Barrete frígio

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Pessoa utilizando um Barrete frígio

O barrete frígio ou barrete da liberdade é uma espécie de touca ou carapuça, originariamente utilizada pelos moradores da Frígia (antiga região da Ásia Menor, onde hoje está situada a Turquia). Foi adotado, na cor vermelha, pelos republicanos franceses que lutaram pela tomada da Bastilha em 1789, que culminou com a instalação da primeira república francesa em 1793. Por essa razão, tornou-se um forte símbolo do regime republicano.

História[editar | editar código-fonte]

Suas boinas frígias identificam os Três reis magos como "vindos do leste" em um mosaico do final do século VI em San Apollinare Nuovo, Ravena

Em vasos pintados e outras artes gregas, o barrete frígio serve para identificar o herói troiano Páris como um não grego; poetas romanos habitualmente utilizam o epíteto "frígio" para se referir a troianos. Pode ser encontrado também nas esculturas da Coluna de Trajano, vestida pelos Dácios, e sobre o Arco de Severo vestida pelos Espartanos. Os elmos militares dos |macedônios, trácios, dácios e normandos do século doze possuíam a ponta virada para frente para se assemelharem ao barrete frígio.

O barrete frígio era utilizado pelos sincretistas helenistas e romanos para representar o deus salvador de origem persa Mitra.

Ele era vestido durante o Império Romano pelos antigos escravos que tinham conseguido emancipação de seus mestres e cujos descendentes eram, por esta razão, considerados cidadãos do império. Este uso é frequentemente considerado a origem de seu significado como um símbolo de liberdade.

Durante o século dezoito, o barrete frígio vermelho ganhou a significação de símbolo da liberdade, segurado acima do mastro da liberdade durante a guerra da independência dos Estados Unidos da América. Ela também foi adotada durante a revolução francesa e faz parte, atualmente, do emblema nacional da França: Marianne vestindo uma boina frígia.

Moeda de 1917 da República Portuguesa.
O Brasão da Bahia, exemplo de uso do barrete frígio em brasões de armas, em que o barrete frígio encima a cabeça da mulher.

O barrete aparece no brasão de armas de diversas repúblicas latino-americanas, nomeadamente da Argentina, Nicarágua e El Salvador, bem como na Bandeira do Paraguai, bandeira do estado de Nova Iorque e no selo oficial do Exército dos Estados Unidos.

No Brasil, o barrete frígio surge no desenho da bandeira dos estados de Santa Catarina (lei n.º 975, de 23 de outubro de 1953) e do Rio Grande do Sul; nos brasões das cidades do Rio de Janeiro, de Viamão (Rio Grande do Sul), estado do Acre e do estado da Paraíba.

O barrete frígio é também mostrado em certas moedas mexicanas (mais notadamente na antiga moeda de oito reales) durante o fim do século XIX até meados do século XX e escudos portugueses da primeira metade do século XX.

O barrete frígio é familiar a alguns como o adorno de cabeça dos Smurfs.

Também é uma denominação utilizada na medicina para uma variação anatômica da vesícula biliar, devido à semelhança da sua forma.

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