Barra do Mendes

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Município de Barra do Mendes
"Capital da Amizade"
Bandeira de Barra do Mendes
Brasão de Barra do Mendes
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de agosto de 1958
Fundação 21 de julho de 1917
Gentílico barramendense
Lema A Ordem é Crescer!
Prefeito(a) Armênio Sodré Nunes (Galego de Lourão) (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Barra do Mendes
Localização de Barra do Mendes na Bahia
Barra do Mendes está localizado em: Brasil
Barra do Mendes
Localização de Barra do Mendes no Brasil
11° 48' 36" S 42° 03' 32" O11° 48' 36" S 42° 03' 32" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Irecê IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ibipeba, Barro Alto, Souto Soares, Seabra, Brotas de Macaúbas e Ipupiara.
Distância até a capital 534 km
Características geográficas
Área 1 252,094 km² [2]
População 13 999 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,18 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,63 médio PNUD/2010 [4]
Gini 0,57 PNUD/2010[5]
PIB R$ 44 267,940 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 061,83 IBGE/2008[6]
Página oficial

Barra do Mendes é um município brasileiro do estado da Bahia, situado a 534 km a sua capital Salvador, a ligação entre as duas cidades se dá essencialmente através da BA - 052 (Estrada do Feijão). Sua população estimada em 2004 era de 15.301 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

No início do século XIX, era uma fazenda chamada Barra, justamente porque ficava no encontro de dois rios. O Mendes foi acrescentado em homenagem ao proprietário, desta família. É ao redor desta fazenda Barra que surgiram outras e posteriormente uma grande aglomeração de pessoas.

Até 1917, Barra do Mendes e Ipupiara eram distritos de Brotas. E após exercer o cargo de Intendente (prefeito) de Brotas de 1914 a 1916, Militão Coelho solicitou ao governador a separação do município e a formação de outro com sede em Barra do Mendes e tendo o Fundão (atual Ipupiara) e Morpará como distritos. O então governador, Antonio Muniz Aragão, atende seu pedido e, pela Lei Estadual nº. 1.203 de 21 de Julho de 1917, o município é criado.

Em 1918, Militão Coelho invade Brotas de Macaúbas a fim de prender o "major Venas" (Joviniano dos Santos Rosa, tabelião), que lhe desobedecera. O major era compadre de Horácio, inclusive criando-lhe duas filhas naturais.

Dando mostras de seu estilo, o velho coronel ainda atira no maxilar de sua vítima, para que este nunca mais discuta suas ordens. Horácio vê que somente pela força pode se entender com Militão: invade Brotas de Macaúbas, resgatando seu aliado e preparando-se para a resposta. Militão, que estava na capital, retorna e os combates têm início.

Duas batalhas decidem o destino desta primeira refrega, após dois meses de intenso combate: Pega e Fundão. Horácio assume a chefia política da cidade, feito Intendente, ao passo em que Militão fortifica-se, em Barra do Mendes, então distrito de Brotas.

Derrotado em armas, Militão obtém uma vitória política, junto ao governador Antônio Muniz, com a emancipação de Barra do Mendes, levando ainda o distrito de Fundão e exigindo o distrito de Guigós ao vizinho Gameleira. Renovato Alves Barreto, líder daquela cidade, pede ajuda a Horácio, que envia cinqüenta homens a Gentio do Ouro, então um povoado entre as duas localidades.

Militão manda crucificar um amigo de Horácio, Onésimo Lima, e seus jagunços expropriam a Fazenda Melancia e tomam todo o gado de um seu parente. A guerra estava declarada.

A pedido do Governador Dr. Antonio Muniz Ferrão de Aragão, em Lençóis, o Coronel Horácio de Matos exigiu que Militão fosse afastado da política local e que a SEDE do município de Barra do Mendes fosse transferida para o Fundão, (atual Ipupiara). Horácio de Matos e João Arcanjo reanexam informalmente o território de Barra do Mendes ao de Brotas de Macaúbas. A extinção oficial do município se deu pela Lei Estadual nº. 1.388 de 24 de Maio de 1920.

