Baraúna (Rio Grande do Norte)

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Município de Baraúna
Bandeira desconhecida
Brasão de Baraúna
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 15 de dezembro
Fundação 1981
Gentílico baraunense
Prefeito(a) Luciana Oliveira (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Baraúna
Localização de Baraúna no Rio Grande do Norte
Baraúna está localizado em: Brasil
Baraúna
Localização de Baraúna no Brasil
05° 04' 48" S 37° 37' 01" O05° 04' 48" S 37° 37' 01" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Mossoró IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Mossoró (a leste), Governador Dix-Sept Rosado (ao sul), Quixeré e Jaguaruana (a oeste) e Aracati (ao norte).
Distância até a capital 317 km[2]
Características geográficas
Área 825,802 km² [3]
População 24 977 hab. (RN: 21º) –  IBGE/2012[4]
Densidade 30,25 hab./km²
Altitude 94 m [5]
Clima semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,574 baixo PNUD/2010[6]
PIB R$ 110 833,140 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 645,14 IBGE/2008[7]
Página oficial

Baraúna é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se na microrregião de Mossoró, na latitude 05º04'48" sul e longitude 37º37'00" oeste, estando a uma altitude de 94 metros. Sua população estimada em 2012 era de 24 977 habitantes.

Possui uma área de 825,802 km².[3]

O município foi emancipado de Mossoró através da Lei nº 5.107, de 15 de dezembro de 1981. Limita-se com o município que lhe deu origem, Mossoró (a leste), Governador Dix-Sept Rosado (ao sul), e com o estado do Ceará (ao norte e a oeste), sendo Aracati (ao norte) e Quixeré e Jaguaruana (a oeste).

A sede do município está a 5° 04’ 48” de latitude sul e 37° 37’ 00” de longitude oeste. A altitude é de 94 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 317 km.

De acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo cambissolo eutrófico.

O solo tem aptidão restrita para lavoura, sendo apto para culturas especiais de ciclo longo (algodão arbóreo, sisal, caju e coco). Uma pequena área com aptidão regular para pastagem natural.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo moradores mais antigos existem três versões sobre a origem do nome Baraúna. Uma delas, é que, Mossoró (cidade vizinha), teve na época um herói por nome de Alexandre Baraúna, batizou-se o então vilarejo por Baraúna em sua homenagem.

Uma Segunda versão, é defendida pelo historiador Luiz da Câmara Cascudo de que este nome veio devido a uma planta por nome de Ibiraúna, cujo moradores dizem que aqui não existe e nunca existiu nos limites do município.

Já os moradores, defendem que, Baraúna nasceu numa localidade que chamava-se "Rancho do Sabiá" e, que o mesmo servia de abrigo para os tropeiros que faziam o percurso Ceará para Mossoró, e estes repousavam sobre o frondoso pé de Sabiá.

A mudança do nome para Baraúna deu-se devido a um Preto Velho conhecido pelo alcunha de Baraúna que residindo em Mossoró, passava a maior parte do seu tempo nesta região dedicando-se a caça, uma vez que a mesma era farta, pois segundo os mesmos, existia em quantidade onças, porco-do-mato, tamanduás e outros. Em virtude do exposto, o Rancho do Sabiá aos poucos passou a ser chamado de "As terras de Baraúna".

Os primeiros moradores dessa localidade foram os senhores João Batista Dantas e Guilherme Freire, estes construíram as primeiras casas e desenvolveram as primeiras atividades agropecuárias e outras.

Com algumas famílias residindo no local, destacou-se particularmente uma, devido suas condições financeiras, que aos poucos foram se apropriando de grandes quantidades de terra. Esta família era conhecida como os Pachêcos e eram do Ceará o que veio gerar entre os Pachêcos e os demais moradores conflitos, pois entendiam os demais, que os Pachêcos estavam entrando em terras baraunenses para registrá-las no Ceará.

No ano de 1935, o interventor do Estado Rafael Fernandes, atendendo a um pedido do Sr. João Batista Dantas que viajou de Baraúna a Natal a pé, determinou a inspetoria de Fomento de Combate as Secas, e esta através do Pe. Mota, então Prefeito de Mossoró, perfurou o primeiro poço de Baraúna e este fez com que maior número de pessoas construísse casas em volta do mesmo construindo-se assim um povoado, e o Sr. José Raimundo de Abreu, foi um dos maiores incentivadores para o desenvolvimento dessa localidade.

Já em 1940 intensificou-se a exploração da madeira, e da região, saiu milhares de dormentes e outras espécies, embora trabalhadas manualmente.

