Futbol Club Barcelona

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Barcelona
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Nome Futbol Club Barcelona
Alcunhas Barça
Blaugrana
Més que un club
Mascote Avi del Barça
Fundação 29 de novembro de 1899 (114 anos)
Estádio Camp Nou
Capacidade 99.786[1]
Localização Barcelona, Catalunha, Espanha
Presidente Espanha Josep Maria Bartomeu[2]
Treinador Espanha Luis Enrique
Patrocinador Catar Qatar Airways
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Espanha La Liga
Espanha Copa do Rei
União Europeia Liga dos Campeões
LL 2014–15
CR 2014-15
LC 2014–15
em disputa
a disputar
em disputa
Website FC Barcelona
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Futbol Club Barcelona é um clube espanhol da cidade de Barcelona, Catalunha. Também conhecido como Barcelona ou simplesmente Barça ou ainda pelo acrônimo FCB.

Os torcedores do clube são conhecidos como culés (ou culers, em catalão). Em 2010, uma pesquisa realizada pela empresa alemã Sport+Markt concluiu que a torcida do Barcelona é a maior da Europa, contando com cerca de 57,8 milhões de pessoas.[3]

Foi o primeiro clube espanhol a ganhar na mesma temporada o triplete, composto da Liga dos Campeões, da Copa do Rei da Espanha e da La Liga. [4] O Barcelona é uma das marcas mais conhecidas do planeta.[5]

O time é fortemente identificado com a região catalã, da qual se proclamou como símbolo, suas partidas são consideradas até como evento turístico para os forasteiros e rotineiramente locais de demonstração do nacionalismo - e separatismo - catalão.

O depoimento de um de seus mais famosos torcedores, o tenor Josep Carreras, convidado para cantar na festa de centenário do time, em 1999, exprime bem tal ideia: "Ser torcedor do Barça vai além do puramente esportivo. É o sentimento de raízes, de valores e de uma identidade de país: a Catalunha".[5]

Outras expressões icônicas locais são a faixa de capitão do time, que normalmente reproduz a bandeira da Catalunha, e o lema més que un club, adotado em 1968.[5] Apesar disso, é o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Espanhola de Futebol.[6]

A cidade de Barcelona é um caso raro de metrópole com dois clubes de futebol não-equiparados: enquanto o Barça, como é também conhecido, soma 22 títulos na Liga Espanhola, 26 Taças do Rei (atual recordista), 4 Ligas dos Campeões e 2 títulos na Copa do Mundo de Clubes da FIFA , a outra equipe da cidade, o Espanyol, tem como títulos de expressão apenas 4 Taças do Rei.

Tal desigualdade é um dos fatores que fazem os blaugranes sentirem maior rivalidade com um time de outra cidade, o Real Madrid, com quem divide a hegemonia no futebol espanhol. O sentimento é recíproco, com os blancos detestando mais ao Barcelona do que ao rival citadino, o Atlético de Madrid. A rivalidade entre Barça e Real é considerada uma das maiores do mundo.

O Barcelona, o seu arquirrival Real Madrid e o Athletic Bilbao são os únicos times espanhóis que jamais foram rebaixados à Segunda Divisão Espanhola.

História[editar | editar código-fonte]

Time do Barcelona em 1903.

Primeiros anos (1899-1908)[editar | editar código-fonte]

Em 22 de outubro de 1899, um ex-futebolista suíço, Hans Gamper, colocou um anúncio no jornal Los Deportes declarando seu desejo de formar um clube de futebol em Barcelona. Uma resposta positiva resultou em uma reunião no Gimnasio Solé, em 29 de novembro. Onze jogadores participaram: Walter Wild, Lluís d'Osso, Bartomeu Terradas, Otto Kunzle, Otto Maier, Enric Ducal, Pere Cabot, Carles Puyol, Josep Llobet, John Parsons e William Parsons.

Como resultado, o Foot-Ball Club Barcelona nasceu de forma cosmopolita, que paradoxalmente lhe caracterizaria juntamente com o espírito catalão, que o clube só exaltaria mais tarde.[5] O nome em inglês, língua da terra de criação do futebol, a Inglaterra, era comum na época. As cores também seriam influência externa: diz a lenda que Gamper teria inspirado-se nas do Basel, equipe da qual fora capitão, para escolher as do novo clube.[5] Seriam, portanto, vermelho e azul. O vermelho acabaria substituído pelo grená, por ser esta a cor que o desenhista do escudo possuía a disposição.

O anúncio em que Hans "Joan" Gamper (grafado "Kans Kamper") expressava seu desejo em montar um time de futebol.

Em 1902, o clube ganhou seu primeiro troféu, a Taça Macaya, e também disputou sua primeira final de Taça do Rei, perdendo de 2 a 1 para o Bizcaya.[7]

Com Gamper (1908-1925)[editar | editar código-fonte]

Em 1908, Gamper se tornou presidente do clube pela primeira vez. Acabaria ficando mais conhecido pela versão catalã de seu nome: Joan Gamper. Ele assumiu a presidência com a equipe à beira da falência, não tendo ganhado nada desde o Campeonato da Catalunha de 1905. Gamper venceu eleições para presidente do clube em mais cinco ocasiões, entre 1908 e 1925, e passou 25 anos na presidência. Uma de suas principais conquistas foi a ajuda para adquirir o seu próprio estádio.

Em 14 de março de 1909, após dez anos da fundação, a equipe se mudou para o Carrer Indústria, um estádio com uma capacidade de 8000 lugares. Gamper utilizou-se desta manobra para conseguir mais adeptos para o clube, que logo tornaram-se mais numerosos do que o primeiro rival, o hoje extinto Català.[5] A arquitetura do estádio renderia um dos apelidos do time, culer (ou culé, na transposição sonora para o espanhol), que derivaria da expressão cul, palavrão catalão para designar o ânus: a razão disso era o fato de que quem passava pelo estádio em dia de jogo só conseguia ver as nádegas dos torcedores sentados em muros das arquibancadas.[5] No ano seguinte, faturou sua primeira Taça do Rei.

Gamper também recrutou Jack Greenwell como gestor. Este viu o clube começar a melhorar em campo:[8] na década de 1910, destacou-se pelo fortalecimento da rivalidade com o então Real Español, equipe criada com o mote que mais tarde seria abraçado pelo Barça: a identificação com jogadores e a região local, fazendo contraponto ao estrangeirismo dos blaugranes; e pelos gols de Paulino Alcántara, jogador vindo da colônia espanhola das Filipinas e segundo maior artilheiro da história do clube, tendo anotado a assombrosa marca de 369 gols em 357 jogos.[5]

Barcelona e Español dividiam as conquistas do Campeonato Catalão, derivado da Taça Macaya, com os culés ganhando cinco no período, em 1913, 1916, 1919, 1920 e 1921, contra três do rival (1912, 1915 e 1918). Paralelamente, o Barça ganhou também outras três Taças do Rei, em 1912, 1913 e 1920. As conquistas faziam o clube conseguir cada vez mais torcedores; o progressivo aumento fez com que o Barcelona arranjasse outro estádio, mudando-se para Les Corts, que foi inaugurado em 1922. Este estádio tinha uma capacidade inicial de 22.000, mais tarde ampliado para 30.000.

Ricard Zamora, goleiro entre 1919 e 1922.

República e Guerra Civil (1925-1939)[editar | editar código-fonte]

Em 14 de junho de 1925, um fato político teria pela primeira vez importância no clube:[9] em uma reacção contra a ditadura de Primo de Rivera, a torcida vaiou o hino da Espanha. Como represália, o clube foi fechado por seis meses, enquanto Gamper forçado a renunciar à presidência.[5]

A década de 1920 seguiu com o time acentuando seu domínio no futebol local, levantando oito das dez edições do campeonato catalão e outras quatro Taças do Rei. Os maiores ídolos eram o goleiro Ricard Zamora e Josep Samitier. A equipe conquistou também o primeiro Campeonato Espanhol realizado, o da temporada 1928/29. O troféu foi celebrado com um poema intitulado "Oda a Platko", que foi escrito pelo membro importante daquela geração, Rafael Alberti, inspirado pelo heróico desempenho do Barça.

Prenúncios de dificuldades na década de 1930 vieram com o suicídio de Gamper, devido a um período de problemas financeiros e pessoais,[10] talvez provocados pela crise de 1929.

Embora eles continuaram a ter jogadores da posição de Josep Escola, o clube entrou num período de declínio, em que o conflito político ensombrou o desporto na sociedade. O Barça enfrentou uma crise em três frentes: financeira, social (com o número de membros cair constantemente), e desportivo, apesar da equipa ter ganho o Campionat da Catalunya em 1930, 1931, 1932, 1934, 1936 e 1938, e as Taças do Rei em 1933, 1934 e 1939. Os anos 1930 viram também os dois primeiros brasileiros a jogar no Barça, ambos vindos do Vasco da Gama e que não deram certo devido ao preconceito por serem negros: Fausto dos Santos e Jaguaré,[5] que ficaram apenas na temporada 1931/32.

Nas primeiras semanas da Guerra Civil Espanhola, em 1936, o presidente do Barça, Josep Sunyol, que era de esquerda, acabou assassinado pelos nacionalistas, ligados ao direitista General Franco. Apesar de sua morte não ter relação com o Barcelona - ele acidentalmente vinha passeando do lado errado da fronteira, gritando "viva a república" sem ter noção da presença próxima das forças nacionalistas [6] -, ela acabaria depois mitificada como marco inicial da perseguição que o time sofreria da ditadura franquista, até porque as instalações e escritórios do clube não escapariam da ocupação fascista na cidade.

Manifestação pró-Catalunha, algo corriqueiro nos jogos do Barcelona.

O início de um ícone catalão[editar | editar código-fonte]

Após a Guerra Civil Espanhola, o vitorioso General Franco proibiu oficialmente manifestações culturais que não as castelhanas no país, vedação que se estendia ao uso da língua catalã. Estas medidas fizeram com que houvesse alterações no Barcelona: do nome, para Club de Fútbol Barcelona; e no símbolo, em que quatro faixas vermelhas na parte superior direta, alusivas à bandeira da Catalunha, foram diminuídas para duas, para representar a bandeira da Espanha.[5] Por consequência, o Campeonato Catalão, após a edição de 1940, foi extinto, com o Barcelona terminando como seu maior vencedor, somando 23 títulos, o dobro do rival Español. Durante a era franquista, um dos poucos lugares em que se podia falar catalão era o estádio do Barça.[11] Daí viria a associação cada vez maior do orgulho catalão com o Barcelona, ao passo que o rival Español passaria a ser identificado como um aliado do regime de Franco.[12]

Apesar da difícil situação política, o Barcelona usufruiu de êxito considerável entre o fim da guerra civil e 1953, justamente o período mais opressor da ditadura franquista;[6] uma possível razão para a rápida reestruturação do clube foi o fato de justamente nese período o presidente blaugrana ser indicado pelo governo espanhol.[12] A equipe ganhou cinco títulos espanhóis, tornando-se momentaneamente a maior vencedora da competição, e três Taças do Generalíssimo, como ficou renomeada a Taça do Rei. Samitier era o treinador e a equipe reunia ainda Joan Velasco, Antoni Ramallets e César. Em 1949, também ganhou a primeira Taça Latina. [13] Na época, a hegemonia no futebol espanhol era disputada com Valencia e Atlético de Madrid.[12]

Em 1950, o Barcelona contratou o húngaro László Kubala. Kubala quase assinou pelo Real Madrid, mas o momento decisivo para mudar as suas ideias foi quando casou com a filha de Ferdinand Daučík, que esteve em contato com Josep Samitier. Em seguida, devido a esta relação, Kubala escolheu finalmente jogar em Barcelona - e seria votado, em 1999, como o maior jogador dos cem primeiros anos do clube.[14] Em 1952, além da Liga Espanhola, outros quatro diferentes troféus em 1952: a Taça del Generalísimo, a Taça Latina, a Taça Eva Duarte e da Taça Martini Rossi. A conquista dupla da Liga e da Taça novamente viria na temporada seguinte.

