Basílica da Natividade

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Pix.gif Local do nascimento de Jesus: a Igreja da Natividade e a Rota de Peregrinação, Belém *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Bethlehem BW 1.JPG
Basílica da Natividade em Belém, Palestina
País  Palestina
Tipo Cultural
Critérios iv, vi
Referência 1433
Região** Ásia e Oceania
Coordenadas 31° 42′ N 35° 12′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 2012  (36ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
Interior da Basílica da Natividade.

A Basílica da Natividade (em árabe: كنيسة المهد), também conhecida como Igreja da Natividade, localizada em Belém, na Palestina, é uma das mais antigas igrejas ainda em uso no mundo. Sua estrutura foi construída sobre uma caverna que a tradição cristã marca como o local de nascimento de Jesus. Em razão de os muçulmanos considerarem Jesus como sendo o segundo maior profeta islâmico, o local é considerado sagrado tanto para o cristianismo como para o islamismo.

A estrela de prata marca o local tido como o ponto exato do nascimento de Jesus.

Sua construção data do ano de 326, quando teria sido ordenada por santa Helena, mãe do imperador romano Constantino. Não se tem muita certeza de que a igreja é o local onde Jesus Cristo nasceu, mas sabe-se que a igreja foi disputada ao longo dos anos. Atualmente ela pertence a Igreja Ortodoxa Oriental, a Igreja Armênia e a ordem dos monges franciscanos.

História[editar | editar código-fonte]

O local sagrado conhecida como a Gruta da Natividade, em que a Igreja da Natividade fica no topo, é hoje associado com a caverna em que o nascimento de Jesus de Nazaré ocorreu. Em 135 d.C., o imperador romano Adriano ordenou a construção de um local de culto para Adônis, o deus grego da beleza e do desejo. Um padre da Igreja, Jerônimo, observou antes de sua morte, em 420 d.C., que a caverna da natividade estava em um ponto consagrado pelos pagãos ao culto de Adônis, e que um bosque agradável foi plantado lá, a fim de acabar com a memória de Jesus Cristo. Embora alguns estudiosos modernos disputem este argumento e insistam que o culto de Adônis originou o santuário e que foram os cristãos que assumiram o controle, substituindo o culto à Deus, a associação do local com o nascimento de Jesus é atestada pelo apologista cristão Justino, o Mártir (c. 100-165 d.C.), que observou em sua obra Diálogo com Trifão que a Sagrada Família (José, Maria e o menino Jesus) se refugiou em uma caverna fora da cidade:

"José pegou seus aposentos em uma determinada caverna perto da aldeia (Belém), e enquanto eles estavam lá Maria deu à luz o Cristo e colocou-o numa manjedoura, e aqui os Magos que vieram da Arábia encontraram ele." (capítulo LXXVIII).

Além disso, o filósofo cristão Orígenes de Alexandria (185 d.C. - cerca de 254 d.C.) escreveu a respeito do local:

Em Belém, a caverna é apontado onde nasceu, e a manjedoura na caverna onde ele foi envolto em panos. E o boato é nesses lugares, e entre os estrangeiros da fé, que na verdade Cristo nasceu em uma caverna que é adorada e venerada pelos cristãos. (Contra Celso, livro I, capítulo LI).

A primeira basílica neste local foi iniciada por Helena de Constantinopla, mãe do Imperador Constantino, o Grande. Sob a supervisão do bispo Macário de Jerusalém, a construção começou em 327 e foi concluída em 333. A construção desta igreja primitiva era realizada como parte de um projeto maior após o Primeiro Concílio de Niceia, durante o reinado de Constantino a construir nos locais supostamente relacionados à vida de Jesus Cristo. O projeto da basílica foi centrado em torno de três grandes seções arquitetônicas: (1) uma rotunda octogonal sobre a área onde acredita-se que Jesus de Nazaré nasceu, (2) um átrio quadrado de 148 por 92 pés (45×28 m); e (3) adro duas edificações de 95 por 93 pés (29×28 m). A estrutura foi incendiada e destruída em uma rebelião entre os judeus e os samaritanos na Palaestina Prima em 529 ou 556 d.C. A basílica que existe atualmente é a que foi reconstruída pelo imperador romano Justiniano I. Quando o persas, comandados por Cosroes II invadiram Jerusalém e a Palestina em 614, não chegaram a destruir a estrutura. Segundo a lenda, seu comandante foi movido pela representação no interior da igreja os Três Reis Magos vestindo roupas persas, e ordenou que o edifício fosse poupado da destruição. Os cruzados no século XI fizeram mais reparos e adições ao edifício durante o Reino de Jerusalém com a permissão e ajuda dada pelo imperador bizantino, e o primeiro rei de Jerusalém que foi coroado na igreja. Ao longo dos anos, o composto foi ampliado e hoje abrange cerca de 12 mil metros quadrados. A igreja foi uma das causas diretas para a participação francesa na Guerra da Crimeia contra a Rússia .

Em 2012 foi classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, não sem grande polémica.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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