Batalha de Bécula

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Batalha de Bécula
Segunda Guerra Púnica
Battles second punic war.png
Batalhas da Segunda Guerra Púnica - Bécula
Data 208 a.C.
Local Bécula (Santo Tomé), Espanha
Desfecho Vitória romana; Asdrúbal retirava-se da Hispânia com o exército debilitado para marchar em direcção a Itália
Combatentes
Cartago República Romana
Comandantes
Asdrúbal Barca Cipião Africano
Forças
25.000 homens + aliados hispânicos 35.000 homens
Baixas
6.000 mortos
10.000 capturados
desconhecidas

A batalha de Bécula ocorreu em 208 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica. Nesta batalha , Cipião Africano, ao estrear no comando das tropas romanas na Hispânia, derrotou os cartagineses comandados por Asdrúbal Barca.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Asdrúbal, ávido para reunir-se a Aníbal na Península Itálica há vários anos, teve sua escolha resolvida por ele. Se vacilara, no passado, dividido entre a necessidade de preservar o império cartaginês e auxiliar no ataque de Aníbal, agora receberia o golpe que traria a decisão.

Em Bécula (atual Bailén), guardando as importantíssimas minas de prata de Cástulo, Asdrúbal foi colocado em apuros por Cipião Africano. A segunda guerra púnica, como todas as outras, girava em torno de metais e dinheiro — metais para os materiais de guerra e dinheiro para manter as tropas em campo e pagar pelo apoio dos aliados. Amílcar havia fundado seu império na Península Ibérica para reabastecer os cofres de Cartago depois da desastrosa paz que se seguiu à Primeira Guerra Púnica.

Foi a riqueza mineral da Península Ibérica que encorajara Cartago a apoiar a assombrosa aventura de Aníbal contra a República Romana. A última batalha de Asdrúbal na Hispânia foi significativa pelo fato de que ele foi derrotado pela utilização, por Cipião, de uma tática de aproximação na qual nenhum outro comandante romano no passado teria pensado, e possivelmente nem mesmo o próprio Cipião, se ele não tivesse estado presente na Batalha de Canas.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Asdrúbal se posicionara abaixo da cidade de Bécula (atual Bailén), numa cordilheira que tinha um pequeno rio abaixo dela. Para chegar até o inimigo, Cipião Africano teria que vencer o rio e então fazer um ataque frontal subindo por uma escarpa: duas desvantagens que comandantes romanos anteriores teriam enfrentado, contando com o peso das legiões para abrir caminho através das defesas do inimigo. Contudo, Cipião tinha observado que, em qualquer dos lados do platô, havia valas secas descendo desde o topo. Depois de suas tropas cruzarem o rio, subitamente deslocou o peso principal de seu ataque, enviando uma grande corporação de tropas leves escarpa acima para enfrentar o inimigo de frente, enquanto ele e seu segundo-no-comando levavam as legiões pesadamente armadas pelas valas de ambos os lados.

Ao fazer isso, imitou Aníbal em Canas, com suas tropas ligeiras e aliados ibéricos retendo o choque no centro, enquanto seus veteranos armados com armas pesadas cerravam fileiras nos flancos para a matança. "E não mais", escreve Lívio, "restou espaço aberto, nem mesmo para fuga (…) a entrada do acampamento foi obstruída pela fuga do general e oficiais-chefes e, mais ainda, pelo pânico dos elefantes, aos quais, quando apavorados, eles temiam muito mais do que ao inimigo.

Resultado[editar | editar código-fonte]

Cerca de oito mil homens foram mortos. Restou o fato de que Asdrúbal, colocado à prova em muitos campos de batalha, conseguiu evadir-se com o núcleo principal de seu exército — todas as suas tropas pesadas, assim como a cavalaria e também trinta e dois elefantes.

Como o próprio Aníbal, e como Cipião Africano, ele era impiedoso no sacrifício de suas tropas locais quando chegava à ação principal. E para Asdrúbal, tendo decidido que a Península Ibérica deveria ser finalmente abandonada, mesmo que apenas a curto prazo — o mais importante ato seria deslocar suas forças para a Península Itálica.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • POLÍBIO, História, Editora UNB.
  • LÍVIO, Tito, História Romana, Editora Paumape.
  • BRADFORD, Ernle, Aníbal Um desafio aos Romanos, Editora Ars Poetica.
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