Anteriormente, em um domingo chuvoso de 1951,[15] a multidão deixou a pé o estádio Les Corts, após uma vitória contra o Santander por 2-1, recusando-se a apanhar os eléctricos e surpreendeu qualquer autoridade franquista. A razão era simples: ao mesmo tempo, uma greve teve lugar em Barcelona, que recebeu o apoio dos adeptos blaugranes. Acontecimentos como este fizeram Barcelona representarem muito mais do que apenas a Catalunha e muitos progressistas espanhóis viram o clube como um acérrimo defensor dos direitos e liberdades.[16]

Em 1953, o clube contratou o argentino Alfredo di Stéfano, após uma exibição primorosa do jogador pelo Millonarios, time colombiano que, em excursão na Espanha, derrotara o Real Madrid por 4-2 em pleno Santiago Bernabéu.[12] Mas a equipe da capital entrou na disputa: enquanto os blaugranes negociaram com o detentor legal do passe do argentino (o River Plate, uma vez que os times colombianos estavam banidos pela FIFA por jogarem em uma liga pirata), o Real negociou diretamente com o Millonarios. Di Stéfano já havia jogado três amistosos pelo Barcelona quando veio a solução dada pelo Ministério dos Esportes: o jogador faria temporadas alternadas por cada clube, começando pelo Real.[17] O Barcelona não aceitou e deixou que Di Stéfano jogasse apenas pelo time merengue, que vivia em decadência - o rival Atlético de Madrid estava em melhor momento, possuía mais troféus e era quem inicialmente havia ligado-se aos militares.[5]

O troco do Real Madrid três anos após perder Kubala para o Barça vinha justamente no ano em que se completavam dez da partida em que o Barcelona fora derrotado por 11 x 1 para esta equipe. Tal jogo era válido pela partida de volta da semifinal da Taça do Generalíssimo; na ida, em Barcelona, os madrilenhos perderam por 3 x 0 e o resultado surpreendente, a maior goleada dos jogos entre os dois times, seria fruto da intimidação local: o trio de arbitragem foi escalado para favorecer o Real, e policiais invadiram o vestiário do Barcelona ameaçando os jogadores caso saíssem da partida com a classificação. O primeiro grande choque entre as duas equipes seria tão escandaloso que até o Real reconheceria tal fato desta forma.[5] A rivalidade, entretanto, só seria incendiada após a "traição" de Di Stéfano.[18]

Últimos anos de hegemonia nacional[editar | editar código-fonte]

O efeito Di Stéfano logo seria notado: vinte um anos após seu último troféu na Liga Espanhola, o segundo, o Real reconquistou o troféu e seria bi na edição seguinte. O Barcelona entraria em incômodo jejum de títulos no principal torneio do país, só reconquistado em 1959, quando já contava, além do brasileiro Evaristo e do astro da Seleção Espanhola Luisito Suárez, com outras estrelas húngaras: os vice-campeões mundiais em 1954 Zoltán Czibor e Sándor Kocsis. O treinador era o mítico Helenio Herrera. O time já mandava seus jogos no Camp Nou ("novo campo", em catalão) desde 1957, com Evaristo tendo estufados as redes na inauguração.[5]

Apesar do bicampeonato em 1960, o estrago já estava feito: o Real, que tinha vencido mais outras duas vezes o Espanhol naquele interím, conquistava a Europa ao faturar seguidamente as cinco primeiras edições da Taça dos Campeões da Europa, a atual Liga dos Campeões da UEFA, de 1956 a 1960. O gosto era mais amargo por ser Di Stéfano o grande maestro dos blancos, utilizados politicamente em favor de Franco - cuja ditadura fascista causava antipatia na Europa pós-guerra [12] -, o que só fazia aumentar as rixas.

Em 1958, o Barcelona também seria campeão continental, mas de um torneio menor, a Taça das Cidades com Feiras - precursora da atual Liga Europa da UEFA. A temporada 1959/60 veria o time participando pela primeira vez da Taça dos Campeões, como campeão espanhol. O Real Madrid seguia participando do torneio por ser sempre o campeão das edições anteriores, e os dois encontraram-se nas semifinais. O Real passou à decisão com dois 3 x 1, cada um com dois gols de Di Stéfano, dentro e fora de casa.

A revanche veio na temporada seguinte da Taça, nas oitavas-de-final: em novo encontro, desta vez foi a vez do Barça classificar-se. O time conseguiu chegar à final, sob a condição de favorito contra os portugueses do Benfica, que ainda sem Eusébio, ainda não detinham de prestígio internacional. Era a grande chance do Barcelona ameaçar uma reação às conquistas do Real, justamente no torneio até então só vencido por ele.

Pois foram os encarnados quem levantariam a Taça, em uma decisão conhecida como la final de los postes, em referência a quatro vezes que os ataques barcelonistas resultaram em bolas na trave no segundo tempo, quando a partida já estava 3 x 1 (terminaria em 3 x 2), de virada, para o Benfica. O cenário era o mesmo Wankdorfstadion em Berna, estádio em que Czibor e Kocsis - autores dos dois gols - sofreram outra surpreendente derrota, a da final da Taça de 1954. Kocsis declararia que "Agora entendo o que ocorreu em 1954. Neste gramado pesa uma maldição contra todo húngaro que o pise" - apesar do técnico adversário, Béla Guttmann, ser seu compatriota. Czibor, por sua vez, diria que "Normalmente, um jogo assim acabaria 10x0".[19]

O consolo de clube mais vencedor da Liga Espanhola não demoraria a acabar: o clube ficaria em jejum por quatorze anos e veria o rival Real superá-lo em conquistas no torneio em 1963, quando ganhou pela nona vez. Com a falta de títulos no Campeonato Espanhol, o clube teve de contentar-se com novos troféus na já denominada Taça das Feiras, em 1966 e 1971; e na Taça do Generalíssimo, em 1963 e 1968 - neste ano, com sabor especial: foi com um 1 x 0 na final contra o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu com Franco na plateia. Uma das razões era justamente a falta de dinheiro do clube, que havia gasto demais nas obras do Camp Nou - e ainda vira o ídolo Evaristo mudar-se para o Real, naquela década.

A ditadura franquista vinha enfraquecendo com o envelhecimento do General, que faleceria em 1975. Desde o ano anterior, o clube já havia adotado um nome em catalão, Futbol Club Barcelona,[20] que se mantém até hoje.

Cruijff chega, mas não resolve a escassez[editar | editar código-fonte]

A temporada 1973-74 assistiu à chegada de uma lenda, Johan Cruijff. O jogador já era continentalmente consagrado por ter sido tricampeão seguido com o Ajax da Taça dos Campeões, o torneio que faltava ao Barça, e inauguraria a excelente relação do clube com futebolistas neerlandeses. Sua vinda causou escândalo: era a negociação mais cara do futebol mundial até então,[21] cinco milhões de florins, preço tão alto que o governo espanhol não aprovou a transferência. Cruijff Só conseguiu ser levado porque foi registrado oficialmente como uma peça de máquina de agricultura [22]

O impacto foi imediato: o craque, em sua primeira temporada, levou o Barça a reconquistar a Liga Espanhola, liderando uma equipe qua contava com os talentos locais Juan Manuel Asensi, Carles Rexach e Hugo Sotil, quebrando o jejum com direito a golear o Real por 5 x 0 no Bernabéu. Receberia sua terceira Bola de Ouro da France Football pelo feito. Durante a temporada, nasceria seu filho, e Cruijff aumentou ainda mais a idolatria em torno dele ao batizá-lo com o nome catalão do padroeiro da Catalunha, São Jorge: assim foi nomeado Jordi Cruijff.

Após uma primeira temporada de sonhos, as outras acabariam sendo estressantes para Cruijff, mesmo com a companhia do amigo Johan Neeskens a partir da temporada 1974/75. Ele chegaria a ter uma perna quebrada [21] e deixaria o clube, aposentando-se momentaneamente, após a Taça do Rei em 1978, justamente o segundo troféu que conseguira conquistar com o Barça. A consquista credenciou o Barcelona a disputar pela primeira vez a Taça das Taças, então o segundo torneio europeu em relevância, sendo campeão. O troféu marcou a despedida do ídolo Neeskens. Outro destaque a sair, um ano depois, foi o artilheiro austríaco Hans Krankl.

A escassez continua nos anos 1980[editar | editar código-fonte]

Josep Lluís Núñez foi eleito presidente do Barcelona em 1978. Seus principais objetivos foram estabelecer o clube como uma marca mundial e dar a estabilidade financeira.[5] Em 1982, o clube ganhou outra Super Taça e acertaria a contratação, pouco antes da Copa do Mundo daquele ano, de outro craque mundial: Diego Maradona.[23] Na temporada seguinte, sob treinador de seu compatriota César Luis Menotti, Maradona levaria o Barça a uma inesquecível final de Taça do Rei, batendo o Real Madrid.

No entanto, a passagem de altos e baixos de Maradona [24] acabaria curta, também em virtude de estresse e fratura na perna, saindo em 1984, além de má relação com a diretoria; sua saída foi decretada após ele ser suspenso por três meses no futebol espanhol devido à briga campal que provocara na final da Taça do Rei daquele ano, contra o Athletic Bilbao (que venceu por 1 x 0). Sem poder contar com ele, o clube aceitou proposta da pequena equipe italiana do Napoli e o argentino, desgostoso com o que julgou como falta de esforço do Barcelona em defendê-lo no julgamento, acatou.[23]

Quem o substituiu como grande líder da equipe foi o alemão Bernd Schuster,[25] no clube desde 1980. Justamente após a saída de Maradona, o Barça voltaria a conquistar La Liga, a primeira vez desde o título com Cruijff em 1974, sendo a primeira também desde a morte do detestado Franco.[6] Sob o comando de Terry Venables, o time faturou a edição 1984/85.

Na temporada seguinte, a equipe chegou novamente à final da Taça dos Campeões, com talvez mais favoritismo do que tivera em 1960: o adversário tinha ainda menos prestígio, os romenos do Steaua Bucareste, que tentariam ser o primeiro time da Europa Comunista a faturar o torneio mais importante de clubes do continente. Para completar, a final seria na Espanha, em Sevilla. A partida, entretanto, acabaria em 0 x 0 e rumaria para os pênaltis. Mesmo com o goleiro Urruti defendendo os dois primeiros pênaltis adversários, nenhum jogador do Barcelona conseguiu acertar a sua cobrança e o título foi para a Romênia.

Camisa-homenagem a Hristo Stoichkov.

Jogadores bascos, como Urruti, ficariam cada vez mais comuns no clube, que já contava com José Ramón Alexanko. Na temporada seguinte, contrataria também Andoni Zubizarreta, além do artilheiro da recém-realizada Taça do Mundo de 1986, o inglês Gary Lineker. Lineker saiu-se muito bem na primeira temporada, marcando 21 gols em 41 jogos, chegando a fazer os três dos blaugranes em um 3 x 2 sobre o Real Madrid.[26]

Os resultados, entretanto, não apareceram e, em 1988, após três títulos seguidos do Real Madrid na Liga, Venables iria embora, assim como o ídolo Schuster - este, para piorar, fora para o Real, após desentender-se com o presidente Núñez,[25] que o usara politicamente em sua reeleição e não cumprira a promessa de aumentar o salário do alemão caso ganhasse.[23] Os madridistas, com uma esquadra jovem conhecida como Quinta del Buitre,[6] contando com Míchel, Emilio Butragueño e o goleador Hugo Sánchez, ganhariam mais duas vezes seguidas o campeonato, em uma das piores décadas do Barça.

