/2008[5]

Barão de Cocais é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Índice

[editar] História

São João Batista do Morro Grande foi a denominação primitiva do atual município, povoado por sertanistas que procuravam ouro em princípios do século XVIII. Aí se estabeleceram e construíram a primeira capela em honra a São João Batista, obra de fervor religioso que compunha a base espiritual, moral e social da vida do mineiro. O núcleo urbano que ali se constituiu teve como geografia o contorno do rio, a lógica do ouro em abundância que atraia novos moradores, a insegurança e a instabilidade que cercava a região, e a necessidade de se agregarem para a confraternização e para tornarem manifestas suas necessidades comerciais.

A paróquia é confirmada em 1752. Em 1764, inicia-se a construção de um novo templo com planta encomendada em Lisboa. Investir no sagrado é estabelecer uma dialética entre divindade e a sociedade e por isso as cerimônias, os rituais coletivos e públicos, mas principalmente a construção de igrejas magníficas. A prosperidade econômica é entendida como decorrência do exercício da fé, das práticas religiosas, que se deve exprimir em termos de luxo. A dádiva é equivalente a sua prodigalidade. Investir no sagrado é uma garantia de bem estar material. Essa visão se origina da mentalidade sacral dos ibéricos.

De qualquer forma, a pequena localidade teve sua garantia: ao contrário de outras cidades exploradoras de ouro, São João Batista do Morro Grande teve uma mineração florescente até o século XIX, destacando-se a esplendorosa mina do Gongo Soco, que continuou a produzir a partir de tecnologias adequadas.

Para tanto, foi organizada na Inglaterra, a “Imperial Brasilian Mining Association”, que em 1824, assume a Mina do Gongo Soco comprada ao Barão de Catas Altas. Entre 1826 a 1856, quase 13 mil quilos de ouro são dali extraídos.

A atividade econômica para a população local, em que pese a importância da mina, tirava seu sustento das roças de milho e de feijão, café e cana-de-açúcar em menor quantidade, além de plantio de uva para o fabrico de vinho. Aos poucos desenvolveram-se algumas atividades manufaturadas complementares a esta economia, quando aproveitando a cera produzida por pequenos criadores de abelhas, instalou-se no local uma fábrica de vela de grande demanda para a iluminação residencial. Olarias e pequenas cerâmicas se desenvolveram aproveitando o excelente barro encontrado em diversos locais de Morro Grande.

Nos primeiros anos do século XX o pequeno distrito do município de Santa Bárbara traz de seu passado minerador e religioso a Igreja de N S do Rosário construída por negros forros e mestiços, assim como a Igreja de Sant’ Ana, rica em talha e pinturas, e a imponente Igreja Matriz de São João Batista, nascida de uma primeira construção de 1713, erguida pelos primeiros exploradores e que tem na fachada, sobre a portada, uma belíssima imagem do padroeiro, São João Batista, em pedra sabão, obra atribuída ao Aleijadinho.

Somente em 1943, desmembrada de Santa Bárbara, foi instituído o município com o nome de Barão de Cocais.

[editar] Geografia

Sua população, de acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, é de 28.432 habitantes.[3] Grandes empresas estão atuando na região, como Vale do Rio Doce e Gerdau.

[editar] Turismo

Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, festa brega e festa de São João (padroeiro da cidade).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

[editar] Ligações externas

Ícone de esboço Este artigo sobre Municípios do estado de Minas Gerais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas