Bardo (budismo)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Representação estilizada da palavra "bardo", em tibetano

Bardo (em sânscrito: Antarabava) é, para o budismo tibetano, um estado de existência intermediária entre a morte e o renascimento.

São quatro os principais bardos:

  • Bardo do local de nascimento
  • Bardo do momento da morte
  • Bardo da verdadeira natureza dos fenômenos
  • Bardo do renascimento ou do vir a ser

O bardo do local do nascimento contém, ainda, mais dois bardos:

  • Bardo dos sonhos
  • Bardo do estado de meditação

Totalizando, assim, seis bardos.

Uma obra fundamental do budismo tibetano é o Bardo Todhol (literalmente, "libertação do estado intermediário"), conhecido também como "Livro Tibetano dos Mortos". É um texto sagrado que deve ser lido para instruir a consciência de modo que ela saiba como se dirigir à iluminação no momento da morte. Trata-se da principal prática budista tibetana, ou seja, a transferência da consciência (phowa).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  1. EVANS-WENTZ, W.Y. (org.). O livro tibetano dos mortos. 4.ed. São Paulo: Pensamento, 1994. ISBN 8531503787
  2. KHADRO, Chagdud. P'Howa Commentary - instructions for the practice os consciousness transference as revealed by Rigdizn Longsal Nyingpo. Junction City: Padma Publishing, 1998. ISBN 1881847101. (há tradução em português).
  3. RINPOCHE, Chagdud Tulku. Vida e Morte no Budismo Tibetano. Três Coroas: Rigdzin, 2000. ISBN 8586227072.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Bardo (budismo)