Batalha de Cibotos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Batalha de Civetot)
Ir para: navegação, pesquisa
Batalha de Cibotos
Cruzada Popular
Data 1096
Local Cibotos, Bitínia
Desfecho Vitória seljúcida decisiva
Combatentes
Cruzados Turcos seljúcidas
Comandantes
Godofredo Burel Sem líder definido
Forças
20 000 Desconhecido
Cibotos está localizado em: Turquia
Cibotos
Localização de Cibotos na moderna Turquia

A batalha de Cibotos (em grego: Κιβωτός; transl.: Kibotós) ou de Civetot ocorreu em 1096, próximo da fortaleza de Cibotos, na Bitínia, e pôs fim à Cruzada Popular.[1] Após a desastrosa derrota dos cruzados no cerco de Xerigordo, dois espiões turcos espalharam o rumor de que os germânicos tinham conseguido tomar não só Xerigordo como também Niceia, o que incentivou este contingente a apressar-se para chegar à cidade o mais depressa possível para compartilhar o saque. Naturalmente, os turcos estava esperando no caminho para Niceia. Pedro, o Eremita tinha voltado a Constantinopla para providenciar suprimentos e devia retornar logo, e muitos dos líderes argumentaram que deveriam esperá-lo. No entanto, Godofredo Burel, que tinha amplo apoio entre as massas do exército, argumentou que seria covardia aguardar, e que deveriam avançar imediatamente contra os turcos seljúcidas. Sua vontade prevaleceu e, na manhã de 21 de outubro, todo o exército de cerca de 20 000 cruzados marchou em direção a Niceia, deixando mulheres, crianças, velhos e doentes para trás no acampamento.[2] [3]

Três quilômetros do acampamento, onde a estrada entrava em um vale estreito e arborizado perto da aldeia de Draco, o exército turco aguardava em emboscada. Ao aproximar-se do vale, os cruzados marchando ruidosamente e foram imediatamente submetidos a um ataque de flechas.[4] que vitimou um grande número de peregrinos. O pânico imediatamente instalou-se e em poucos minutos o exército estava derrotado e fugia em direção ao acampamento. Muitos dos cruzados foram massacrados (mais de 60 000 segundo alguns registros[5] ), embora mulheres, crianças e aqueles que se renderam foram poupados. 3 000, incluindo Godofredo Burel, foram capazes de obter refúgio em um castelo abandonado.[6] Posteriormente, os bizantino sob Constantino Euforbeno Catacalo vieram em seu socorro e levantaram o cerco turco.[7] Esses poucos retornaram a Constantinopla, os únicos sobreviventes da Cruzada Popular.

Referências

  1. Bradbury 2004, p. 194
  2. Norwich 1996, p. 33-35
  3. Runciman 1987, p. 131
  4. Runciman 1987, p. 60; 131
  5. Kostick 2008, p. 109
  6. Runciman 1987, p. 132
  7. Kazhdan 1991, p. 64

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bradbury, Jim. The Routledge Companion to Medieval Warfare. [S.l.]: Routledge, 2004. ISBN 9780203644669.
  • Kazhdan, Alexander Petrovich. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 0-19-504652-8.
  • Kostick. The Social Structure of the First Crusade. [S.l.]: BRILL, 2008. ISBN 9789004166653.
  • Norwich, John Julius. Byzantium: The Decline and Fall. [S.l.]: Knopf, 1996. ISBN 0679416501.
  • Runciman, Steven. A History of the Crusades. [S.l.]: Cambridge University Press, 1987. ISBN 9780521347709.