Somente em 1958, na gestão do governador Antonio Balbino de Carvalho Filho, foram, Ipupiara e Barra do Mendes, separadas e puderam se constituir como cidades. Neste período era prefeito de Brotas, em primeira gestão, o senhor Gaudêncio Oliveira.

O município de Barra do Mendes foi restaurado, com territórios de parte dos Municípios de Gentio do Ouro e Brotas de Macaúbas, pela Lei Estadual nº. 1.034, de 14 de Agosto de 1958, e reinstalado em 7 de Abril de 1959.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Barra do Mendes (sede) e Minas do Espírito Santo.

Economia[editar | editar código-fonte]

Agricultura cultiva-se feijão, milho e mandioca, em pequena escala. Na pecuária destacam-se os rebanhos suínos e asninos. Conforme registro da JUCEB, 104º lugar na posição geral do estado.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Plantada na imensidão da Chapada Diamantina, a cidade de Barra do Mendes, ainda é uma grande relíquia das lutas dos Coronéis Militão Coelho, Clementino de Matos e Horácio de Matos. Bem como, dos combates sangrentos de João Requizado, dos Revoltosos da Coluna Prestes, Corisco e Dadá e, da passagem do Capitão Lamarca.

Barra do Mendes, está encravada na Região Noroeste do Estado da Bahia, a Micro-Região de Irecê e á Zona Fisiográfica da Chapada Diamantina Setentrional e ao Circuito da Chapada Velha. Cercada de lendas, mistérios e misticismo, está se transformando na mais nova e na mais pujante alternativa de turismo ecológico da nossa região.

Uma grande parte do nosso potencial turístico encontra-se publicada no Guia Cultural da Bahia - Vol.15, da Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia.

Barra do Mendes possui pouca infra-estrutura hoteleira, porém são ricos de atrativos naturais, que proporcionam aos olhos dos visitantes, paisagens exuberantes, momentos inesquecíveis de rara beleza e de paz de espírito.

A região reserva uma infinidade de atrações fascinantes. Entre suas serras, morros e descampados formam um cenário dos mais lindos e dos mais ricos da Chapada Diamantina, transformando-se num labirinto dos mais belos e majestosos da região, principalmente no período chuvoso, que vai de novembro a fevereiro.

Além da riqueza de sua fauna e flora, a região possui uma enorme variedade de rios, que em seu percurso oferece aos visitantes banhos de cascatas, cachoeiras e piscinas naturais. Ai se encontra concentrado também um dos maiores conjuntos de grutas e cavernas do Estado, atrações à parte, que transporta os visitantes para o mundo do fantástico.

Barra do Mendes, não é só a terra das lutas dos Coronéis, é um rico cenário natural onde a natureza faz capricho nas curvas tortuosas do Rio Vereda do Jacaré ou nos contornos disformes nos rochedos e peraus.

Para quem gosta de um bom banho de água doce, a melhor pedida é dá uns mergulhos nas águas do Rio Vereda do Jacaré, que banha a cidade, ou em vários outros pontos turísticos no município, principalmente na época do '’verde’’ como é conhecida a época das chuvas, das frutas e da fartura. Na primavera, a região adquire um colorido todo especial com proliferação de inúmeras flores e borboletas coloridas, próprias da Chapada Diamantina.

A majestosa e deslumbrante Barragem Eujácio Simões, na cidade, o Bruno, Gruta dos Tapuias, Gruta Pinta dos Tapuias, Cachoeirão do Bom Desejo com duas enormes quedas d água e com duas grandes piscinas naturais, a Pedra da Canarina uma pedra que pesa várias toneladas sustentadas em duas pequenas pedras, Cachoeira do Chico Perna, Cachoeira da Vereda de Cima, Cachoeira do Some Gato, Cabo do Marrão, Caldeirão do Benedito, Areia Encantada que é um verdadeiro paraíso gelado, Curral dos Tapuias, Cachoeirinha, Serra do André, Serra da Santa Cruz, com 2.150 metros de altura, a serra mais alta do estado da Bahia, Poço do Paredão, inúmeras grutas com pinturas rupestres, lagoas, cachoeiras, rios, riachos, serras, morros, paredões rochosos, descampados, etc., fazem de Barra do Mendes um dos santuários ecológicos mais lindos e mais valiosos do Estado.