O Dream Team de Cruijff[editar | editar código-fonte]

Cruijff voltara ao Barcelona em 1988, após conquistar a Taça das Taças treinando o Ajax. Outros bascos chegaram sob seu comando: Txiki Begiristain, Ion Andoni Goikoetxea, José Mari Bakero, Julio Salinas e Julen Lopetegi. Cruijff também contrataria Michael Laudrup, Ronald Koeman e Hristo Stoichkov. Quem saiu foi Lineker, em 1989, aborrecido pela sua não titularidade em função da insistência de Cruijff em utilizá-lo na meia-esquerda, posicionamento em que ele não rendia tão bem.[26] O primeiro troféu do novo treinador veio já em sua primeira temporada, faturando individualmente sua segunda Super Taça seguida naquele 1989. Em 1990, seria a vez da Taça do Rei.

O hoje técnico Ronald Koeman foi o herói da Taça dos Campeões de 1992, marcando de falta o gol do título. O ex-zagueiro marcou incríveis 67 gols em 192 jogos pelo Barça na Liga Espanhola[27]

A Liga Espanhola finalmente voltou para o Camp Nou em 1991 e três seriam vencidas em sequência. Em 1992, o clube finalmente conseguira o título tão desejado da Taça dos Campeões, batendo a Sampdoria na final. Contra a equipe italiana, que também usa azul, o Barça jogou todo de laranja. Mas, na hora de erguer o troféu, o elenco usou por cima o tradicional manto blaugrana.[28] A partir do ano seguinte, o clube passou a contar também com Romário, que Cruijff vira em seu país natal atuando pelo PSV Eindhoven. O Baixinho viveu seu auge no Barça, sendo eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA quando esteve no clube, inclusive ofuscando seus companheiros.[27] Além disso, foi também o primeiro brasileiro a fazer sucesso por lá desde Evaristo: no período, o time contratara seis jogadores do país, entre eles Marinho Peres e Roberto Dinamite,[5] todos sem êxito.

Cruijff seguiu no Barcelona até 1996, ficando oito anos no cargo, sendo quem por mais tempo treinou o clube,[21] somando onze troféus. Os campeonatos espanhóis conquistados sob seu comando (quatro) foram o dobro dos vencidos pela equipe entre 1960 e 1988, quando ele chegou. Sua equipe-base, particularmente a tetracampeã espanhola em 1994 - Andoni Zubizarreta, Albert Ferrer, Ronald Koeman, Miguel Ángel Nadal, Sergi Barjuan, Josep Guardiola, Guillermo Amor (atleta que mais conquistou títulos pelo clube), José Mari Bakero, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov e Romário - foi bastante acompanhada por espectadores do mundo inteiro. Muitos deles começariam a torcer pelo Barcelona ali.[27]

Michael Laudrup, apontado como um dos melhores do Dream Team[27]

Entretanto, o ambiente ficara estremecido ainda em 1994: a equipe teve a chance de ser bi na Liga dos Campeões da UEFA (denominação adotada em 1993 para a antiga Taça dos Campeões) e chegou favorita à final contra o Milan, mas perdeu por 4 x 0. Foi também o último ano em que o time foi campeão espanhol. Desde então, desentendimentos com Romário e Stoichkov, também donos de personalidades fortes, ficaram mais frequentes para Cruijff, que afastou ambos do time.[21] O Baixinho, por suas constantes idas ao Brasil, seria vendido ao Flamengo ainda em meio à temporada 1994/95;[23] o búlgaro saiu em virtude também de um desacordo salarial com o presidente Núñez.[23] Outro a não se entender com Cruijff foi o romeno e ex-Real Madrid Gheorghe Hagi, que, contratado após sua bela Taça do Mundo de 1994, não rendeu o esperado após ser exigido por Cruijff a prezar marcação defensiva.[29]

Hagi saiu em 1996, um ano após Laudrup, que repetiu Evaristo e Schuster ao ir para o Real Madrid. O dinamarquês, que participara de um 5 x 0 imposto pelo Barça sobre o Real em 1994, inspiraria o rival a devolver a mesma goleada sobre o Barcelona em 1995.[6] Sua ida, uma reação do Real ao sucesso do Barça,[6] foi provavelmente motivada pela insatisfação de ter sido deixado de fora da decisão europeia - Cruijff preferira preencher a vaga de três estrangeiros na final com Romário, Koeman e Stoichkov.

Romário: dois anos breves e marcantes no Barça.

Cruijff, entretanto, plantara no Barça a filosofia que depois caracterizaria o clube e que ele já fizera no Ajax, a valorização das categorias de base. O clube seguiria a receita mesmo após a saída do treinador, e hoje sua academia conta com doze equipes, cada uma com até 24 jogadores. A maioria dos técnicos são licenciados pela UEFA para dirigir as categorias inferiores do Barça, consideradas as maiores produtoras de jogadores de alto nível, chegando a levar até 15 anos para formar um atleta.[30]

Josep Guardiola, Albert Ferrer, Carles Busquets, Thomas Christiansen e Sergi Barjuan, além de seu filho Jordi, foram todos garotos levados diretamente por Cruijff ao time principal. Guardiola sintetizou a ideologia de seu ex-treinador, seguida até hoje pelo clube:

Cquote1.svg "os jogadores têm de pensar rápido e jogar com inteligência, sempre sabendo qual será o próximo passe (…). É assim que aprendemos a jogar e que o público espera que joguemos: de forma atraente, mas sem perder a eficiência (…). Cruijff (…) nos ensinou a jogar movimentando a bola rapidamente. Ele só usava jogadores de grande técnica. Quando procuramos por jogadores, ainda queremos essas qualidades".[30] Cquote2.svg
Ronaldo, que realizou uma única e inesquecível temporada no clube.

1996-2003 três anos de conquistas, quatro de decadência[editar | editar código-fonte]

Cruijff foi brevemente substituído por Bobby Robson, que tomaram a cargo do clube para uma única temporada em 1996-97. Ele recrutou Ronaldo, outro promissor brasileiro a chegar do PSV Eindhoven. Na Catalunha, o jovem virou El Fenómeno[31] e teve uma temporada arrasadora, em que marcou 34 gols apenas no Campeonato Espanhol, justamente o título que faltou - naquela temporada, o Barça ganhou a Taça do Rei, a Super Taça da Espanha e a Super Taça Europeia (com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain). O brasileiro, assim como Maradona e Romário, acabaria tendo uma passagem marcante e fugaz: após Núñez recusar-se a aumentar seu salário,[31] como também fizera com Schuster e Stoichkov,[23] os empresários do jogador o venderam à Internazionale, que já o desejava anteriormente.[31]

Luis Enrique, um dos mais adorados jogadores pela torcida no fim de século.

Quem ocupou o espaço deixado por Ronaldo foram novos heróis: seus compatriotas Giovanni (que chegara à equipe meses antes do Fenômeno) e Rivaldo, o português Luís Figo e o espanhol Luis Enrique, que superara a desconfiança inicial dos culers por ter vindo do Real Madrid. O treinador era outro neerlandês, Louis van Gaal. Após quatro anos de espera, a Liga Espanhola foi novamente conquistada. A temporada que marcaria o centenário do clube, a de 1998/99, contou com o reforço de uma revelação na Copa do Mundo de 1998, Patrick Kluivert. A partida que celebrou a comemoração de 100 anos da fundação foi jogada contra nada menos que a Seleção Brasileira, em 28 de abril. O jogo festivo terminou em 2 x 2, marcando também um reencontro da torcida com os ídolos Ronaldo e Romário, que jogaram pelo Brasil, bem como os atletas do clube Rivaldo e Giovanni.[32]

A saída de Luís Figo para o Real Madrid, em 2000, traumatizou o Barcelona. Tornou-se um dos mais detestados pela torcida, que antes o endeusava[6]

O título espanhol foi conquistado e Rivaldo, premiado com a Bola de Ouro e o Melhor do Mundo da FIFA. Todavia, um mesmo incômodo tido quarenta nos antes novamente rondava: o clube não se saía bem na Liga dos Campeões e veria o rival Real Madrid voltar a faturá-la, em 1998 e 2000. Neste ano o Barça perdeu o campeonato espanhol. Van Gaal, contestado pela crescente colônia de compatriotas que formara na equipe - Michael Reiziger, Winston Bogarde, Marc Overmars, Frank de Boer, Ronald de Boer, Phillip Cocu, Ruud Hesp e Boudewijn Zenden, além de Kluivert e de Jari Litmanen, finlandês que treinara no Ajax -, acabaria deixando o time, e Núñez, a presidência.

As partidas dos dois foram nada comparada com a de Luís Figo. Capitão do elenco e jogador mais popular da torcida, que o tinha como símbolo,[23] foi comprado pelo Real Madrid de Florentino Pérez para a temporada 2000/01, no que foi um verdadeiro choque para todo o mundo, especialmente para o clube. O recém-eleito presidente Joan Gaspart jamais superaria o trauma.[6] Figo sentiria na pele o ódio que criou na Catalunha: em um de seus retornos ao Camp Nou, atuando pelo Real em um El Clásico, foi recepcionado em campo com uma chuva de objetos que incluíam correntes de bicicleta, bolas de golfe, garrafas de vidro, celulares, chaves de fenda e os mais macabros - as cabeças de um galo e de um porco assado.[6]

Por três anos, o Barça voltou a viver um declínio, notado tanto no elenco remanescente quanto nas novas contratações do período, como Simão Sabrosa, Javier Saviola, Geovanni, Fábio Rochemback, Philippe Christanval, Patrik Andersson, Francesco Coco, Gaizka Mendieta, Juan Román Riquelme e Juan Pablo Sorín. Já os merengues atraíam títulos e mídia com as contratações chamadas "galáticas", sendo nesse interím duas vezes campeão espanhol além de ganhar, em 2002, novamente a Liga dos Campeões, inspirado por um dos astros comprados, o francês Zinédine Zidane - para piorar, o arquirrival passou à final eliminando o Barça nas semifinais, com um empate em 1 x 1 em Madrid precedido por um 2 x 0 em pleno Camp Nou.

Outro galáctico foi o ex-ídolo Ronaldo, que veio meses depois, após grande Copa do Mundo de 2002. Rivaldo deixara o clube rumo ao Milan pouco antes, insatisfeito com a volta do desafeto Van Gaal. A temporada 2002/03 terminou péssima, com Van Gaal sendo demitido em seu decorrer, sem a classificação para a Liga dos Campeões - a equipe teria de contentar-se em disputar a Taça da UEFA na seguinte.

Paralelamente, foi a contratação de um terceiro galático, David Beckham, ao fim do esquecível 2002/03, que acordaria o Barcelona. Tudo porque o jogador era uma promessa de campanha do novo presidente, Joan Laporta, que, sem o inglês, partiu para o plano B: Ronaldinho Gaúcho.[33]

Frank Rijkaard e Ronaldinho Gaúcho sorrindo: nos melhores dias de ambos, o Barcelona se reergueu.

Os anos de Rijkaard e Ronaldinho (2003–2008)[editar | editar código-fonte]

Embora tivesse melhores propostas do próprio Real Madrid e do Manchester United, Ronaldinho escolheu Barcelona, onde poderia atuar sob menos pressão e ser o único astro.[34] Junto com ele veio um novo treinador, Frank Rijkaard, indicado por seu compatriota Cruijff.[22] Rijkaard viera para substituir o sérvio Radomir Antić, por sua vez contratado para substituir Van Gaal.

