Base monetária
Em economia, base monetária se refere ao volume de dinheiro criado pelo Banco Central - isto é, moeda (em papel ou metálica) e reservas bancárias em poder das entidades financeiras ou depositadas no Banco Central. Trata-se de uma definição restrita da oferta de dinheiro, que diz respeito apenas às formas mais líquidas. A partir dessa base monetária, o sistema bancário, através dos créditos concedidos, cria moeda escritural e portanto aumenta a oferta de moeda.
Oferta de moeda é sinônimo de meios de pagamento. É o estoque de moeda disponível para uso da coletividade – setor não bancário – a qualquer momento.1
Os agregados monetários são as medidas quantitativas da oferta de moeda. Cada país classifica seus agregados monetários, geralmente por ordem de liquidez. No Brasil e em Portugal consideram-se cinco agregados monetários: M0, M1, M2, M3 e M42
- M0 = Base Monetária Restrita = moeda emitida (papel-moeda e moeda metálica) + reservas bancárias (moeda em poder das entidades financeiras e seus depósitos no Banco Central);
- M1 = moeda em poder do público (papel-moeda e moeda metálica) + depósitos à vista nos bancos comerciais. M1 é o total de moeda que não rende juros e é de liquidez imediata.
sendo que
Moeda em poder do público é a quantidade de moeda emitida pela autoridade monetária menos as reservas bancárias
- M2 = M1 + depósitos a prazo (depósitos para investimentos, depósitos de poupança, fundos de aplicação financeira e de renda fixa de curto prazo) + títulos do governo em poder do público.
- M3 = M2 + depósitos de poupança
- M4 = M3 + títulos privados (depósitos a prazo e letras de câmbio)3
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No Brasil [editar]
No Brasil, o critério de composição dos agregados monetários deixou de seguir o grau de liquidez, passando a ser definida segundo os sistemas emissores. Assim, M1 é gerado pelas instituições emissoras de haveres estritamente monetários; M2 corresponde a M1 e às demais emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias - as que realizam multiplicação de crédito. M3 é composto por M2 e captações internas por intermédio dos [[renda fixa|fundos de renda fixa]] e das carteiras de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). M4 engloba M3 e os títulos públicos de alta liquidez.4
Conceitos anteriores [editar]
- M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista
- M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + quotas de fundos de renda fixa de curto prazo + títulos públicos de alta liquidez
- M3 = M2 + depósitos de poupança
- M4 = M3 + títulos emitidos por instituições financeiras
Conceitos atuais [editar]
Meios de Pagamento Restritos:
- M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista
Meios de Pagamento Ampliados:
- M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias
- M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic (operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais);
Poupança financeira:
- M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez
Referências
- ↑ VASCONCELOS, Marco Antonio Sandoval de e TROSTER, Roberto Luís. Economia Básica. 4ª. ed., São Paulo, Atlas, 1998; p. 289).
- ↑ Meios de pagamento, por Tomislav R. Femenick.
- ↑ MONTORO FILHO, André Franco - Manual de Economia. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 1992, p. 344 e 345.
- ↑ Banco Central do Brasil. Reformulação dos Meios de Pagamento - Notas Metodológicas .
Ver também [editar]
Ligações externas [editar]
- BARBOSA, Jorge Henrique de Frias Prociclicidade do risco de crédito: um modelo point in time para o risco da carteira de crédito agregada dos bancos brasileiros, p. 9. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2007.