Sant'Agnese fuori le mura

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Sant'Agnese fuori le mura, 1911.

A Sant’Agnese fuori le mura ("Basílica Santa Inês fora dos Muros") é uma igreja de Roma, fundada por Constantino em 342 em memória de Santa Inês, cujo sepulcro nas catacumbas da Via Nomentana se haviam tornado local de predileção de peregrinos no século IV. Os Cônegos Regulares Lateranenses cuidam desta basílica desde 1489. Localiza-se na Via Nomentana.

Igreja[editar | editar código-fonte]

Subsistem apenas restos da basílica original, perto da igreja de Santa Constança. Quando a igreja de Constantino começou a ruir, o papa Honório I (r. 625–638) mandou construir a seu lado uma igreja pequenina, com duas naves laterais como a anterior, e o altar colocado diretamente sobre o sepulcro da santa.

O interior é dividido por 16 colunas antigas. Apesar de modificações e aumentos, percebem-se claramente as antigas estruturas medievais, particularmente as galerias típicas ao longo da frente e dos lados. No começo do século XVII o coro foi modificado, acrescentando-se capelas laterais, um baldaquino barroco levantado sobre o altar-mor. A decoração do arco triunfal foi executada no século XIX.

Particularmente dignos de atenção são o teto de madeira, ricamente ornado, na nave central, que é inusitadamente alta e estreita e data de 1606; o trono episcopal em pedra, do século VII, na abside; o candelabro de mármore ao lado do cibório do século XIII

O mais impressionante é o mosaico da abside em meia cúpula que data do século VII. Santa Inês, delgada como uma coluna, está no centro da área pictórica, adornada de jóias como uma imperatriz bizantina, vestida em roupa violeta, com estola dourada. Fogo e espada, instrumentos de seu martírio, jazem a seus pés. Vê-se flanqueada pelos papas Honório e Símaco, que lhe oferecem um modelo da igreja. Acima dela, no ápice da meia-cúpula, o céu parece se abrir e surge a mão de Deus. O cordeiro carregado pela mártir se refere à lenda que a santa apareceu a seus pais, depois de morta, rodeada de santos e carregando um cordeirinho. A partir de então, dois cordeiros são benditos no altar da igreja a cada dia 21 de janeiro, e sua lã usada para tecer a estola ou pálio (pallium) dada pelo papa a cada arcebispo recém-nomeado.

Devoção[editar | editar código-fonte]

Anualmente no dia 21 de Janeiro, dia de Santa Inês, são levados dois cordeiros brancos da Abadia delle Tre Fontane para a basílica. No mesmo dia são oferecidos ao Papa como sinal de sujeição. Com a lã dos cordeiros são confeccionados os pálios.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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