Basílio IV da Rússia

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Basílio Chuiski
O tsar russo Basílio IV é compelido a ajoelhar-se diante do rei polonês Sigismundo III da Polônia em Varsóvia (1611)

Basílio Ivanovitch Chuiski (em russo: Василий IV Иванович Шуйский; transl.: Vasiliy IV Ivanovich Shuyskiy) (22 de setembro de 155212 de setembro de 1612) foi Tsar da Rússia entre 1606 e 1610, após o assassinato do Falso Demétrio. Foi o último rei russo pertencente à dinastia ruríquida.

Descendia dos príncipes soberanos de Nizhny Novgorod. Foi um importante boiardo durante os reinados de Teodoro I e Boris Godunov.

Foi ele quem, obedecendo a ordens secretas do Tsar Boris, foi a Uglitch para investigar a causa da morte do tsarevitch Demétrio Ivanovitch, um dos filhos de Ivã, o Terrível, que falecera misteriosamente na cidade. Chuiski relatou que teria sido um caso de suicídio, apesar de muitos rumores do tsarevitch ter sido assassinado por ordens do regente Boris Godunov. Alguns suspeitaram que Demétrio escapara do assassinato e que outro garoto teria sido morto em seu lugar, o que motivou a contínua aparição de impostores. Com a morte de Boris, que havia se tornado tsar, e a ascensão de seu filho Teodoro II, Chuiski retrata-se visando o apoio do pretendente Falso Demétrio, que tentava adquirir o trono se fazendo passar pelo tsarevitch falecido. Chuiski reconhece o pretendente como o "verdadeiro" Demétrio apesar de ter afirmado anteriormente que o garoto cometera suicídio. Isso ajudou a justificar o assassinato de Teodoro, que já estava sendo planejado por grupos descontentes.

Posteriormente, Chuiski conspira contra o Falso Demétrio, além de confessar publicamente que o verdadeiro Demétrio estava morto e que o tsar era um impostor, estimulando o seu assassinato em maio de 1606. Logo em seguida, os partidários de Chuiski o proclamaram tsar (19 de maio de 1606).

Ele reinou até 19 de julho de 1610, mas nunca possuiu o devido reconhecimento.

Até mesmo em Moscou ele tinha pouca ou nenhuma autoridade e somente não foi deposto pelos mais influentes boiardos por não terem ninguém para colocar em seu lugar.

Somente a popularidade do seu primo, príncipe Mikhail Skopin-Chuiski, que liderou suas forças, além de soldados da Suécia, cuja assistência foi obtida com a concessão de territórios russos, o preservou por mais algum tempo no trono. Sigismundo III Vasa da Polônia considerou os acordos com a Suécia um pretexto para a guerra, e, em outubro de 1609, sitia Smolensk. Alguns meses depois, diante do avanço das tropas polonesas, os moscovitas se revoltam. Em 27 de julho de 1610, Basílio Chuiski é deposto por antigos príncipes partidários (Vorotinsky e Mstislavsky) e transportado para Varsóvia pelo hetman polonês Stanislaus Zolkiewski. Morreu encarcerado no castelo de Gostynin, próximo à Varsóvia, em 1612.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • D. I. Ilovaisky, The Troubled Period of the Muscovite Realm (Russ), (Moscou, 1894).
  • S. I. Platonov, Sketches of the Great Anarchy in the Realm of Moscow, (S. Petersburgo, 1899).
  • D. V. Tsvyeltev, Tsar Vasily Shuisky (Russ), (Varsóvia, 1901-1903).
Precedido por
Falso Demétrio
Tsar da Rússia
1606–1610
Sucedido por
Sucessão quebrada devido ao
Tempo de Dificuldades
(trono reclamado por Władysław IV)
Sucedido pelo tsar Miguel I

Ligações externas[editar | editar código-fonte]