Ronaldinho demoraria a engrenar em sua primeira temporada devido a contusões; no primeiro turno, o time termina apenas em sétimo, com Rijkaard ameaçado de demissão.[35] A reação viria na metade da Liga Espanhola, em que ele conduziu uma grande reação do Barça a um segundo lugar - o título ficou com o Valencia. Ofuscou até os outros reforços da temporada, que, à exceção do mexicano Rafael Márquez, não vingariam no clube: o meia português Ricardo Quaresma, o goleiro turco Rüştü Reçber [33] e o neerlandês Edgar Davids. Ao fim da temporada, o elenco renovou-se, marcando-se a saída da maior parte dos neerlandeses - além do próprio Davids, Kluivert, Cocu, Reiziger, e Overmars, sobrando o técnico Rijkaard e Giovanni van Bronckhorst.[36] Outro a sair foi o ídolo Luis Enrique, que se aposentou.

Ronaldinho na temporada 2004/05.

A boa fase de Ronaldinho se manteve em 2004, com ele recebendo pela primeira vez o prêmio de melhor do mundo. Com uma colônia brasileira, composta ainda por Thiago Motta, Edmílson, Belletti, Sylvinho e o naturalizado português Deco, Ronaldinho liderou um time bem entrosado em dois títulos espanhóis seguidos, em 2005 e 2006. Motta era cria do clube, onde debutara profissionalmente em 2001. Edmílson viera credenciado com sua participação em três títulos franceses seguidos do Lyon, os primeiros da equipe; Belletti e Sylvinho, por destacadas participações nos espanhóis Villarreal e Celta Vigo, respectivamente; Deco, por ser o comandante do Porto, surpreendente campeão da Liga dos Campeões de 2003/04.[36]

Em meio ao chamado Samba Team,[37] destacou-se também a dupla ofensiva que Ronaldinho fazia com o camaronês Samuel Eto'o (astro do Real Mallorca, mas até então pertencente ao rival Real Madrid[36] ), completados pelo sueco Henrik Larsson e o francês Ludovic Giuly (destaque do Monaco vice-campeão da Liga dos Campeões [36] ), todos contratados naquela temporada, além dos espanhóis pratas-da-casa Xavi Hernández e o jovem Andrés Iniesta. Mais jovem ainda era a promessa argentina Lionel Messi, outro a vir das bases do clube.

O auge chegou na segunda temporada, em que o Barcelona, em sua campanha campeã da Liga Espanhola, bateu por 3 x 0 o Real em pleno Bernabéu. Ronaldinho teve um desempenho tão impressionante que, tão logo após marcar o terceiro gol em jogada individual na área adversária (semelhantemente ao segundo gol, também de sua autoria), foi aplaudido de pé pela torcida merengue. Na Liga dos Campeões da UEFA, o time chegou novamente à final após doze anos, batendo o Arsenal de virada por 2 x 1, com bastante torcida contra na decisão em Paris - o clube inglês era repleto de franceses, dentre eles Thierry Henry, além disso, Ronaldinho não teve passagem tão boa no clube da cidade, o Paris Saint-Germain.

Os autores dos gols na final da Liga dos Campeões de 2006 em meio aos festejos: Belletti e Samuel Eto'o. O brasileiro foi o improvável herói da final, ao marcar o tento da vitória.

Porém, a apagada atuação do astro na final (os gols foram marcados por Samuel Eto'o e o inesperado Belletti, em jogadas decisivas de Henrik Larsson

Henrik Larsson na vitoriosa temporada 2005/06. Foram dele e de um jovial Andrés Iniesta os dois passes para os gols na vitória contra o Arsenal na final da Liga dos Campeões.

[38] ) acabaria sendo um prenúncio de novo tempo de vacas magras. Após impressão péssima deixada na Copa do Mundo de 2006, Ronaldinho não conseguiu repetir com regularidade a fase assustadora de antes. A má fase incluiu uma surpreendente derrota na Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2006, para um rival pessoal do craque, que começara a carreira no Grêmio: o Internacional. A temporada se seguiu com o Barcelona, líder no Espanhol, acabar perdendo o título para o Real Madrid devido ao confronto direto (os dois times empataram em número de pontos,76 cada. Porém, o Real Madrid ganhou no Santiago Bernabeu por 2 x 0 e empatou por 3 x 3 no Camp Nou). Ronaldinho, cada vez mais cedia sua posição de destaque para Messi.

A temporada 2007/2008, apesar da bombástica contratação do francês Thierry Henry,[39] desejado pelo clube desde a anterior,[40] foi uma repetição desta: um Barcelona apagadamente terceiro lugar no campeonato espanhol, com Real Madrid mais uma vez campeão. Na Liga dos Campeões, conseguiram alcançar as semifinais, porém foram eliminados pelo futuro campeão Manchester United. Ronaldinho, Deco e Rijkaard não sobreviveram e acabaram deixando o clube pela porta dos fundos (Ronaldinho e Deco caíram em aut-complacência depois da temporada 2005/2006 e Rijkaard foi apontado como responsável por permitir que este comportamento dos brasileiros causasse desavenças no plantel).

Josep Guardiola, como técnico (2008-2012).

Com Guardiola no comando e Messi em campo (2008-2012)[editar | editar código-fonte]

A falta de conquistas quase custou o cargo de Joan Laporta na pré-temporada de 2008-09. Com o dinheiro das vendas dos inoperantes Ronaldinho, Deco, Lilian Thuram, Oleguer, Edmilson, Gianluca Zambrotta e Giovani dos Santos, o elenco foi renovado. A pedido do novo treinador, o ídolo Josep Guardiola, 90 milhões foram gastos nas contratações de Alyaksandar Hleb, Daniel Alves, Gerard Piqué (cria do Barça que estava no Manchester United), Martín Cáceres e Seydou Keita. Os reforços, particularmente Daniel Alves e Piqué, somaram-se à base dos anos anteriores: Xavi, Andrés Iniesta, Víctor Valdés, Carles Puyol, Rafael Márquez, Samuel Eto'o, o mais aprimorado Lionel Messi e o meteórico Bojan Krkić, mostrando a grande utilização por parte de Pep Guardiola da chamada "La Masia", a academia de jovens jogadores do Barcelona.

Lionel Messi, na vitoriosa temporada 2008/09, em que o Barça conseguiu a tríplice coroa. O argentino marcou o segundo gol na decisão do título mais importante, a Liga dos Campeões. Hoje já é considerado um dos maiores jogadores da historia do futebol mundial.

Em 17 de janeiro de 2009, Barça definiu o registro de pontos mais altos para a primeira metade de uma temporada na La Liga, alcançando 50 pontos fora de um eventual 57, com 16 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, contra o Numancia no primeiro jogo da temporada (e vencendo o primeiro El Clasico da temporada contra o Real Madrid, 2x0 no Camp Nou). O clube também chegou à final da Copa do Rei pela primeira vez desde 1998. Seis dias depois, em 23 de janeiro, a IFFHS classificou o Barcelona em primeiro lugar em sua lista dos maiores clubes de futebol dos últimos 18 anos. O ranking foi determinado tendo em conta todos os resultados dos campeonatos nacionais, a taça competições nacionais, o clube das competições seis confederações continentais e da FIFA.

Em 14 de abril, o Barcelona estava qualificado para as semifinais da Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo após derrotar Bayern Munique por 5-1 no agregado dos dois jogos e enfrentaram o Chelsea nas semifinais. Sua primeira etapa contra o Chelsea resultou em um empate sem golos em casa. Após o jogo, enfrentou Real Madrid, em um El Clásico vencido por humilhantes 6-2. Imediatamente após a vitória histórica sobre os seus maiores rivais, o Barcelona jogou contra o Chelsea na segunda etapa das semifinais da Liga dos Campeões. O Chelsea levou o jogo em Stamford Bridge 1-0 desde o início da partida, quando Iniesta marcou o gol do empate classificador aos 48 minutos do segundo tempo. As duas saborosíssimas vitórias não passariam despercebidas nas maternidades de Barcelona nove meses depois, onde notou-se um aumento da média de partos por dia. O "fenômeno" receberia o nome de "geração Iniesta", em alusão ao autor do dramático gol contra o Chelsea.[41]

O ídolo Samuel Eto'o em sua última partida pelo Barça, na vitoriosa final da Liga dos Campeões da UEFA em 2009, em que ele marcou o primeiro gol.

Em 13 de maio, o Barcelona venceu o Athletic Bilbao 4-1 no estádo Mestalla para ganhar a Copa do Rei. Após alguns dias, o Barcelona confirmou o já esperado título da La Liga. O clube tinha então a oportunidade de ser o primeiro da Espanha a conquistar a tríplice coroa: vencer o campeonato espanhol , a Copa do Rei e a Liga dos Campeões da UEFA em uma mesma temporada. O que foi conseguido duas semanas depois, no dia 27 de maio, em que o Barcelona derrotou o Manchester United, no Olímpico de Roma, com um 2 x 0 selado pela nova estrela do time, Messi. A partida também marcou a saída do ídolo Eto'o, que possuía problemas de relacionamento com o técnico Pep Guardiola.[6] Ele foi cedido à Internazionale em uma troca que envolveu o astro da equipe italiana, o sueco Zlatan Ibrahimović.

Em 19 de dezembro, em seu ano mais vitorioso, o Barcelona conseguiu o título que lhe faltava, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA: após ser derrotado pelas equipes brasileiras do São Paulo em 1992 e do Internacional em 2006, bateram de virada, na prorrogação, os argentinos do Estudiantes.[42] Lionel Messi, autor do gol da vitória, acabaria eleito dois dias depois o melhor jogador do mundo pela FIFA no ano.

A temporada 2009/2010 foi marcada pela grande disputa com o Real Madrid pelo título da Liga Espanhola (com o Barça conquistando o título apenas na última rodada e somando impressionantes 99 pontos, além de vencer os dois clássicos contra o grande rival, 1-0 no Camp Nou e 2x0 no Santiago Bernabeu), a incrível ascensão de Pedro (outro jogador "Made in La Masia"), Messi tornando-se ainda mais goleador (devido ao fracasso de Ibrahimovic em cumprir essa função) e pela segunda temporada seguida jogando mais de 50 jogos sem sofrer contusões, os problemas fisicos de Andrés Iniesta (desde o jogo contra o Chelsea em 2008/2009) e Xavi cada vez mais líder do time no meio-campo. Na Copa do Rei, foi eliminado pelo Sevilla, o primeiro sinal de que o plantel não suportaria a carga de jogos e a incrível perseguição do Real Madrid na Liga.

Na Liga dos Campeões, demonstrou grande força ao chegar às semifinais. Porém, foram eliminados mais uma vez pelo futuro campeão da competição, desta vez a Inter de Milão (cujo técnico era ninguém menos que José Mourinho, atual técnico do Real Madrid), sem conseguir reverter o placar obtido pela equipe italiana no duelo de Milão, partida marcada por arbitragem bastante questionada. As contusões de Iniesta e o curto plantel para esta temporada (obrigando Xavi e Messi a jogarem sem descanso) fizeram o Barça sucumbir nesta competição. Ainda assim, o clube forneceu sete jogadores à Seleção Espanhola de Futebol que seria campeã, pela primeira vez, na Copa do Mundo de 2010, sendo que todos vieram das categorias de base blaugranes: Carles Puyol, Andrés Iniesta (autores dos gols decisivos, na semifinal e na final, respectivamente), Xavi e Gerard Piqué foram titulares, sendo campeões juntamente com Víctor Valdés, Sergio Busquets e Pedro (os dois últimos, revelações da temporada anterior). Também saídos das canteras do clube, Cesc Fàbregas e Pepe Reina foram outros campeões da Furia. Outro campeão culé foi o artilheiro David Villa, negociado junto ao Valencia logo antes do início do torneio.

