Batalha de Almansa

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Batalha de Almansa
Guerra da Sucessão Espanhola
Batalladealmansa.jpg
Data 25 de abril de 1707
Local Almansa, Albacete, Espanha
Desfecho Decisiva vitória franco-espanhola
Combatentes
Union flag 1606 (Kings Colors).svg Reino da Grã-Bretanha
Flag Portugal (1707).svg Reino de Portugal
Prinsenvlag.svg República Unida dos Países Baixos
Bandera de España 1701-1760.svg Espanha
Royal Standard of the King of France.svg França
Comandantes
Marquês das Minas
Henri de Massue
Jaime Fitz-James, duque de Berwick
Forças
22,000 25,000
Baixas
5,000 mortos ou feridos
12,000 capturados
3,500 mortos ou feridos

A Batalha de Almansa, travada em 25 de abril de 1707, foi um dos combates mais decisivos da Guerra da Sucessão Espanhola. Em Almansa, o exército franco-espanhol, sob o comando do duque de Berwick[Nota 1] derrotou as forças aliadas de Portugal, Grã-Bretanha e das Províncias Unidas liderada por Henri de Massue, I Conde de Galway,[Nota 2] recuperando a maior parte do leste da Espanha para os Bourbons.

O conflito é descrito como "provavelmente a única batalha na história em que as forças britânicas foram comandadas por um francês, e as forças francesas por um britânico."[1]

A batalha[editar | editar código-fonte]

A batalha começou às 15 horas do dia 25 de abril. Os aliados, partidários do arquiduque Carlos, alinharam 42 batalhões de infantaria, cada um composto de 400 homens e 60 esquadrões de cavalaria de 100 cavaleiros cada, enquanto os borbónicos dispunham de 50 batalhões de infantaria e 81 esquadrões de cavalaria, formando dois exércitos com duas linhas de profundidade. O exército Bourbon de cerca de 25.000 homens era composto por tropas espanholas e francesas em igual proporção, bem como um regimento irlandês.

A batalha começou com fogo de artilharia. Quando Galway enviou suas reservas para um ataque ao centro de Bourbon, Berwick desencadeou uma grande força de cavalaria franco-espanhola contra as enfraquecidas linhas anglo-portuguesas, varrendo a cavalaria portuguesa. Galway perdeu 5.000 homens e 12.000 foram feitos prisioneiros; do seu exército de 22.000, apenas 5.000 escaparam para Tortosa.

Consequências[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Almansa não foi decisiva para a guerra, mas abriu o caminho para a ocupação do reino de Valência, apesar de não significar a rendição dos austracistas do reino. A vitória foi um passo importante na consolidação da Espanha sob os Bourbons. Com o principal aliado do exército destruído, o pretendente Filipe V tomou a iniciativa e conquistou Valência.

A cidade de Xàtiva foi queimada e teve seu nome mudado para San Felipe, como forma de punição. Em memória desses fatos, ainda hoje o retrato do monarca Felipe V, de cabeça para baixo, está em exposição no museu local de L'Almodí. [2]

Pouco tempo depois, os únicos aliados restantes do pretendente de Habsburgo, arquiduque Carlos, foram os seus apoiantes na Catalunha e Baleares.

Há um dito popular na atual Comunidade Valenciana que relembra a derrota, Quan el mal ve d'Almansa, a tots alcança ("Quando o mal vem de Almansa, a todos alcança").[3]

Notas e referências

Notas

  1. Berwick era o filho ilegítimo do Rei exilado Jaime II de Inglaterra, que havia retomado serviço no exército francês após o seu exílio e de seu pai.
  2. Galway era um huguenote francês que tinha ingressado no serviço militar inglês no reinado de Guilherme III de Inglaterra

Referências

  1. Norwich, John Jules. The Middle Sea. A History of the Mediterranean. Londres: Chatto & Windus, 2007. ISBN 0701176083
  2. El cuadro del monarca pende boca abajo en l’Almodí por decretar el asedio de la villa. www.lasprovincias.es. Página visitada em 28 de março de 2011.
  3. Quan el mal ve d’Almansa. www.lasprovincias.es. Página visitada em 28 de março de 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Linda Frey. The Treaties of the War of the Spanish Succession (em inglês). Westport: Greenwood Press, 1995. ISBN 0313278849
  • John Hattendorf. England in the War of the Spanish Succession (em inglês). Nova Iorque: Garland Pub, 1987. ISBN 0824078136
  • John Lynn. The Wars of Louis XIV, 1667–1714 (em inglês). [S.l.]: Longman, 1999. ISBN 0-582-05629-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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