Batalha de Filipos

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Batalha de Filipos
Philippi1 location.jpg
Data 3 de outubro e 23 de outubro de 53 a.C.
Local Filipos
Desfecho Vitória decisiva para o segundo triunvirato
Combatentes
Segundo triunvirato Liberatores
Comandantes
Otaviano e Marco Antônio Marco Júnio Bruto† e
Caio Cássio Longino
Forças
19 legiões, 33,000 cavaleiros aliados;
Total: mais de 100 mil homens
17 legiões, 17,000 cavaleiros aliados
Total: quase 100,000 homens
Baixas
Medianas Rendição de todo o exército

A Batalha de Filipos ocorreu no ano 42 a.C. entre as forças do segundo triunvirato governante de Roma e as forças republicanas lideradas por Bruto e Cássio, principais envolvidos no assassinato de Júlio César. As tropas de Bruto e Cássio perderam essa batalha, e os dois perderam a vida.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Filipos situa-se a cerca de 13 quilómetros de distância do porto de Neápolis, a atual Cavala, onde Bruto e Cássio estabeleceram sua base de suprimentos, em 43 a.C. Os dois generais construíram acampamentos separados para suas legiões, duas milhas a oeste da cidade, cada um em uma montanha, distante 1,5 quilómetro um do outro. Eles escolheram suas posições de modo a poderem controlar a via Egnácia, a estrada militar de Tessalônica, no leste, para Dirráquio (atual Durrës), no oeste, na atual costa albanesa. Sua posição também era protegida por pântanos. Uma vez completos os acampamentos, construíram fortificações de montanha a montanha, ligando os dois. E lá esperaram pelo exércitos da República.

Na metade do verão de 42 a.C., Marco Antônio e Otaviano enviaram uma força avançada de oito legiões ao longo do Adriático. Liderada pelos generais Lúcio Decídio Saxa e Caio Norbano Flaco, essa força passou ao largo de Filipos e ocupou as passagens a leste de Bruto e Cássio, cortando-lhes a possibilidade de receberem reforços e suprimentos por via terrestre de seus partidários no Oriente. Nos últimos dias do verão, António e Otaviano arriscaram-se contra a poderosa frota de 240 navios de guerra de seus oponentes e, dirigidos por fortes ventos, conseguiram trazer com sucesso um segundo comboio para as praias gregas e desembarcaram mais 20 legiões.

Otaviano, ficou seriamente doente durante sua viagem à Grécia. Assim, deixando o rapaz febril em Dirráquio para que se recuperasse, António assumiu o controle de suas forças reunidas, e avançou para a Macedônia para confrontar seus inimigos. Encontrando a cidade de Anfípolis ocupada por forças locais amigas, Antônio deixou uma legião lá com sua bagagem mais pesada, continuando a avançar para Filipos.

Na metade de setembro, António chegou em Filipos e, para surpresa de seus oponentes, construiu um acampamento em terreno desfavorável, uma planície poeirenta não muito distante da posição deles. O aflito Otaviano reuniu-se a seu exército dez dias depois, chegando em uma liteira, muito fraco para caminhar. Nesse meio tempo, os dois exércitos tinham começado a se encarar, alinhando-se diariamente para se confrontarem na planície. A cada dia, ambos os lados colocavam 19 legiões e 20 mil cavaleiros em ordem de batalha. Muitas das legiões que se confrontavam na planície de Filipos tinham até recentemente lutado do mesmo lado.

As legiões de Otaviano e Marco Antônio começaram por despedaçar o flanco direito das legiões de Bruto e Cássio, levando com isso à confusão destas últimas e à derrota.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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