Ao final da temporada, ocorreram as eleições para Presidente do Clube. Sandro Rosell (vice de Laporta até 2005) foi eleito para um mandato de 6 anos com 61,35% dos votos (com participação de 57088 sócios do Clube, recorde histórico). Ele foi seguido por 14,09% de Agustí Benedito, 12,29% de Marc Ingla e 10,80% de Jaume Ferrer, o candidato indicado por Joan Laporta. Um claro sinal de que resultados incríveis dentro de campo não justificam ou apagam atitudes equivocadas do agora ex-presidente (como a espionagem de futuros adversários políticos, acordos comerciais no Uzebequistão, uma ditadura, o que vai contra os valores democráticos do Barcelona, assim como o aumento excessivo dos gastos do Clube). Sócios do Clube conseguiram acesso à auditoria que comprovava tais problemas.

Após doze rodadas do Campeonato Espanhol e vivos na Copa do Rei e Liga dos Campeões, o Barcelona finalmente enfrentou o Real Madrid. Após uma semana tensa, devido às pressões dos principais jornais de Madrid (que declaravam mais uma vez o fim da superioridade culé na Espanha, desta vez com a chegada de José Mourinho aos merengues), o Barcelona repetiu o Dream Team de 1994 e humilhou o rival com um 5-0. Passado uma semana, o Barcelona fez outra vez história: os três finalistas ao prêmio de melhor do mundo eram jogadores do clube: Xavi, Iniesta e Messi. No final da temporada 2010-2011, O Barcelona alcançou as semifinais da Liga dos Campeões e a Final da Copa do Rei, sendo que na duas competições teria que enfrentar o próprio Real Madrid (antes destes três confrontos, empatou em 1-1 no Santiago Bernabéu pelo Campeonato Espanhol). Após perder para os merengues a Copa do Rei na prorrogação (1 X 0), o Barcelona eliminou o Real Madrid da Liga dos Campeões, e repetiu a final de 2009 contra o Manchester United no Estádio de Wembley. Na partida contra o Levante (1-1), o Barça confirmou o tricampeonato espanhol. Na Final da Liga dos Campeões da UEFA de 2010–11, o Barcelona venceu o Manchester United por 3-1 e obteve o tetracampeonato europeu.

Na temporada 2011-2012, Barcelona reforçou o seu plantel com o atacante chileno Aléxis Sanchez (transferido da Udineses por 37 milhões de euros, sendo 11 milhões condicionados com os títulos do Barcelona), a tão sonhada contratação de Francesc Fàbregas (transferido do Arsenal por 40 milhões de euros, sendo 6 milhões de euros condicionados com os títulos do Barcelona) e o desenvolvimento espetacular de Thiago Alcântara, jogador até então do Barcelona B, durante o Euro-21 (sendo campeão pela Espanha) e a copa Audi (sendo eleito melhor jogador do torneio).

No dia 17 de agosto de 2011, o Barcelona levantou a Supercopa da Espanha após ganhar novamente o Real Madrid por 3-2, no Camp Nou e empatar em 2-2, no Santiago Bernabéu. Em 26 de agosto de 2011, o Barça voltou a ganhar um troféu, desta vez a Supercopa da UEFA de 2011, derrotando o Porto por 2-0. No dia anterior ao jogo, o argentino ganhou o primeiro Prêmio "Melhor jogador da Europa" concedido pela UEFA.

No dia 10 de dezembro de 2011, o Barcelona enfrentaria o Real Madrid em Santiago Bernabéu pela La Liga no último jogo antes do embarque para a disputa do Copa de Mundo de Clubes de Fifa no Japão. O Barcelona venceu por 3-1. Venceu a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2011. O clube ainda levou o fair play, e Messi e Xavi levaram a Bola de Ouro e Prata, respectivamente. [43] [44] [45] [46]

No dia 22 de dezembro de 2011, o Barcelona aplicou sua maior goleada na era Guardiola, 9-0 em cima do L´Hospitalet pelas oitavas de final da Copa do Rei.

No dia 27 de abril de 2012, após a eliminação na semifinal da UEFA Champions League contra o Chelsea e a perda do Campeonato Espanhol para o Real Madrid, Pepe Guardiola anunciou que deixaria o Barcelona após quatro anos no cargo de muitas conquistas, ele porém ainda pôde conquistar um título a mais com o Barcelona,a Copa do Rei da Espanha, seu último título com o Barcelona após esse longo período de glórias com o clube. [47] [48]

Tito Vilanova, ex assistente técnico de Guardiola assumiu o cargo de treinador do clube.[49] Permaneceu no cargo até julho de 2013 quando, por questões de saúde, teve de se afastar definitivamente do comando técnico.[50]

Em 23 de julho de 2013 o argentino Gerardo Martino foi anunciado oficialmente como treinador por duas temporadas.[51]

Tatá Martino e a compra de Neymar (2013-14)[editar | editar código-fonte]

Em 1º de maio de 2013 o Bayern de Munique[52] visitou o Barcelona e eliminou o time catalão na semi-final da UEFA Champions League. Após golear por 4-0 na partida de ida, o time alemão voltou a vencer com propriedade o adversário que estava sem seu camisa 10, Lionel Messi que não jogou devido a uma lesão. O Bayern venceu por 3 a 0 no Camp Nou e garantiu presença na final para disputar o título contra o Borussia Dortmund. Essa foi a maior derrota da chamada "era Messi" no Barcelona. O placar foi igual ao do revés para o Dínamo de Kiev, na Liga dos Campeões de 1997, e também da final da Champions de 1994, contra o Milan. O último 4-0 que o Barça havia sofrido havia sido em 10 de maio de 2007, quando perdeu para o Getafe, pela Copa do Rei.

Dia 11 de maio de 2013, com o tropeço do Real Madrid diante do Espanyol,[53] o Barcelona foi campeão sem entrar em campo e conquistou a Liga pela 22ª vez, primeiro título com o técnico Tito Vilanova.

Neymar deixou o Santos em 1 de junho,[54] time em que estava atuando desde as categorias de base e assinou contrato com o clube catalão. O Barcelona revelou que pagou €57 milhões, cerca de R$ 159 milhões[55] de reais, para ter o atacante Neymar no Camp Nou. A taxa de transferência foi confirmada pelo vice-presidente do clube catalão, Josep Bartomeu, que também revelou o valor da multa rescisória do contrato de cinco anos com o brasileiro: €190 milhões.

Neymar, maior revelação do futebol Brasileiro dos últimos anos.

Futebol profissional[editar | editar código-fonte]

Jogadores do Barcelona.

Desde que o clube foi fundado o futebol permanece o principal esporte do Barcelona, é a actividade que representa mais de 75% do clube.

A primeira equipe de futebol joga na Primeira Divisão da Espanha, e é um dos três clubes que competiram nesta categoria desde a primeira edição da La Liga em 1929. Os outros dois clubes que possuem esta honra é o Athletic Bilbao e o Real Madrid. O Barcelona venceu o campeonato da liga em um total de 22 ocasiões, a mais recente na temporada 2012-13.

Na temporada 2007-08, a equipe terminou em terceiro lugar na Liga, o que lhe permitiu jogar na próxima temporada na Liga dos Campeões da UEFA. O Barcelona conseguiu conquistar este troféu em quatro ocasiões, nos anos 1992, 2006, 2009 e 2011. O Barcelona é o único clube espanhol a obter a Tríplice Coroa composta por:Campeonato Espanhol,Copa do Rei e Liga dos Campeões da UEFA no mesmo ano.

O Barcelona detém o recorde de ser a única equipe de futebol que tem jogado continuamente na competição continental desde a sua criação em 1955. É também a equipe com mais títulos na extinta Super Taça da Europa (4 títulos) e que tem mais vitórias no campeonato espanhol, em suas diversas denominações (25 títulos).

O clube tem uma piscina grande para os jogadores, a partir da categoria de pequenos peixes. A filial da primeira equipe de futebol é o Barcelona Atlètic, que milita na Segunda Divisão B da Espanha, e também é conhecido como Barcelona B.

Barcelona desde 1966 organiza anualmente um torneio amigável de futebol, o Troféu Joan Gamper, que normalmente ocorre em agosto.

Clássicos[editar | editar código-fonte]

El Clásico[editar | editar código-fonte]

Clássico entre Barcelona e Real Madrid no Santiago Bernabéu, em maio de 2009. O Barcelona venceu por 6 x 2 na casa do adversário.

Muitas vezes existe uma feroz rivalidade entre as duas equipes mais fortes em um campeonato nacional, e este é particularmente o caso da La Liga, onde o jogo entre Barça e Real Madrid é conhecido como El Clásico. Desde o início, os clubes foram vistos como representantes de duas regiões rivais na Espanha: Catalunha e Castela, assim como das duas cidades. Mais do que meramente esportiva, a rivalidade tem forte teor político, uma vez que o Barcelona proclama-se como defensor do nacionalismo catalão, não raro a nível de separatismo.

O sentimento anti-Madrid ganhou força nas ditaduras de Primo de Rivera e, especialmente, na de Francisco Franco, em que as culturas regionais foram abertamente reprimidas, o que incluía na proibição do uso de qualquer língua que não a castelhana, oficialmente considerada a língua espanhola. Simbolizando o desejo de liberdade dos catalães, o Barcelona se declarou como més que un club ("mais que um clube") para a sua região. De acordo com Manuel Vázquez Montalbán, "a melhor maneira dos catalães em demonstrar sua identidade foi apoiando o Barça. Foi menos arriscado do que reunir um movimento clandestino anti-Franco e permitiu-lhes expressar as suas dissidências". Os estádios do Barcelona tornaram-se refúgio até para conversas em catalão,[5] [56] além de outros protestos contra o governo.[56]

O Real Madrid, por sua vez, passou a ser visto como a personificação do governo franquista e do centralismo opressor de seu regime ditatorial, muito por conta do "Generalíssimo" aproveitar-se do sucesso dos blancos na Europa nos anos cinquenta para uso político, uma vez que a Espanha era vista com antipatia devido ao regime fascista que a governava.[5] [6] Ainda assim, foi só no meio da década de 1950 que a rivalidade realmente agravou-se, em torno da contestada contratação de Alfredo di Stéfano pelo Real.[18]

A equipe da capital logo ganhou força, passando a disputar os títulos nacionais com os blaugranes e, mais do que isso, fazendo sucesso na recém-criada Taça dos Campeões da UEFA, faturando as cinco primeiras edições do torneio, que o Barça só venceria em 1992. Com o sucesso do Real, Franco não demorou a declarar-se torcedor do time, e a proximidade do presidente merengue Santiago Bernabéu com o governante foi notória.[5] Por outro lado, a ditadura franquista esteve próxima do Barcelona nos anos 1940, quando o presidente do time era escolhido pelo governo.[12] Além disso, Franco seria simpático ao catalanismo do Barcelona, uma vez que preferiria ver opositores reunidos em um estádio do que nas ruas.[56]

A rivalidade manteve-se mesmo no longo período de carência de títulos do Barcelona, que durou em torno de trinta anos, entre os inícios das décadas de 1960 e de 1990 e aumentou sua expressão internacional quando o clube catalão voltou a conseguir uma sequência regular de títulos, nos anos 1990. A rivalidade entre Real x Barça é considerada uma das maiores do mundo.

Dentre os diversos jogadores que jogaram nas duas equipes, os que mais fizeram sucesso em ambas foram Ricard Zamora, Josep Samitier, Evaristo de Macedo, Bernd Schuster, Michael Laudrup, Luis Enrique, Luís Figo e Ronaldo. Um dos maiores ídolos recentes do Barça, o camaronês Samuel Eto'o, veio ao Camp Nou contratatado do arquirrival, onde não recebera oportunidades e era costumamente repassado por empréstimo a outras equipes. O último a fazer a troca entre as equipes principais dos dois clubes foi o argentino Javier Saviola.

