Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea

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O Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea situa-se na localidade portuguesa em Ota, em Alenquer, nas antigas instalações da Base Aérea nº 2 e tem como missão principal ministrar a formação militar, humanística, técnica e cientifica do pessoal da Força Aérea Portuguesa.[1]

Cerca de 90% dos efectivos da Força Aérea recebem aqui a sua formação.

Competências do CFMTFA[editar | editar código-fonte]

Compete ao CFMTFA ministrar as seguintes formações:

  • Curso de formação e promoção de sargentos dos quadros permanentes;
  • Cursos de formação para as diferentes especialidades da Força Aérea para o pessoal em regime de contrato (cabos, sargentos e oficiais);
  • Formação militar básica para o pessoal voluntário no regime de contrato;
  • Cursos de formação profissional;
  • Cursos de refrescamento ou de especialização em áreas com interesse profissional para os militares da Força Aérea;
  • Formação de instrutores;
  • Formação profissional para os civis pertencentes aos quadros da Força Aérea;
  • Outros cursos considerados de interesse para a Força Aérea ou para o Ministério da Defesa Nacional.

História[editar | editar código-fonte]

Recebendo em 1939 a designação de Base Aérea nº 2, foi inaugurada pelo Presidente da República Óscar Carmona em 14 de Abril de 1940, pertencendo à arma de Aeronáutica do Exército Português.

Ficaram colocados na nova base meios aéreos extremamente avançados para a época:

  • Uma esquadrilha de caça de 15 aviões Gladiator;
  • Um grupo de duas esquadrilhas de bombardeamento diurno, equipada com os aviões Junkers - JU 86;
  • Um grupo de duas esquadrilhas de bombardeamento nocturno, equipada com os aviões Junkers - JU 52.

Com a fusão da Aeronáutica da Marinha e da Aeronáutica do Exército é criada, em 1952, a Força Aérea Portuguesa, constitui-se um grupo de caças tendo como base três esquadras:

Em Maio de 1953 os primeiros aviões F 84G são aumentados ao efectivo da base (25 aviões) formando a primeira esquadra de aviões a jato em Portugal. Com estes mesmos aviões formaram-se patrulhas acrobáticas de demonstração das quais se destaca a Patrulha S. Jorge.

Em Outubro de 1958 foi organizada a Esquadra 51 com novas aeronaves chegadas a Portugal, os F-86 Sabre. Estas aeronaves estavam destinadas à Base Aérea nº.5 que se encontrava em fase de aprontamento. Foi transferida em 1959.

Em 1960 a base deixou de ser uma unidade operacional para se converter numa base de instrução, constituindo-se o Grupo de Instrução de Técnicos Especialistas (GITE).

Em 1975 foi criado na base o Centro de Instrução nº 7 para ministrar a instrução elementar de pilotagem (utilizando aviões Chipmunk) e para integrar as escolas de formação e preparação militar técnica.

Em 1976, este centro de Instrução foi substituído pelo Centro de Instrução nº. 2 (CI2)

Em 1992, a Base Aérea nº 2 deu origem ao actual Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA).[2]

Novo Aeroporto de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Durante algum tempo julgou-se que este Centro teria que ser transferido para um novo local, porque esteve planeado para o espaço que iria ocupar a construção de um novo Aeroporto de Lisboa. Nesse caso, a Força Aérea teria de transferir este centro para o actual Aeródromo de Manobra n.º 1 que se situa em Ovar, tendo essa transferência a data prevista para 2010.

Com o abandono dos planos para o novo aeroporto de Lisboa[3] , este Centro permanece na Ota.

Referências