Batalha de Fornovo di Taro

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Batalha de Fornovo di Taro
Campanha da Itália
Segunda Guerra Mundial
Data 28 de abril de 1945 - 1 de maio de 1945
Local Fornovo di Taro, Itália
Desfecho Vitória dos Aliados
Combatentes
Flag of Brazil (1889-1960).svg Brasil
 Estados Unidos
Flag of Italian Committee of National Liberation.svg Resistência italiana
Alemanha Nazi Alemanha Nazista
War flag of the Italian Social Republic.svg República Social Italiana
Comandantes
Flag of Brazil (1889-1960).svg Mascarenhas de Morais Alemanha Nazi Otto Fretter-Pico
War flag of the Italian Social Republic.svg Mario Carloni
Forças
Flag of Brazil (1889-1960).svg 2º regimentos de infantaria da FEB
Estados Unidos 751º Batalhão de Blindados
Flag of Italian Committee of National Liberation.svg Brigada de partisans italianos
Alemanha Nazi 148ª Divisão Alemã
War flag of the Italian Social Republic.svg Divisão Bersaglieri "Itália"
Baixas
~45 (mortos, feridos ou desaparecidos) Desconhecidas

A Batalha de Fornovo di Taro foi o último grande confronto travado pelo exército brasileiro na Segunda Guerra Mundial.

Ataque a Fornovo[editar | editar código-fonte]

Enquanto ao nordeste e ao noroeste de Fornovo contingentes do 1º RI e do 11º RI bloqueavam as possíveis saídas do inimigo, o 6º RI do coronel Nelson de Melo preparava ataque a Fornovo di Taro com ajuda de duas baterias de artilharia, do Esquadrão de Reconhecimento, de uma companhia de engenharia e de uma companhia norte-americana de tanques.

Na manhã de 28 de abril Zenóbio telefonou a Mascarenhas, que se achava em Montecchio, propondo que mais um batalhão fosse lançado à luta, para ajudar o 6º RI. Mascarenhas, apoiando-se na avaliação que Castelo fez da situação, declarou que esse batalhão adicional não seria necessário. Por isso, o movimento de cerco e ataque foi efetuado por três batalhões, como anteriormente fora planejado.

A principal ofensiva foi desencadeada pelo major Gross, que avançou da região de Collecchio, pelo sul. Quando se encontrava a 6 km de Fornovo, encontrou séria oposição, resistindo a violentos contra-ataques, às 9 horas da noite do dia 28, e a 1 hora da madrugada do dia 29.

Enquanto isso, a curta distância de Fornovo, o 3º Batalhão do major Silvino, e o Esquadrão de Reconhecimento do capitão Pitaluga atacavam pelo sudoeste. Escreve Wondolowski: "Os brasileiros, muito decididos, estavam esmagando todas as tentativas alemãs de romper o cerco." Pode-se acrescentar que os brasileiros ainda dispuseram de tropas para mandar a Piacenza e a um bolsão ao Norte de Cremona e, assim, não precisaram de toda a sua força para a missão de bloquear a Rodovia 62.

Vigário Negocia Rendição Alemã[editar | editar código-fonte]

Na tarde de 27 de abril, um dia antes da ofensiva contra Fornovo, o major Cordeiro Oeste persuadiu o vigário de uma aldeia a levar aos alemães a sugestão de que se rendessem. O vigário caminhou 6 km até Respício, perto de Fornovo, e aí falou com oficiais alemães. Perguntado sobre o poderio e a localização das forças brasileiras, o vigário disse que os alemães estavam cercados e deviam se render.

Um dos mais velhos desses oficiais, que aprimorara o seu italiano durante um período em que servira como Embaixador da Alemanha em Roma, pediu ao vigário que obtivesse por escrito condições para a rendição e voltasse com elas.

Como resultado disso, na manhã do dia 28, muito cedo, antes de ser desfechado o ataque do 6º RI, Nelson de Mello, redigiu um ultimato de rendição incondicional e, através de Castelo Branco, pediu a aprovação de Mascarenhas aos seus termos.

O vigário levou esse ultimato aos alemães e voltou com uma mensagem, assinada pelo major Kuhn, chefe do Estado-Maior da 148ª Divisão, dizendo que a resposta seria dada depois de consulta a seus superiores.

A Rendição[editar | editar código-fonte]

Enquanto os alemães adiavam a decisão, o 6º RI procedeu de acordo com o plano. Então, às 10h30 da noite, depois que os homens de Gross repeliram forte contra-ataque inimigo, o major Kuhn e dois outros oficiais alemães cruzaram as linhas brasileiras para negociar os pormenores da rendição. Gross os conduziu ao posto de comando do 6º RI, em Collecchio.

Nelson de Melo, sabedor de que a missão dos três alemães fora autorizada pelo comandante da 148ª Divisão, general Otto Fretter-Pico, dirigiu-se rapidamente a Montecchio para falar com Mascarenhas. Este ordenou a Brayner e Castelo que se entendessem com os negociadores alemães. Por isso, sob a chuva, os dois oficiais foram levados a Colecchio.

Castelo Branco descreve: "numa sala de uma vivenda de campo, fui apresentado a três oficiais alemães do Estado-Maior de uma Divisão. Pediram condições para a rendição. Dissemos que só podia ser incondicional. Falaram em honra militar e em princípios de humanidade… e aceitaram a rendição!

"São alguns milhares de homens, dois generais e etc. Como resultados dos termos impostos na reunião de Collecchio, que durou toda a noite, que foram modificados apenas pela insistência de Mascarenhas de que depusessem imediatamente as armas (a 29 de abril e não a 30), a primeira Divisão germânica a capitular na Itália se rendeu aos brasileiros.

"Nada menos de 14.779 alemães e italianos se tornaram prisioneiros em dois campos próximos, instalados pelos brasileiros. O general alemão Otto Fretter-Pico e o general italiano Mario Carloni foram escoltados até Florença pelo general Falconiere e general Zenóbio, que os entregaram ao 5º Exército norte-americano, juntamente com 6 milhões de liras também tomados pelos brasileiros."

Numa luta, nos arredores de Fornovo, cinco brasileiros foram mortos e cerca de 50 foram feridos. O que tinha sido conseguido era notável em operações de guerra: a rendição de uma Divisão alemã a uma única Divisão aliada, a brasileira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]