El Derbi Barceloní[editar | editar código-fonte]

Barcelona e Espanyol antes do clássico no Camp Nou, pela temporada 2005/06.

O Barcelona tem também um rival em sua cidade, o Espanyol. Este clube defende que ele, e não o Barcelona, seria o verdadeiro representante dos catalães, uma vez que, apesar do nome, foi fundado justamente para ser um clube para jogadores catalães [57] - enquanto os blaugranes eram formados majoritariamente por suíços, britânicos ou outros imigrantes.[12] [57]

Entretanto, durante o governo de Franco, o Barcelona acabou tomando a iniciativa de lutar pelas causas catalães, enquanto o Espanyol - que teve de rebatizar-se como Español - ficou com a imagem de clube que cultivava uma espécie de respeito à autoridade central. A proibição de manifestações das culturas regionais encerrou-se com a morte de Franco em 1975, mas apenas vinte anos depois o clube readotou o nome em catalão, o que só fez reforçar a visão de "colaborador" do governo espanhol.[12] Outro agravante dessa imagem, injusta ou não, é o nome do time, que faz referência à Espanha, além de possuir o título Real - seu nome completo é "Reial Club Deportiu Espanyol de Barcelona".

Há ainda o fato de que uma das principais torcidas organizadas do rival local ter ideologia de extrema direita, costumando levar bandeiras espanholas aos estádios, ter alianças com torcidas do Real Madrid e realizar manifestações racistas.[56] Estes torcedores encaram com ódio o favorecimento da mídia e instituições catalães ao Barcelona.[56] Isso, porém, não é suficiente para afastar a preferência de pequena parte dos nacionalistas catalães pela equipe blanca-i-blava (catalão) ou blanquiazul (espanhol), por verem o Barcelona como "demagogo". Para esta porção, o Espanyol seria exclusivo de Catalunha, representando o verdadeiro catalanismo, enquanto o Barça teria perdido sua identidade e essência ao tornar-se preferência automática no exterior.[56]

Este dérbi, que perdeu importância para os torcedores do Barcelona em favor da rivalidade com o Real Madrid, possui esmagadora dominância do Barça. Além de ter bem menos troféus e de nunca ter ganho o campeonato espanhol, na tabela classificativa o Espanyol só conseguiu terminar acima do Barcelona em três ocasiões em quase setenta anos. O equilíbrio existiu até o início da década de 1940, quando os dois disputavam acirradamente o campeonato catalão. Apesar de aparentar "indiferença" em relação ao Espanyol, os torcedores blaugranes encaram o dérbi com tensão, uma vez que visualizam na torcida rival "traidores da Catalunha",[56] fazendo com que os jogos necessitem de operações policiais especiais para reduzirem risco de confrontos.[56]

Ricard Zamora, Zoltán Czibor, László Kubala, Javier Urruti, Iván de la Peña, Samuel Eto'o, Jordi Cruijff e, de certa forma, Alfredo di Stéfano, são os mais conhecidos jogadores a terem passado pelas duas equipes. Czibor atuou ainda por outro time da cidade, o Europa.

Barcelona versus Atlético[editar | editar código-fonte]

É um clássico espanhol que se caracteriza mais pela tradição das duas equipes, consideradas ao lado do Real Madrid as três maiores da Espanha, do que por uma rivalidade propriamente dita, ao menos por parte do Barcelona. Ambos os clubes são anti-Real Madrid; porém, assim como os barcelonistas odeiam mais ao Real do que ao rival citadino (o Espanyol), os blancos também odeiam mais ao Barça do que ao Atlético, o que desperta certa rixa por parte dos rojiblancos: contra o Barcelona, os atleticanos não jogam amistosamente, costumando comportar-se em campo como adversários de igual para igual e as partidas entre as duas equipes são rotineiramente jogos de muitos gols.[58]

Um dado que poderia apimentar os encontros entre as duas equipes é a constatação que no início do governo franquista, foi o Atlético, e não o Real, a equipe mais próxima dos militares.[5] [12] O Real só passou a ser mais apreciado quando Santiago Bernabéu, fascista assumido, chegou à presidência.[5] Mesmo assim, o Atlético viveu sua melhor fase durante o regime de Franco.

Os jogadores que mais recentemente vestiram as duas camisas foram David Villa, Simão Sabrosa, Thiago Motta, Luis García, Demetrio Albertini e Sergi Barjuan. Julio Alberto, jogador-símbolo do Barça na década de 1980, começou no Atlético. Nenhum deles, entretanto, alcançou o mesmo sucesso nas duas equipes que Miguel Reina, Julio Salinas, Bernd Schuster e Ricard Zamora. Este jogou no Barcelona e, como técnico, comandou o Atlético na conquista dos dois primeiros títulos espanhóis da equipe.

Barcelona versus Athletic[editar | editar código-fonte]

Barcelona x Athletic Bilbao, em fevereiro de 2007, no Camp Nou.

Nas décadas de 1930 e 1940, o Barcelona disputava acirradamente os títulos espanhóis com os bilbaínos - adversários desde a final da primeira Taça do Rei realizada, quando seu time ainda chamava-se Viscaya (Biskaia). Tanto que eram os dois maiores vencedores de La Liga até a ascensão do Real Madrid, iniciada na década de 1950. Não tardou para que a rivalidade diminuísse bastante, inclusive pelo fato das duas equipes passarem a detestar o Real - o Athletic Bilbao, em caso similar aos blaugranes, representava outra região de cultura e línguas discriminada por Franco, o País Basco. A decadência vivida pelo Athletic a partir daquele momento, pior que a do Barcelona, também ajudaria a diluir animosidades entre as duas equipes.

A rixa esteve um pouco renovada nos anos 1980 - quando os alvirrubros tiveram uma curta volta às conquistas -, em que o jogador Andoni Goikoetxea chegou a quebrar as pernas dos barcelonistas Bernd Schuster e Diego Maradona. Em outra partida, decisiva pela Taça do Rei de 1984, vencida pelo Athletic (até hoje, o último troféu do clube), Maradona, recuperado da fratura, chegou a provocar uma briga campal entre as duas equipes, o que causaria de certa forma sua saída do Barça. As duas equipes voltariam a decidir o mesmo troféu em 2009, agora com uma certa confraternização das torcidas para vaiar a Marcha Real (hino nacional da Espanha) e o Rei Juan Carlos, presente no estádio - a censura do canal estatal espanhol às vaias acabaria provocando a demissão do seu diretor de esportes.[59]

Atualmente, mantém a aura de clássico mais por envolver dois dos maiores vencedores clubes do país e por reunir também duas das três únicas equipes jamais rebaixadas à Segunda Divisão Espanhola (a outra é o Real), tendo disputado todas as edições da divisão de elite do campeonato espanhol, do que por propriamente um sentimento mútuo de rivalidade. Um curioso outro fator em comum é o fato de os dois também terem sido os últimos grandes times espanhóis a estamparem logotipos no abdômem das camisas - no Barcelona, a da Unicef (desde 2006) e, no Athletic, o governo basco (2004) a petrolífera basca Petronor (desde 2009).

Três dos componentes do Dream Team do Barcelona também destacaram-se no clube basco: Andoni Zubizarreta, Ion Andoni Goikoetxea (que não é o mesmo Goikoetxea que fraturara Schuster e Maradona) e Julio Salinas. O último a ter vestido as duas camisas foi Santiago Ezquerro.

Títulos[editar | editar código-fonte]

[60]

Mundiais
Competição Títulos Temporadas
Trofeu mundial fifa01.svg Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2 2009Cscr-featured.png e 2011Cscr-featured.png
Continentais
Competição Títulos Temporadas
Coppacampioni.png Liga dos Campeões da UEFA 4 1991-92, 2005-06Cscr-featured.png, 2008-09 e 2010-11
UEFA - Inter-Cities Fairs Cup.svg Taça das Cidades com Feiras 3 1957-58, 1959-60 e 1965-66
Coppacoppe.png Recopa Europeia 4 1978-79, 1981-82, 1988-89 e 1996-97
Supercup.png Supercopa da UEFA 4 1992Cscr-featured.svg, 1997Cscr-featured.svg, 2009Cscr-featured.svg e 2011Cscr-featured.svg
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Liga.png Campeonato Espanhol 22 1928-29, 1944-45, 1947-48, 1948-49, 1951-52, 1952-53, 1958-59, 1959-60, 1973-74, 1984-85, 1990-91, 1991-92, 1992-93, 1993-94, 1997-98, 1998-99, 2004-05, 2005-06, 2008-09, 2009-10, 2010-11 e 2012-13
RFEF - Copa del Rey.svg Copa do Rei da Espanha 26 1909-10, 1911-12, 1912-13, 1919-20, 1921-22, 1924-25, 1925-26, 1927-28, 1941-42, 1950-51, 1951-52, 1952-53, 1956-57, 1958-59, 1962-63, 1967-68, 1970-71, 1977-78, 1980-81, 1982-83, 1987-88, 1989-90, 1996-97, 1997-98, 2008-09 e 2011–12
RFEF - Supercopa de España.svg Supercopa da Espanha 11 1983, 1991, 1992, 1994, 1996, 2005, 2006, 2009, 2010, 2011 e 2013
Copa de Liga de España2.svg Copa da Liga Espanhola 2 1982-83 e 1985-86
Flag of Spain.svg Copa Eva Duarte 4 1944-45, 1947-48, 1951-52 e 1952-53
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Flag of Catalonia.svg Campeonato Catalão 23 1901-02, 1902-03, 1904-05, 1908-09, 1909-10, 1910-11, 1912-13, 1915-16, 1918-19, 1919-20, 1920-21, 1921-22, 1923-24, 1924-25, 1925-26, 1926-27, 1927-28, 1929-30, 1930-31, 1931-32, 1934-35, 1935-36 e 1937-38[61]
Flag of Catalonia.svg Copa da Catalunha 9 1984, 1990, 1992, 1999, 2003, 2004, 2006, 2013 e 2014
Outros
Competição Títulos Temporadas
Pequena Taça do Mundo 1 1957Cscr-featured.png
Flag of Europe.svg Copa Latina 2 1949 e 1952
Flag of Europe.svg Copa dos Pirineus 4 1910, 1911, 1912 e 1913

Cscr-featured.svg Campeão Invicto

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

Mais partidas[editar | editar código-fonte]

Estatísticas atualizadas em 13 de setembro de 2014.

