Batalha de Órbigo

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A Batalha de Órbigo teve lugar em 456 e deve seu nome ao rio Órbigo que foi onde teve o enfrentamento entre Suevos e Visigodos. Todavia neste mesmo lugar, ao longo dos tempos, houve várias outras batalhas, entre elas a que foi travada no ano de 900 entre o rei Alfonso III o grande (866-910), das Astúrias, em seu segundo reinado e as tropas cordobesas do emir Abdalá I (888-912). Mais tarde (séc XIII) foi construída uma ponte sobre este rio, chamada de Ponte do rio Órbigo e também Ponte do passo honroso, este segundo nome é devido a que segundo a tradição um nobre de Leão, ao ter tido suas pretensões recusadas por uma dama, decidiu enfrentar sozinho centenas de outros cavaleiros para dar provas de sua honra. Bem próximo à ponte, às margens do rio, local onde se travou a batalha entre Suevos e Visigodos, foi construído o Hospital de Órbigo, para lembrar a memória dos feridos de ambos os lados e que foram tratados naquele exato lugar. Outras fontes, entretanto, atestam que o referido hospital foi construído para ajudar a peregrinos e necessitados.

História e consequências[editar | editar código-fonte]

Os Suevos haviam se convertido ao Cristianismo. Todavia, graças às suas campanhas expansionistas e tendo à frente um Império Romano, nesta altura, muito debilitado, graças às derrotas sofridas, o Imperador Romano Ávito, temendo uma represália, pede ajuda a Teodorico II dos Visigodos. Estes encampam então uma grande batalha contra os suevos à margens do rio Órbigo (próximo a Astorga), o que culminou com a derrota dos últimos. Teodorico II dirige-se então com seus soldados para Bracara (Braga). Saqueiam a cidade e infringem nova derrota aos Suevos, concluindo com a morte de Requiário. Assim se refere o cronista Idácio de Chaves:

"... o rei dos godos Teodorico, com forte exército e por desígnio e ordem do imperador Ávito, e tendo-se-lhe oposto o rei dos suevos, Rechiário, junto ao rio Órbigo, é vencido no combate travado". - Idácio; cron. a.456 -II.VI[852-865]; SAYAS ABENGOCHEA & GARCIA MORENO, op. cit., p. 261

Como consequência, o reino se fragmenta e, com as disputas internas, dois reis governarão ao mesmo tempo: Frantano (456-457) e Aguiulfo (456-457). Em 457 Maldrás (457-459) reunifica o reino, mas dois anos depois é assassinado, vítima de uma conspiração. O reino novamente se divide, agora entre Frumário (459-463) e Remismundo (filho de Maldrás) (459-469). Este passa a reinar sozinho a partir de 463. Entretanto, com as constantes derrotas e com morte do sucessor de Maldras, Remismungo (459-469)em 469, o reino cai definitivamente em um Período Obscuro, caracterizado pela falta de ordem e pela escassez de registros. Existe uma total desagregação e caos que só terá fim em 550, com a ascensão de Carriarico.

Reis prováveis do Período Obscuro[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Cronologia sucessória na Península Ibérica
Suevos Visigodos Vândalos Alanos
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