Barão de Grajaú

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Município Barão de Grajaú
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de março
Fundação 29 de março de 1938
Gentílico baronense
Padroeiro(a) Santo Antônio
Prefeito(a) Gleydson Resende[1] (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização  Barão de Grajaú
Localização Barão de Grajaú no Maranhão
Barão de Grajaú está localizado em: Brasil
Barão de Grajaú
Localização Barão de Grajaú no Brasil
06° 45' 21" S 43° 01' 26" O06° 45' 21" S 43° 01' 26" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Leste Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Chapadas do Alto Itapecuru IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes São João dos Patos, Sucupira do Riachão, São Francisco do Maranhão e Floriano.
Distância até a capital 490 km
Características geográficas
Área 2 247,229 km² [3]
População 17 816 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 7,93 hab./km²
Altitude 108 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,631 médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 52 753,837 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 090,62 IBGE/2008[6]
Página oficial

Barão de Grajaú é um município brasileiro do estado do Maranhão.

Cidade da região Leste Maranhense, microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru, a cidade de Barão de Grajaú foi fundada em 29 de março de 1911, localizada na margem esquerda do Rio Parnaíba, tendo na margem direita a cidade de Floriano (PI). Seu padroeiro é Santo Antônio, sua área é de 2.247 km² representando 0.6769 % do Maranhão, 0.1446 % da Região Nordeste e 0.0264 % de todo o território brasileiro tem clima tropical, está a 108m de altitude e no CENSO de 2010 sua população está com 17.816 habitantes. A vegetação predominante é a caatinga, que produz arroz, babaçu, buriti e a palmeira jussara.

História[editar | editar código-fonte]

O nome do município é uma homenagem à Carlos Fernandes Ribeiro, o Barão de Grajaú, título nobiliárquico restrito a nobreza monárquica. O barão foi vice-presidente da província do Maranhão, tendo exercido a presidência interinamente seis vezes, de 28 de março a 17 de maio de 1878, de 27 de maio a 24 de julho de 1880, de 6 de maio a 25 de setembro de 1883, de 2 de março a 18 de setembro de 1884, de 16 de maio a 23 de junho de 1885, e de 30 de junho a 3 de agosto de 1889. A residência do barão abriga hoje o Museu de Arte Sacra do Maranhão e trata-se de um sobrado do século XIX localizado no centro histórico de São Luís (MA). A homenagem é de autoria do piauiense Agapito Alves de Barros, um comerciante que foi pioneiro no lugar.

Os bandeirantes foram os primeiros a desbravarem suas terras, assim como muitas das demais terras do Sertão Maranhense. Vindos do Vale do São Francisco e da Serra da Ibiapaba em Pernambuco, eles começaram pelo município vizinho, Pastos Bons (MA) e estenderam suas rotas por toda a região, explorando a agricultura e a pecuária. Mais tarde, a colonização do lugar seria realizada por pioneiros vindos do Piauí. Notícias da época dão conta de que em 1884, o lugar já era “um povoado de certa importância”.

Tornou-se município pela Lei nº 587, de 18 de março de 1911, mas sua elevação à categoria de cidade somente ocorreria com o Decreto-Lei nº 45, editado em 29 de março de 1938.

Generalidades[editar | editar código-fonte]

Clima

Apresenta clima tropical ameno. As temperaturas ficam entre 27 e 37 graus centígrafos e as chuvas são bem definidas no verão e raras no inverno. As chuvas predominam entre os meses de novembro e abril e o calor chega nos meses de maio a outubro.

Cultura

A cidade recebeu apenas um imigrante árabe, Issa Cury-Rad, personagem conhecido como "João Carcamano" que se agregou ao folclore baronense como a personificação da boa maneira de trato comercial e boa lábia. O clã Cury-Rad se firmou com um sortido empório, de onde tirava o sustento. Teve dois filhos: Salomão (em homenagem ao compadre Salomão Mazuad) e a pequena Salomé Cury-Rad. Passado algum tempo no Brasil, já era senhor de terras e de gado. Seus filhos cresceram saudáveis no salutar ambiente dos anos 1930 e 1940 de Barão de Grajaú.

São personalidades baronenses de destaque na atualidade, a advogada e jornalista Helena Barros Heluy, liderança política maranhense, deputada estadual pelo PT por dois mandatos e vereadora por um mandato em São Luís (MA), e o atleta maratonista Adelson Alves Rodrigues, vencedor de inúmeras corridas, como a 1ª Corrida Mirante AM em São Luís (MA), Corrida de Rua Unifor 2009 em Fortaleza (CE), 9ª Corrida da Indústria Sergipe (AL), entre inúmeras outras.

Folclore

Ao contrário de Floriano, que recebeu muitos imigrantes árabes, Barão de Grajaú recebeu apenas Issa Cury-Rad, personagem conhecido como "João Carcamano" que se agregou ao folclore baronense como personificação da maneira de trato comercial e boa lábia. Também fazem parte do folclore baronense o Prof°. Eleutério Rezende, autor do hino do município de Floriano e as "Maninhas Silva Sousa", sendo estas a personificação da educação com mão de ferro e aquele a prosopopeia da inteligêñcia refinada.

Hidrografia

O Rio Parnaíba é o principal curso d'água de Barão de Grajaú.

Vegetação

O cerrado é a vegetação predominante na região. Na agricultura, os destaques são para o arroz, o coco babaçu, o buriti e a juçara. Exporta óleos de amêndoas e babaçu, algodão em pluma e arroz.

Referências

  1. Resultado Final eleições 2012 no Maranhão. Página visitada em 13/01/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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