Aqui, a natureza e a história formam uma curiosa parceria que proporciona aos visitantes descobrirem atrações novas a cada instante. A natureza esculpiu no município uma espantosa e exuberante cadeia de montanhas que forma um espetáculo dos mais bonitos da região. Por onde se erguem conjuntos de serras entrecortados por vales, rios e cachoeiras que enche os olhos dos visitantes ávidos por mais atrações. Existem inúmeras grutas, onde os índios deixaram suas marcas em pinturas rupestres, vistas por toda parte da região.

A fauna ainda abriga, escondida na região da serra, Servos, tatus, macacos, caititus, teiús, entre outros. Os visitantes podem também, observar pássaros dos mais variados tamanhos e cores, numa vegetação da zona fronteiriça entre o cerrado e a caatinga, que oferece ainda uma diversidade de frutas silvestres como umbu, cajuí, murici, puçá, quipá, mangaba, jatobá.

Prefeitos de Barra do Mendes[editar | editar código-fonte]

Ao todo Barra do Mendes teve 13 prefeitos eleitos pelo voto popular, mas vários vice-prefeitos assumiram o poder local por algum tempo

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

A cidade fica a 534 km da capital do estado e o município cobre uma área de 1.229 km². Tem fronteira, ao norte com Ibipeba, ao leste com Barro Alto e Souto Soares, ao sul e oeste com Seabra e ao oeste com Brotas de Macaúbas e Ipupiara. Faz parte da microregião de Irecê, mesorregião do Centro-Norte Baiano.

Barra do Mendes está encravada na Região Noroeste do Estado da Bahia e pertence ao Circuito da Chapada Velha, a Microrregião de Irecê e à Zona Fisiográfica da Chapada Diamantina Setentrional.

Escritores barramendeses[editar | editar código-fonte]

Barra do Mendes possui muitos escritores, poetas e historiadores, citaremos abaixo os escritores barramendenses que já lançaram livro no mercado:

CELISMANDO SODRÉ FARIAS

“Canção dos Poetas Anônimos” – 2001.

“O Poeta e o Vento” – 2003.

“O Milagre de Cada Ser Pensante” – 2006.

EDÍZIO MENDONÇA

“Poemas para Cleonice” – 1969.

“O Coronel Militão Coelho” – 1980.

“Capitão João Pedro” – 2002.

“Barra do Mendes, Uma História de Lutas” – 2003.

“Campestre e Seus Horrores” – 2006.

“Cantigas do Alvorecer – Trovas” – 2006.

JAILDA SANTANA

“A ti, Companheiro” – 1988.

“Face à Poesia” – 2005.

JOSÉ AVELINO DE SOUSA

“Avelino em poesias, crônicas e contos” – 1990.

LOURIVAL FARIAS SODRÉ

“Raviã” – 1994.

“Invasões à Inocência” - 1996.

“Gritos da Terra” – 2000.

SINDO GUIMARÃES

“Tempo de Colheita” – 1985.

“Relatos Inquietos” – 1993.

“Relato dos Ventos” – 2000.

WÉSIO RODRIGUES PIMENTEL

“O Poeta e o Vento” – 2003.

“Um Dia de Cão no Sertão” – 2008.

ZENAIDE MENDONÇA FARIAS

“Raios Misturados” – 2002.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barra do Mendes, uma história de lutas - Edizio Mendonça
  • Campestre e seus Horrores - Edizio Mendonça
  • O Coronel Militão Coelho - Edizio Mendonça
  • Jagunços e Heróis - Walfrido Morais.
  • Coronelismo e oligarquias - 1889 a 1934 - A Bahia na primeira República brasileira - Eoul-Soo Pang.
  • O chefe Horácio de Matos - Américo Chagas.
  • Bambúrrios e Quimeras - Erivaldo Fagundes Neves et allii.
  • O sertão que eu conheci - Claudionor de Oliveira Queirós.
  • A Feira no Século XX - Antônio do Lajedinho

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Barra do Mendes - BA. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Página visitada em 26 de abril de 2014.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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