Basílica de Santa Francesca Romana

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Basílica de Santa Francesca Romana
Santa Francesca Romana / Santa Maria Nova
Santa Francesca Romana da fachada de travertino (de Carlo Lombardi, 1615) e o campanário do estilo românico do século XII.
Santa Francesca Romana da fachada de travertino (de Carlo Lombardi, 1615) e o campanário do estilo românico do século XII.
Local Fórum Romano
Região Roma
País Itália
Coordenadas
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma


Estilo Românica
Início da construção século IX


Site Site oficial

Santa Francesca Romana, também conhecida como Santa Maria Nova, é uma das poucas basílicas românicas da cidade de Roma. Fundada no século IX e dedicada Santa Francisca de Roma, está situada entre o Fórum Romano e do Templo de Vênus e Roma. Nesta igreja está sepultado o Papa Gregório XI.

O cardeal-presbítero protetor do título de Santa Maria Nova é Angelo Sodano, o decano do Colégio dos Cardeais.

História[editar | editar código-fonte]

A igreja foi construída na segunda metade do século X e incorporou um antigo oratório do século VIII que o papa Paulo I mandou escavar numa ala do pórtico do Templo de Vênus e Roma. A nova igreja foi batizada de Santa Maria Nova para distingui-la de outra igreja dedicada a Santa Maria localizada no Fórum, Santa Maria Antiqua, que estava em ruínas na época[1] . O edifício foi reconstruído pelo papa Honório III no século XIII, quando ganhou um campanário e a abside foi decorada com uma "Maestà" em mosaico. O interior foi alterado muitas vezes depois disto.

Desde 1352, está sob os cuidados dos olivetanos. No século XVI, foi rededicada a Santa Francisca de Roma, que foi canonizada em 1688 e cujas relíquias estão abrigadas na cripta. O pórtico e a fachada em travertino são de Carlo Lombardi e foram completados em 1615.

O interior, uma nave única com capelas laterais, foi reconstruída por Lombardi alguns anos antes da canonização de Francisca. No meio da nave está a schola cantorum retangular da antiga igreja, totalmente decorada em cosmatesco. Outra característica proeminente é o confessionário projetado por Bernini (1638-49), em mármore multicolorido com quatro colunas revestidas de jaspe.

A igreja abriga a preciosa "Madonna Glycophilousa" ("Nossa Senhora da Ternura"), um ícone do tipo "Hodegetria" do início do século V vindo de Santa Maria Antiqua. A "Madona com o Menino" do século XII que foi pintada sobre ele foi meticulosamente destacada do painel em 1950 e está atualmente na sacristia.

O antigo oratório sobre o qual a igreja foi construída foi localizado pelo papa Paulo I no local onde Simão Mago teria morrido. De acordo com esta lenda, Simão queria provar que seus poderes eram mais fortes que os dos apóstolos e começou a levitar perante São Pedro e São Paulo. Os dois apóstolos caíram de joelhos em oração e Simão caiu, morrendo na queda. As pedras de basalto onde os apóstolos teriam deixado uma impressão de seus joelhos estão incorporadas na parede do transepto sul. O túmulo do papa Gregório XI, que trouxe o papado de Avinhão de volta para Roma, reconstruído com base num projeto de Per Paulo Olivieri (assinado e datado em 1584) está também no transepto sul.

Como Santa Francisca Romana é a padroeira dos motoristas, carros se enfileiram na frente da igreja no dia de sua festa para receber a benção[2] .

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Touring Club Italiano, Roma e dintorni 1965:153f.
  2. (TCI) Roma e dintorni 1965:153.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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