# País Nome Período Jogos
1 Espanha Xavi Hernández 1998–0000 724
2 Espanha Carles Puyol 1999–2014 593
3 Espanha Migueli 1973–1989 549
4 Espanha Víctor Valdés 2002–2014 535
5 Espanha Andrés Iniesta 2002–0000 509
6 Espanha Carles Rexach 1965–1981 449
7 Argentina Lionel Messi 2004- 428
8 Espanha Guillermo Amor 1988-1998 421
9 Espanha Andoni Zubizarreta 1986–1994 410
10 Espanha Joan Segarra 1949–1964 402

Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Estatísticas atualizadas em 24 de agosto de 2014. [62]

# País Nome Período Gols
1 Argentina Lionel Messi 2004–0000 385
2 Espanha Paulino Alcántara 1912–1927 357
3 Espanha Josep Samitier 1918–1933 326
4 Espanha César Rodríguez 1942–1955 294
5 Hungria Ladislao Kubala 1950–1961 274
6 Espanha Josep Escolá 1934–1949 223
7 Espanha Carles Rexach 1965–1981 195
8 Espanha Mariano Martín 1940–1948 188
9 Espanha Carles Comamala 1903–1912 172
10 Paraguai Eulogio Martinez 1956–1962 168

Temporadas recentes[editar | editar código-fonte]

Temporada Div. Pos. J V E D SG GA GP Copa[63] Europa Outras Competições Técnico
2003-04 1D 2 38 21 9 8 63 39 72 Quartas-de-final UC0 Oitavas-de-Final Países Baixos Frank Rijkaard
2004-05 1D 1 38 25 9 4 73 29 84 2ª Rodada UCL Oitavas-de-final Países Baixos Frank Rijkaard
2005-06 1D 1 38 25 7 6 80 35 82 Quartas-de-final UCL Campeão Sup. Esp. Sup. Eur. CMC Países Baixos Frank Rijkaard
2006-07 1D 2 38 22 10 6 78 33 76 Semifinal UCL Oitavas-de-final Países Baixos Frank Rijkaard
2007-08 1D 3 38 19 10 9 76 43 67 Semifinal UCL Semifinal Países Baixos Frank Rijkaard
2008-09 1D 1 38 27 6 5 104 34 86 Campeão UCL Campeão Sup. Esp. Sup. Eur. CMC Espanha Josep Guardiola
2009-10 1D 1 38 31 6 1 98 24 99 Quartas-de-final UCL Semifinal Sup. Esp. Espanha Josep Guardiola
2010-11 1D 1 38 27 6 5 95 21 96 Finalista UCL Campeão Sup. Esp. Sup. Eur. CMC Espanha Josep Guardiola
2011-12 1D 2 38 28 7 3 85 29 114 Campeão UCL Semifinal Espanha Josep Guardiola
2012-13 1D 1 38 32 4 2 75 40 115 Semifinal UCL Semifinal Sup. Esp. Espanha Tito Vilanova
2013-14 1D 2 38 27 6 5 67 33 100 Finalista UCL Quartas-de-final Argentina Gerardo Martino

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 30 de agosto de 2014.[64]
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso
  • Jogador Lesionado: Jogador lesionado


Goleiros
Jogador
1 Alemanha Marc-André ter Stegen
13 Chile Claudio Bravo
25 Espanha Jordi Masip Jogador Lesionado
Defensores
Jogador Pos.
3 Espanha Gerard Piqué Z
15 Espanha Marc Bartra Z
23 Bélgica Thomas Vermaelen Jogador Lesionado Z
24 França Jérémy Mathieu Z
2 Espanha Martín Montoya LD
16 Brasil Douglas LD
22 Brasil Daniel Alves Jogador Lesionado LD
18 Espanha Jordi Alba LE
21 Brasil Adriano LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Espanha Sergio Busquets Capitão4 V
14 Argentina Javier Mascherano V
4 SuíçaCroácia Ivan Rakitić M
6 Espanha Xavi Hernández Capitão M
8 Espanha Andrés Iniesta Capitão² M
12 BrasilEspanha Rafinha Alcântara M
20 Espanha Sergi Roberto M
Atacantes
Jogador
7 Espanha Pedro Rodríguez
9 Uruguai Luis Suárez PenalizadoExpulso[5]
10 Argentina Lionel Messi Capitão³
11 Brasil Neymar
Comissão técnica
Nome Pos.
Espanha Luis Enrique T
Espanha Juan Carlos Unzué AS
Espanha Robert Moreno AS
Espanha Joan Barbarà AS
Espanha Rafel Pol PF
Espanha José Ramón de la Fuente TG
Notas

↑1 – Por incidente ocorrido durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, o jogador foi sancionado pela FIFA por quatro meses de suspensão de qualquer atividade ligada ao futebol. Suárez recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, que determinou que a suspensão se aplica apenas a partidas oficiais.[65] Estará apto a jogar a partir da 0h de 24 de outubro de 2014.[66]

Transferências 2014–15[editar | editar código-fonte]

Legenda
  • Vindo de Empréstimo: Jogadores que retornam de empréstimo
  • Emprestado: Jogadores emprestados


Jogadores[editar | editar código-fonte]

Elenco do Barcelona em 2008.

Mais de 1.000 jogadores vestiram a camisa azul e grená durante os 114 anos de história do time barcelonista.

Os jogadores de origem estrangeira, (não excluindo os jogadores espanhóis) sempre tiveram grande peso na história do clube e marcaram algumas das mais brilhantes eras do time catalão. Fundado por um grupo de estrangeiros estabelecidos em Barcelona, a equipe foi composta inicial e principalmente por jogadores de origem inglesa, suíça e alemã. A maioria dos historiadores e especialistas acreditam que o húngaro Ladislao Kubala, craque blaugrana da década de 1950, foi o primeiro grande jogador internacional que fez parte da equipe. Mas foi a partir dos anos 70, quando já havia uma participação regular de jogadores estrangeiros nas equipes espanholas, que o clube começou a contratar um grande contingente de craques vindos de fora do país. O Barcelona teve, desde então, vários jogadores estrangeiros de excepcional destaque, dos quais cinco chegaram a ganhar o prêmio individual mais cobiçado do futebol mundial, o FIFA World Player.

O prêmio foi concedido à cinco jogadores que passaram pelo F.C. Barcelona, foram eles: Romário, Ronaldo, Messi, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, e à outros cinco foi concedida a Ballon d'Or, que define o melhor jogador europeu do ano, estes, por sua vez, foram: Luis Suárez, Johan Cruyff, Hristo Stoichkov, e os próprios Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. E além destes, é importante destacar outros grandes nomes como: Allan Simonsen, Hans Krankl, Diego Maradona, Gary Lineker, Michael Laudrup, Luís Figo e Samuel Eto'o.

Além disso, os azulgranas tem, historicamente, muitos dos melhores atletas que já existiram dentro do futebol espanhol, sendo o grupo que mais contribuiu para alimentar a Seleção espanhola de futebol. O Jogador dos culés que tem mais jogos feitos pela seleção é o goleiro Andoni Zubizarreta, com 126 partidas, e é também o jogador espanhol que atuou em mais torneios importantes, totalizando quatro Copas do Mundo e três Campeonatos Europeus de Futebol. Luis Enrique e Nadal, com 62 jogos cada, são os outros dois jogadores que mais atuaram pela equipe.

Os jogadores que tem mais jogos oficiais pelo F. C. Barcelona são: Xavi Hernández (614), Migueli (548), Carles Puyol (516), e Carles Rexach (452). Os que obtiveram mais títulos foram: Guillermo Amor (17), José Ramón Alexanko (17) e Josep Guardiola (16). E os que mais maracaram gols em competições oficiais foram: Lionel Messi (236) , Cesar Rodriguez (232), Ladislao Kubala (196) e Rivaldo (130).

Jogadores notáveis[editar | editar código-fonte]

Nome Nacionalidade Posição Temporadas Jogos Gols
Joan Segarra Espanha DF/MC 1949-1964 402 24
Antoni Ramallets Espanha GL 1950–1961 384 0
László Kubala Hungria AT 1951-1961 256 196
Evaristo de Macedo Brasil AT 1957-1962 114 78
Sándor Kocsis Hungria AT 1958-1965 75 42
Carles Rexach Espanha AT 1965–1981 452 122
Juan Manuel Asensi Espanha LD 1970-1981 396 102
Johan Cruyff Países Baixos MC/AT 1973–1978 184 61
Johan Neeskens Países Baixos MC 1974–1979 141 35
Hans Krankl Áustria AT 1978–1981 46 34
Migueli Espanha DF 1973–1989 548 27
Alexanko Espanha DF 1980-1993 399 41
José Mari Bakero Espanha MC 1988-1996 312 23
Allan Simonsen Dinamarca AT 1979-1983 98 31
Bernd Schuster Alemanha MC 1980-1988 170 63
Diego Maradona Argentina MC/AT 1982-1984 58 38
Gary Lineker Inglaterra AT 1986-1989 99 43
Andoni Zubizarreta Espanha GL 1986-1994 301 0
Ronald Koeman Países Baixos DF 1989-1995 191 67
Guillermo Amor Espanha MC 1988-1998 421 68
Michael Laudrup Dinamarca MC 1989-1994 167 49
Hristo Stoichkov Bulgária AT 1990-1998 175 117
Gheorghe Hagi Roménia MC 1994-1996 50 11
Josep Guardiola Espanha MC 1990-2001 384 11
Sergi Barjuan Espanha DE 1990-2001 382 11
Romário Brasil AT 1993-1995 46 34
Luís Figo Portugal MC 1995-2000 249 45
Gheorghe Popescu Roménia Z 1995-1997 96 13
Ronaldo Brasil AT 1996-1997 37 47
Luis Enrique Espanha MC 1996-2004 207 73
Kluivert Países Baixos AT 1998-2004 182 90
Rivaldo Brasil SA 1997-2002 157 86
Deco Portugal MC 2004-2008 166 21
Eto'o Camarões AT 2004-2009 200 130
Ronaldinho Gaúcho Brasil ME 2003-2008 249 108
Henrik Larsson Suécia AT 2004-2007 40 13
Thierry Henry França AT 2007-2010 121 49
Ibrahimović Suécia AT 2009-2010 42 20
Victor Valdés Espanha GL 2002-2014 535 0
Carles Puyol Espanha DC 1999-2014 593 12
Alexis Sánchez Chile AT 2012-2014 141 47
Daniel Alves Brasil DD 2008-Atual 256 17
Eric Abidal França DE 2007-2013 193 2
Xavi Hernández Espanha MC 1998-Atual 677 80
Andrés Iniesta Espanha MC 2002-Atual 409 41
Lionel Messi Argentina AT 2004-Atual 381 236
Gerard Piqué Espanha DC 2008-Atual 228 16
Neymar Brasil AT 2013-Atual 25 10

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Nome Temporada
Nacional Internacional
SC LE CR SE REC UCL UC ESC ICFC USC CI/CMC
Inglaterra Jack Greenwell 1917–1924 0 3 0 0 0 0 0 0 0 0 3
Hungria Jesza Poszony 1924–1925 0 2 0 0 0 0 0 0 0 0 2
Inglaterra Ralph Kirby 1925–1926 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Espanha Romà Forns 1927–1929 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Espanha Joan Josep Nogués 1941–1944 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 2
Espanha Josep Samitier 1944–1947 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Uruguai Enrique Fernández 1947–1950 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Eslováquia Ferdinand Daučík 1950–1954 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2
Espanha Domingo Balmanya 1956–1958 2 3 0 0 0 0 0 0 0 0 5
Argentina Helenio Herrera 1958–1960, 1980–1981 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 2
Argentina Roque Olsen 1965–1967 2 2 0 0 0 0 0 1 0 0 5
Espanha Salvador Artigas 1967–1969 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1
Inglaterra Vic Buckingham 1969–1971 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Países Baixos Rinus Michels 1971–1978 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Espanha Joaquim Rifé 1979–1980 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 2
Alemanha Udo Lattek 1981–1983 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1
Argentina César Luis Menotti 1983–1984 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1
Inglaterra Terry Venables 1984–1987 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 2
Espanha Luis Aragonés 1987–1988 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Países Baixos Johan Cruyff 1988–1996 4 1 3 0 1 0 1 0 1 0 11
Inglaterra Bobby Robson 1996–97 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 3
Países Baixos Louis van Gaal 1997–2000 2 1 0 0 0 0 0 0 1 0 4
Espanha Lorenzo Serra Ferrer 2000-2001 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Espanha Carles Rexach 2001-2002 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Países Baixos Louis van Gaal 2002-2003 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Espanha Antonio de la Cruz 2003 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Sérvia Radomir Antić 2003 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Países Baixos Frank Rijkaard 2003–2008 2 0 2 0 1 0 0 0 0 0 5
Espanha Josep Guardiola 2008-2012 3 1 3 0 2 2 0 0 0 2 13
Espanha Tito Vilanova 2012–2013 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Argentina Gerardo Martino 2013–2014 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Espanha Luis Enrique 2014– 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Total 1899–2013 23 23 9 3 4 0 4 3 2 2 76

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores[editar | editar código-fonte]

  • 1º uniforme: Camisa com listras azuis e grenás , calção e meias azuis;
  • 2º uniforme: Camisa com listras amarela e vermelhas , calção vermelho e meias amarelas;
  • 3º uniforme: Camisa preta, calção e meias pretas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa verde, calção e meias verdes;
  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa cinza, calção e meias cinzas;
  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Sedes e estádios[editar | editar código-fonte]

Camp Nou[editar | editar código-fonte]

O estádio do Barcelona é o Camp Nou, propriedade do clube. Inaugurado em 1957, tem uma capacidade de 99 784 espectadores sentados. É um dos quatro estádios considerados como "Cinco Estrelas" pela UEFA em Espanha, que lhe permite acolher as finais da Liga dos Campeões, Taça UEFA e Supertaça Europeia, como aconteceu já em 15 ocasiões. Está no bairro de Les Corts em Barcelona, juntamente com outras propriedades clube, tais como o Mini Estadi (B estádio do Barcelona) e do Palau Blaugrana, o estádio basquete equipe. Nas instalações do Camp Nou está o Museu de Barcelona, o museu mais visitado na Catalunha.

