Batalha do Ália

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Batalha do Ália
Primeira invasão gálica
Data 18 de Julho de 390 a.C. (tradicional), 387 a.C. (provável)
Local Nas margens do rio Ália, perto de Roma
Resultado Vitória dos gauleses
Combatentes
República Romana Gauleses
Comandantes
Quinto Fabio Breno
Forças
40.000 40.000
Predefinição:Campanhainfo Guerras Gálicas

A Batalha do Ália, ocorreu em 387 ou 390 a.C. e antecedeu a Invasão Gaulesa de Roma. Travada perto do rio Ália, na região actualmente conhecida como Toscana, teve como consequência a derrota do exército romano e abriu caminho para que os gauleses penetrassem na cidade de Roma e a saqueassem.

O líder romano nomeado pelo Senado para combater os gauleses foi Quinto Fabio, que num primeiro momento atuou como diplomata, procurando dialogar com os gauleses quando ainda se encontravam na cidade de etrusca de Clúsio, aliada de Roma[1] . Neste encontro, Fabio ficou frente à frente com o chefe gaules Breno, e alegou o direito à favor de Roma, imaginando que seu argumento poria fim ao movimento dos invasores, e obteve a célebre resposta "O direito levo-o na ponta do meu gládio". Inconformado, Fabio pediu resistência por parte dos clusianos, e combateram furtivamente à noite os gauleses, conseguindo matar um de seus líderes, causando surpresa em Breno, que se sentiu traído e decidiu marchar para Roma, exigindo do Senado uma reparação e a entrega de Quinto Fabio. O Senado, ainda que concordasse que o ato de Fabio atentasse contra a boa fé, o nomeou líder do exército romano. Este, após a nomeação, decidiu por atacar os invasores de imediato, sem que se preparasse convenientemente, acreditando numa vitória fácil.[2] O combate se deu às margens do rio Ália, e neste combate Quinto Fabio morreu. Os gauleses entraram em Roma sem resistência, não conseguindo apenas tomar o Capitólio, último reduto de resistência romana liderada por Marco Mânlio Capitolino.

Referências

  1. DEFRASNE, Jean. Histórias da História de Roma. Lisboa: Morais Editora, 1965, pág. 47.
  2. ANDREVON, Jena-Pierre. Heróis e vilões da Roma antiga. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, pág. 75.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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