Cerco de Calais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Batalha de Calais)
Ir para: navegação, pesquisa
Cerco de Calais
Parte da(o) Guerra dos 100 anos
Belagerung von Calais 1346-1347.JPG
O Cerco de Calais.
Data 4 de Setembro de 13463 de Agosto de 1347
Local Calais, França
Desfecho Vitória inglesa
Combatentes
England Arms 1405.svg Reino da Inglaterra Blason France moderne.svg Reino da França
Principais líderes
Eduardo III de Inglaterra Jean de Fosseux
Forças
cerca de 34 000, sendo 5 300 cavaleiros, 6 600 soldados desmontados (infantaria), 20 000 arqueiros, 2 000 soldados da Flandres entre 7 000 e 8 000 cidadãos

O Cerco de Calais (no norte de França) começou em 1346 e durou até ao início do que mais tarde se chamaria a Guerra dos Cem Anos. Eduardo III de Inglaterra, que reclamava também o reino de França, derrotou a armada francesa na Batalha de Sluys em 1340, e entrou na Normandia, terminando finalmente na Batalha de Crécy em 1346. Nesse ponto o exército inglês não podia continuar sem renovação de alimentos e sem reforços, e a ajuda da Flandres, pelo que se retirou para norte. Os navios ingleses tinham abandonado já as costas da Normandia de regresso à Inglaterra, e assim o rei Eduardo tinha que tomar um posto defensável onde o seu exército pudesse reagrupar-se e reabastecer-se.

Calais era perfeitamente apropriada para os propósitos do monarca inglês. Era altamente defensável, com duplo fosso e muralhas que tinham sido erguidas cem anos antes. A cidadela no lado noroeste da cidade tinha o seu próprio fosso e fortificações adicionais. Além disso a cidade encontrava-se sobre o Canal da Mancha, o que implicava que, uma vez tomada, podia ser facilmente reabastecida e defendida por mar. Atractiva como era para Eduardo de Inglaterra, por sua posição, era porém muito difícil de tomar.

A cidade foi cercada no Verão de 1346, mas só se renderia em 1 de Agosto de 1347.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Davis, Paul K. (2001). "Besieged: 100 Great Sieges from Jericho to Sarajevo." Oxford: Oxford University Press.