Através da Lei Municipal nº. 889 de 17 de Novembro de 1953 foi criado o Distrito de Baraúna e foi escolhido para o Primeiro subprefeito o Sr. Francisco Leandro de Medeiros. Já na condição de Distrito de Mossoró, Baraúna toma impulso na Agricultura e seus principais produtos são: Algodão, Milho e Feijão, os quais permanecem até hoje acrescido do Melão, Melancia, Acerola, Caju e outros.

Por meio de um plebiscito decidiu-se elevar o Distrito de Baraúna à categoria de Município, e pela Lei de nº. 5.107 em 15 de Dezembro de 1981, finalmente desmembrou-se do município de Mossoró. E, em 15 de Novembro de 1982 Baraúna elege o Sr. José Holanda Montenegro para ser o seu primeiro Prefeito.

A segunda administração, foi chefiada por José Bezerra (PMDB) 1988 - 1992. Em seguida veio José Araújo Dias (PFL) 1993 - 1996, posteriormente foi eleito o professor Francisco Gilson de Oliveira (neto de Francisco Leandro de Medeiros)(PFL)1996 - 2004, cassado por improbidade administrativa em Março de 2004 deu lugar assim, a José Araújo Dias(DEM) do qual o mesmo também foi cassado em Janeiro de 2007. Assim, Aldivon Nascimento(PR)2007-2008 e 2009-2012 assumiu a prefeitura da cidade,com ele a cidade alcançou a posição de um dos maiores municípios em produção e exportação de frutas da região Nordeste. Também em seu governo, graças a estímulos fiscais e grande quantidade de Matéria prima na região, foi implantada a fábrica de Cimento Mizu e o Distrito Industrial do Município, deixando assim, a cidade como um dos maiores polos industriais de calcário do Nordeste e também estimulando a vinda de outras Fábricas para a cidade. A partir de 2014 a cidade conta com a administração de Luciana Oliveira.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 8,73 milhões, sendo que 62,7% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 4,0% à indústria e 33,3% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 2.097,06.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 229,850 milhões e o PIB per capita para R$ 11.543.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herebáceo (em caroço) 1.000 700 1.560 1.560 641
Banana 281 56 15 15 18.733
Castanha-de-caju 120 108 400 400 300
Coco-da-baía 12 (mil frutos) 4 3 3 4.000 frutos/ha.
Feijão (em grão) 780 546 1.300 1.300 600
Mamão 4.000 720 80 80 50.000
Manga 3.600 1.440 180 180 20.000
Melancia 12.000 2.400 400 400 30.000
Melão 104.500 67.925 3.690 3.690 28.319
Milho (em grão) 5.500 2.200 6.500 6.500 846

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 8.793
Suíno 2.226
Eqüinos 358
Asininos (jumentos) 523
Muares (mulas) 301
Ovinos 8.909
Galinhas 12.071
Galos, frangas, frangos e pintos 25.513
Caprinos 17.110
Vacas ordenhadas 553
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 323 (mil litros)
Ovos de galinha 49 (mil dúzias)
Mel de abelha 2.174 (kg)

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2003)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 5.096 187
Médio 680 10
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 39,56%[1] (IBGE, Censo 2000).
  • De acordo com o Ministério da Educação, Baraúna tem a pior nota do ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do país em 2008 entre estudantes da 8ª série do ensino fundamental. O município conseguiu a nota 1,5 em uma escala que vai de 0 até 10. O resultado nesse ano é pior do que no ano anterior, quando o município conseguiu a nota 2 em 2007.[8]

Índice de Desenvolvimento Humano[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,470 0,522
Longevidade 0,523 0,630
Educação 0,434 0,648
Total 0,475 0,600[2]

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 81,1%
Esgoto sanitário 0,4%
Coleta de lixo 90,0%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Índice de analfabetismo comparável ao da Índia (32º mais alto).
  2. IDH de nível médio, comparável ao da Índia (127º do mundo).
  3. Mortalidade infantil comparável à de Camarões (43ª mais elevada).
  4. Esperança de vida comparável à de Bangladesh (138ª).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. FEMURN. Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN. Página visitada em 7 de março de 2011.
  3. a b IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2012 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Página visitada em 31 de agosto de 2012.
  5. Rio Grande do Norte. Embrapa Monitoramento por Satélite. Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2011. Página visitada em 27 de julho de 2011.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  8. Ideb: ensino de 64 cidades tem nota de país desenvolvido
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