Antes do Camp Nou, Barcelona teve duas fases. Entre 1909 e 1922 os Culés jogavam num campo da Indústria de Barcelona, habitualmente chamada de A Escopidora. Entre 1922 e 1957, as partes contestaram a Les Corts Camp aberta para acomodar 30 000 espectadores, e acabou tendo uma capacidade de 60 000 pessoas. Uma das versões sobre a etimologia da palavra "Culès" vem a partir deste estádio, como pode ser visto a partir da versão actual permitida fora dos fãs.

A remodelação é baseado na actualização de um estádio que tem mais de 50 anos e criar uma capa para proteger espectadores contra a chuva e o sol. Os principais requisitos são para causar o mínimo transtorno aos assinantes, que era compatível com a remodelação desporto competitivo e que Ciner um determinado orçamento. E a criação de um design atraente, moderno e funcional.

A expensas do município, o plano de remodelação do estádio foi iniciado em finais de 2008 e a conclusão está prevista até 2012. O projeto foi atribuído ao arquiteto britânico Norman Foster, que ganhou após um concurso em que só houve dez projectos finalistas. Sir Norman Foster disse que Antoni Gaudí o inspirou para criar a nova pele que envolve o estádio. O presidente da Barcelona e do Colégio de Arquitetos da Catalunha foram os jurados para escolher o vencedor.

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo do Barcelona está na forma de "panela" três-quartos. Nas duas peças acima do pavilhão do Barcelona estão a Cruz de São Jorge (padroeiro da Catalunha), referente à bandeira da cidade; e, ao lado, referência à outra bandeira, da Catalunha, região da Espanha da qual a cidade de Barcelona é capital. Na parte inferior aparece uma bola sobre as cores azul e grená do clube. Entre os quartos superiores e inferiores se reproduz, em siglas, o nome do clube (F.C.B.). No tempo da ditadura de Francisco Franco, que fazia opressão oficial às etnias não-espanholas do país, como a catalã, as listras vermelhas do canto superior direito eram apenas duas, para a referência dessa parte do distintivo ser à bandeira espanhola.

Existem duas versões sobre as origens do escudo do clube. A primeira versão conta que em 1900, um ano após o clube ser fundado, houve uma reunião para decidir o escudo (até então, o Barcelona havia utilizado o escudo da cidade). Parece que não houve acordo sobre a forma e o conteúdo do escudo e em um momento da reunião o secretário, Luis d'Osso, visivelmente irritado, disse que "essa é uma panela", que deu a ideia de propor a Hans Gamper escudo em forma de "panela".

A outra versão afirma que Gamper, de origem suíça, baseou-se em alguns escudos de equipes de seu país quando propôs a famosa "panela".

Cores[editar | editar código-fonte]

As cores do distintivo do Barcelona são o azul e grená. Existem diversas teorias sobre as causas que levaram à fundação do clube para escolher essas cores.

A versão estendida que foi o Hans Gamper fundou o clube, que escolheu as cores. Com efeito, verifica-se que no primeiro jogo de futebol Gamper ao lugar na cidade antes da fundação do clube, e usava aquelas cores. Sempre defendeu que Gamper escolheu estas cores porque identificou a FC Basel, a equipe suíça, crê-se que Gamper tinha jogado antes de chegar a Barcelona. Além disso, especula a possibilidade de que Gamper escolheu estas cores porque elas são o escudo do cantão suíço de Ticino, mas a única relação que Gamper Cantão foi a de que sua irmã Rosa viveu lá.

Outra versão afirma que as cores foram propostos por Otto Maier, um dos fundadores do clube, em honra das cores do escudo da população alemã de Heidenheim, sua cidade natal.

Patrocínio[editar | editar código-fonte]

Por muito tempo também, o clube orgulhou-se de ser talvez o único time gigante no mundo a não utilizar logotipos de patrocinadores em suas camisas de futebol; apenas em 2006 um logotipo passou a ser colocado na parte abdominal das blusas, e ainda assim demonstrando boas causas: o clube pagava, ao invés de receber, para estampar o emblema da Unicef.

No início da temporada 2011-12, pelas dificuldades financeiras,[88] a tradição vai dar lugar ao maior contrato de patrocínio da história do futebol, em que o Barça receberá 30 milhões de euros anualmente por cinco anos para exibir, juntamente com a da Unicef, a marca da Qatar Foundation.[89] Na temporada 2013-14 alterou para Qatar Airways.[90] A partir de 2014-15 adiciona a marca turca de eletrodomésticos Beko nas mangas do uniforme, contrato com duração de quatro temporadas.[91]

Administração[editar | editar código-fonte]

Cargo Nome
Presidente Josep Maria Bartomeu
Vice-Presidente Sênior - Área de Esportes
Vice-Presidente - Área Econômica e Estratégica Javier Faus i Santasusana
Vice-Presidente - Área Social Jordi Cardoner i Casaus
Vice-presidente - Área Institucional Carles Vilarrubí i Carrió
Diretora - Tesoureira Susana Monje i Gutiérrez

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Camp Nou. Página visitada em 29 de janeiro de 2012.
  2. Sandro Rosell dimite y Josep Maria Bartomeu asume la presidencia del FC Barcelona hasta el 2016 (em espanhol) Sítio oficial FC Barcelona (23 de dezembro de 2014).
  3. "Barcelona é único clube da Europa com mais torcedores que o Flamengo" (em português). Página visitada em 09 de Janeiro de 2011.
  4. "Official Sponsors" (em inglês) "Official Sponsors". Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  5. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u "Especial Barça", Daniel Setti, FUT Lance!, número 05, abril de 2009, Areté Editorial, págs. 30-49
  6. a b c d e f g h i j k l "Real Madrid x Barcelona", FourFourTwo, número 10, outubro de 2009, Editora Cádiz, págs. 40-53
  7. Spain - List of Cup Finals (em inglês) Spain - List of Cup Finals. Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  8. "Presidents Presidents" (em inglês) "Presidents Presidents". Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  9. http://www.fcbarcelona.com/web/english/club/historia/presidents/comissiogestora.html http://www.fcbarcelona.com/web/english/club/historia/presidents/comissiogestora.html.+Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  10. "Barca - Much more than just a Club". (em inglês) "Barca - Much more than just a Club".. Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  11. "'Més que un club': a historic slogan". http://www.fcbarcelona.cat/web/english/club/club_avui/mes_que_un_club/mesqueunclub_historia (em inglês) "'Més que un club': a historic slogan". http://www.fcbarcelona.cat/web/english/club/club_avui/mes_que_un_club/mesqueunclub_historia.+Página visitada em 27 de Maio de 2009.
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  20. "Sid Lowe guardian.co.uk, Monday March 26, 2001 BST Article history" (em inglês) "Sid Lowe guardian.co.uk, Monday March 26, 2001 BST Article history". Página visitada em 27 de Maio de 2009.
  21. a b c d "O agente laranja dos gramados", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, págs. 9-10
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  23. a b c d e f g "Pela porta dos fundos", Eduardo Camilli, Trivela nº 30, agosto de 2008, Trivela Comunicações, págs. 44-45
  24. "Vou para onde sou rei", Leonardo Bertozzi, Trivela nº 37, março de 2009, Trivela Comunicações, págs. 52-53
  25. a b "Questão de gênio", Ubiratan Leal, Trivela, nº 25, março de 2008, Trivela Comunicações, págs. 52-55
  26. a b "Os desbravadores", Felipe dos Santos Souza, Trivela.com.
  27. a b c d "Qual Barça foi melhor", Pedro Venâncio, Trivela.com
  28. ErojKit: 1991-1992 Barcelona (Home e Away).
  29. "Ícone - Gheorghe Hagi", Jonathan Wilson, FourFourTwo, número 12, dezembro de 2009, Editora Cádiz, págs. 70-73
  30. a b "Nou Kids on the Block", FourFourTwo, número 1, novembro de 2008, Editora Cádiz, págs. 16-19
  31. a b c "Ronaldo 300 Gols", André Fontenelle e Valmir Storti, Placar número 1257, maio de 2003, Editora Abril, págs. 40-59
  32. Chance de Gol: Seleção Brasileira (Brazilian National Team) 1998-1999.
  33. a b "Começar de novo", Especial Placar - Guia Europeus 2003/2004, setembro de 2003, Editora Abril, págs. 10-11
  34. "O reinado de Ronaldo II", Especial Placar - Craques do Milênio, coleção de aniversário, número 4, junho de 2005, Editora Abril, págs. 48-53
  35. "Quem é quem nos europeus", Guilherme Aquino, Placar número 1267, fevereiro de 2004, Editora Abril, pág. 69
  36. a b c d "Legião brasileira", Especial Placar - Guia Europeus 2004/2005, setembro de 2004, Editora Abril, págs. 10-11
  37. "A foto proibida", Toni Frieros, Placar número 1277, Editora Abril, dezembro de 2004, págs. 35-39
  38. Trivela.com: "O Ibrahimović de 1994", Felipe dos Santos Souza.
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  43. Neymar após derrota: "O Barcelona nos ensinou a jogar futebol"
  44. Aula do Barça é a maior oportunidade de aprendizado do futebol brasileiro
  45. Com olhos marejados, Neymar diz que aprenderá a jogar futebol com o Barça após goleada
  46. Messi diz que Barcelona dominou o Santos o jogo inteiro na final
  47. Guardiola anuncia saída do Barça e afirma: 'Não é uma situação fácil'
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  66. Luis Suárez podrá jugar el Clásico (em espanhol) Sítio oficial FC Barcelona (10 de setembro de 2014).
  67. Comprado por R$ 36 milhões, Ter Stegen é apresentado no Barcelona GE (22 de maio de 2014).
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  83. El portero Oier Olazábal, traspasado al Granada (em espanhol) Sítio oficial FC Barcelona (11 de julho de 2014).
  84. Cristian Tello, cedido al Oporto (em espanhol) Sítio oficial FC Barcelona (16 de julho de 2014).
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  87. Song, cedido al West Ham (em espanhol) Sítio oficial FC Barcelona (30 de agosto de 2014).
  88. "Dificuldade financeira está por trás do primeiro patrocínio do Barcelona", Leonardo Bertozzi, ESPN.com.br
  89. "Barcelona fecha inédito patrocínio para sua camisa", Trivela.com
  90. Qatar Airways to appear on Barça shirt from 2013/14 season (em inglês) Sítio oficial FC Barcelona (16 de novembro de 2012).
  91. FC Barcelona e Beko assinam acordo de patrocínio global Sítio oficial FC Barcelona (30 de junho de 2014).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]